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Congresso da Apa reúne público recorde em busca de atualização na avicultura de postura
Programação técnica segue nesta quarta-feira (15), com o ponto alto às 17h15 com a palestra magistral com o especialista em Agronegócios, Alexandre Mendonça de Barros. E uma das novidades desta edição é o painel “Inspeção Sanitária em Centro de Processamento de Ovos”, que acontece nesta quinta-feira (16), a partir das 13h30.

Com casa cheia, a Associação Paulista de Avicultura (APA) deu início a sua 20ª edição do Congresso de Ovos, em Ribeirão Preto (SP). Cerca de 900 congressistas, entre produtores, técnicos, médicos-veterinários, pesquisadores, estudantes e demais profissionais que atuam na área de avicultura de postura do Brasil, participam de uma ampla programação, que abrange palestras, painéis e debates, além da apresentação de trabalhos científicos.

Presidente da APA, Erico Pozzer: “Com a união do setor, entre produtores e agroindústria, é possível que todos sejam bem remunerados e desta forma consigam investir em tecnologia, em segurança, em mão de obra qualificada e demais melhorias”
Na abertura oficial da edição comemorativa de 20 anos, realizada na terça-feira (14), o presidente da APA, Erico Pozzer, relembrou o caminho que a avicultura de postura percorreu até conquistar o espaço que tem hoje no mercado, bem como destacou a valorização da proteína que chega ao consumidor final.
“Atualmente uma caixa de ovos é vendida a R$ 180, mais ou menos R$ 6 a dúzia. Vocês podem ir em qualquer supermercado que vão ver a dúzia de ovos sendo vendida em média de R$ 11 a R$ 13. Isso mostra que os estabelecimentos que vendem o nosso produto para o consumidor final têm 100% de margem de lucro. Fazendo uma conta simples, uma dúzia de ovos pega cerca de 720 gramas, convertendo em frango dá mais ou menos R$ 15 o quilo do ovo, isso mostra que os ovos são mais caros que o frango inteiro, que custa em média entre R$ 10 e 11 o quilo no supermercado”, exaltou Pozzer.
Ele ainda ressaltou a importância do planejamento da cadeia para que não haja oferta demasiada ou falta do produto no mercado interno. “Com a união do setor, entre produtores e agroindústria, é possível que todos sejam bem remunerados e desta forma consigam investir em tecnologia, em segurança, em mão de obra qualificada e demais melhorias”, enfatizou, agradecendo a presença e desejando um excelente evento a todos. “Que possam levar muitas informações daqui para casa, conhecimento esse que vai agregar à cadeia produtiva de um modo em geral”.

Presidente do Congresso da APA, Cristina Nagano: “Sou muito orgulhosa de ser granjeira e de estar na cadeia da avicultura”
A presidente do Congresso da APA, Cristina Nagano, falou do orgulho que sente em ser granjeira. “Sou muito orgulhosa de ser granjeira e de estar na cadeia da avicultura, o amor me move, não só no meu dia a dia na granja, mas nas minhas representações e nas minhas tentativas de unir o setor, de trazer excursões, de estar junto ao governo, de fomentar melhorias. Hoje tenho muito mais a agradecer aos fornecedores, aos profissionais que atuam no setor, que são engajados nas discussões que somam no setor, ainda mais neste momento que estamos passando com a proximidade da Influenza aviária. Agradeço a todos os granjeiros, vão são muito mais que meus amigos, vocês são minha fonte de orgulho, que me dão exemplos diários do que é ser resiliente”, frisou.
Homenagem
Na sequência, o membro da Comissão Técnica e coordenador de patrocínio do Congresso de Ovos, Rogerio Luiz Iuspa, destacou o trabalho feito ao longo das duas décadas do evento, que a cada edição tem conquistado recordes de público.
“Na última edição tivemos mais de 700 participantes e agora somos quase 900, um sucesso absoluto. Um evento dedicado exclusivamente aos produtores de ovos e com um apoio importante dos nossos fornecedores do setor, que patrocinam fortemente o nosso congresso. Todo esse trabalho é feito por uma comissão organizadora muito dedicada. Discutimos cada tema, cada palestrante, com atenção especial as sugestões de temas que os participantes colocam nas avaliações realizadas ao fim de cada edição. E todo este trabalho tem um mestre, que participa desde o primeiro congresso, quando ainda acontecia em São Paulo e nem tinha este nome, uma pessoa que tem toda sua vida profissional dedicada a avicultura de postura, tanto tecnicamente quanto politicamente, sempre defendendo com afinco o nosso setor em todos os âmbitos. Se trata do coordenador do Congresso de Ovos, José Roberto Bottura. A ele todo nosso reconhecimento pelo trabalho desenvolvido”, evidenciou.

Coordenador do Congresso de Ovos, José Roberto Bottura, foi homenageado pela sua valiosa contribuição desde a primeira edição do evento: “Tenho procurado ajudar para fazer com que a APA seja de fato uma associação que represente todos os avicultores de São Paulo, associados ou não, porque trabalhamos em defesa de todo
Após receber uma placa em reconhecimento pela sua valorosa contribuição ao evento, Bottura agradeceu a todos que contribuíram para que pudessem chegar a 20ª edição do evento.
“Agradeço ao Erico pela confiança que tem dado a minha pessoa. Tenho procurado ajudar para fazer com que a APA seja de fato uma associação que represente todos os avicultores de São Paulo, associados ou não, porque trabalhamos em defesa de todos. E também não poderia deixar de agradecer aos profissionais que integram a Comissão Técnica do Congresso de Ovos, é uma equipe comprometida e que se dedica bastante à organização do Congresso, o êxito deste evento é de todos vocês”, frisou Bottura.

Médico-veterinário e professor da Unesp, campus de Jaboticabal, Ângelo Berchieri: “É uma homenagem cheia de simbolismos pra mim, porque ela vem da avicultura, que nem sempre entende o que a gente faz na universidade”
Outro homenageado foi o médico-veterinário e professor da Unesp, campus de Jaboticabal, Ângelo Berchieri, que em seu discurso destacou a importância desta homenagem.
“É uma homenagem cheia de simbolismos pra mim, porque ela vem da avicultura, que nem sempre entende o que a gente faz na universidade, então é um reconhecimento sem igual, vale mais do que qualquer coisa neste mundo. Agradeço a minha família, em especial a minha esposa, que me dá todo suporte para continuar exercendo o meu trabalho, aos jovens pesquisadores da Unesp e, principalmente, a Apa por lembrado do nosso trabalho em um momento tão importante quanto este do Congresso de Ovos”, enfatizou Berchieri.
Programação
A programação técnica segue nesta quarta-feira (15), com o ponto alto às 17h15 com a palestra magistral com o especialista em Agronegócios, Alexandre Mendonça de Barros.
Uma das novidades desta edição, que acontece nesta quinta-feira (16), a partir das 13h30, é o painel “Inspeção Sanitária em Centro de Processamento de Ovos”, com palestras que vão abordar o registro de estabelecimento no Ministério da Agricultura e da Pecuária e reformas em Centros de Processamento de Ovos, limpeza e higienização do ambiente e máquinas, as necessidades para produção de ovos, produtos de boa qualidade e por último serão sanadas dúvidas sobre a Portaria 612 do Dipoa.
Para conferir a programação completa do Congresso de Ovos clique aqui.

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Governo atualiza regras de fiscalização de fertilizantes e cria nova faixa de infração
Decreto 12.858 regulamenta sanções previstas na Lei do Autocontrole, exige programas obrigatórios de autocontrole na cadeia de insumos e estabelece prazo de dois anos para adequação do setor.

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), o Decreto 12.858 que trata da alteração do Anexo do Decreto nº 4.954/2004, que regulamenta a Lei nº 6.894/80, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas destinados à agricultura.

Foto: Claudio Neves
A atualização tem como objetivo compatibilizar o regulamento com a Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole), além de promover adequações ao rito processual previstas no Decreto nº 12.502/2025.
A principal alteração refere-se à regulamentação das sanções administrativas aplicáveis no âmbito da fiscalização de insumos agrícolas conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) como medidas cautelares, infrações e penalidades, conforme previsto na Lei nº 14.515/2022.
Entre as mudanças, destaca-se a inclusão da classificação de infração de natureza moderada, que se soma às já existentes naturezas leve, grave e gravíssima. As faixas de multas passam a seguir os valores estabelecidos no Anexo da Lei nº 14.515/2022, considerando a classificação do agente administrado de acordo com seu porte econômico.
No que se refere aos programas de autocontrole, estes deverão ser implementados e executados pelos agentes das cadeias produtivas

Foto: Divulgação/SAA SP
abrangidas pelo Decreto. Os programas deverão conter procedimentos e controles sistematizados que permitam monitorar, verificar e corrigir as etapas do processo produtivo, desde a aquisição das matérias primas até a distribuição dos produtos.
O Decreto também regulamenta o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, conforme previsto na Lei do Autocontrole. Enquanto o programa de autocontrole é obrigatório, o programa de incentivo será de adesão voluntária e concederá benefícios aos participantes, como a possibilidade de regularização por notificação nos casos de infrações classificadas como de natureza leve ou moderada. O regulamento estabelece ainda os objetivos do programa, os critérios de adesão, as obrigações para permanência e as hipóteses de suspensão e exclusão.
Os agentes registrados, cadastrados ou credenciados antes da regulamentação dos programas de autocontrole terão prazo de dois anos para se adequar às novas exigências.
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Com nova tarifa dos EUA, 46% das exportações brasileiras ficam livres de sobretaxa
Ordem executiva substitui alíquotas de até 50% por taxa uniforme, beneficia pescados, mel, tabaco e café solúvel e preserva quase metade da pauta embarcada ao mercado americano.

A ordem executiva publicada pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira (20) alterou de forma significativa o regime tarifário aplicado às importações, com efeitos diretos sobre a pauta brasileira. Segundo nota técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 46% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, equivalentes a US$ 17,5 bilhões em 2025, deixam de estar sujeitas a qualquer sobretaxa adicional.

Foto: Divulgação
A medida revoga expressamente as ordens anteriores que impunham tarifas específicas de até 40% contra produtos brasileiros e também substitui as chamadas tarifas recíprocas por uma alíquota global de 10%, aplicável a todos os parceiros comerciais, com exceções pontuais. O governo norte-americano indicou a possibilidade de elevar esse percentual para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.
Pelos cálculos do MDIC, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 9,3 bilhões,passam a estar sujeitas à nova tarifa uniforme de 10% (ou 15%, caso confirmada a elevação). Antes da mudança, aproximadamente 22% das vendas brasileiras enfrentavam sobretaxas que variavam de 40% a 50%.
Outros 29% das exportações, ou US$ 10,9 bilhões, permanecem submetidos às tarifas setoriais previstas na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, instrumento aplicado com base em argumentos de segurança nacional e que incide de forma linear entre países, a depender do produto.
Ganho de competitividade
Na avaliação do ministério, o novo regime amplia a competitividade de segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Foto: Allan Santos/PR
Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar alíquotas de até 50% e passam a competir sob tarifa isonômica de 10%.
No agronegócio, pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10%, reduzindo a desvantagem frente a outros fornecedores internacionais.
Uma das mudanças mais relevantes envolve o setor aeronáutico. As aeronaves foram excluídas da incidência das novas tarifas e passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes sujeitas a 10%. O MDIC ressalta que o produto foi o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.
Relação comercial e ressalvas técnicas
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Foto: Divulgação
O ministério observa que os números são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis díígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Além disso, a aplicação efetiva das tarifas nos EUA pode depender de critérios adicionais, como destinação específica ou uso final do produto.
Em manifestação recente, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução das sobretaxas abre espaço para ampliar a parceria comercial com os Estados Unidos, destacando o peso do mercado norte-americano para produtos manufaturados brasileiros.
A nova configuração tarifária elimina o tarifaço direcionado ao Brasil, mas consolida um modelo de tributação uniforme que mantém parte relevante da pauta exportadora sob incidência adicional. Para o governo, o saldo é de recomposição de competitividade relativa, sobretudo na indústria de maior valor agregado.
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O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.





















