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Congresso de Ovos APA anuncia programação
Evento vai reunir especialistas de vários países para debater produção e comercialização de ovos de 20 a 22 de março, em Ribeirão Preto, SP
Como o bem-estar de aves poedeiras pode contribuir com ganhos de produtividade no campo? Quais são os impactos da evolução em genética de milho na formulação de ração para a avicultura de postura? Quais são as alternativas de vendas de ovos no varejo? Enfim, como produzir e vender cada vez mais e melhor com rentabilidade? Estas são algumas das perguntas que serão respondidas por especialistas em avicultura de postura de vários países durante o XVI Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, de 20 a 22 de março, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
O encontro, realizado pela Associação Paulista de Avicultura (APA) com o apoio operacional e de comercialização da FACTA, deve reunir cerca de 600 participantes de todo o país, entre médicos veterinários, zootecnistas, produtores de ovos, empresários e profissionais das principais empresas do setor, desde fornecedores de genética, passando pelos segmentos de nutrição, saúde animal, equipamentos até o varejo. Os interessados podem se inscrever através do site do evento.
Programa
Diferente das edições anteriores, o evento deste ano vai começar na manhã de terça-feira, dia 20 de março, com um programa Pré-Congresso sobre Bem-Estar Animal, realizado pela Embrapa e pela Esalq, das 8h30 às 12h.
A secretaria do encontro vai iniciar o atendimento às 8h do dia 20 para credenciamento e entrega de material. A partir das 8h30 haverá um debate sobre a “Visão do MAPA”. Em seguida, as discussões evoluem para uma “Apresentação do Projeto BEA – Poedeiras”. A partir das 9h15, o tema será “Inovações e avanços na pesquisa com BEA em poedeiras”. Logo depois, os participantes vão discutir a “Visão empresarial do sistema Cage-free no Brasil” e, no encerramento, haverá um debate sobre a “Visão do mercado varejista”.
Ainda no dia 20, às 13h45 haverá a Abertura do programa científico do evento. Na sequência, a pesquisadora da Animal Agriculture Alliance, dos Estados Unidos, Hannah Thompson-Weeman, vai destacar “Bem-estar em poedeiras comerciais: do conceito a realidade”. Em seguida, a professora da Universidade Guelph, de Ontario no Canadá, Leanne Cooley, vai ministrar a palestra “Sistemas alternativos de produção de ovos: vantagens e desvantagens”.
A partir das 16h15, o superintendente da Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), Marcio Milan, vai debater as “Alternativas de vendas de ovos no varejo”. A partir das 17h15, a programação científica segue com apresentação de trabalhos científicos premiados em Sanidade e Outras Áreas. A palestra magistral vai começar às 17h45. O pesquisador da FGV – São Paulo, Felippe Cauê Serigati, vai abordar o “Cenário atual da economia brasileira e mundial e as perspectivas para os próximos anos”. A programação do dia 20 será encerrada com um coquetel de abertura.
No dia 21 de março, quarta-feira, a programação será aberta, às 8h, pelo pesquisador do Cepea e da Esalq/USP – Piracicaba, Sergio De Zen, que vai apresentar “Tendências de mercado de grãos e proteína animal”. Em seguida, o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo de Lima, vai debater a “Evolução genética do milho e sua interferência na formulação de ração para poedeiras comerciais”. Entre às 10h15 e às 11h15 haverá uma programação especial da Ceva.
Em seguida, o Diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Guilherme Henrique Figueiredo Marques, vai abordar o “Programa da Laringotraqueíte no Brasil”. A partir das 14h, a pesquisadora da Universidade Nacional da Colômbia (UNAL, Bogotá), Gloria Ramirez Nieto, vai ministrar a palestra “Update das doenças respiratórias virais”. Logo depois, a professora da Universidade de Georgia, nos Estados Unidos, Naola Ferguson-Noel, vai debater os “Avanços nos métodos de prevenção e de controle do micoplasma em poedeiras”.
A partir das 16h15, o médico veterinário coordenador da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), Fernando Gomes Buchala, vai falar sobre as “Atualizações das novas instruções normativas e impacto na biosseguridade de poedeiras comerciais”. A programação científica da quarta-feira será encerrada pelo médico veterinário Marco Aurélio Nunes, com uma apresentação sobre os “Melhoradores da saúde intestinal das poedeiras: oportunidades e desafios”. A partir das 18h haverá um Happy Hour, seguido de um jantar de confraternização.
Na quinta-feira, dia 22, a programação será aberta às 8h com a apresentação de trabalhos científicos premiados nas áreas de Manejo e Nutrição. A partir das 8h30, o médico veterinário e consultor, Paulo Rene da Silva Júnior, destaca o “Manejo estratégico de codornas para a maior produtividade e menor mortalidade”. Em seguida, o engenheiro agrônomo de Düsseldorf, na Alemanha, Robert Pottgueter, vai discutir a “Utilização de fibras na dieta de poedeiras comerciais”.
Uma mesa redonda com representantes de empresas de genética vai debater o “Manejo da poedeira moderna: quais são os nossos desafios?”. Este debate, que vai acontecer às 10h45, terá a participação do diretor Geral da Hy-Line do Brasil, representando o Grupo EW, Tiago Lourenço, e do gerente da ISA/Hendrix na América do Sul, Fidel Gonzalez, como debatedores e a moderação do professor da Unesp- Campus de Botucatu, Edvaldo Antônio Garcia.
A programação científica do evento será encerrada pelo consultor da TCA Internacional, José Luiz Tejon, com uma discussão sobre “A guerra pelas percepções humanas. A superação de todos os desafios”.
Fonte: Assessoria

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ASEMG lança ASEMG TECH e aposta em inovação para fortalecer a suinocultura mineira

A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) está lançando o novo projeto, o ASEMG Tech, voltado ao estímulo da inovação e ao fortalecimento da competitividade da suinocultura no estado.
A iniciativa surge com o objetivo de aproximar tecnologias já aplicadas e validadas da realidade das granjas, promovendo um espaço qualificado para apresentação, avaliação e debate de soluções com potencial de gerar ganhos concretos de produtividade, eficiência e gestão. O projeto também busca preencher uma lacuna no setor, ao propor um evento focado exclusivamente em inovação prática na suinocultura. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2026 através do site da entidade (clique aqui).
Podem participar empresas nacionais e internacionais, startups, scale-ups, universidades, centros de pesquisa, cooperativas e instituições tecnológicas que atuem com soluções aplicadas à produção suinícola. As áreas contempladas incluem genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos, gestão e monitoramento, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência produtiva e outras inovações voltadas ao setor.
Segundo o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, o ASEMG Tech representa um avanço estratégico para o setor. “O ASEMG Tech nasce com a proposta de conectar tecnologia e prática produtiva. Queremos criar um ambiente onde produtores possam conhecer, avaliar e discutir soluções que realmente tragam resultados para as granjas. É uma iniciativa que reforça o papel da ASEMG como promotora da inovação e do desenvolvimento da suinocultura em Minas Gerais”, afirma.
Para serem elegíveis, as tecnologias devem atender a critérios técnicos estabelecidos em edital, como aplicação comprovada em campo, resultados mensuráveis na produção e potencial de gerar ganhos de eficiência, produtividade ou gestão. Todo o processo de seleção será conduzido por uma Comissão Técnica formada por especialistas, garantindo rigor e credibilidade à iniciativa.
Ao todo, nove empresas serão selecionadas para apresentar suas soluções durante o ASEMG Tech, em painéis técnicos presenciais voltados exclusivamente a produtores associados da entidade. A proposta é promover um ambiente qualificado de troca, aproximando as demandas do campo das soluções tecnológicas disponíveis no mercado.
Além da oportunidade de apresentar diretamente ao público produtor, as empresas participantes terão a chance de posicionar suas marcas como referência em inovação no setor e fortalecer conexões estratégicas dentro da cadeia produtiva.
As inscrições para as empresas que têm interesse em apresentar as suas propostas já estão abertas. Acesse e faça já a sua inscrição.
Cronograma:
Encerramento das inscrições: 11 de abril de 2026
Divulgação das selecionadas: até 05 de maio de 2026
Realização do evento: 29 de maio de 2026
Local: Sede da ASEMG – Belo Horizonte (MG)
O ASEMG Tech se consolida como uma vitrine de inovação aplicada à suinocultura, promovendo a integração entre tecnologia, conhecimento e produção para o avanço do setor em Minas Gerais.
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Fenagra chega à 19ª edição e consolida liderança em feed & food na América Latina
Feira e congressos técnicos reunirão 14 mil participantes em São Paulo, com foco em nutrição animal, pet food e inovação tecnológica.

A 19ª edição da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) reafirma seu protagonismo na América Latina ao reunir os principais players de Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras. O evento será realizado de 12 a 14 de maio, das 11 às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
Em paralelo à feira, acontecerão os congressos técnicos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). Entre eles estão a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e o 25º Congresso CBNA PET. A expectativa é reunir cerca de 14 mil visitantes e congressistas ao longo dos três dias.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal” – Foto: Divulgação
Daniel Geraldes, diretor da Fenagra, destaca a parceria de longa data com o CBNA e reforça o papel do evento no fortalecimento da agroindústria. “Essa integração reforça o compromisso com o fortalecimento da agroindústria, promovendo a conexão entre ciência, tecnologia e mercado, além de impulsionar a inovação e o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal”, afirma.
Para Godofredo Miltenburg, presidente do CBNA, o sucesso do evento está ligado à qualidade técnica e à presença de empresas líderes. “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal”, enfatiza.
Programação técnica detalhada
A 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos terá como tema central Nutrição além da nutrição e contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis. Especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor discutirão tendências, tecnologias e inovações na nutrição de aves, suínos e bovinos.

Foto: Divulgação
O 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, organizado pela SBNutriPet em parceria com o CBNA, abordará os desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais, melhores práticas clínicas e apresentação de trabalhos científicos. Palestrantes virão de universidades do Brasil, Estados Unidos e Canadá.
O 25º Congresso CBNA PET terá como tema Desafios na alimentação de felinos e dividirá sua programação em quatro painéis: Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos. Serão debatidos nutrientes na formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e perspectivas de mercado.
Expositores e volume de negócios
A Fenagra reunirá 250 expositores nacionais e internacionais vindos de Estados Unidos, Rússia, Austrália, Europa, Ásia, América do Sul e Arábia Saudita. A feira ocupará dois pavilhões do Distrito Anhembi, com 26 mil m² de área de exposição.
A maior parte dos expositores pertence aos segmentos de Pet Food e Nutrição Animal, seguida por Frigoríficos e Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais, destinados à nutrição humana e à produção de biocombustíveis. O volume de negócios durante a feira deve superar R$ 1 bilhão, consolidando a Fenagra como principal plataforma de negócios do setor na América Latina.
Colunistas
Produtividade recorde do agro brasileiro ameaça ser sufocada por gastos públicos improdutivos
Enquanto soja, milho e pecuária impulsionam até 27% do PIB e elevam o IDH em municípios produtores, ineficiência fiscal e juros altos pressionam crédito e aumentam pedidos de recuperação judicial no setor.

Enquanto a produtividade floresce nos campos do agronegócio, a gestão pública brasileira parece estagnada em modelos que privilegiam o gasto improdutivo em detrimento do investimento estruturante. Não há inclusão social sem uma economia saudável! Hoje, a “galinha dos ovos de ouro” brasileira – o agronegócio – enfrenta uma ameaça que não vem do clima ou do solo, mas da ideologia e da insensatez de Brasília.
Há anos, o agronegócio é o principal responsável pela expansão econômica brasileira. Segundo dados do Cepea (USP) em parceria com a CNA, o setor responde por aproximadamente 24% a 27% do PIB nacional. Em 2023, enquanto outros setores patinavam, o PIB da agropecuária saltou 15,1%, sendo o fiel da balança para evitar uma recessão técnica e garantir o superávit comercial.
Esse sucesso é fruto de um crescimento de produtividade sem precedentes. A Produtividade Total dos Fatores (PTF) no agro cresce, em média, 3,2% ao ano — um ritmo que humilha a média da indústria nacional e de muitos países desenvolvidos.
É sempre importantíssimo frisar que o Brasil não só planta, mas desenvolve tecnologia biológica de ponta!
É fundamental compreender que o agronegócio não se resume ao “dentro da porteira”. O termo “Agribusiness” foi cunhado em 1957 pelos professores de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, justamente para descrever a soma total de todas as operações envolvidas na fabricação e distribuição de suprimentos agrícolas.
O agronegócio é, portanto, uma cadeia complexa que integra:
- O Agro “dentro da porteira”: a agricultura e pecuária propriamente ditas, onde o manejo do solo e a gestão biológica ocorrem.
- Indústria: fabricação de insumos, defensivos, fertilizantes e máquinas pesadas, além do processamento agroindustrial de alimentos e biocombustíveis.
- Serviços: logística de transporte, armazenamento, crédito agrícola sofisticado e tecnologia da informação (Agtechs).
Essa visão sistêmica revela, por exemplo, que o sucesso da colheita movimenta desde uma fábrica de tratores no interior de São Paulo, até o porto em Santos, sustentando milhões de empregos indiretos.
Nada disso seria possível sem o papel histórico da EMBRAPA. Criada na década de 70, a Embrapa foi a arquiteta da “revolução tropical”, transformando o Cerrado — antes considerado terra ácida e improdutiva — no celeiro do mundo através da ciência brasileira.
O ganho de eficiência do campo transborda diretamente para o capital humano. Municípios com forte presença do agro apresentam indicadores de qualidade de vida muito superiores à média nacional. Cidades como Sorriso (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO) e Toledo (PR) são exemplos disso.
Essas localidades figuram constantemente no topo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) regional porque a riqueza gerada pela produtividade se converte em:
- Infraestrutura urbana de qualidade;
- Melhores escolas e centros de capacitação técnica;
- Sistemas de saúde mais robustos e acessíveis.
A prosperidade agrícola é o maior vetor de descentralização do desenvolvimento que o Brasil já conheceu, criando polos de dignidade longe das metrópoles litorâneas.
Entretanto, esse vigor produtivo encontra um obstáculo na insustentabilidade fiscal. O Brasil gasta muito e gasta mal. Consumimos cerca de 33% do PIB em impostos, mas o retorno em investimento público em capital humano, ciência e inovação, além de infraestrutura, é irrisório, mal chegando a 2%.
O desperdício e a má gestão são flagrantes:
- Privilégios Estruturais: Gastos exorbitantes com pensões e aposentadorias de elite (como as de juízes e alta cúpula do funcionalismo), mantendo castas que consomem recursos que deveriam financiar laboratórios de biotecnologia ou ferrovias.
- Corrupção e Ineficiência: O dinheiro é drenado por desvios e por uma burocracia que “cria dificuldades para vender facilidades”, além do custo de manter estatais ineficientes e obras inacabadas que nunca se tornam ativos para o país.
Essa “gastança desordenada” eleva a dívida pública, forçando o Banco Central a manter a Taxa Selic elevada para conter a inflação. Juros altos significam financiamento inviável.
O produtor, que depende de crédito para comprar sementes e maquinário, está sendo asfixiado. Dados da Serasa Experian mostram um aumento alarmante de mais de 500% nos pedidos de Recuperação Judicial no setor agropecuário entre 2023 e 2024.
Não podemos permitir que a ineficiência do Estado destrua a engrenagem que sustenta o país. A justiça e a inclusão social exigem um governo que respeite quem produz. É urgente:
- Melhorar a qualidade do gasto: cortar privilégios e priorizar investimentos em ciência, tecnologia e educação.
- Responsabilidade fiscal: tornar a dívida sustentável para baixar os juros de forma estrutural, fomentando o agro.
- Incentivo à inovação: reduzir a burocracia para que o empreendedorismo inclusivo no campo possa prosperar.
O agronegócio é a prova de que o Brasil pode ser uma potência. Mas, para que a colheita continue farta, é preciso parar de consumir as sementes do amanhã com os gastos perdulários de hoje.
Gestão ética e compromisso com a realidade são os únicos caminhos para o Brasil que queremos.
