Suínos
Congresso da Abraves 2025 celebra avanços e aponta novos caminhos para a suinocultura brasileira
O encontro técnico-científico reuniu cerca de 1,5 mil profissionais, entre veterinários, pesquisadores, produtores e estudantes, para discutir o futuro do setor sob uma nova ótica: eficiência com qualidade e sustentabilidade.
O Congresso Nacional da Abraves 2025 confirmou que a suinocultura brasileira vive um momento de transformação. Realizado em Belo Horizonte (MG), o encontro técnico-científico reuniu cerca de 1,5 mil profissionais, entre veterinários, pesquisadores, produtores e estudantes, para discutir o futuro do setor sob uma nova ótica: eficiência com qualidade e sustentabilidade.
Durante quatro dias, palestrantes nacionais e internacionais apresentaram pesquisas, inovações e experiências práticas em áreas como nutrição, manejo, reprodução, sanidade e bem-estar animal. O consenso foi claro: eficiência produtiva não é apenas aumentar números, mas produzir com responsabilidade, inovação e cuidado com o meio ambiente.
Além da programação técnica, a feira de negócios movimentou o congresso, reunindo empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva, fortalecendo parcerias e ampliando o espaço para troca de conhecimento e inovação.
Para a presidente da Abraves-MG, Fernanda Almeida, anfitriã do evento, o momento é de maturidade: “Vivemos uma fase áurea da suinocultura brasileira, preparada para novos desafios e novas formas de pensar eficiência”, enalteceu.
📍 A próxima edição, o 22º Congresso da Abraves, já tem destino certo: Campo Grande, em 2027.

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Resiliência e sanidade mantêm Brasil entre líderes da proteína animal
Especialista destaca que o país reúne condições para expandir as exportações, apesar dos desafios enfrentados pelo mercado internacional.

O Brasil mantém posição de destaque no mercado mundial de proteínas animais e reúne condições para ampliar sua presença no comércio internacional, apesar dos desafios relacionados à sanidade, geopolítica, logística e custos de produção. A avaliação é de Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), durante a palestra “Mercado da Carne Suína: Oportunidades para o segundo semestre de 2026”.
Na apresentação, Sula destacou que o Brasil ocupa posições de liderança na produção e exportação de carne de frango, carne suína e ovos, além de apontar que fatores como disponibilidade de grãos, recursos naturais, tecnologia, biosseguridade e status sanitário sustentam a competitividade do país no mercado internacional.
A diretora técnica da ABPA também abordou os principais desafios enfrentados pelo setor, como barreiras comerciais, conflitos geopolíticos, custos de produção, questões sanitárias e logística.
Segundo ela, o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pode abrir novas oportunidades para as exportações.
Na palestra, Sula Alves apresenta uma análise sobre o cenário da proteína animal, as perspectivas para o segundo semestre de 2026 e os fatores que podem influenciar a competitividade brasileira no mercado internacional. Assista ao conteúdo completo e confira todos os detalhes.
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Proteína animal passa a disputar espaço com novas despesas das famílias
Presidente da Frimesa, Elias Zydek, mostra como a mudança no comportamento do consumidor está redesenhando o mercado. Assista à entrevista completa.

O consumo de proteína animal passou a disputar espaço no orçamento das famílias com fatores que vão além da produção agropecuária e da concorrência entre carnes. A avaliação é do presidente da Frimesa, Elias Zydek, durante sua participação no 4º Congresso de Suinocultores do Paraná.
Ao abordar os desafios do setor, Zydek afirmou que as mudanças no comportamento do consumidor e na composição das despesas das famílias alteraram a dinâmica do mercado. Segundo ele, a competição pelo orçamento do consumidor não está mais restrita às granjas, aos frigoríficos, a outras proteínas ou aos países produtores.
Na avaliação do presidente da Frimesa, gastos com apostas esportivas (bets), medicamentos para emagrecimento, como as chamadas canetas emagrecedoras, além dos juros, também passaram a disputar espaço no orçamento das famílias e, consequentemente, concorrem com o consumo de carne suína.
A análise reforça que os desafios da cadeia da proteína animal extrapolam a porteira e envolvem fatores econômicos que influenciam diretamente as decisões de compra dos consumidores.
No vídeo, Elias Zydek detalha como esse novo cenário afeta a suinocultura e a cadeia de proteínas, além de apresentar sua visão sobre os desafios e as perspectivas para o setor.
▶️ Assista à entrevista completa e confira a análise de Elias Zydek sobre as transformações que estão impactando o consumo de proteína animal.
Suínos
Conheça o modelo que fez do Vale do Piranga referência na suinocultura independente
Organização dos produtores, biosseguridade, capacitação e compras coletivas de insumos sustentam a competitividade do maior polo de suinocultura independente do Brasil.

O Vale do Piranga, na Zona da Mata de Minas Gerais, é referência nacional na suinocultura independente graças a um modelo baseado na organização dos produtores. A região reúne mais de 150 granjas, cerca de 100 suinocultores independentes, um plantel superior a 130 mil matrizes e responde por aproximadamente 35% do rebanho suíno mineiro.
Nesse processo, a Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap) desempenha papel estratégico ao promover capacitação, incentivar práticas de biosseguridade e representar os interesses dos produtores em temas como mercado, legislação, tributação e gestão da atividade.
O modelo também conta com o apoio da Cooperativa dos Suinocultores de Ponte Nova e Região (Coosuiponte), criada há mais de 25 anos para realizar compras coletivas de insumos. A iniciativa amplia o poder de negociação dos cooperados, reduz custos de produção e fortalece a competitividade das granjas.
▶️ Assista à reportagem em vídeo e conheça como esse modelo de organização ajudou a transformar o Vale do Piranga em referência para a suinocultura independente brasileira.




