Bovinos / Grãos / Máquinas
Congresso Mundial do Brangus gera mais de R$ 8 milhões em negócios
Evento reuniu 600 animais em julgamentos, leilões internacionais e giras técnicas, reforçando o crescimento da raça e sua importância estratégica na pecuária brasileira.

O Brasil consolidou sua posição no cenário internacional da pecuária ao sediar, em março, o Congresso Mundial da raça Brangus, com etapas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e participação de representantes de 13 países.
A etapa de Londrina, no Paraná, destacou-se como um dos principais momentos do evento, reunindo mais de 3 mil pessoas ao longo da programação, que incluiu julgamentos de animais, leilões, palestras técnicas e interação entre criadores, autoridades políticas, técnicos e empresas do setor. A organização foi conduzida pela Associação Brasileira de Brangus (ABB).
Ao todo, cerca de 600 animais participaram dos julgamentos de argola e rústicos, atraindo criadores e interessados para acompanhar o alto nível técnico e a vitrine internacional da raça.
“Conseguimos ocupar o parque com uma única raça, o que mostra o momento que o Brangus vive. Os criadores saem daqui valorizados, com visibilidade internacional e reconhecimento pelo trabalho que vêm desenvolvendo”, afirmou João Paulo Schneider (Kaju), presidente da ABB, sobre a etapa paranaense.
Ele destacou ainda a atuação do jurado internacional Marcos Borges Júnior, brasileiro radicado nos Estados Unidos há mais de duas décadas. “A condução do julgamento em três idiomas, com explicações claras sobre os critérios, contribuiu para ampliar o entendimento sobre a seleção genética brasileira e reforçou o caráter global do evento”, acrescentou Schneider.
O congresso demonstrou a capacidade do Brasil de reunir conhecimento técnico, inovação genética e projeção internacional, consolidando o Brangus como uma das raças de maior destaque no país e no exterior.
Papel estratégico do Brangus na pecuária
As palestras técnicas do Congresso Mundial da Brangus reforçaram o desempenho da raça na produção de carne de qualidade e na adaptação a diferentes regiões. “Tanto nas fazendas, como nas palestras técnicas, ficou evidente a diversidade da raça e sua contribuição, com resultados nos diversos biomas e tipos de clima, mostrando todo seu potencial de produção”, ressaltou Ladislau Lancsarics, presidente do congresso, destacando que o público manteve alta adesão do início ao fim das apresentações.
De acordo com o diretor de Marketing da ABB, Sebastião Garcia Neto, a programação técnica contou com grande participação internacional, alto nível técnico e engajamento dos criadores, reafirmando o papel da raça como ferramenta estratégica para o avanço da pecuária brasileira. “Mostramos que temos a capacidade de produzir carne de qualidade aliada à eficiência produtiva”, salientou.
Ambiente de negócios
Além das pistas e palestras, o ambiente de negócios se mostrou intenso.Os estandes atraíram criadores e empresas, com destaque para negociações internacionais. “Foi um congresso surpreendente, com vendas para o Paraguai e para a Argentina, e muitos outros negócios encaminhados”, afirmou Gabriel Hauly.
Durante quatro leilões, os negócios movimentaram R$ 8,686 milhões, com animais vendidos para diversas regiões do Brasil e para outros países da América do Sul.
Giras técnicas

Foto: Douglas Salgueiro
O evento também contou com giras técnicas nas propriedades, onde criadores puderam mostrar o manejo e o desempenho da raça Brangus em sistemas distintos de produção. As visitas começaram no Rio Grande do Sul, seguiram pelo Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, percorrendo cerca de 5.000 quilômetros e reunindo aproximadamente dois mil participantes, entre inscritos, convidados, patrocinadores e equipe da ABB.
As atividades práticas permitiram observar a adaptação da raça a diferentes biomas, reforçando a avaliação de especialistas de que o Brangus se consolidou como ferramenta estratégica para modernizar e valorizar a pecuária brasileira, tanto em produtividade quanto em qualidade da carne.
Números do Brangus no Brasil
A Associação Brasileira de Brangus atravessa um período de crescimento consistente e fortalecimento institucional, sustentado por um processo contínuo de profissionalização da raça no país. Em apresentação às federações de 13 países, o Brasil destacou números expressivos: são 357 sócios distribuídos em 18 estados, 20 inspetores técnicos credenciados e cerca de 20 mil registros anuais de animais.
No mercado de reprodução, o Brangus se consolida como uma das principais raças do país. Segundo dados do setor de inseminação, a raça ocupa a terceira posição em vendas de sêmen, com 874 mil doses comercializadas no último ano, acompanhando a retomada do cruzamento industrial na pecuária brasileira. “A atuação da associação está focada em aumentar a competitividade do setor, indo além de indicadores tradicionais e avançando em áreas estratégicas como qualidade de carne, avaliação de carcaça, seleção genômica e eficiência alimentar, com provas realizadas em diferentes regiões do país”, informou o gerente executivo da ABB Roberto Grecellé.
O Paraguai será o país sede da próxima edição do Congresso Mundial da Raça Brangus, programada para 2028.
Conheça os campeões do Congresso Mundial do Brangus 2026
O Congresso Mundial do Brangus 2026 premiou os destaques da raça em diversas categorias, reunindo animais de alto padrão genético e criadores reconhecidos nacionalmente. Confira os vencedores.
- Grande Campeão do Mundial
- Grande Campeã do Mundial
Argola Terneiros
- Grande Campeã Top Terneira: Élio Roque Ottoni
- Grande Campeão Top Terneiro: Cabanha Floripana
Argola
- Grande Campeã: Genética Vacacaí | Fazenda Ramada | Cesar Augusto Dagios de Siqueira e Giovani Lizot
- Grande Campeão: Ricardo Bastos Tellechea
Individual Terneiro
- Grande Campeã Individual Rústica Top Terneira: Genética Vacacaí
- Grande Campeão Individual Rústico Top Terneiro: Élio Roque Ottoni
Individual
- Grande Campeão Individual Rústico: Élio Roque Ottoni
Trio Terneiro
- Trio Grande Campeão Top Terneiras: Fazenda VR
- Melhor Fêmea Rústica Top Terneira: Luiz Antonio Venker Menezes
- Trio Grande Campeão Top Terneiro: Agropecuária Guapiara Ltda
- Melhor Macho Rústico Top Terneiro: Agropecuária Guapiara Ltda
Trio
- Trio Grande Campeão de Fêmeas: Agrícola Anamélia Ltda – La Bellaca de Zuza – Estância Itamainó
- Melhor Fêmea Rústica: Agrícola Anamélia Ltda – La Bellaca de Zuza – Estância Itamainó
- Trio Grande Campeão: Genética Vacacaí
- Melhor Macho Rústico: Brangus Brawir
Grande Campeonato
- Suprema – Top Terneira: Élio Roque Ottoni
- Supremo – Top Terneiro: Cabanha Floripana
- Suprema Grande Campeã: Genética Vacacaí | Fazenda Ramada | Cesar Augusto Dagios de Siqueira e Giovani Lizot
- Supremo Grande Campeão: Ricardo Bastos Tellechea
O evento destacou a diversidade genética e o nível técnico elevado dos criadores brasileiros, consolidando o país como referência na raça Brangus no cenário internacional.

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Pecuária brasileira aposta em produtividade, inclusão e transparência para responder às mudanças no consumo global de carne bovina
Recuperação de pastagens, reintegração de produtores à cadeia formal e avanço da rastreabilidade orientam estratégias voltadas à preservação da competitividade e à ampliação do acesso a mercados nacionais e internacionais mais exigentes.

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Foto: Breno Lobato
Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.
Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.
De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

Foto: Juliana Sussai
A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.
Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.
A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade,

Foto: Divulgação
ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.
Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.
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Biocompetitividade é resultado direto da integração do agro
Fórum em São Paulo destacou a integração entre lavoura, pecuária, floresta e indústria como caminho para ampliar a competitividade, a sustentabilidade e a eficiência do agronegócio brasileiro.

O Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela Rede ILPF (Integração Lavoura Pecuária-Floresta), reuniu, em março, em São Paulo, autoridades, lideranças, empresários, engenheiros, técnicos, pesquisadores e profissionais do agronegócio para enfatizar como a biocompetitividade é resultado direto da integração entre o setor, as cadeias produtivas e os agentes.
“A biocompetitividade é a consequência natural de um sistema integrado, científico e bem estruturado”, disse Luiz Carlos Corrêa Carvalho, vice-presidente da Abag. Segundo ele, o agro brasileiro vive uma nova realidade que exige preparo técnico e inovação institucional. “Estamos diante de um novo cenário. Precisamos de capacidade técnica, de um sistema financeiro mais moderno e alinhado às demandas do campo e, principalmente, de integração”.
Por isso, para Carvalho, a conexão entre os elos produtivos é o caminho para consolidar esse novo ciclo. “A integração dos sistemas é fundamental para garantir escala, sustentabilidade e competitividade ao Brasil”.
Sistema ILPF ao produtor de pequeno porte

Fórum Integração e Biocompetitividade: a solução brasileira, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e pela Rede ILPF (Integração Lavoura Pecuária-Floresta), reuniu, em março, em São Paulo – Foto: Gerardo Lazzari
De modo contrário ao senso comum, o Sistema Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) também apresenta viabilidade para o pequeno produtor rural, assinalou o professor da Unoeste, Neimar Nagano, no painel “Modelos Produtivos Integrados”, durante o fórum. “A ILPF é para todos, do pequeno produtor, passando pelo médio, até o grande”.
Na liderança do Projeto PPPS (Pequena Propriedade Produtiva Sustentável) da Unoeste, Nagano desenvolve na região do Pontal do Paranapanema, interior de São Paulo, iniciativa de capacitação e de transferência de tecnologia para expansão do Sistema ILPF junto a produtores de pequeno porte na região. “Os sistemas integrados têm o potencial justamente para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve”.
Moderado por Camila Leonelli, gerente de Sustentabilidade da Syngenta, o painel trouxe também o case da produtora Flávia Garcia, gestora da Fazenda Jacaratiá, como exemplo de integração produtiva com geração de valor agregado. “A origem da fazenda era a pecuária. Em determinado momento, enxergamos nas plantas medicinais uma oportunidade de integrar a lavoura a um novo sistema produtivo”. A partir dessa visão, nasceu uma microdestilaria para a produção de óleos essenciais.
João Brunelli Jr., assessor técnico da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), falou sobre o trabalho realizado pela instituição para promover e consolidar a integração produtiva entre diferentes perfis de produtores no Estado de São Paulo e afirmou que cada propriedade é um projeto único, com seus próprios recursos, limitações e capacidades. “O papel da assistência técnica é justamente identificar essas características e construir um plano adequado.”
INDÚSTRIA NA ILPF
O painel Integração Agroindustrial aprofundou o debate sobre a incorporação da indústria aos sistemas produtivos integrados como estratégia para ampliar competitividade e sustentabilidade. O moderador Luiz Carlos Corrêa Carvalho, vice-presidente da Abag, defendeu a ampliação do conceito de ILPF com a inclusão direta da agroindústria no modelo. “Precisamos acrescentar a indústria ao sistema ILPF. Integrar a indústria ao processo produtivo é fundamental para fortalecer a biocompetitividade”.
Para Walmir Segatto, diretor-presidente executivo da Credicitrus, o modelo de crédito precisa estar integrado ao produtor. “A eficiência operacional nas operações financeiras é essencial para criar margens de receita capazes de sustentar as despesas.” Para Segato, o cooperativismo tem sido vetor desse ciclo virtuoso. “O crédito dentro do sistema cooperativista hoje gera um ciclo produtivo positivo para os associados, não apenas no Brasil, mas com conexão ao mercado global”.
No painel, Álvaro Duarte, diretor-presidente da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag) analisou que as organizações de pesquisa perceberam que é preciso combinar financiamento estruturado, participação de empresas e políticas públicas para acelerar o desenvolvimento científico. “Hoje vemos institutos acoplando unidades de pesquisa e desenvolvimento de empresas, criando ambientes colaborativos capazes de desenvolver tecnologias aplicadas à agricultura e à pecuária”.
Governança e sustentabilidade
Durante o painel “Escala, Sustentabilidade e Oportunidade”, Juliana Cibim, sócia da ERM Brasil, destacou a governança como eixo estruturante da integração produtiva, trazendo caminhos para o desenvolvimento da sustentabilidade do ponto de vista social, ambiental e econômico. “A gestão da sustentabilidade precisa estar fortalecida e consolidada dentro do negócio, especialmente em um mundo de incertezas”.
Sobre o papel estratégico do crédito, Victor Bachega, superintendente de Agronegócios no Banco Bradesco, reafirmou a importância de se financiar corretamente, com estratégia e sustentabilidade econômica e a capacidade do Brasil liderar a transformação da segurança alimentar global.
Moderado por Eduardo Bastos, da CCarbon/USP, o painel trouxe também as avaliações de Rui Rosa, diretor executivo da Rede ILPF, sobre a mobilização institucional que consolidou o programa. “A Rede ILPF mobilizou a Embrapa, grupos empresariais e centros de pesquisa para assumir um compromisso real de transformação no campo.” Para ele, a mobilização gera resultados concretos. “Integração significa redução de riscos econômicos, melhoria do IDH regional e múltiplas atividades na mesma área, o que muda a realidade do produtor”.
Para Eduardo Bastos, “o agronegócio brasileiro vai crescer, mas as emissões do setor não, exatamente pelo fato que soluções sustentáveis, que promovem aumento de matéria orgânica no solo e sequestram carbono, como, por exemplo, o Sistema Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) registram expansão no setor”.
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Fiscalização flagra descarte irregular de carcaças bovinas no Paraná
Polícia Civil e IAT identificaram carcaças a céu aberto e falhas no manejo de dejetos em propriedade de Carambeí. Responsáveis foram autuados por poluição ambiental e terão de regularizar a área.

Uma ação integrada da Polícia Civil do Paraná e do Instituto Água e Terra (IAT) identificou irregularidades ambientais em uma propriedade rural na região de Carambeí, nos Campos Gerais, na última quinta-feira (09). A operação foi motivada por denúncias de moradores de um condomínio em Ponta Grossa, que relataram forte odor vindo da área.

Foto: Divulgação/PCPR
No local, as equipes constataram o descarte de carcaças de bovinos a céu aberto, sem cobertura ou qualquer tipo de impermeabilização do solo, o que eleva o risco de contaminação ambiental. Também foi verificada a presença de uma lagoa de estrume sem tratamento adequado, indicando falhas no manejo de resíduos da propriedade.
A Polícia Científica do Paraná realizou perícia técnica para dimensionar a extensão dos danos. De acordo com a Polícia Civil, os responsáveis pela fazenda foram autuados por poluição ambiental na modalidade culposa, conforme previsto na legislação, em razão da negligência nos procedimentos sanitários.
Além das implicações criminais, os proprietários foram notificados pelo IAT para prestar esclarecimentos e adotar medidas imediatas de regularização. Também foi aplicada multa pelas irregularidades constatadas.





