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Conheça a biosseguridade de última geração: do dia zero à granja livre de doenças

Nas últimas décadas, a suinocultura tem aprimorado a implementação de programas voltados à eliminação e erradicação de patógenos que comprometem a integridade sanitária e produtiva das granjas

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Nas últimas décadas, a suinocultura tem aprimorado a implementação de programas voltados à eliminação e erradicação de patógenos que comprometem a integridade sanitária e produtiva das granjas. Esses programas, cada vez mais padronizados, se concentram em agentes com alto impacto sanitário, capazes de afetar não apenas a saúde dos animais, mas também seu transporte e movimentação para fins de melhoramento genético ou comercialização para a cadeia de consumo.

Para o sucesso desses programas, o médico-veterinário e mestre em Saúde e Produção Suína, Eduardo Fano, ressalta que é essencial que o setor esteja alicerçado em conhecimentos sólidos sobre os agentes envolvidos. “É fundamental compreender a etiologia e a patologia do patógeno, além de dominar técnicas de diagnóstico, interpretação de resultados e a epidemiologia do agente, incluindo sua dinâmica de infecção”, expôs durante sua participação na PorkExpo 2024, realizada em outubro em Foz do Iguaçu (PR), quando apresentou o conceito de biosseguridade de última geração. “A divulgação de programas de erradicação e eliminação em revistas científicas e conferências também desempenha um papel importante, uma vez que permite que as melhores práticas sejam compartilhadas e replicadas em diferentes contextos”, introduziu durante sua palestra a profissionais do setor.

Além dos fundamentos científicos, Fano também reforça que a aplicação prática desses programas de biosseguridade de última geração exige uma abordagem estruturada e adaptada à realidade regional. Isso inclui a compreensão dos riscos e tendências locais, a adoção de uma cultura de gerenciamento de projetos e o controle rigoroso de processos. “A definição de metas claras e o desenho de programas baseados em fundamentos teóricos, mas com flexibilidade para considerar as limitações regionais, são passos essenciais para garantir resultados satisfatórios”, afirma, ampliando: “É importante que o trabalho seja realizado por uma equipe multidisciplinar, que envolva a coordenação entre profissionais de diferentes áreas. Um coordenador de execução e um coordenador técnico são figuras-chave para garantir que o programa seja implementado de forma eficiente. Reuniões quinzenais e revisões detalhadas dos pontos críticos do programa ajudam a manter o foco e a ajustar estratégias conforme necessário”, salienta.

De acordo com o especialista, entre os patógenos considerados erradicáveis estão a sarna, Mycoplasma hyopneumoniae, os vírus da Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), do Seneca Valley, da Influenza Suína (SIV), da Gastroenterite Transmissível (TGE), da Diarreia Epidêmica Suína (PED), do coronavírus respiratório suíno, do coronavírus Delta e da Actinobacillus pleuropneumoniae.

Primeiros passos

Conforme o médico-veterinário, um dos primeiros passos para a erradicação de patógenos é o estabelecimento do dia zero (D0), no qual são realizadas ações como exposição controlada dos animais ao patógeno, vacinação e homogeneização do rebanho para garantir que todos os suínos estejam no mesmo estágio imunológico. Outro ponto destacado pelo profissional é a criação de um calendário de atividades detalhado, que inclui planos, estratégias e programas específicos para cada fase do processo. “Um dos componentes desse calendário é o programa de monitoramento de diagnóstico, que envolve a coleta e análise de um grande volume de amostras. Esse monitoramento contínuo permite a detecção precoce de falhas e a correção de rumos, se necessário”, pontua.

O especialista salienta que a biosseguridade interna também desempenha um papel central, com medidas rigorosas de controle de áreas e processos dentro da granja. Paralelamente, a biosseguridade externa é fundamental para evitar a reintrodução de patógenos, incluindo o controle de visitantes, veículos e materiais que entram na propriedade. “Quando chega o momento da abertura da granja, critérios claros e planos de contingência devem estar estabelecidos para garantir que o risco de reinfecção seja minimizado”, reforça.

Tipos de programas de eliminação de patógenos

Fano destaca que a eliminação de patógenos em fazendas suinícolas pode ser realizada por meio de diferentes abordagens, cada uma adaptada às necessidades e realidades específicas de cada propriedade. Entre os principais tipos de programas utilizados, ele aponta o despovoamento/repovoamento, que envolve a remoção completa dos animais, seguida de uma limpeza rigorosa, desinfecção e repovoamento com suínos livres do patógeno. Já o despovoamento parcial consiste na remoção de apenas uma parte dos rebanhos, geralmente os animais mais afetados, enquanto o restante é tratado e monitorado. Outra estratégia é o teste e remoção, em que os animais são testados individualmente e aqueles positivos para o patógeno são retirados da granja.

Além dessas abordagens, há programas mistos e híbridos, que combinam diferentes estratégias, como despovoamento parcial e medicação intensiva, para aumentar a eficácia da eliminação do patógeno. A medicação intensiva, por sua vez, é utilizada principalmente para o controle de sarna e algumas bactérias, com tratamentos massivos por meio de medicamentos específicos. Outra opção é o despovoamento/repovoamento com programa de serviço externo, em que uma empresa especializada é contratada para realizar o processo, garantindo maior controle e eficiência.

E a depender do grau de contaminação pode ser optado pelo fechamento da granja para interromper a entrada de novos animais por um período determinado, permitindo a homogeneização dos rebanhos e a eliminação total do patógeno. Durante esse tempo, a reposição dos suínos é feita de forma controlada e monitorada. “Cada uma dessas abordagens apresenta vantagens e desafios, sendo essencial a escolha do método mais adequado para garantir a sanidade e a produtividade da granja”, aponta Fano.

Implementação de programas para erradicação de doenças

A implementação bem-sucedida de um programa de eliminação de patógenos depende da aplicação rigorosa de princípios práticos e da documentação detalhada de todas as etapas. O especialista enfatiza a importância da criação de protocolos claros, da definição de responsabilidades e da realização de reuniões regulares para revisão do progresso. “A documentação da granja é essencial não apenas para garantir a transparência e a rastreabilidade, mas também para servir como base para futuros programas e ajustes”, frisa.

Além disso, a comunicação eficiente entre todos os envolvidos, desde os coordenadores técnicos até os operadores de granja, é fundamental para manter o alinhamento da equipe. “A aplicação de princípios práticos, como a definição de metas, a análise contínua de dados e a adaptação às condições regionais, garante que o programa seja eficaz e sustentável a longo prazo”, acentua Fano.

O mestre em Saúde e Produção Suína ressalta que a eliminação de patógenos em granjas de suínos é um desafio complexo, mas alcançável com planejamento, execução disciplinada e a integração de conhecimentos científicos e práticos. “Ao adotar estratégias como o estabelecimento do dia zero, programas robustos de monitoramento de diagnóstico e a aplicação de diferentes métodos de eliminação, o setor está pavimentando o caminho para uma suinocultura mais segura, produtiva e competitiva”, evidencia.

Sistema de classificação para elevar status sanitário

Fano afirma que começar com um rebanho livre de doenças ou negativo para os principais patógenos é uma estratégia que oferece vantagens competitivas, isso porque a saúde dos animais está diretamente ligada ao desempenho zootécnico, à eficiência alimentar e, consequentemente, aos resultados econômicos da produção.

O especialista ressalta a importância de os produtores monitorarem constantemente o status sanitário de suas granjas, garantindo a saúde e a produtividade dos suínos. Para facilitar essa avaliação, ele propõe uma classificação simplificada em três categorias: status verde para granjas livres de patógenos ou doenças; status amarelo para aquelas com presença de algum patógeno ou doença sob controle, em que a situação exige atenção, mas ainda mantém níveis aceitáveis de produtividade; e status vermelho para granjas com patógenos e doenças ativas, que necessitam de intervenções urgentes para evitar perdas significativas. “Essa categorização simplifica a caracterização do status sanitário e também serve como uma ‘estrela norte’ para médicos-veterinários, clientes e a indústria, estabelecendo prioridades claras e reforçando as expectativas em relação ao uso de antibióticos e aos custos sanitários. Além disso, permite correlacionar a saúde dos animais com a lucratividade das fases de creche e terminação, criando um vínculo direto entre sanidade e resultados financeiros”, explica Fano.

Biosseguridade de última geração

Para manter o status sanitário elevado, Fano ressalta que é essencial adotar práticas de biosseguridade de última geração, que inclui a escolha estratégica da localização das granjas, priorizando áreas com menor densidade de produção e menor risco de contaminação, além da gestão cuidadosa de leitoas de reposição, com fidelidade à fonte ou, quando possível, com a implementação de programas de multiplicação interna, que reduzem o risco de introdução de novos patógenos. “A combinação de medidas de biosseguridade de última geração com programas de eliminação de doenças e monitoramento contínuos permite que as granjas mantenham níveis elevados de sanidade, garantindo além da saúde dos animais, a sustentabilidade e a rentabilidade do negócio”, salienta.

Médico-veterinário e mestre em Saúde e Produção Suína, Eduardo Fano: “A combinação de medidas de biosseguridade de última geração com programas de eliminação de doenças e monitoramento contínuos permite que as granjas mantenham níveis elevados de sanidade, garantindo além da saúde dos animais, a sustentabilidade e a rentabilidade do negócio” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Para melhorar os padrões de saúde e biosseguridade na suinocultura, o especialista apresentou o Sistema de Última Geração de Saúde. Este programa, desenvolvido ao longo de décadas, combina avanços científicos, práticas inovadoras e um rigoroso controle de processos para garantir a eliminação e prevenção de doenças, com foco especial no vírus da Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRSV).

Fano explica que o projeto foi desenvolvido em três locais de produção, utilizando o modelo MMEW (Multiplicação, Maternidade, Engorda e Terminação), que integra práticas de biosseguridade interna e externa em larga escala. O especialista detalhou a evolução do sistema, resumida em um cronograma que destaca as principais descobertas e avanços.

Antes de 2000 as rotas diretas de transmissão do PRRSV eram limitadas a fatores de risco conhecidos como animais infectados e sêmen contaminado. Em 2000, a disponibilidade de matrizes e sêmen negativo para PRRSV incluía a definição de áreas de distribuição controladas. Entre 2001 e 2005, foram identificadas rotas mecânicas de transmissão, como transporte, pessoas e suprimentos, levando à validação de protocolos de biosseguridade. No período de 2004 a 2010, a transmissão por aerossol foi comprovada, e a filtragem de ar foi validada como uma medida eficaz de controle.

Já entre 2014 e 2022, a transmissão por alimentação foi identificada, resultando na validação de mitigantes como o tempo de armazenamento da ração. Entre 2023 e 2024, o conceito de biosseguridade de última geração foi desenvolvido e testado, posicionando-se como um novo padrão para a indústria. “A biosseguridade de última geração se baseia no controle rigoroso de quatro principais rotas de transmissão de patógenos. As ações diretas ocorrem pelo contato entre animais infectados e suscetíveis (rota direta). As rotas mecânicas envolvem o transporte de patógenos por meio de pessoas, veículos e suprimentos. A rota de alimentação se refere à contaminação da ração por patógenos virais, enquanto a rota de aerossol se dá pela disseminação de agentes infecciosos pelo ar”, detalha Fano.

Para mitigar esses riscos, o especialista menciona que o sistema aplica protocolos de biosseguridade padronizados e baseados em evidências científicas, que inclui auditorias mensais sem aviso prévio, realizadas por profissionais capacitados, e treinamento contínuo da equipe da granja para alcançar alto desempenho. “Além disso, práticas como o sistema ‘todos dentro, todos fora’ e o afastamento das fêmeas reprodutoras dos animais de creche e terminação são adotadas para minimizar a propagação de doenças”, informa, acrescentando: “O Sistema de Última Geração de Saúde representa um marco na suinocultura, demonstrando que a eliminação e a prevenção de doenças são alcançáveis com conhecimento, tecnologia e comprometimento. Este é o caminho para uma suinocultura mais segura, eficiente e preparada para os desafios do futuro”.

O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural

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Primeiro lote de inscrições ao Sinsui 2026 encerra em 15 de janeiro

Evento acontece entre os dias 19 e 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre (RS). o Simpósio chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A suinocultura brasileira e internacional tem encontro marcado em maio, na Capital gaúcha, com a realização do Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui). O evento ocorre de 19 a 21 de maio, no Centro de Eventos da PUCRS, e chega à sua 18ª edição consolidado como um espaço técnico de discussão sobre produção, reprodução e sanidade suína, em um momento de crescente complexidade para a cadeia produtiva. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do Simpósio e toda a cobertura você pode acompanhar pelas nossas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Faltando pouco mais de quatro meses para a abertura do simpósio, a organização avança em etapas-chave da preparação. A programação científica será divulgada a partir de fevereiro, mas já está em andamento o processo de submissão de trabalhos, um dos pilares do evento. Pesquisadores, técnicos e profissionais do setor têm até 23 de março para inscrever estudos científicos ou casos clínicos, que deverão se enquadrar em uma das áreas temáticas definidas pela comissão organizadora: sanidade, nutrição, reprodução, produção e manejo, One Health e casos clínicos.

A estrutura temática reflete desafios centrais da suinocultura contemporânea, como a integração entre saúde animal, saúde humana e meio ambiente, além da busca por eficiência produtiva em um cenário de custos elevados e maior pressão por biosseguridade. As normas para redação e envio dos trabalhos estão disponíveis no site oficial do evento, o que indica uma preocupação com padronização científica e qualidade técnica das contribuições.

Inscrições no evento

No campo das inscrições, o Sinsui mantém valores diferenciados por perfil de público. Até 15 de janeiro, profissionais podem se inscrever por R$ 650, enquanto estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia, além de pós-graduandos stricto sensu nessas áreas, pagam R$ 300. Há ainda modalidades específicas para visitantes e para acesso à feira. A inscrição dá direito a material de apoio, certificado, crachá e acesso à programação.

A política de descontos reforça o foco em participação coletiva, especialmente de empresas e instituições de ensino. Grupos de estudantes

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

ou profissionais vinculados a empresas patrocinadoras têm condições mais vantajosas a partir de dez inscritos, enquanto demais empresas obtêm desconto para grupos acima de vinte participantes. Em ambos os casos, o modelo prevê a emissão de recibo único e a concessão de um código adicional de inscrição.

A organização também detalhou a política de cancelamento, com percentuais de reembolso decrescentes conforme a proximidade do evento, e ressalva para situações de força maior, nas quais o simpósio poderá ser transferido de data sem cancelamento das inscrições.

Termômetro

Ao reunir produção científica, debates técnicos e interação entre diferentes elos da cadeia, o Sinsui 2026 se posiciona como um termômetro dos rumos da suinocultura. Em um setor cada vez mais pressionado por exigências sanitárias, sustentabilidade e competitividade internacional, o simpósio tende a funcionar não apenas como espaço de atualização, mas como arena de construção de consensos técnicos e estratégicos.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail contato@sinsui.com.br ou pelos telefones (51) 3093-2777 e (51) 99257-9047.

Fonte: O Presente Rural
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Piauí decreta emergência zoossanitária para prevenção da peste suína clássica

Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

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Foto: Ari Dias/AEN

O governador Rafael Fonteles decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território do Piauí, para prevenção e controle da Peste Suína Clássica (PSC). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na terça-feira (06), e tem validade de 180 dias. Entre as principais medidas está o controle rigoroso da movimentação de animais e de produtos considerados de risco.

O decreto foi motivado pela confirmação de um foco da doença no município de Porto. A decisão considera laudos do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura, que confirmaram a ocorrência do vírus.

Ao justificar a medida, o documento destaca a necessidade de resposta imediata para evitar a disseminação da doença. “A movimentação de animais e de produtos de risco deverá observar normas e procedimentos estabelecidos pela equipe técnica, com vistas à contenção e à eliminação do agente viral”, diz o texto publicado no DOE.

O trânsito de animais só poderá ocorrer conforme normas definidas pela equipe técnica responsável pelas operações de campo, com foco na contenção e eliminação do agente viral.

O decreto também autoriza a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi) a expedir diretrizes sanitárias, adotar manejo integrado da doença e utilizar produtos já registrados no país, além de seguir recomendações técnicas de pesquisas nacionais.

Cabe ainda à Adapi a aquisição dos insumos necessários às ações de prevenção, controle e erradicação da PSC durante o período de emergência.

Fonte: Assessoria Governo do Piauí
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Exportações de carne suína batem recorde em 2025 e Brasil deve superar Canadá

Embarques somam 1,51 milhão de toneladas no ano, com alta de 11,9%, e colocam o Brasil como provável terceiro maior exportador mundial. Filipinas assumem liderança entre os destinos.

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Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram os embarques brasileiros de carne suína totalizaram 1,510 milhão de toneladas ao longo de 2025 (recorde histórico para as exportações do setor), volume 11,6% superior ao registrado em 2024, com 1,352 milhão de toneladas. Com isto, o Brasil deverá superar o Canadá, assumindo o terceiro lugar entre os maiores exportadores mundiais de carne suína.

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O resultado anual foi influenciado positivamente pelo bom desempenho registrado no mês de dezembro, com os embarques de 137,8 mil toneladas de carne suína, volume 25,8% superior ao registrado em dezembro de 2024, quando os embarques somaram 109,5 mil toneladas.

Em receita, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram US$ 3,619 bilhões em 2025, número 19,3% maior em relação ao obtido em 2024, com US$ 3,033 bilhões. Apenas em dezembro, a receita somou US$ 324,5 milhões, avanço de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 258,4 milhões.

Principal destino da carne suína brasileira em 2025, as Filipinas importaram 392,9 mil toneladas, crescimento de 54,5% em relação a 2024.

Em seguida aparecem China, com 159,2 mil toneladas (-33%), Chile, com 118,6 mil toneladas (+4,9%), Japão, com 114,4 mil toneladas (+22,4%), e Hong Kong, com 110,9 mil toneladas (+3,7%). “Houve uma mudança significativa no tabuleiro dos destinos de exportação. As Filipinas se consolidaram como maior importadora da carne suína do Brasil, e outros mercados, como Japão e Chile, assumiram protagonismo entre os cinco maiores importadores. Isso demonstra a efetividade do processo de diversificação dos destinos da carne suína brasileira, o que reduz riscos, amplia oportunidades e reforça a presença do Brasil no mercado internacional, dando sustentação às expectativas positivas para este ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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