Conectado com

Avicultura

Congresso de Ovos APA: “Perspectivas são otimistas para avicultura de postura”, diz especialista

Publicado em

em

As perspectivas são positivas para a avicultura de postura neste ano, apesar do atual cenário de crise econômica no país, defendeu a médica veterinária e consultora da Agrifatto, Lygia Pimentel, durante a palestra “Tendências de mercado para o ovo e principais commodities agrícolas” nesta terça-feira, dia 17 de março, no Painel de Abertura do 13º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que acontece até amanhã, dia 19 de março, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Apesar da expectativa de aumento nos custos de produção, impulsionados pela alta do dólar, das tarifas de energia e dos combustíveis, ela acredita que o atual cenário econômico tende a elevar a demanda pelo ovo neste primeiro momento. “Como as expectativas estão pessimistas em relação a economia brasileira, neste momento, existe uma forte tendência de mudanças de hábitos do consumidor. E, neste contexto deve haver uma substituição da carne vermelha pela carne de frango ou pelo ovo, que são duas fontes de proteína animal com preços mais baixos”, afirmou. 

O 13º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos segue até amanhã, dia 19 de março, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Outras informações estão disponíveis no site do evento (www.congressodeovos.com.br). 

Apoio
O Congresso de Ovos da APA já tem confirmado o patrocínio de empresas como Adisseo, Agroceres Multimix, AgroInfo TI, Alltech, Amicil, Artabas, Big Dutchman, Biovet, Ceva Saúde Animal, De Heus, Des-Vet, DSM Produtos Nutricionais, Elanco, Eurofins, Evonik, Globoaves, Granja Fujikura, Granja Planalto, Hendrix Genetics, H&N Avicultura, Hy-Line, ICC Brazil, Interaves, Kilbra, Lohmann Saúde Animal, Lohmann do Brasil, Lubing do Brasil, M.Cassab, Mercoaves, Merial Saúde Animal, MSD Saúde Animal, Novogen, Ourofino Agronegócios, Sanovo, Sanphar, Uniquímica, Vicami, Yamasa e Zoetis.

O evento tem ainda o apoio institucional da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), da Funep (Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão) e da Avimig (Associação dos Avicultores de Minas Gerais), além de parceria de divulgação com as principais mídias do setor, como Avisite, Ovosite, A Hora do Ovo, Avicultura Industrial, Revista Feed&Food, Jornal O Presente Rural, Revista Mundo do Agronegócio, Revista e site AveWorld, Revista da Avimig (Associação dos Avicultores de Minas Gerais), Portal Agrolink, Portal do Agronegócio, Portal Mercado do Ovo e Portal Ovoonline.  

Serviço: 
13º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos
Data: 17 a 19 de março de 2015
Local: Área de Coffee Break, Centro de Convenções de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto, SP   
Informações: www.congressodeovos.com.br  

Fonte: Agronotícia

Continue Lendo

Avicultura Monogástricos

Produção animal entra na era da prevenção integrada no controle de microrganismos indesejáveis

Pressões do mercado internacional e novas estratégias sanitárias impulsionam mudanças na gestão microbiológica das granjas

Publicado em

em

Matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante ( FOTO- O Presente Rural)

A produção animal vive um momento de transição no controle de microrganismos indesejáveis. Embora os antibióticos ainda tenham presença significativa nos sistemas produtivos, cresce no setor a preocupação em reduzir sua utilização e adotar estratégias mais preventivas, que envolvem biosseguridade, nutrição e diferentes tecnologias aplicadas ao manejo sanitário.

Esse movimento tem sido impulsionado principalmente por exigências do mercado internacional. Países e blocos econômicos como Europa e China têm ampliado as demandas por práticas que reduzam o uso de antimicrobianos na produção animal, estimulando mudanças ao longo de toda a cadeia produtiva.

De acordo com Juliana Arrais, Zootecnista, com mestrado e doutorado em nutrição e alimentação de monogástricos e gerente de Serviços Técnicos da Kemin, essa transformação envolve não apenas a substituição de produtos antibióticos, mas uma revisão mais ampla das estratégias sanitárias. “Os antibióticos são ferramentas conhecidas e com eficácia comprovada. Mas a realidade é que não vamos retirar um antibiótico e encontrar um único aditivo capaz de substituí-lo. O caminho passa por uma estratégia global, que começa na biosseguridade e envolve combinações de soluções ajustadas ao desafio de cada sistema produtivo”, explica.

Nesse contexto, alternativas como probióticos, óleos essenciais e ácidos orgânicos têm ganhado espaço como parte de programas integrados de controle microbiológico.

 

Controle começa antes do animal

Um dos pontos que vêm ganhando destaque nas estratégias sanitárias é o entendimento de que o controle de microrganismos indesejáveis não se limita ao organismo do animal. Muitas vezes, o problema se inicia em etapas anteriores da cadeia produtiva.

Entre os principais pontos críticos estão o controle sanitário nas granjas, incluindo o acesso de pessoas, animais e pragas, além da qualidade dos ingredientes utilizados nas dietas e do controle microbiológico da ração antes do consumo pelos animais.

A qualidade das matérias-primas e as boas práticas de fabricação nas fábricas de ração também têm papel determinante nesse processo. “A qualidade dos ingredientes é essencial para reduzir riscos de contaminação. As boas práticas de fabricação são um ponto inicial importante, porque muitas contaminações podem começar nessa etapa”, destaca Juliana.

 

Microorganismos que desafiam o setor

Entre os microrganismos que mais preocupam a indústria de proteína animal atualmente estão Clostridium, Escherichia coli e Salmonella, cada um com impactos distintos dentro do sistema produtivo.

O Clostridium, por exemplo, segue sendo um desafio importante por afetar o desempenho produtivo mesmo em situações subclínicas. Já a Salmonella traz uma preocupação adicional relacionada à saúde pública e à segurança dos alimentos.

A E. coli, por sua vez, representa um desafio relevante dentro das granjas. Presente de forma recorrente nos ambientes produtivos, ela tem demonstrado elevada resistência a antibióticos e pode causar perdas produtivas significativas. “Além de provocar infecções nos animais, pode impactar a perda de carcaças e cortes e levar a altas taxas de mortalidade em alguns lotes, especialmente em situações de desafio, como estresse por calor”, explica Juliana.

 

Da reação à prevenção

A mudança de mentalidade no setor também passa por uma evolução no próprio conceito de gestão sanitária. Enquanto no passado o foco estava mais voltado ao tratamento de problemas já instalados, hoje a prevenção ganha cada vez mais protagonismo.

“Falamos muito mais em prevenção do que em tratamento. Essa abordagem reduz custos, melhora o desempenho produtivo e aumenta a segurança do alimento”, afirma Juliana.

Entre os erros mais comuns ainda observados nas granjas estão falhas no controle de microrganismos indesejáveis em matérias-primas, ausência de monitoramento microbiológico da água, desafios para manutenção do manejo adequado do vazio sanitário e a falta de estratégias específicas para os desafios sanitários de cada região.

 

Tendências para a próxima década

Para os próximos anos, a expectativa é que a gestão sanitária da produção animal se torne ainda mais baseada em prevenção e monitoramento.

O avanço de tecnologias de diagnóstico e monitoramento deve permitir a identificação mais precoce de riscos microbiológicos, favorecendo decisões mais assertivas dentro das granjas e das fábricas de ração.

Esse movimento também está alinhado ao conceito de One Health, que integra saúde animal, humana e ambiental. A tendência é que essa abordagem contribua para reduzir o uso de antimicrobianos, tanto como promotores de crescimento quanto para tratamentos, além de melhorar o controle de patógenos ao longo de toda a cadeia produtiva.

“Essas mudanças podem impactar positivamente os resultados a campo e também a qualidade do produto final, além de ajudar a reduzir a seleção de cepas cada vez mais resistentes aos antimicrobianos”, conclui.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Avicultura

Logística e mercado global de commodities desafiam a avicultura

Tema será debatido durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), com foco nos impactos sobre custos, produção e competitividade do setor.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os desafios logísticos e as incertezas que impactam o comércio internacional de commodities agrícolas estarão em pauta na programação científica do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o tema Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro será apresentado pelo especialista, Arene Trevisan, no dia 07 de abril, às 16 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Arene é formado em Administração de Empresas e possui especialização em Gestão Estratégica pelo INSEAD, além de ter participado de programa de desenvolvimento executivo pela Washington University. Possui ampla experiência na comercialização local e global de commodities agrícolas, bem como na movimentação de cargas por diferentes modais logísticos e portos internacionais. Ao longo da carreira, atuou em grandes empresas do agronegócio, como Seara, Cargill, Bunge, CHS e JBS, desenvolvendo atividades ligadas ao comércio internacional, logística e mercado global de commodities. Também acompanhou de perto a evolução do mercado internacional por meio da participação em feiras, eventos e visitas técnicas a portos, centros logísticos e indústrias nas Américas, Europa e Ásia, com foco na transformação de proteína vegetal em proteína animal e sua movimentação global.

O tema Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro será apresentado pelo especialista, Arene Trevisan

O palestrante abordará fatores que influenciam diretamente a competitividade da produção agropecuária, como custos logísticos, infraestrutura de transporte, dinâmica do comércio internacional e as transformações nos fluxos globais de commodities. Em um cenário marcado por mudanças geopolíticas, variações cambiais e pressões sobre cadeias de suprimentos, compreender o comportamento dos mercados agrícolas torna-se fundamental para o planejamento estratégico das empresas e para a sustentabilidade da produção animal.

O setor precisa acompanhar com atenção crescente as movimentações do mercado global. Trevisan abordará como a produção de proteína animal está diretamente ligada à dinâmica das commodities agrícolas, especialmente dos grãos utilizados na alimentação animal. Nesse contexto, fatores como logística, oscilações de oferta e demanda e questões geopolíticas exercem influência direta sobre a competitividade da cadeia produtiva.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, reforça que o simpósio busca integrar temas técnicos e estratégicos para a cadeia produtiva. “O SBSA tem o compromisso de reunir especialistas que tragam diferentes perspectivas sobre o setor, desde questões sanitárias e de manejo até temas ligados à economia e à logística global. Entender o comportamento das commodities é fundamental para a sustentabilidade e competitividade da avicultura brasileira”, destaca.

De acordo com a presidente da Comissão Científica do SBSA, Daiane Albuquerque, discutir o cenário das commodities é estratégico para a avicultura. “A cadeia produtiva avícola depende diretamente da disponibilidade e do custo das matérias-primas utilizadas na nutrição animal. Trazer uma análise de mercado e logística amplia a visão dos participantes sobre os desafios e oportunidades que impactam a produção, contribuindo para decisões mais estratégicas dentro do setor”, ressalta.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana, o SBSA reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e empresas para discutir inovação, ciência aplicada e os desafios da cadeia produtiva.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
Continue Lendo

Avicultura

Abate de frangos cresce 3,1% e atinge maior volume já registrado no Brasil

Produção avança em 23 estados e mantém desempenho mesmo com impactos da gripe aviária.

Publicado em

em

Foto: Ari Dias/AEN

O abate de frangos chegou a 6,69 bilhões de cabeças em 2025, crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior e novo recorde histórico, segundo o IBGE.

Houve aumento em 23 unidades da federação, com o Paraná liderando a produção nacional, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Mesmo diante de desafios como a gripe aviária, o setor conseguiu manter o escoamento da produção. O mercado interno absorveu o excedente, enquanto o país retomou rapidamente o status sanitário para exportações, que também atingiram recorde.

No quarto trimestre, o abate foi de 1,71 bilhão de cabeças, alta de 5,7% na comparação anual e de 1,5% frente ao trimestre anterior.

A produção de ovos de galinha também registrou o maior volume da série histórica, com 4,95 bilhões de dúzias em 2025, aumento de 5,7% sobre 2024. No quarto trimestre, foram produzidas 1,26 bilhão de dúzias, crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Mais da metade das granjas produziu ovos para consumo, concentrando a maior parte da produção nacional, enquanto o restante foi destinado à incubação.

Fonte: Agência IBGE
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.