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Suínos / Peixes Suinocultura

Congresso Nacional Abraves é lançado oficialmente em Toledo

Lançamento oficial do evento aconteceu nesta quarta-feira (17) em Toledo; inscrições para participação no evento e trabalhos científicos estão abertas

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Francine Trento/OP Rural

Os organizadores da 19ª edição do Congresso Nacional Abraves e 1° Congresso Internacional realizaram nesta quarta-feira (17) o lançamento oficial do evento. A atividade aconteceu em Toledo, PR, município que será sede do congresso. Participaram da ação os membros da Abraves Regional Paraná, representantes de empresas parceiras, de universidades e profissionais do setor. A Abraves Nacional acontece entre os dias 22 e 24 de outubro. 

O presidente da Abraves Regional Paraná, Ton Kramer, conta que a escolha por Toledo em ser sede deste que é um dos principais eventos da suinocultura nacional foi principalmente por conta de a cidade ser um grande polo de produção suinícola, sendo um dos principais do país. “Esta cidade conta com toda a estrutura necessária para um evento deste porte. Esperamos em torno de mil pessoas, entre brasileiros e participantes de outros países”, afirma.

Programação

O evento contará, especialmente nesta edição, com duas grandes novidades. A primeira delas é que será realizado pela primeira vez o Congresso Internacional junto com a Abraves. “O Brasil é um grande player da carne suína e nós devemos ocupar este espaço, porque temos um grande potencial para ser o maior produtor de carne suína”, diz o diretor técnico da Abraves PR, Everson Zotti.

Já a segunda novidade é quanto aos assuntos que serão trazidos para serem discutidos na Abraves Nacional. No primeiro dia de evento, um tema importante, segundo Zotti, e que será tratado são as pessoas. “Vamos falar sobre a importância das pessoas na suinocultura, a necessidade de formação, de dar as ferramentas para as pessoas que trabalham com pessoas”, informa. Outro painel será sobre a qualidade de vida – saúde e alimentação – das pessoas, tanto aquelas envolvidas na cadeia, quanto os consumidores. “Para tratar deste assunto, estamos trazendo profissionais do Brasil, e também dos Estados Unidos, Bélgica e Espanha”, conta Zotti.

Inscrições

Os profissionais e estudantes que quiserem participar, as inscrições já estão abertas no site do evento. O valor para profissionais é de R$ 631 e para estudantes R$ 316. Os interessados têm até o dia 31 de julho para efetuar a inscrição.

Para aqueles que gostariam de apresentar trabalhos científicos, as inscrições para esta etapa também já estão abertas. Os trabalhos deverão conter informações originais nas diversas áreas de estudo da suinocultura, não tendo sido publicados em outros congressos e eventos. Não serão aceitas revisões de literatura ou monografias. Casos clínicos/relato de caso serão aceitos, desde que tenham tema relevante para suinocultura. No caso de relato de caso, esta informação deverá constar no título da publicação. Cada autor pode enviar até dois trabalhos. O prazo de inscrições encerra no dia 17 de maio.

Sanidade

Uma grande preocupação de todos os envolvidos na cadeia quanto a realização de eventos internacionais é quanto ao status sanitário do país. A preocupação vem, principalmente, por conta dos surtos de peste suína africana que assolam a China e alguns países da Europa desde meados do ano passado.

Quanto a isto, o presidente da Abraves Paraná garante que medidas estão sendo tomadas para participação no evento. Segundo ele, orientações estão sendo dadas aos profissionais estrangeiros que estarão no Brasil e também aos brasileiros que viajaram ou estarão no exterior antes do evento. “As orientações estão em nosso site e reiteramos a importância de serem seguidas. Especialmente quanto ao período de quarentena que é fundamental para evitar qualquer contaminação”, assegura.

Fonte: O Presente Rural

Suínos / Peixes Em Itajaí (SC)

Segunda edição da ExpoMar demonstra potencial do setor de pescados com sabor, tecnologias e negócios

Evento solidificou ainda mais a cidade catarinense de Itajaí como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

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Mais de quatro mil inscritos, 24 horas de painéis e palestras e uma marca que ultrapassou R$ 60 milhões em negócios gerados por mais de 60 expositores. Esses são os números gerais da segunda edição da ExpoMar, realizada de 09 a 11 de julho, em Itajaí (SC). O evento, que solidificou ainda mais o município como a capital nacional da pesca, reuniu gastronomia com a Cozinha Show e o Corredor do Sabor, encantando o público com as possibilidades dos pescados.

A economia azul esteve em evidência na feira e no congresso. A ExpoMar reuniu 62 conferencistas renomados do Brasil, Canadá, Chile e Oriente Médio no Congresso Internacional da Pesca e Maricultura e no Simpósio Catarinense da Piscicultura. Em mais de 20 painéis, palestras e workshops, que totalizaram 24 horas de conteúdo, foram debatidas mudanças climáticas, consumo, linhas de crédito e desafios do setor. Todas as apresentações tiveram transmissão ao vivo e estão disponíveis no site www.expomar.com.br para serem revistas.

pescaO tema central de todo o conteúdo da ExpoMar, “Transformação Azul na Pesca e Aquicultura”, está alinhado ao conceito da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), propondo uma visão sustentável para a aquicultura, gestão eficaz na pesca e melhoria na cadeia de valor.

A ExpoMar foi palco ainda do Encontro Mulheres das Águas Empreender – já realizado em Foz do Iguaçu e Belém do Pará. Em Itajaí, o encontro contou com o patrocínio exclusivo da Caixa Econômica Federal e Governo Federal. “Reunimos armadoras de pesca, mulheres do mercado, pescadoras artesanais e piscicultoras em um momento amigável e rico em torno do protagonismo feminino no setor do pescado”, destacou a diretora da ExpoMar, Eliana Panty.

Fotos: Divulgação/ExpoMar

Com mais de 60 expositores, a feira da ExpoMar reuniu empresas nacionais e multinacionais com tecnologias revolucionárias e muita inovação para os setores da pesca, maricultura e aquicultura. Motores de última geração que prometem aumentar o rendimento com menor impacto ambiental, sonares com capacidade de localizar cardumes uniformes, tornando a pesca mais assertiva. Instituições de crédito apresentaram as novas linhas do Plano Safra 2024/25, além de robótica, tecnologias em transporte e logística. O resultado foi mais de R$ 60 milhões gerados e outros milhares prospectados.

Novidade na ExpoMar, a Cozinha Show convidou cinco chefs renomados para preparar pratos à base de peixes, frutos do mar e algas, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Além das aulas de gastronomia, que movimentaram os três dias de evento, a Cozinha Show foi palco do ritual de corte de um atum de mais de 100 quilos e apresentação do camarão carabineiro, preparado pelo ex-masterchef Victor Hugo Garcia. A programação da Cozinha Show foi gratuita e direcionada ao público presente na ExpoMar.

Na feira de negócios da ExpoMar, o Corredor do Sabor reuniu sete empresas convidadas que produzem/processam pescados, entre outros negócios que valorizam insumos locais e a biodiversidade. O espaço encantou o público com as iguarias e produtos artesanais apresentados: ostras frescas, bottarga, peixes defumados, rollmops, macroalga, queijos artesanais e cachaças produzidas em Santa Catarina.

A ExpoMar encerrou no dia 11 de julho com a preparação da Maior Paella do Brasil, que marcou ainda o lançamento da XXI Semana Nacional do Pescado, que ocorrerá em setembro. Em um tacho com 4 metros de diâmetro, 1500 quilos de frutos do mar, 400 quilos de arroz e chefs dedicados a cozinhar por mais de quatro horas, foram os ingredientes da preparação. A paella gigante foi feita com a participação de empresas locais e foi servida gratuitamente ao público presente no Centreventos Luiz Henrique da Silveira no encerramento do evento.

ExpoMar surpreendeu

Nesta segunda edição da ExpoMar foi possível participar e assistir à Transformação Azul em ação, destaca a diretora do evento, Eliana Panty. “Milhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval”. Ainda, acrescentou, “mais de 60 especialistas compartilharam os últimos avanços do setor e apresentaram soluções sustentáveis para a cadeia de suprimentos”, frisou.

CEO da ExpoMar, Eliana Panty: “ilhares de profissionais do setor trocando conhecimentos e expertises em um congresso dinâmico e workshops focados nas demandas do setor pesqueiro, como as revoluções de eficiência no setor naval” 

A ExpoMar, afirma Panty, foi uma oportunidade de “contemplarmos o resultado dessa riqueza que os mares e rios oferecem para a gastronomia”. Na mesa, a riqueza das águas foi um espetáculo à parte, destacou ela, “com a apresentação de um belo exemplar de um atum-de-olhos-grandes, da espécie Thunnus obesus com mais de 100 quilos. A ExpoMar, afirma, foi uma verdadeira vitrine da diversidade da costa brasileira que pôde ser observada e provada ao vivo”.

Para Panty, “a ExpoMar se consolida como o maior evento do setor de pescados, gerando negócios e relacionamento para nossos parceiros expositores que realizaram negócios que superam os R$ 60 milhões”, informou. “Foram comercializados quatro grandes motores que valem mais de meio milhão de reais cada, foram apresentadas as sondas mais modernas do mundo, gerando negócios que superam R$ 5 milhões”, enfatizou. “O propósito de tornar a pesca brasileira relevante e reconhecida como geradora de emprego e renda, geradora de divisas internacionais dentro dos mais rígidos padrões de segurança e sustentabilidade nos enche de orgulho”, finalizou Eliana Panty.

Presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin: “oi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público”

O presidente da ExpoMar, Altemir Gregolin, afirmou que a segunda edição do evento surpreendeu em todos os aspectos. “Foi um evento lindo, vibrante, repleto de inovações, conteúdo e um recorde de público. Destaque para os mais de quatro mil inscritos, R$ 60 milhões em negócios, um congresso com 62 conferencistas de 6 países e a área da gastronomia com Corredor do Sabor, Cozinha Show e a maior paella do Brasil, que serviu de atração para o público e para a imprensa”, destacou. “A ExpoMar está consolidada como o maior evento da pesca e maricultura do país”, frisou.

“Ficamos muito felizes de trazer para Itajaí, a capital nacional da pesca, os debates sobre o futuro da cadeia produtiva do pescado e de vários segmentos que congregam a economia azul”, destacou Agnaldo Hilton dos Santos, presidente do Sindipi (Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região), entidade co-organizadora da ExpoMar. “Para além do sucesso da Feira de Negócios e dos importantes temas trazidos nos congressos, a gastronomia foi o grande destaque. Agradecemos imensamente nossos associados e parceiros por nos ajudarem a proporcionar essa festa gastronômica, que serviu gratuitamente milhares de pessoas com o que há de melhor dos sabores que vêm do mar. Em 2026 tem mais e já estamos nos preparando para isso”, finalizou o presidente do Sindipi.

Realização, patrocínio e apoio

A ExpoMAR é promovida pelo IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil com a correalização do SINDIPI – Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região, Univali – Universidade do Vale do Itajaí, Fundep – Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-Graduação e prefeitura de Itajaí-SC.

Tem o patrocínio da Secretaria de Aquicultura e Pesca de Santa Catarina, Caixa Econômica Federal, Ministério da Pesca e Aquicultura, Governo Federal, Banco do Brasil, BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e Faesc/Senar Santa Catarina.

A ExpoMar tem o apoio da Abipesca – Associação Brasileira das Indústrias de Pescados, ACAQ – Associação Catarinense de Aquicultura, Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina, Conepe – Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Fonte: Assessoria ExpoMar
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Suínos / Peixes

Tendências e desafios para o futuro norteiam Simpósio da ABCS no Siavs 2024

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Diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke: "Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar" - Foto: Divulgação

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) vai estar presente no Siavs, este que é considerado o maior evento das cadeias produtivas no Brasil, reunindo o setor da suinocultura, avicultura, bovinocultura, e de peixes, em um único grande momento, promovendo um encontro de especialistas, inovadores e líderes do setor agroindustrial. O Siavs  acontece nos dias 06 a 08 de agosto no Parque Anhembi, São Paulo.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que o Siavs é um evento organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), uma importante entidade para o setor, e parceira da ABCS no trabalho de promover a abertura de novos mercados e de valorização da carne suína. “É um prazer para nós fazer parte dessa iniciativa”, enaltece.

O Simpósio da ABCS está programado para o primeiro dia do evento,dia 06 de agosto, e abordará três temas essenciais em momentos distintos, como: “Inserção do Agronegócio Brasileiro na Produção e no Consumo Global”, “Aprendizados e desafios no enfrentamento de doenças imunossupressoras concomitantes” e “Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor”.

A diretora técnica da ABCS, Charli Ludtke, destaca que o simpósio foi planejado para discutir questões relevantes para a suinocultura, desde a inserção do agronegócio brasileiro no cenário global, sustentabilidade: visão nacional e internacional, bem como os desafios e as perspectivas futuras. “O evento contará com a participação de profissionais renomados, que debaterão temas relevantes relacionados às exportações, ao mercado asiático, à relação com os consumidores e à importância da sustentabilidade na cadeia suinícola e na segurança alimentar. Será uma oportunidade enriquecedora, e todos estão convidados para acompanhar!”, conclui.

Programação

Painel 1: Inserção do agronegócio brasileiro na produção e no consumo global

  • Perspectivas para o mercado de carnes: como compreender a dinâmica das exportações e o mercado asiático.
    Palestrante: Fernando Iglesias, consultor Safras & Mercado
  • Tendências do mercado consumidor e como estamos nos comunicando no cenário global?
    Palestrante: José Tejon, sócio-diretor na Biomarketing
  • Sustentabilidade no agronegócio – O Brasil é protagonista e competitivo?
    Palestrante: Silvia Massruhá, presidente da Embrapa
  • Comprovação da sustentabilidade na suinocultura: Visão internacional
    Palestrante: Robert Hoste, pesquisador de Suinocultura da Escola de Economia da Universidade de Wageningen, Holanda.

Palestra: Aprendizados e desafios em doenças imunossupressoras concomitantes (PRRS, Circovirose, PED e PSA)
Palestrante: Maurício Dutra, diretor GFD Consultoria

Painel 2: Perspectivas e desafios para o agronegócio envolvendo os principais elos da cadeia – do campo ao consumidor
Debatedores: Marcelo Lopes, presidente da ABCS; Alexandre Rosa, presidente da ABEGS e Luís Rua, diretor de Mercado da ABPA.

O Simpósio da ABCS será gratuito e disponível a todos os participantes. Para verificar toda a programação clique aqui. Não perca esta oportunidade de se atualizar e conectar com os principais líderes do setor!

Fonte: Assessoria ABCS
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Suínos / Peixes

Fêmea jovem: o que fazer para maximizar a produtividade e longevidade?

É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

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Foto: Divulgação/DNA South America

Quando tratamos do sucesso reprodutivo de um plantel, o manejo da fêmea de reposição é assunto corriqueiro. É o desempenho da fêmea quando jovem que determina o potencial reprodutivo futuro, ou seja, quanto melhor for o manejo da leitoa e o resultado ao primeiro parto/desmame, melhor será o desempenho subsequente dessa matriz.

Convenientemente, na prática, usamos critérios à primeira cobertura como direcionadores para garantir o máximo desempenho ao primeiro parto. A cobertura na idade e faixa de peso ideal, a não cobertura de leitoas no primeiro cio, o período de no mínimo 15 dias de flushing e o uso adequado das vacinas reprodutivas são alguns dos pontos que tratamos como inegociáveis. No entanto, ainda assim, o resultado reprodutivo alcançado pelas granjas é bastante variável.

Isso nos leva a seguinte pergunta: o que leva uma granja a produzir na média 18 nascidos totais ao primeiro parto, ou então, por que granjas de mesmo potencial genético têm resultados ao primeiro parto tão divergentes?

Quando analisamos a distribuição de leitões nascidos no primeiro parto de um número expressivo de fêmeas (gráfico e tabelas), identificamos uma menor variabilidade (CV) na distribuição de nascidos em granjas com excelente desempenho reprodutivo. Ou seja, aquela leitoa que tem menos de 12 leitões nascidos ao primeiro parto é figura menos presente do que tradicionalmente acontece em granjas de desempenho inferior.

Quando correlacionamos esse resultado com o check-list de preparação da leitoa, o qual avalia 15 itens de manejo durante a fase de preparação da leitoa até a primeira cobertura, vemos que há uma relação direta, ou seja, a excelência no desempenho ao primeiro parto é alcançada e determinada pela qualidade no manejo de preparação. Nesse contexto, sabemos que há pontos que impactam mais o resultado reprodutivo e outros menos, entretanto, o que realmente impacta o desempenho geral é a capacidade que a granja possui de cumprir os critérios para 100% das leitoas que vão para a linha de cobertura. Na prática vemos que isso é falho e geralmente aquela fêmea que teve um número de nascidos que impacta negativamente a média, é uma fêmea que pulou alguma das etapas e por isso teve o seu desempenho impactado.

 

Além de respeitar os parâmetros para a primeira cobertura determinados pela genética, existem outros manejos adicionais que têm melhorado o desempenho no campo. Um desses manejos é o protocolo de indução a puberdade realizado 100% em alojamento individualizado, em substituição ao manejo realizado na baia ou com uso do centro erótico. Oposto ao que é preconizado na literatura, de que a taxa de sucesso é superior quando alojamos os animais em grupos de até 15 animais, o manejo com a leitoa alojada individualmente nos traz a garantia de que a interação focinho/focinho rufião-leitoa ocorra com maior eficiência. Além disso, temos uma maior garantia de que estamos realizando o manejo adequado em 100% das leitoas. Outros pontos que observamos na prática que corroboram com esse manejo individualizado são:

  • Maior precisão no manejo alimentar
  • Melhor padronização do escore de condição visual (ECV) e peso à cobertura;
  • Garantia do “efeito flushing” através do aporte superior de energia 15-21 dias pré-cobertura para 100% das leitoas
  • Melhoria na avaliação clínica diária das leitoas
  • Identificação rápida de leitoas doentes
  • Diminuição de problemas locomotores ocasionados pela monta do rufião em leitoas em cio
  • Aumento da taxa de retenção de leitoas
  • Diminuição dos problemas de corrimento e locomotores
  • Diminuição das taxas de Retorno ao Cio (RC), devido a melhor condição ambiental no momento do estímulo a puberdade e melhor adaptação ao ambiente individual no momento da cobertura

A seguir vemos evolução do resultado reprodutivo após adoção dessa estratégia em uma mesma granja comercial brasileira.

Outro ponto que devemos levar em consideração na preparação de leitoas é o flushing. Embora pesquisas recentes apontem para uma perda de efeito do flushing sobre a reprodução, resultados de campo têm demonstrado impacto positivo sobre o desempenho ao primeiro parto de acordo com o manejo alimentar utilizado no flushing e na fase que antecede ao flushing, denominado de pré-flushing.

Quando realizamos o flushing em fêmeas que são alimentadas de forma à vontade ao longo de toda recria e preparação, de fato podemos ter um efeito reduzido, uma vez que não conseguimos o “choque energético” que o flushing deve proporcionar. No entanto, quando alimentamos as leitoas de acordo com o esquema abaixo, vemos um incremento no número de nascidos. Isso ocorre porque na fase de pré-flushing as fêmeas são submetidas a um volume de ração abaixo do que vinha sendo fornecido na fase de preparação e mais baixo ainda em relação ao que será fornecido no flushing. É importante salientar que mais importante que o volume de ração fornecido, é a realização dessa transição de volume de ração em cada uma das fases que antecedem a inseminação.

Por fim, contrariando a ampla maioria das recomendações para a matriz a ser utilizada como mãe de leite, tem-se visto impacto positivo sobre o número de leitões nascidos e sobre a longevidade quando utilizamos a primípara como mãe de leite.

Quando analisamos a lactação de uma primípara, vemos um cenário de catabolismo, ou seja, a demanda energética para mantença e produção de leite é superior à capacidade de ingestão. O resultado disso é a perda de peso com consequente impacto negativo no ciclo seguinte. Usando a primípara como mãe de leite, temos num primeiro momento, a impressão de que esse catabolismo irá se exacerbar, uma vez que o período lactacional será estendido, piorando ainda mais o cenário para o ciclo seguinte. No entanto, na prática a fêmea tem seu pico de perda de peso na segunda semana de lactação e a partir dali, consegue equilibrar a demanda de energia com o seu potencial de consumo. Com isso, há a manutenção com consequente recuperação de peso e escore corporal nas semanas em que a fêmea fica lactando como mãe de leite, contribuindo para um desempenho subsequente favorável.

Além disso, o maior intervalo entre o parto e a nova concepção da gestação confere à leitoa um ambiente uterino mais propício à fixação embrionária e, consequentemente, maior número de leitões nascidos no parto subsequente:

Falar do manejo da fêmea jovem é sempre pertinente, uma vez que o desempenho até o final da primeira lactação segue sendo o principal direcionador de potencial produtivo do plantel. Vamos agregando pesquisas, ajustando manejos e compartilhando experiências porque quanto mais excelência tivermos nessa fase, mais produtividade no sistema teremos, sempre lembrando que o sucesso nessa fase é determinado pela constância na realização dos manejos para 100% das fêmeas.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo na suinocultura acesse a versão digital de Suínos clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Equipe de Serviços Técnicos da DNA South America
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AJINOMOTO SUÍNOS – 2024

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