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Congresso Nacional de Milho e Sorgo reúne especilistas e cadeia produtiva em setembro no Tocantins
Marcado para o período entre 09 e 12 de setembro, em Palmas (TO), evento terá mesas-redondas, minissimpósios, conferências, palestras magnas, seminário e sessões de pôsteres.

Expansão da fronteira agrícola, diretrizes de desmatamento zero, correção da acidez do solo em áreas de abertura e manejo de nematoides em sistemas de produção de grãos serão alguns dos temas de discussão das mesas-redondas no 34º Congresso Nacional de Milho e Sorgo (CNMS). Marcado para o período entre 09 e 12 de setembro, em Palmas (TO), o evento vai trazer especialistas para promover um ambiente de troca e convergência de pontos que se complementam dentro de um tema mais geral. Além de mesas-redondas, o CNMS terá minissimpósios, conferências, palestras magnas, seminário e sessões de pôsteres.
O analista de Pesquisa da Embrapa Algodão, Fabiano Perina, vai falar sobre estratégias de manejo de nematoides em sistemas de produção de grãos e fibras. “Será abordada a importância da inserção de práticas de controle de fitonematoides em sistemas de produção que envolvem as culturas do milho, da soja e do algodão, em consonância com as necessidades de práticas culturais necessárias ao bom desempenho produtivo das culturas”, expõe.
Perina adianta que serão apresentados resultados de pesquisa obtidos nos últimos 10 anos em áreas de produção de grãos e fibras do Cerrado brasileiro, as quais envolvem a rotação de culturas, o uso de plantas de cobertura, culturas alternativas, uso de bioinsumos, controle genético e o emprego de práticas culturais visando à supressão da população de nematoides em áreas infestadas.
Ainda de acordo com o analista de Pesquisa, com essa abordagem se pretende fornecer subsídios aos produtores e aos profissionais atuantes nas culturas do milho e do sorgo para a adoção, a inserção ou o desenvolvimento de iniciativas similares em suas áreas de atuação, visando à redução e à mitigação de áreas com infestações de fitonematoides.
Sua palestra faz parte da mesa-redonda “Manejo de nematoides em sistemas de produção de grãos”, marcada para 10 de setembro, das 09h50 às 12 horas. O outro palestrante será Henrique Debiasi, pesquisador da Embrapa Soja, que vai falar sobre manejo do solo como estratégia para convivência com fitonematoides.
Correção do solo
De maneira simultânea, vai acontecer a mesa-redonda “Correção da acidez do solo em áreas de abertura: critérios e doses”. Um dos participantes será Henrique Antunes de Souza, pesquisador da Embrapa Meio-Norte. Ele vai abordar o tema de elevadas doses de corretivos em áreas de abertura em sistemas de produção de grãos, relacionando a safra, a segunda safra e a plantas de cobertura no Matopiba – fronteira agrícola que envolve regiões de quatro estados: Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “A palestra irá abordar o uso de elevadas doses de corretivos (práticas de calagem e gessagem) em áreas de abertura e a reaplicação de calcário em áreas consolidadas, com o foco na região do Matopiba. Serão apresentados dados de pesquisa de diferentes locais, abordando principalmente a relação solo-planta, como a alteração nos atributos químicos do solo (por exemplo a concentração de cálcio e magnésio não reagido) e a produtividade de culturas”, explica, complementando: “Os resultados de pesquisa abordam culturas graníferas, típicas da região de Cerrado e áreas de fronteira agrícola, como o milho, a soja, a braquiária, o gergelim e o milheto, considerando as técnicas de rotação de culturas, integração lavoura-pecuária e o emprego de plantas de cobertura”.
Souza espera contribuir com discussão profícua sobre a prática do uso de doses maiores de corretivos que as recomendadas pelos métodos oficiais em sistemas de produção de grãos, cuja prática tem sido rotineira, principalmente no Matopiba. Junto com ele participa como palestrante da mesa-redonda Milton Ferreira de Moraes, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)., que vai tratar sobre reação do calcário no perfil do solo em sistema de conversão de pastagem em lavoura, focando na quantidade adequada desse insumo.
Mais da programação
Outra mesa-redonda programada para o 34º Congresso Nacional de Milho e Sorgo acontecerá no primeiro dia do evento, 09 de setembro, das 09h30 às 12 horas. O tema é “A expansão da fronteira agrícola x diretrizes de desmatamento zero”. Os palestrantes programados são Paula Martins de Freitas, gerente de cadeias produtivas da Solidaridad Network, com “Desmistificando o EUDR (Regulamento para Produtos Livres de Desmatamento)”; e André Figueiredo Dobashi, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), com “Ameaças x oportunidades das pautas ambientais: a visão do setor produtivo”.
Para conferir a programação complea do evento clique aqui. A 34ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo vai acontecer entre 09 e 12 de setembro na capital do Tocantins.
A promoção do evento é da Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e a organização e a realização cabem à Embrapa. Desta vez, estão envolvidos dois centros de pesquisa da empresa, a Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e a Embrapa Milho e Sorgo. Patrocinam o evento as seguintes empresas privadas: Basf; Bioma; Advanta; KWS; Sipcam Nichino; Crop Life Brasil; e GDM.
O Instituto Federal do Tocantins (IFTO), a Faculdade Guaraí, a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), o Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica) e a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) de Palmas são as instituições de ensino superior que apoiam o evento.
Para fzer sua inscrição e e saber outras informações sobre o evento acesse aqui.

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária
Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.
O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027
Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.
“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.
Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.
De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos
“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.
Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.
“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.
Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.
Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.
O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
- Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
- Divisão da malha em três segmentos independentes;
- Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
- Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
- Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
- Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
- Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
- Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
- Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
- Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo
Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock
A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.
O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik
Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.
O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.
A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.
A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.



