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Congresso de Ovos da APA retorna com novidade sobre controle do cascudinho

Estudo dos pesquisadores Helton Fernandes dos Santos e Masaio Mizuno Ishizuka foi premiado na categoria de Trabalho técnico-científico – Manejo.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

De volta ao calendário nacional de avicultura de postura depois de três anos da sua última edição em razão da interrupção dos eventos presenciais pela pandemia da Covid-19, o Congresso de Ovos da Associação Paulista de Avicultura (APA) atraiu, em março, cerca de 700 congressistas, entre produtores, técnicos, extensionistas, pesquisadores, estudantes e outras lideranças envolvidas no setor.

Coordenador da Comissão Técnica, José Roberto Bottura: “A formação do temário é baseada em conteúdo de pesquisa, em novidades do setor e do que está em destaque na atualidade” – Fotos: Divulgação/APA

Realizado no Centro de Convenções de Ribeirão Preto (SP), o evento recebeu profissionais de todas as regiões do país, reforçando sua importância para a atualização do segmento avícola em território brasileiro e na América do Sul. “Retomar presencialmente o Congresso foi uma alegria muito grande, porque a gente gosta do contato com as pessoas, do calor humano que a presença das pessoas provoca e principalmente da conversa olho no olho, que tanto sentimos falta em tempos de pandemia”, enfatizou o coordenador da Comissão Técnica, José Roberto Bottura.

Com mais de 40 profissionais envolvidos na organização, Bottura diz que toda a programação foi pensada para aperfeiçoar e melhorar os métodos adotados em todos os processos da cadeia avícola. “A formação do temário é baseada em conteúdo de pesquisa, em novidades do setor e do que está em destaque na atualidade. Quando organizamos o Congresso utilizamos a seguinte métrica: 70% dos temas são sugeridos pelos congressistas na avaliação final que realizamos em cada Congresso, ou seja, são temas que vão de encontro com o interesse da cadeia, além de temas recomendados pelos técnicos que estão a campo; e outros 30% englobam temas que normalmente o setor não quer ouvir, por serem um tanto delicados de serem tratados, mas que o debate se faz necessário para avançarmos enquanto cadeia produtiva”, afirma o coordenador da Comissão Técnica, adiantando que para 2023 a expectativa é receber em torno de 750 congressistas.

Presidente da APA, Érico Antonio Pozzer: “Estamos trabalhando em conjunto com outras entidades a fim de buscar cada vez melhores soluções para o setor”

O presidente da APA, Érico Antonio Pozzer, destacou o papel da entidade e a importância de manter o status sanitário do país. “Estamos trabalhando em conjunto com outras entidades a fim de buscar cada vez melhores soluções para o setor. O que quero chamar atenção é para o nosso status sanitário em um momento que estamos vendo doenças nos planteis em várias partes do mundo. Nós aqui no Brasil estamos conseguindo manter o nosso status sanitário sem nenhuma proibição ou prejuízo para a exportação. O que peço para vocês é que continuem a fazer o dever de casa, tomando todas as medidas recomendadas pelas associações e órgãos competentes, a fim de que possamos manter nosso status sanitário avícola nacional, invejado mundialmente”, declarou.

Presente desde a primeira edição do evento, a professora da USP da área de epidemiologia e coordenadora do Comitê de Sanidade Avícola do Estado de São Paulo, Masaio Mizuno Ishizuka, é bastante atuante, com diversos estudos publicados ao longo das últimas cinco décadas.

Pesquisadores Helton Fernandes dos Santos e Masaio Mizuno Ishizuka foram premiados na categoria de Trabalho técnico-científico – Manejo com uma pesquisa sobre o controle do cascudinho na avicultura

E neste ano trouxe ao Congresso uma pesquisa sobre o controle do cascudinho na avicultura, realizado em conjunto com o professor da Universidade Federal de Santa Maria, RS, Helton Fernandes dos Santos. A pesquisa foi premiada na categoria de Trabalho técnico-científico – Manejo. “É muito importante participar deste evento, debater a avicultura e contribuir para buscarmos soluções eficazes para o setor. Neste sentido tenho colaborado todos os anos com alguma atividade e para esta edição fui convidada a realizar cinco experimentos em todas as fases de criação das aves de postura visando o controle e a mitigação do cascudinho, uma praga que prejudica muito a avicultura criada sobre cama. A nossa experiência mostrou que a Metilxantina, um produto natural de largo espectro, obtido do café e da erva mate, é capaz de controlar tanto a larva como o cascudinho já adulto no vazio sanitário e durante o alojamento, com estudo de campo comprovando sua eficácia”, expôs Masaio.

A programação do 19º Congresso de Ovos da APA contou com uma série de palestras, painéis e debates envolvendo as temáticas de produção de ovos, avicultura 4.0, cenário atual dos grãos, exportação de ovos, sanidade animal, nutrição e doenças aviárias, além da apresentação de trabalhos científicos.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse gratuitamente a edição digital Avicultura – Corte & Postura.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Setor da indústria e produção de ovos conquista novos mercados para exportação

No entanto, calor afeta novamente a produtividade no campo.

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Foto: Rodrigo Félix Leal

Foi anunciada recentemente a abertura do mercado da Malásia para ovos líquidos e ovos em pó produzidos no Brasil, ao mesmo tempo em que o setor projeta a retomada das exportações neste ano.

Porém, a atividade sente os efeitos das altas temperaturas no verão, situação que afeta a produtividade, menor postura de ovos e, em alguns casos, aumento da perda de aves. “Novamente teremos algumas dificuldades que poderão afetar o mercado de ovos gradativamente, refletindo a curto prazo numa possível diminuição de oferta”, comenta José Eduardo dos Santos, presidente executivo da Asgav.

O setor tem capacidade de atender a demanda interna e externa, porém, em algumas épocas do ano, são necessárias algumas medidas para garantir a manutenção da atividade.

O feriadão prolongado de natal e ano novo, as férias coletivas e os recessos, retraíram parcialmente o consumo de ovos, mas já se vê a retomada de compras e maior procura desde a primeira segunda-feira útil do ano, em 05 de janeiro, onde muitas pessoas já retomaram dos recessos de final de ano.

Além do retorno do feriadão, a retomada de dietas e uma nutrição mais equilibrada com ovos, saladas e omeletes é essencial para a volta do equilíbrio nutricional.

De acordo com o dirigente da Asgav, o setor vive um período de atenção em razão do calor, que afeta a produtividade. Com a retomada das compras, do consumo e das exportações, pode haver uma leve diminuição da oferta, sem riscos ao abastecimento de ovos para a população.

Fonte: Assessoria ASGAV/SIPARGS
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Avicultura

VBP dos ovos atinge R$ 29,7 bilhões e registra forte crescimento

Avicultura de postura avança 11,3% e mantém trajetória consistente no agronegócio brasileiro.

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Foto: Shutterstock

A avicultura de postura encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da sua história recente. Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), atualizados em 21 de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) dos ovos atingiu R$ 29,7 bilhões em 2025, consolidando um crescimento expressivo de 11,3% em relação aos R$ 26,7 bilhões registrados em 2024. O resultado confirma a trajetória de expansão do setor, fortemente impulsionada pela demanda interna aquecida, pela competitividade do produto frente a outras proteínas e por custos menos voláteis do que os observados durante a crise global de grãos.

Em participação no VBP total do agro brasileiro, o segmento se mantém estável: continua representando 2,11% da produção agropecuária nacional, mesmo com o aumento do faturamento. Isso significa que, embora o setor cresça, ele avança num ambiente em que outras cadeias, como soja, bovinos e milho, também apresentaram ampliações substanciais no ciclo 2024/2025.

Um crescimento consistente na série histórica

Os dados dos últimos anos mostram a força estrutural da cadeia. Em 2018, o VBP dos ovos era de R$ 18,4 bilhões. Desde então, a evolução ocorre de forma contínua, com pequenas oscilações, até alcançar quase R$ 30 bilhões em 2025. No período de sete anos, o faturamento da avicultura de postura avançou cerca de 61% em termos nominais.

Contudo, como temos destacado nas reportagens anteriores do anuário, é importante frisar: essa evolução se baseia em valores correntes e não considera a inflação acumulada do período. Ou seja, parte do avanço reflete o encarecimento dos preços ao produtor, e não exclusivamente aumento de oferta ou ganhos de produtividade. Ainda assim, o setor mantém sua relevância econômica e seu papel estratégico no abastecimento nacional de proteína animal de baixo custo.

Estrutura produtiva e desempenho por estados

O ranking estadual permanece concentrado e revela a pesada liderança de São Paulo, responsável por R$ 6,7 bilhões em 2025. Em seguida aparecem Minas Gerais (R$ 2,8 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 2,5 bilhões), Paraná (R$ 2,5 bilhões) e Espírito Santo (R$ 2,1 bilhões). O mapa de distribuição evidencia uma cadeia geograficamente pulverizada, mas com polos consolidados que combinam infraestrutura industrial e tradição produtiva.

A maioria dos estados apresentou crescimento nominal entre 2024 e 2025, embora, novamente, parte desse avanço tenha relação direta com preços mais altos pagos ao produtor, fenômeno sensível à oscilação do custo dos insumos, especialmente milho e farelo de soja.

Cadeia resiliente e cada vez mais eficiente

A avicultura de postura vem aprofundando sua profissionalização, com forte adoção de tecnologias de manejo, sistemas automatizados, ambiência melhorada e maior qualidade no controle sanitário. Esses fatores reduziram perdas, melhoraram índices zootécnicos e ampliaram a oferta de ovos com padrão superior, especialmente no segmento de ovos especiais (cage-free, enriquecidos, orgânicos e com rastreabilidade avançada).

Ao mesmo tempo, o consumo interno brasileiro se estabilizou em patamares elevados após a pandemia, consolidando o ovo como uma das proteínas mais importantes para a segurança alimentar da população, fato que contribui diretamente para a sustentabilidade econômica da cadeia.

A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura fecha 2025 com recorde histórico nas exportações de carne de frango

Embarques crescem, receita se mantém elevada e recuperação pós-influenza projeta avanço em 2026

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Após superar um dos momentos mais desafiadores da história do setor produtivo, a avicultura brasileira encerra o ano de 2025 com boas notícias. De acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações brasileiras de carne de frango totalizaram, no ano, 5,324 milhões de toneladas ao longo dos 12 meses de 2025, volume que supera em 0,6% o total exportado em 2024, com 5,294 milhões de toneladas, estabelecendo novo recorde para as exportações anuais do setor.

Foto: Shutterstock

O resultado foi consolidado pelos embarques realizados durante o mês de dezembro. Ao todo, foram embarcadas 510,8 mil toneladas de carne de frango no período, volume 13,9% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2024, com 448,7 mil toneladas.

Com isso, a receita total das exportações de 2025 alcançou US$ 9,790 bilhões, saldo 1,4% menor em relação ao registrado em 2024, com US$ 9,928 bilhões. Apenas no mês de dezembro, foram registrados US$ 947,9 milhões, número 10,6% maior em relação ao mesmo período do ano anterior, com US$ 856,9 milhões. “O ano foi marcado pela resiliência do setor e pela superação de um dos maiores desafios da história da avicultura nacional, com o registro de um foco, já superado, de Influenza aviária de Alta Patogenicidade em aves comerciais. Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal destino das exportações de carne de frango em 2025, os Emirados Árabes Unidos importaram 479,9 mil toneladas (+5,5% em

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Fechar o ano com resultados positivos é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026” – Foto: Mario Castello

relação a 2024), seguidos pelo Japão, com 402,9 mil toneladas (-0,9%), Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas (+7,1%), África do Sul, com 336 mil toneladas (+3,3%), e Filipinas, com 264,2 mil toneladas (+12,5%). “O restabelecimento total dos embarques após os impactos da Influenza aviária já sinaliza positivamente nos números das exportações. É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, ressalta Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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