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Congresso do Trigo debate impacto de novas tendências tecnológicas e da agenda ESG nos negócios

Importante players do setor se reunirão entra quarta (25) e sexta-feira (27), em Atibaia (SP), para analisar como as empresas lidam com essas questões.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Com a influência que as novas tecnologias e tendências vêm exercendo sobre as empresas nos últimos anos, a cadeia do trigo passa a seguir uma agenda ESG e explorar cada vez mais recursos, como é o caso da inteligência artificial. Com o objetivo de levar conhecimento sobre esses temas ao setor, o 30º Congresso Internacional da Indústria do Trigo promove em sua programação dois painéis que contribuirão para essa discussão. O evento ocorre entre os dias 25 e 27 de outubro, em Atibaia (SP).

Promovido pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), o congresso terá no seu último dia o painel “ESG no dia a dia das empresas”, com participação do gerente corporativo de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Klabin, Júlio Nogueira, e da diretora do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Valéria Café. A mediação ficará por conta do consultor de empresas, Martinho Silveira.

A proposta dessa discussão é abordar a importância do comprometimento em nível corporativo com questões sociais, ambientais e de governança e levar essa conversa para dentro das empresas envolvidas com o trigo, independentemente da posição que elas ocupem na cadeia produtiva.

Uso empresarial da inteligência artificial

O acelerado desenvolvimento de tecnologias desencadeou um movimento de adaptação para as empresas de forma geral, exigindo que elas passem a adotar essas inovações para continuarem competitivas no mercado. A inteligência artificial é uma dessas tendências para a atualidade.

Por isso, o último painel da edição comemorativa de 30 anos do Congresso Internacional da Indústria do Trigo debaterá a “Inteligência artificial no seu negócio”. Os palestrantes serão o cofundador da Plataforma AAA Inovação, Arthur Igreja, e o fundador e CEO da Bnex, Fernando Gibotti.

Os dois profissionais explicarão aos participantes do evento como esse recurso tecnológico pode trazer ganhos aos negócios e contribuir para que as empresas se modernizem e mantenham a relevância no mercado frente àquelas que não se integram nessa realidade tomada por inovações. “O Congresso da Abitrigo conta com um público qualificado e interessado em entender as tendências de um dos setores que mais movimentam a economia nacional. É a oportunidade ideal para debater as inovações e expectativas de toda a cadeia. Abordar os impactos da inteligência artificial nos negócios é algo importante, e trarei para esse diálogo insights sobre tendências tecnológicas que serão complementadas com dados do mercado e do varejo”, reforça Igreja.

“Tenho grandes expectativas para o evento, reconhecido como um dos mais relevantes no mercado. Considerando os desafios que o varejo e a indústria brasileira têm enfrentado nos últimos meses, essa é uma chance única para explorarmos novas perspectivas e estratégias que podem nos ajudar a superar essas dificuldades. Acredito que a inteligência artificial e a ciência do consumo desempenham um papel fundamental na transformação e inovação desses setores”, pontua Gibotti.

“Para a Abitrigo, promover esses diálogos é fundamental para que o nosso setor continue se atualizando e se desenvolvendo, sempre com o objetivo de otimizar os processos relacionados à cadeia do trigo e potencializar o resultado de todos os elos produtivos”, conclui o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.

As inscrições para o 30º Congresso Internacional da Indústria do Trigo seguem abertas e podem ser feitas pelo site do evento.

Fonte: Assessoria Abitrigo

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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% e soma US$ 17,3 bilhões

Resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

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Foto: Roberto Dziura Jr

O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.

Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.

Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.

Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado. “Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.

Fonte: Agência Brasil
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Família, sucessão e agricultura definem trajetória de produtor em Mato Grosso

Cláudio Schons relembra dificuldades da migração do Sul, aposta na carreira solo desde 2020 e envolve os filhos na lida no campo.

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Foto: Divulgação/Aprosoja MT

Mato-grossense de coração, o gaúcho Cláudio Luís Schons encontrou em Lucas do Rio Verde uma oportunidade de continuar exercendo o ofício repassado pelo pai. Em 1988, com 11 anos, ele chegou ao estado e a família deu início à vida na agricultura com a fabricação de farinha de mandioca e erva-mate. Após alguns anos, migraram para o cultivo da soja e do milho. Associado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Schons ressaltou a importância da agricultura para o mundo e destacou o orgulho em ser produtor rural.

No início, Mato Grosso foi marcado por resistência dos que vieram buscar novos horizontes para trabalhar. Com Cláudio Schons não foi diferente, ele destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas naquela época.

“Na mudança do Rio Grande do Sul para cá, a maior dificuldade que encontramos foi que não tinha energia elétrica no interior, lá no sul já era um advento comum. Além disso, onde eu morava, eu podia escolher duas ou três escolas, morava bem no entroncamento, podia escolher as escolas e aqui em Mato Grosso teve essa dificuldade da educação”, relembrou.

Foto: Gilson Abreu

O produtor rural administrou uma propriedade com o pai e a irmã, por 22 anos, mas em 2020 que surgiu uma oportunidade de gerenciar uma fazenda com a esposa, Lucimeire Mattos Schons. “De 2020, devido à pandemia, nós repensamos e resolvemos tocar a carreira solo. Então, desde 2020, minha esposa, que era concursada na prefeitura, largou o concurso e veio me ajudar na parte fiscal da fazenda e eu fiquei com a parte prática aqui do dia a dia. E conseguimos interagir com os filhos, trazendo os filhos junto”, contou.

Mesmo com a mudança, a família Schons seguiu contribuindo com o crescimento local através da agricultura. Ao olhar para toda a sua trajetória na agricultura, Cláudio destacou o orgulho de estar contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso e também de estar fornecendo alimentação ao mundo.

Após a “carreira solo” na agricultura, Cláudio começou a introduzir mais os filhos nos cuidados com a propriedade, ele explicou que o filho mais novo, Vitor de Mattos Schons, vai herdar os cuidados com a lavoura, já que a filha mais velha, Maria Eduarda Mattos Schons, seguiu carreira na área da Saúde.

Durante a conversa, Cláudio também falou sobre a importância da Aprosoja MT em divulgar de forma responsável as informações aos produtores rurais. A associação colabora com a prevenção de problemas, ajudando a superar possíveis obstáculos. “A Aprosoja MT com esses eventos anuais, reuniões, passa um conhecimento amplo do que acontece no estado ou algum problema que tenha que a gente pode estar prevenindo. Então, foi bom se associar porque foi um ponto positivo que é trazer a notícia mais rápido”, destacou.

Histórias como a de Cláudio Luís Schons fazem com que a Aprosoja MT siga acreditando na força da produção rural do estado e busque fortalecer ainda mais o setor.

Fonte: Assessoria Aprosoja MT
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Suprema Corte dos EUA reafirma que Congresso detém poder exclusivo sobre tarifas

Ao derrubar o tarifaço global imposto por Trump, tribunal delimita alcance da autoridade presidencial.

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Foto: Divulgação/Flickr

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou o tarifaço global imposto por Donald Trump vai além do impacto imediato sobre a política comercial americana. O julgamento recoloca no centro do debate constitucional o Artigo I, Seção 8 da Constituição dos EUA, que estabelece que o poder de criar impostos e tarifas é prerrogativa exclusiva do Congresso.

Foto: Divulgação

Por 6 votos a 3, a maioria dos ministros concluiu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, da sigla em inglês), de 1977, não autoriza o presidente a instituir tarifas de forma unilateral. A legislação permite que o chefe do Executivo “regule a importação” de bens estrangeiros após declarar emergência nacional, mas não menciona explicitamente a criação de impostos alfandegários.

Ao redigir o voto vencedor, o presidente da Corte, John Roberts, afirmou que medidas com impacto econômico estrutural exigem “autorização clara do Congresso”. A interpretação adotada pela maioria reforça que a delegação de competências tributárias ao Executivo não pode ser presumida nem ampliada por leitura extensiva de dispositivos legais.

Na avaliação dos ministros que formaram a maioria, seria “inconcebível” entender que o Congresso teria transferido, de forma implícita e sem delimitações objetivas, um poder tarifário amplo ao presidente. A Corte sinalizou que instrumentos emergenciais não podem ser utilizados como atalho para reconfigurar a política comercial sem o devido respaldo legislativo.

Foto: Divulgação/Freepik

A decisão também delimita o alcance da IEEPA, que havia sido utilizada por Trump para aplicar tarifas recíprocas a praticamente todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos, inclusive o Brasil. Ao estabelecer esse limite, o tribunal reafirma o sistema de freios e contrapesos previsto na Constituição americana, restringindo a atuação unilateral do Executivo em matéria tributária.

Embora o presidente ainda disponha de outros instrumentos legais para impor tarifas, a mensagem institucional da Suprema Corte é inequívoca: a política tarifária, como regra, é matéria do Congresso, e não uma atribuição autônoma da Casa Branca.

Fonte: O Presente Rural
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