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Congresso CBNA Pet encerra com incentivo à pesquisa científica  

Após dois anos sem acontecer em razão da pandemia de Covid-19, o evento reuniu cerca de 400 participantes, retratando o espaço importante que o CBNA ocupa entre os profissionais da área pet.       

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Após dois anos sem realizar seus vários eventos de forma presencial por conta da pandemia de Covid-19, o Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) realizou, entre os dias 11 e 12 de maio, o Congresso CBNA Pet em Campinas (SP). O grande público presente, cerca de 400 participantes, retratam o espaço importante que o CBNA ocupa entre os profissionais da área pet.

Além disso, a entidade conseguiu reunir dois sentimentos entre os participantes: a alegria de reencontrar amigos e profissionais e a satisfação de poder se atualizar tecnicamente.

Coordenador do Comitê Pet do CBNA, Aulus Carciofi: “A organização de eventos on-line deixou aprendizados e uma herança positiva” – Fotos: Divulgação/CBNA

O evento foi realizado no formato híbrido, presencialmente na Expo D. Pedro e virtualmente pela plataforma QAP Eventos. “Através desta plataforma que o CBNA pôde continuar cumprindo seu papel de atualizar e discutir temas importantes na área de produção animal nos últimos dois anos”, enfatizou o coordenador do Comitê Pet do CBNA, Aulus Carciofi, acrescentando: “A organização de eventos on-line deixou aprendizados e uma herança positiva. Por exemplo, tivemos dois palestrantes que apresentaram seus temas de forma virtual e ao vivo conversaram com o público presente”.

Aulus ressalta alguns temas que foram abordados no evento. “Discutimos a questão dos transgênicos e jogamos uma nova luz a essa polêmica, que é mais filosófica do que científica. A ciência já aprovou e garantiu as vantagens dos transgênicos”, ressaltou.

Um dos momentos mais aguardados do Congresso Pet foi a entrega da premiação dos 10, que aconteceu no último dia do evento. Todos os trabalhos aceitos pelo Comitê Científico serão publicados nos anais e os três melhores trabalhos avaliados realizaram a apresentação oral durante o Congresso Pet.

Confira os ganhadores:

Estudantes premiadas com seus trabalhos no Congresso Pet

1º lugar – Renata Souza (UFPR) – Prêmio Waltham

Perfil da microbiota intestinal de cães alimentados com um blend de óleos essenciais de copaíba, castanha de caju e pimenteiras após desafio cirúrgico

2º lugar – Stephanie Theodoro (FCAV)

Efeitos imunes e inflamatórios de dietas para cães com B-Glucanos extraídos de leveduras ou de algas marinhas

3º lugar – Eloise Ramos (FCAV)
Concentração sérica de citocinas e parâmetros antioxidativos de gatos alimentados com proteína hidrolisada de frango

Premiação

O Prêmio Waltham de Pesquisa (entregue ao 1º lugar) destina-se a incentivar a pesquisa em nutrição de pets e estimular jovens pesquisadores em suas carreiras.

Trata-se de prêmio em dinheiro, no valor de US$ 3,5 mil, que a ganhadora recebeu com o compromisso de custear sua visita ao Centro Waltham de Pesquisas, na Inglaterra, e pagar a inscrição e participação no Congresso Anual da European Society of Veterinary and Comparative Nutrition (ESVCN).

Fonte: Assessoria
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Criação de galinhas livres de gaiola ganha mais participação de mercado

Com a presença de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, evento debateu estratégias e desafios para que mais produtores possam aderir ao sistema.

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Fotos: Divulgação

Com a participação de especialistas da área e produtores que adotaram como estratégia e posicionamento no mercado o bem-estar das galinhas poedeiras, a Alianima, organização que atua na agenda do bem-estar animal, promoveu na última semana o I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura. Durante os dois dias de evento, foram apresentados os desafios, resultados e percepções do mercado brasileiro de avicultura para que mais produtores se unam ao movimento livre de gaiolas.

Na ocasião, a organização realizou o lançamento da 2ª edição do Estudo de Caso: Abrindo as Gaiolas, que desta vez analisa o mercado pelo lado de três produtores brasileiros de ovos de galinhas em sistemas livres de gaiolas. A publicação complementa a primeira edição, que apresentou cases de empresas do setor alimentício líderes de mercado que se comprometeram e que têm avançado e/ou concluíram com sucesso a transição para ovos livres de gaiolas.

“Queremos fazer a ponte entre os produtores e as empresas que já assumiram o compromisso público de não utilizar ou comercializar ovos e seus derivados provenientes de galinhas criadas em gaiolas e avançar cada vez mais para o sistema livre. No Brasil, não temos uma legislação específica para acabar com o sistema de gaiola, mas por outro lado, 89% dos consumidores brasileiros consideram importante que os animais de produção sejam bem tratados”, ressaltou Patrycia Sato, médica veterinária e presidente da Alianima, durante a abertura do seminário.

O que dizem os produtores de galinhas livres

Sócio da Planalto Ovos, Daniel Mohallem

Aumento na qualidade dos ovos, maior longevidade de produção, mais saúde para as aves e melhorias até na motivação dos colaboradores foram benefícios apontados com unanimidade pelos produtores da Planalto Ovos (MG), Sunny Eggs (GO) e Ovos Mombuca (SP), que contaram suas experiências no primeiro dia do seminário. “O bem-estar animal está relacionado diretamente à resistência imunológica dos animais, resultando numa qualidade melhor do produto e maior tempo de produção desse animal. Nossos colaboradores se sentem melhor ao lidar com galinhas livres de gaiolas”, contou Daniel Mohallem, sócio da Planalto Ovos.

Um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores é esclarecer ao próprio consumidor sobre as diferenças entre os quatro tipos de ovos disponíveis no mercado: orgânico, caipira, cage-free (livre de gaiolas) e convencional (sistema de gaiolas). No Brasil, por não existir uma normatização dos rótulos, embalagens de ovos oriundos de gaiolas estampam imagens de galinhas no campo. E o consumidor, na hora da decisão de compra, sem poder avaliar a diferenciação, acaba optando pelo menor preço.

“O consumidor não sabe a diferença dos ovos disponíveis no mercado. A única forma de mostrar a diferença é ir para frente das gôndolas e explicar para essas pessoas o que é o ovo cage-free. Nosso desafio é mostrar que o meu ovo branco cage-free é igual ao vermelho”, esclareceu Hélio Paiva, fundador da Sunnyeggs.

Ao contrário do que se esperava, a pandemia não prejudicou tanto o setor. Em 2021, cada brasileiro consumiu em média 257 ovos, um aumento de quatro ovos a mais que o ano anterior; e 25 ovos a mais que a média mundial. Para 2022, a expectativa é que o consumo de ovos possa chegar a 262 unidades por brasileiro, segundo a ABPA.

Diretor-executivo da Ovos Mombuca, Tiago Wakiyama

E mesmo com o aumento nos insumos, o melhor valor de mercado do ovo livre de gaiola foi o que ajudou os produtores a enfrentarem as mudanças econômicas, como afirmou o diretor-executivo da Ovos Mombuca. “O bem-estar animal foi a estratégia adotada para alcançarmos uma diferenciação nos ovos. Antes a Mombuca contava com 75% da produção de ovos em sistema convencional e 25% de produção alternativa, e hoje invertemos o cenário. Foi isso que nos fez sobreviver”, disse Tiago Wakiyama.

Mercado impulsiona mudanças
No segundo dia do Seminário foi a vez dos especialistas do setor de alimentos analisarem as tendências da agropecuária, especificamente da avicultura de postura. Durante as apresentações, o cenário detalhado mostra que nos últimos dez anos a pauta de bem-estar animal já é uma realidade para grandes e pequenas empresas e demonstra não ser mais uma opção para os players escolherem entre investir ou não, mas sim uma necessidade para sobreviver.

“O conceito de consumo é diferente para as gerações. O bem-estar animal é crucial para o investidor que tem o enfoque ESG. Existe o custo de se fazer as mudanças de bem-estar animal, mas o risco de não fazer é maior”, alertou o professor e doutor Celso Funcia Lemme, do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD da UFRJ).

Também participaram do segundo dia do I Seminário sobre Bem-estar na Avicultura de Postura da Alianima o criador do selo Produtor do Bem, Leonardo de La Vega; a médica veterinária Lizie Buss, da Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CBPA/SDI/MAPA); e o diretor-executivo da Fai Farms, Murilo Quintiliano.

Fonte: Assessoria
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BRDE Labs convoca startups para propor soluções a desafios ESG do banco e de empresas parceiras

Programa de inovação do Banco Regional de Desenvolvimento do Estremo Sul está com inscrições abertas para startups de todo Brasil até 29 de julho. Nesta edição, o próprio BRDE e mais nove empresas paranaenses apresentaram seus desafios relacionados ao conceito de ESG.

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Foto: Divulgação/BRDE

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, por meio do seu programa de inovação, o BRDE Labs, convoca startups de todo Brasil para proporem soluções aos desafios ESG (tradução para governança ambiental, social e corporativa). O ESG é o tema do programa neste ano.

As inscrições para o BRDE Labs 2022 no Paraná estão abertas até o dia 29 de julho. Nesta edição, o próprio BRDE e mais nove empresas paranaenses apresentaram seus desafios relacionados ao conceito de ESG, que se refere à avaliação e diminuição dos impactos das operações em três eixos da sustentabilidade – o meio ambiente, o social e a governança. O programa é voltado para startups de todo o país que atuam na pesquisa e implementação de soluções em prol da sociedade e do planeta.

O BRDE Labs foi criado para aproximar as startups do governo, universidades, indústrias e do BRDE, a fim de gerar inovação para capacitar e acelerar o desenvolvimento do Paraná. As empresas âncoras, como são denominadas as organizações participantes que aceitaram essa interlocução com a nova geração de empreendedores, estão à procura de integrarem suas práticas e processos aos objetivos sociais e ambientais, além de otimizar custos e maximizar lucros ao solucionar seus desafios.

O foco do programa é a aceleração das startups selecionadas, por meio da conexão com empresas de médio e grande porte, bem estabelecidas em seus nichos de atuação. No Paraná, as empresas âncoras são: Bree, Brose, Frísia, Frivatti, Intecso, Marel S/A, Santa Maria, Tuicial e Engeluz. Cada uma indicou até quatro desafios que podem ser conhecidos no site www.brdelabs.com.br/pr.

O BRDE apresentou os seguintes desafios: levantamento de dados e análise automatizada de imóveis rurais, cálculo e compensação da emissão de gases de efeito estufa, monitoramento do risco climático de projetos financiados e mapeamento e avaliação regulares de práticas ESG.

A aceleradora Hotmilk, da PUCPR, e a entidade empresarial Amcham são parceiras do BRDE nesse programa de inovação. Nas edições de 2020 e 2021, ao todo, 515 startups de diversos estados brasileiros se inscreveram para participar do programa, que teve como temas Agronegócio e Indústria.

Fonte: Ascom BDRE
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Cotrijal participa de encontro nacional de cooperativas agropecuárias

No evento, os participantes debateram o futuro das cooperativas, commodities, agro 2030, relacionamento com o associado, transformação digital, e-commerce e marketplace.

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Presidente da Cotrijal, Nei César Manica, será um dos palestrantes do evento - Foto: Divulgação/Grupo Conecta

Líderes das principais cooperativas do Brasil estiveram reunidos no Encontro Nacional de Cooperativas Agropecuárias, na última semana, realizado em em Campinas (SP). Entre os dias 28 e 29 de junho, os participantes debateram o futuro das cooperativas, commodities, agro 2030, relacionamento com o associado, transformação digital, e-commerce e marketplace.

A Cotrijal foi representada pelo presidente, Nei César Manica, e pelo vice-presidente, Enio Schroeder. Um dos palestrantes do painel sobre novos segmentos para as cooperativas, Manica destacou como a Cotrijal vem se preparando para avançar em resultados. O painel teve também a participação de Fernando Degobbi, CEO da Coopercitrus.

Hoje presente em 53 municípios no Rio Grande do Sul, a Cotrijal é a maior cooperativa agropecuária do Estado gaúcho, com mais de 18,6 mil associados e 2,7 mil colaboradores. “Com base no nosso planejamento estratégico, seguimos estudando projetos de industrialização, para nos mantermos competitivos no mercado”, explicou.

O presidente da Cotrijal evidenciou a importância do investimento em novos segmentos para agregar valor à cooperativa. Exemplificou citando a ampliação da rede de varejo, com lojas e supermercados; os investimentos na fábrica de rações, que agora produz também ração peletizada; o crescimento na área de produção de sementes; e a instalação de um TRR.

Manica também falou das ações de intercooperação realizadas no estado, como a criação do Smartcoop e a industrialização de leite através da CCGL, e destacou a necessidade de profissionalização tanto da gestão da cooperativa quanto na propriedade. “Cooperativismo de resultado se faz com profissionais competentes e gestão bem conduzida”, finalizou.

Fonte: Ascom Cotrijal
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