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Congresso de Ovos APA destaca postura comercial da próxima década

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Quais são as principais perspectivas para a produção de ovos na próxima década? Quais serão as principais tendências de mercado para a avicultura de postura? Como melhorar a produtividade no campo? Como conseguir crédito e financiamento para empresas avícolas? Enfim, como será a produção de ovos no futuro? Estas são algumas das perguntas que serão respondidas pelos principais especialistas do setor durante o XII Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que vai acontecer de 25 a 27 de março, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Consagrado como o mais importante encontro da avicultura de postura do Brasil, o evento organizado pela Associação Paulista de Avicultura (APA) ganha dimensões internacionais e espera receber nesta edição mais de 600 participantes de toda a América Latina. O objetivo é reunir produtores, pesquisadores, médicos veterinários, zootecnistas e representantes de todos os elos da cadeia produtiva de toda a região para debater os principais desafios e oportunidades para a atividade na próxima década, explica o Diretor da APA e membro da comissão organizadora do evento, José Roberto Bottura. “Este evento vem crescendo nos últimos anos e a nossa expectativa é de público recorde nesta edição”, diz o médico veterinário.
O período de inscrição com desconto vai até o próximo dia 8 de fevereiro através do site www.congressodeovos.com.br/inscricao.php. Para outras informações, os interessados podem entrar em contato com a APA através do telefone (11) 3832.1422. 

Programação 

A secretaria do evento começa a atender a partir das 10h, do dia 25 de março, no Centro de Convenções de Ribeirão Preto, para a realização de inscrições e entrega de material. Às 14h começa a abertura do evento com o Painel A visão do mercado de ovos para a próxima década. Um debate sobre A visão de produção abre a programação do encontro. Em seguida, o especialista do setor, Sérgio Luis Moretto, vai destacar sua Visão de mercado.   
A partir das 16h30, o Painel de Nutrição será aberto pelo pesquisador da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e responsável pelo Laboratório de Análises Micotoxicológicas (Lamic), Carlos Augusto Mallmann, que vai apresentar Atualidades em nutrição: monitoria de micotoxinas. Logo depois a palestra Pontos críticos nos processos de fabricação de rações será ministrada pelo consultor independente Antônio Apércio Klein, da Agropec Consultoria. A abertura oficial será às 18h seguida de uma palestra magna e um coquetel aos participantes. 
No dia 26 de março, a programação começa a partir das 8h com apresentação oral dos trabalhos científicos premiados nas áreas de manejo e nutrição. Na sequencia, o Painel de Manejo será aberto às 8h30 pela Professora da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas (Feagri – Unicamp), Irenilza Nääs, que vai destacar Ambiência: Oportunidades para melhoria de produtividade. Às 9h15, o pesquisador da Embrapa Júlio César Palhares vai falar sobre Manejo de resíduos provenientes da avicultura de postura. Os Sistemas alternativos de produção de ovos serão destacados pela Gerente do Programa de Aprovação de Insumos IBD, Maria Carolina Manço. Às 11h35 começa uma Programação Empresarial que será promovida pela Ceva Saúde Animal.
Às 14h começa a apresentação dos trabalhos científicos premiados em sanidade e outras áreas. O Painel de Gestão e Tecnologia será aberto às 14h30 com um debate sobre A gestão e a profissionalização da empresa avícola. Em seguida o Gerente de Negócios do Mercado de Agronegócios do Banco do Brasil, Giovani Morangueira Magri, vai falar sobre Crédito e financiamento para empresas avícolas. A partir das 16h40, o zootecnista especialista no uso de informática em empresas avícolas da Agroinfo Tecnologia da Informação, Marcelo Lima, vai destacar Gestão da produção de ovos com o uso da informática. Às 17h20começa uma Programação Empresarial que será realizada pela Biomin do Brasil Nutrição Animal. O jantar de confraternização começa às 20h. 
No dia 27 de março, o Painel de Sanidade será aberto, às 8h, com uma apresentação sobre Laringotraqueíte infecciosa: o quanto evoluímos, que será realizada pelo especialista da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (CDA), Fernando Gomes Buchala. Logo depois, o Presidente da WPSA (sigla de Associação Mundial de Ciências Avícolas em inglês), Edir Nepomuceno, vai falar sobre Prevenção e controle de Salmonella na avicultura. A partir das 10h20, o Professor da Universidade Autonoma do México (UNAM), Victor Petrone vai destacar Lições e aprendizados com Biossegurança: a experiência mexicana com a influenza aviária. Em seguida, a Fiscal Federal Agropecuária do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro, SP), Dilmara Reischak, vai apresentar O monitoramento de influenza aviária e doença de Newcastle no Brasil. O almoço de encerramento do evento começa às 12h. Outras informações sobre o XII Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos podem ser encontradas no site www.congressodeovos.com.br, ou pelo telefone (11) 3832.1422. 
O XII Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos tem o apoio de divulgação das principais mídias do setor, como Avisite, Revista do Avisite, Revista do Ovo, Ovosite, Portal e Revista Avicultura Industrial, Portal e Revista Feed&Food, Portal e Revista AveWorld, Portal e Revista A Hora do Ovo, Portal Setor Avícola, Portal e Jornal O Presente Rural, Portal Rural Centro e Portal Agrolink. 
Serviço: 
XII Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos
Data: de 25 a 27 de março de 2014
Local: Centro de Convenções de Ribeirão Preto – SP
Informações: www.congressodeovos.com.br
Telefone: (11) 3832.1422

Fonte: Ass. Imprensa da APA

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ASES realiza segundo módulo do programa de capacitação voltado aos produtores rurais do estado

Criado pela Associação dos Suinocultores do Espirito Santo, o programa visa aproximar os produtores das novas tecnologias, promover a troca de experiências e contribuir para que a suinocultura capixaba continue evoluindo de forma sustentável e competitiva

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Foto e texto: Assessoria

A Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou, no dia 17 de junho, em Conceição do Castelo, o segundo módulo do Qualificases, programa de capacitação voltado aos produtores rurais do estado. O encontro aconteceu no Restaurante Santa Luzia e reuniu associados, profissionais do setor e parceiros em uma noite marcada pelo compartilhamento de conhecimento, troca de experiências e fortalecimento da suinocultura capixaba.

Com apoio da Qualyprev e da Avioeste, a programação contou com a palestra “Tecnologias para melhorar a qualidade de vida das pessoas e potencializar os resultados”, ministrada por Edson Marangoni, gerente de Operações Técnicas e Comerciais da Avioeste. Durante a apresentação, foram discutidas soluções e ferramentas que contribuem para uma produção mais eficiente, aliando tecnologia, gestão, desempenho e bem-estar no ambiente de trabalho.

Para o presidente do Conselho Deliberativo da ASES, Marco Mosquini, investir na capacitação dos produtores é uma das principais formas de fortalecer o setor. “O conhecimento é um dos maiores patrimônios que podemos oferecer aos nossos associados. O Qualificaases foi criado justamente para aproximar os produtores das novas tecnologias, promover a troca de experiências e contribuir para que a suinocultura capixaba continue evoluindo de forma sustentável e competitiva. Ficamos satisfeitos com a participação dos produtores e com o interesse e esperamos que mais possam participar no próximo”, frisou Mosquini.

O palestrante, Edson Marangoni destacou que a tecnologia tem papel fundamental para garantir a sustentabilidade da atividade, tanto do ponto de vista produtivo quanto humano. “Hoje, quando falamos em melhorar processos e aumentar a produtividade, inevitavelmente precisamos olhar para a tecnologia. O setor enfrenta desafios importantes, como a necessidade de melhoria contínua e a escassez de mão de obra nas granjas. A tecnologia não vem para substituir as pessoas, mas para apoiá-las, reduzindo o esforço físico, tornando as decisões mais assertivas e proporcionando mais qualidade de vida para produtores e colaboradores.”

Segundo Marangoni, a automação também é uma ferramenta importante para atrair as novas gerações ao campo. “Os jovens estão dispostos a trabalhar no agro, mas esperam encontrar um ambiente mais tecnológico e automatizado. Quando utilizamos ferramentas inteligentes, conseguimos produzir com mais eficiência, oferecer melhores condições de trabalho e criar um ambiente mais adequado tanto para quem trabalha quanto para os animais. Esse é o caminho para uma produção cada vez mais sustentável e competitiva.”

E finaliza: “A tecnologia não vem para substituir as pessoas. Ela vem para contribuir. Ela torna os processos mais assertivos, reduz tarefas repetitivas e ajuda o produtor a tomar melhores decisões, sempre com foco na produtividade e na qualidade de vida.”

O Qualificases integra as ações desenvolvidas pela Associação para incentivar a atualização técnica dos suinocultores, promover o acesso à informação de qualidade e fortalecer a cadeia produtiva da suinocultura no Espírito Santo. Ao final do encontro, os participantes participaram de um jantar de confraternização, reforçando o espírito de união e colaboração que marca o programa.

Fonte: Assessoria
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Nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos e aproximar agro brasileiro dos mercados asiáticos

Programa lançado pelo governo federal prevê integração com a Bolívia, fortalecimento da infraestrutura e criação de corredores logísticos para escoar grãos e carnes com mais competitividade.

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Foto: Divulgação

Uma nova estratégia para encurtar distâncias e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro começou a sair do papel na terça-feira (23). O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que busca criar alternativas para o escoamento da produção nacional por meio de corredores que atravessam a Bolívia e chegam aos portos do Oceano Pacífico.

Foto: Percio Campos/Mapa

A medida tem como objetivo reduzir custos logísticos, fortalecer a inserção internacional do agro brasileiro e ampliar o acesso aos mercados da Ásia e dos países banhados pelo Pacífico.

Durante a cerimônia de assinatura da portaria, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou a importância da iniciativa para aproximar a produção brasileira de mercados considerados estratégicos. “Quando a gente fala do agro, a gente precisa reconhecer o papel de protagonismo do estado de Mato Grosso, que é responsável por cerca de 35% disso tudo que nós falamos aqui. Que bom saber que um ato singelo, simples, que coroou um conjunto de esforços, é tão importante no sentido de reduzir distâncias, reduzir custos e viabilizar o acesso a esse mercado tão promissor”, enfatizou.

Alternativa às rotas tradicionais

A proposta cria uma alternativa aos atuais corredores de exportação utilizados pelo país. Na prática, produtos como grãos, carnes e outros itens agropecuários poderão seguir por rotas terrestres até a Bolívia e, de lá, alcançar os portos do Pacífico, encurtando o trajeto até os principais compradores asiáticos.

Além da redução dos custos de transporte, o programa prevê estímulo à agregação de valor da produção, desenvolvimento regional e atração de investimentos em

Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que a nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos e ampliar a competitividade do agro brasileiro – Foto: Percio Campos/Mapa

infraestrutura e comércio exterior.

Segundo o coordenador-geral de Cooperativismo, Associativismo Rural e Agregação de Valor do Mapa, Nelson Andrade, a iniciativa está estruturada em quatro pilares. “Os eixos envolvem apoio à infraestrutura e logística, facilitação regulatória e do comércio internacional, cooperação técnica e sanitária e promoção comercial com atração de investimentos”, explicou.

Mato Grosso no centro da estratégia

Por fazer fronteira com a Bolívia e concentrar a maior produção agropecuária do Centro-Oeste, Mato Grosso desponta como um dos principais beneficiados pela nova rota.

A expectativa é que a integração de trechos rodoviários, como a MT-199, fortaleça o oeste mato-grossense como porta de acesso ao Pacífico, ampliando a competitividade da produção regional.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, acredita que a iniciativa poderá impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Essa integração vai encurtar caminhos e desenvolver uma região que possui terras fantásticas e uma agricultura forte. Esse corredor que agora se abre para o oeste de Mato Grosso certamente vai melhorar a competitividade e trazer benefícios em todos os sentidos”, afirmou.

Foto: Percio Campos/Mapa

Projeto começou a ser articulado em 2024

De acordo com o ex-secretário-executivo do Mapa, Irajá Lacerda, o programa é resultado de um trabalho iniciado em 2024 e construído em conjunto com diferentes órgãos e setores. “Hoje é a consolidação de muitos anos de trabalho. Foram três anos e três meses dialogando com todos os ministérios e com todos os setores para mostrar que a fronteira oeste de Mato Grosso e a fronteira entre Brasil e Bolívia precisavam ser vistas como uma zona de integração”, disse.

O presidente do Comitê de Integração Brasil-Bolívia em Mato Grosso, Pedro Panoff de Lacerda, classificou a iniciativa como uma antiga demanda regional. “Essa rota mais próxima é um sonho para o estado de Mato Grosso”, destacou.

Próximos passos

O programa prevê a realização de estudos técnicos, recomendações estratégicas, monitoramento das ações e articulação entre diferentes instituições. A execução também poderá contar com parcerias público-privadas nacionais e internacionais.

A regulamentação ficará a cargo da Secretaria-Executiva do Mapa, responsável pela criação de um Comitê Gestor para acompanhar a implementação das ações.

Com a iniciativa, o governo busca diversificar os corredores logísticos do país e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro em um mercado cada vez mais disputado.

Fonte: O Presente Rural
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Lei da Integração chega aos 10 anos entre conquistas e demandas por aperfeiçoamento

Sistema que sustenta a produção de aves e suínos exportada para mais de 150 países ainda exige ajustes para garantir maior equilíbrio nas negociações.

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Foto: Shutterstock

A maturidade de um marco legal no Brasil costuma ser um processo lento. Segundo o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, uma lei leva, em média, cerca de 10 anos para atingir um estágio de consolidação e, ainda assim, permanece dependente de ajustes contínuos para se manter eficaz.

Ao comentar a Lei 13.288/2016, conhecida como Lei da Integração, que completou 10 anos de publicação em maio de 2026, Meneguette avalia que o marco regulatório representou um avanço importante ao estabelecer maior transparência e incentivar o diálogo entre integrados e agroindústrias. “A Lei da Integração trouxe todo mundo à mesa para negociação, possibilitou mais transparência e diálogo”, observa.

Apesar disso, ele destaca que ainda há espaço para aprimoramentos, especialmente no que se refere à proteção dos produtores integrados.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “A Lei da Integração trouxe todo mundo à mesa para negociação, possibilitou mais transparência e diálogo” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Entre os principais pontos que demandam evolução, segundo o dirigente, estão a garantia da viabilidade econômica das atividades de avicultura e suinocultura, a necessidade de coibir decisões unilaterais por parte de empresas integradoras e o fortalecimento das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs), com regras mais claras de atuação. Meneguette reforça que o objetivo deve ser assegurar equilíbrio nas relações contratuais: “É preciso seguir aprimorando a Lei da Integração, principalmente para garantir que a relação contratual integrado x integradora seja justa e economicamente viável para ambos os lados”.

No Paraná, as Cadecs apresentam maior consolidação na avicultura, com 22 comissões em funcionamento regular e outras duas ainda em processo de regularização, uma de frango de corte e outra de peru, atualmente compostas apenas por membros indicados pela indústria. Na suinocultura, o Estado conta com oito comissões consolidadas.

Para além do equilíbrio

Os 10 anos da Lei da Integração também marcam a trajetória do avicultor Carlos Eduardo Maia na atividade. Em São João do Caiuá, no Noroeste do Paraná, ele mantém uma estrutura com 17 galpões, onde aloja cerca de 740 mil aves por lote. Em Paranavaí, administra ainda um matrizeiro responsável pela produção de aproximadamente 12 milhões de ovos férteis por ano.

Avicultor Carlos Eduardo Maia de São João do Caiuá, no Noroeste do Paraná: “A lei sempre foi muito benéfica. Realmente, trouxe uma estabilidade muito boa para o negócio” – Foto: Divulgação

Na avaliação do produtor, a legislação representou um ponto de inflexão no sistema de integração, ao trazer maior previsibilidade e fortalecer o diálogo entre produtores e agroindústrias. “A lei sempre foi muito benéfica. Realmente, trouxe uma estabilidade muito boa para o negócio, em especial pela questão do diálogo, dos valores de remuneração, dos cálculos do custo de produção. Deu uma guinada boa. Hoje, não teria a mínima condição de pensar o sistema de integração sem a lei”, afirma.

Apesar dos avanços, Maia avalia que ainda há ajustes necessários para equilibrar a relação entre integrados e indústria. Na sua visão, um dos principais pontos é a criação de um patamar mínimo de remuneração que assegure ao menos a cobertura dos custos de produção, reduzindo a exposição do produtor a oscilações e perdas. “A gente ainda fica um pouco à mercê. Mesmo com a Lei da Integração, há o desconforto em casos de sinistros, de problemas na condução do lote, muitas vezes de ter alguns resultados baixos”, pondera.

Ele destaca que, embora haja hoje maior abertura para negociação por parte das integradoras, o sistema ainda exige maior previsibilidade econômica para garantir sustentabilidade ao produtor. “A gente precisa trabalhar com segurança, um percentual, uma margem de lucro suficiente para que a nossa atividade receba os investimentos necessários e sempre adequados”, reforça.

Histórico
No sistema de integração, a indústria integradora fornece insumos e o produtor integrado utiliza a própria estrutura para produzir e atender à demanda. O regime de integração existe no Brasil desde a década de 1960, mas, até a criação da Lei 13.288/2016, a relação entre integrados e integradoras (agroindústrias) não era regulamentada. Esse vazio gerava insegurança jurídica e deixava os produtores desprotegidos, já que a indústria tendia a se prevalecer.

A primeira tentativa de regulamentação veio com o Projeto de Lei (PL) 4.378, de 1998, que acabou não avançando à época. Somente com a proposta de 2011 (Projeto

Foto: Shutterstock

de Lei 330 do Senado Federal) que a ideia avançou, de fato. Inclusive, o Sistema Faep passou a atuar de forma determinante para que o projeto virasse lei e fosse publicado. Em 2016, a Lei da Integração definiu direitos e deveres de produtores integrados e agroindústria, além de estabelecer parâmetros mínimos a serem considerados nos contratos a partir de então. “Nossa atuação foi tanto política quanto institucional. Com dados técnicos e articulação, o Sistema Faep sempre buscou mostrar a importância de olharmos e protegermos, como Paraná e como Brasil, essa relação comercial entre produtores rurais, em especial de aves e suínos, e as agroindústrias”, relembra o presidente do Sistema Faep.

Na época, foram inúmeras audiências públicas e reuniões técnicas das quais a entidade participou e para as quais mobilizou as lideranças rurais e comissões técnicas para promover ambiente de sensibilização. “Há 10 anos, toda essa mobilização funcionou para que a regulamentação saísse. Houve um alinhamento de mais de oitenta instituições do país, puxadas fortemente pelo protagonismo do Sistema Faep. Com a lei, tivemos a criação do Fórum Nacional de Integração por Cadeia Produtiva [Foniagro] e o fomento para a criação das Cadecs”, diz Meneguette.

Agora, segundo o dirigente, o momento requer organização e alinhamento institucional, para que a lei siga sendo aprimorada. “A avicultura e a suinocultura são fundamentais para a economia do Paraná. Isso passa pela proteção dos contratos de integração, porque é por meio dessa relação que a produção de aves e suínos do Estado é exportada para mais de 150 países”, completa.

Reforço
A exemplo do que aconteceu há mais de 10 anos, quando da mobilização para a criação e aprovação da lei, o Sistema Faep segue sendo primordial para o cumprimento da regulamentação. Isso ocorre, em especial, pela atuação do Núcleo das Cadecs, criado em 2016 e atuante até hoje, para estimular e orientar a criação de comissões nas unidades produtivas conduzidas em regime de integração no Paraná.

Além de promover capacitações, o Núcleo presta assistência técnica e jurídica para os integrados durante toda a etapa de criação e atuação das comissões. “Enquanto uma das únicas federações do país que tem um núcleo específico para cuidar do tema, nosso papel segue sendo o de divulgar e capacitar ainda mais para que novas Cadecs sejam implantadas”, explica a técnica do Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep e responsável pelo Núcleo, Caroline Pereira da Costa.

O produtor pode tomar a iniciativa de buscar a integradora para que a Cadec seja formalizada. O Sistema Faep incentiva que isso seja feito onde não há comissão implantada. Porém, geralmente a iniciativa parte da própria indústria, por ser quem elabora os contratos de integração e detém todos esses documentos de formalização. “Onde não há Cadec, não há cumprimento da lei. Enquanto Núcleo, estamos aqui para auxiliar os produtores nessa organização, disponibilizando formação, dados, levantamentos de custos e tudo o mais que for necessário para essa implantação”, comenta Caroline.

Integrados
Marcelo Augusto Gibbert sempre atuou com integração. Na Granja Berlin, com capacidade de alojamento de até 95 mil aves, no distrito de São Miguel, em Toledo,

Produtor Marcelo Augusto Gibbert, da Granja Berlin, no distrito de São Miguel, em Toledo (PR): “Tem um caminho a se seguir para se conseguir atender às demandas que a gente recebe” – Foto: Divulgação

região Oeste do Paraná, o produtor coordena a Cadec com a integradora há pouco mais de um mês.

A atividade da família iniciou em 2004, com um barracão com capacidade de alojar até 14,5 mil aves. Aos poucos, ano a ano, foi investindo na ampliação e modernização da propriedade para atender à demanda da indústria.

Porém, só foi se atentar à importância de se proteger nos contratos de integração em janeiro de 2025, quando a relação com a indústria integradora anterior ficou insustentável, e ele teve que buscar alternativa.

Gibbert comemora os avanços da Lei da Integração, mas pede ainda mais força às Cadecs.  Hoje, como coordenador de Cadec, e com o auxílio do Núcleo de Cadecs do Sistema Faep, Gibbert está tendo uma experiência totalmente diferente. “A gente está entendendo melhor qual o potencial que os produtores têm e como podemos garantir uma relação de maior equidade, melhor e mais honesta com a integradora. Não estamos desamparados”, garante.

O produtor acredita que a função principal de uma Cadec é mostrar aos produtores que, quando se tem uma demanda da indústria, existe uma maneira correta para fazer. “Tem um caminho a se seguir para se conseguir atender às demandas que a gente recebe. A Cadec deve trazer a dificuldade dos produtores, os problemas que temos no campo para debater, de forma igualitária, como a gente pode melhorar isso, como pode cobrar a empresa sobre esse assunto”, pontua.

Segundo o avicultor, a força de uma Cadec vem da união dos produtores. “Por isso, a gente precisa que os produtores procurem, entendam e conheçam como funcionam as comissões”, diz.

Diversificação 
Apesar de serem mais numerosos e presentes no Estado na produção de aves e suínos, os contratos de integração não estão somente nessas atividades. A atenção à relação entre integrados e integradoras também é essencial para a produção do tabaco no Paraná.

No Estado, atualmente, existem 27 mil produtores de tabaco integrados. Esses são representados em dez Cadecs que atendem os três Estados do Sul.

Segundo a técnica Cibelle Tamiris de Oliveira, do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, enquanto as comissões de aves e suínos são distribuídas por unidade integradora (com produtores daquela localidade), para os produtores de tabaco existe uma comissão por indústria, com representantes também do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. “Com a Lei, há dez anos, a Cadec veio para auxiliar o produtor de tabaco a ter voz na venda da sua produção e não simplesmente acatar o que as indústrias impunham. Isso deu mais segurança jurídica nas negociações com as empresas”, comenta Cibelle.

Os produtores de tabaco do Paraná são representados nas Cadecs pelo Sistema Faep, que atua na defesa de seus direitos perante a indústria. “Toda demanda que esses produtores trazem, nós levamos para as reuniões das comissões, auxiliando nas negociações com as empresas, além de assessorarmos em questões técnicas e jurídicas”, completa a técnica.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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