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Conheça as metas ambiciosas da Frimesa ​para tornar suas operações mais sustentáveis até 2040

Foco está na redução das emissões diretas nas operações, com a adoção de fontes de energia limpa, como solar, biogás e biomassa.

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Fotos: Divulgação/Frimesa

Maior empresa de abate e processamento de suínos do Paraná e uma das principais cooperativas agropecuárias do Brasil, a Frimesa está avançando de forma decisiva rumo a uma operação cada vez mais sustentável. Com metas claras e compromissos bem estruturados para a próxima década, a cooperativa reforça seu comprometimento com a sustentabilidade no Roadmap Frimesa ESG 2040, documento que prevê todas as ações e áreas de atuação da empresa para reduzir o impacto socioambiental das suas atividades.

Entre as prioridades da Frimesa estão a gestão do uso da água e dos efluentes gerados, áreas sensíveis para a suinocultura. A cooperativa tem investido em tecnologias para garantir que os recursos hídricos sejam utilizados de maneira responsável e que os resíduos sejam tratados de acordo com as melhores práticas ambientais. A eficiência energética também é foco de atenção, com medidas que buscam a redução do consumo de energia e a adoção de fontes renováveis.

O compromisso com a sanidade e o bem-estar animal também está no centro das operações da Frimesa. Com uma suinocultura tecnificada e de alta qualidade, a cooperativa investe em rastreabilidade para garantir, além da saúde dos animais, a segurança dos alimentos oferecidos ao consumidor. “A rastreabilidade é fundamental para assegurar que todas as etapas da cadeia produtiva, desde a granja até a mesa do consumidor, estejam em conformidade com os mais altos padrões de qualidade”, salienta Elias José Zydek, presidente-executivo da Frimesa, em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural.

Além dos aspectos ambientais, a empresa também atua fortemente em questões sociais e de governança. A saúde e segurança do trabalho são tratadas com seriedade, garantindo condições dignas e seguras para os colaboradores. A diversidade, a inclusão e a equidade são princípios norteadores nas políticas de recursos humanos da cooperativa, com iniciativas para promover um ambiente de trabalho mais justo e acolhedor para todos.

Para coordenar e monitorar as iniciativas ESG (Ambiental, Social e Governança) foi criado em outubro o Comitê de Sustentabilidade da Frimesa, que será responsável por desenvolver e revisar políticas ESG, monitorar o cumprimento das metas e avaliar os riscos e oportunidades em áreas como mudanças climáticas, gestão de resíduos e segurança do consumidor.

Reúso de água

Presidente-executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “A rastreabilidade é fundamental para assegurar que todas as etapas da cadeia produtiva, desde a granja até a mesa do consumidor, estejam em conformidade com os mais altos padrões de qualidade”

Um dos compromissos sustentáveis da Frimesa é alcançar 10% de reutilização de água até 2025. Para atingir essa meta, a cooperativa tem implementado uma série de medidas em suas plantas industriais. Um dos principais focos é o tratamento avançado de efluentes por meio de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), nas quais a água utilizada no processo industrial passa por processos avançados de tratamento, tornando-a adequada para reutilização em atividades não potáveis, como limpeza de pisos e equipamentos externos, refrigeração e para irrigar jardins. “Não realizamos reúso de água nas indústrias, pois atuamos no setor alimentício e a legislação vigente não permite essa prática. Nosso compromisso é garantir o uso de água potável em todos os processos de industrialização, assegurando os mais altos padrões de segurança e qualidade”, salienta Zydek, acrescentando que as plantas industriais estão equipadas com sistemas de captação de água da chuva, que, após tratamento, é utilizada em diversas operações, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade.

Outra frente de atuação da cooperativa é o controle do consumo de água, com meta para reduzir em 10% o consumo nas indústrias até 2030. Para isso estão sendo feitos investimentos em tecnologias de monitoramento e automação, que permitem o acompanhamento em tempo real do uso de recursos hídricos. “A instalação de sensores e sistemas automatizados tem sido essencial para identificar e corrigir desperdícios, além de otimizar o uso em etapas como higienização das linhas de produção e processamento de carne”, menciona Zydek, destacando que essas iniciativas geram ganhos operacionais como a redução de custos, maior eficiência nos processos e uma gestão ambiental mais eficaz.

O presidente da Frimesa adianta que também estão sendo realizados diversos estudos sobre a potabilização da água. “A ideia é realizar um tratamento adicional para tornar a água potável, em vez de descarregá-la nos rios. Além disso, o controle automático da vazão nos pontos de consumo e o monitoramento da pressão também contribuem para a redução de consumo”, evidencia.

Para alcançar essa meta, Zydek explica que A capacitação dos colaboradores também desempenha um papel fundamental nessa estratégia, ressalta o executivo. “Realizamos campanhas internas de conscientização e treinamentos contínuos para promover o uso responsável da água e fortalecer a cultura de economia de recursos entre os funcionários”, afirma.

Biosseguridade em 80% das granjas

Um dos principais pilares para garantir a sustentabilidade e a segurança em sua cadeia produtiva está na implantação da biosseguridade em 80% das granjas até 2025, uma medida importante para assegurar a sanidade dos plantéis e reduzir a necessidade de antimicrobianos. Entretanto, o caminho para alcançar essa meta não está isento de desafios. “A uniformização das práticas entre as diversas granjas, que variam em tamanho e infraestrutura, é uma barreira a ser superada. Além disso, a conscientização dos produtores sobre a importância da biosseguridade e a adaptação de suas operações exigem um esforço coordenado entre a Frimesa e seus parceiros”, ressalta Zydek.

Outro ponto central na estratégia da cooperativa é a gestão de riscos socioambientais e o cumprimento das práticas ESG, metas que a Frimesa também planeja alcançar até 2025. O uso de sistemas de monitoramento para rastrear emissões de gases, resíduos e o consumo de recursos também estão sendo adotados na empresa. “Estamos trabalhando para trazer ferramentas sistematizadas que possam fornecer o máximo de confiabilidade nas informações coletadas, junto a isso vamos adotar pontualmente auditorias in loco em nossos principais fornecedores. Hoje adotamos diversos controles para monitoramento para emissões de gases, resíduos sólidos e líquidos, consumos, destinos e gerações de prevenção”, detalha.

100% das unidades fabris certificadas em bem-estar animal até 2025

Com um olhar atento ao bem-estar animal, a Frimesa se compromete a certificar 100% das suas unidades fabris até o fim de 2025. Para cumprir essa meta, Zydek conta que nas indústrias mais antigas foram realizadas alterações estruturais para melhorar o manejo pré-abate, minimizando o estresse para os animais, contudo, segundo ele, o maior investimento realizado foi na educação de colaboradores que trabalham diretamente com os suínos. “É importante que todos os envolvidos entendam a importância do bem-estar animal e como o trabalho realizado de forma adequada pode contribuir para uma melhor qualidade de vida dos animais, bem como dos colaboradores envolvidos, uma vez que trabalhamos com o conceito de bem-estar único – conexão entre animal, humano e meio ambiente. Também adequamos o sistema de transporte dos animais e o controle dos percursos de forma a reduzir o estresse e o cansaço”, pontua.

Rastreabilidade na cadeia de abastecimento

Alcançar 100% de rastreabilidade na cadeia de abastecimento até 2030 é um dos objetivos mais audaciosos da cooperativa. Atualmente a Frimesa implementa sistemas manuais de rastreamento através de documentações que comprovam desde a origem até o abate dos animais, abrangendo a nutrição, medicação, vacinações, entre outros processos que fazem parte da cadeia produtiva.

Contudo, Zydek adianta que o próximo passo será sistematizar esse processo através de aplicativos que serão utilizados para coleta de dados nas propriedades rurais e posterior integração dos dados com os sistemas da cooperativa. “Essa integração de aplicativos e tecnologias que permitam o monitoramento em tempo real aumenta a transparência de toda a produção e oferece aos consumidores maior segurança e confiança nos produtos com a marca Frimesa, além de reforçar o nosso compromisso com uma produção sustentável e responsável”, enfatiza.

Ampliação das fontes de energia renovável

Daqui a seis anos, a Frimesa projeta atingir 95,7% de fontes de energia renovável em suas indústrias. A transição para fontes de energia mais sustentáveis está sendo conduzida por meio de uma mudança de combinação de estratégias que envolve biomassa, energia solar e biodigestores. Segundo Zydek, com a transição energética em andamento todas as caldeiras devem passar a ser movidas a biomassa. “Para garantir o abastecimento, estamos ampliando nossas áreas de reflorestamento, o que permitirá que 70% do consumo de biomassa nos setores seja atendido por esse recurso renovável”, frisa.

Outra frente é a expansão da sua capacidade de geração de energia solar, com a ampliação do atual sistema para atingir 12% de consumo de energia até 2030. No período também está previsto a ampliação do uso de biodigestores, fundamental para a substituição do GLP, especialmente em processos como a chamuscagem. “Estudos para a aplicação dessa tecnologia estão em andamento em outras áreas, incluindo o transporte”, antecipa Zydek.

Para aprimorar a eficiência energética em todas as unidades industriais está sendo implementada a Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE), que ficará responsável por monitorar e implementar boas práticas, além de promover inovações para reduzir o consumo de energia e melhorar as operações.

Outro investimento estratégico da Frimesa é a aquisição de energia no mercado livre. “O próximo passo é garantir o uso de fontes renováveis por meio de contratos com lastro em energia limpa e certificação via IREC (Certificado Internacional de Energia Renovável)”, expõe Zydek.

Embalagens sustentáveis ​​até 2040

Com o propósito de alcançar 50% das embalagens recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis até 2040, a cooperativa desenvolve e homologa fornecedores de embalagens que são auditadas e possuem certificações em normas reconhecidas pela GFSI (Iniciativa Global de Segurança Alimentar). Zydek ressalta que todas as embalagens da Frimesa passam por avaliações técnicas e testes em linha de produção. “Para verificar o atendimento da meta ESG, as embalagens estão sendo classificadas quanto aos critérios de recicláveis, reutilizáveis ou biodegradáveis, para juntamente com nossos fornecedores, avaliar as alternativas de desenvolvimento para atender a esses requisitos até 2040”, salienta o executivo.

Atualmente, a Frimesa está testando novas embalagens em produtos como salsichas, linha grill e filmes contratados que utilizam resina PCR (resina reciclada pós-consumo). Além de atender aos critérios de maquinabilidade, a cooperativa acompanha o prazo de validade dos produtos, garantindo que os padrões de qualidade não sejam comprometidos.

No entanto, a transição para embalagens sustentáveis ​​apresenta alguns desafios e o principal deles é a viabilidade econômica. “Em sua maioria possuem um custo mais elevado das resinas que atendam aos critérios ESG. Outro ponto a ser considerado está relacionado ao uso em nossos equipamentos, por necessitar de ajustes mais finos, essas embalagens podem apresentar uma maior dificuldade de utilização inicial por terem características diferentes das embalagens atuais”, avalia Zydek.

Meta de Carbono Neutro até 2040

Outro compromisso assumido pela Frimesa é se tornar carbono neutro no escopo 1 – relacionado ao CO2 decorrente das atividades diretas da empresa – até 2040, cujo medição do progresso da cooperativa é feita através do Inventário de Gases de Efeito Estufa, seguindo normas internacionais reconhecidas. O foco está na redução das emissões diretas nas operações, com a adoção de fontes de energia limpa, como solar, biogás e biomassa.

Zydek reforça que a eficiência energética envolve, além da redução do consumo de recursos, a sua otimização nos processos para gerar a mesma quantidade de energia com menos recursos naturais, o que é essencial para atingir a neutralidade de carbono no prazo previsto.

O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui. Tenha uma boa leitura!

Fonte: o Presente Rural

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Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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Foto: Shutterstock

A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais

Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

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Foto: Divulgação

A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.

O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.

Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.

Fonte: O Presente Rural
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