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Simpósio Brasileiro vai reunir as mais recentes inovações e práticas na análise de sementes
Evento vai ocorrer durante o 22º Congresso Brasileiro de Sementes, de 10 a 13 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR).

O 1º Simpósio Brasileiro de Análise de Sementes, que será realizado no âmbito do 22º Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes) de 10 a 13 de setembro, em Foz do Iguaçu (PR), promete ser um marco significativo para a atualização dos profissionais do setor. Organizado pelo Comitê Técnico de Análises de Sementes, o evento vai reunir especialistas para discutir as últimas inovações e práticas na análise de sementes. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas aqui.
O CBSementes é o principal evento promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates) e terá como tema desta edição “Semente: Matéria-Prima da Sustentabilidade”. O congresso inclui palestras, painéis, sessões de pôsteres com trabalhos científicos e um showroom tecnológico com exposição de estandes de empresas do segmento de sementes, insumos, máquinas e equipamentos, tecnologia e áreas afins.
A programação científica é composta por profissionais representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), instituições de pesquisa e empresas do setor de sementes, o Simpósio Brasileiro de Análises de Sementes oferece uma oportunidade única para se atualizar sobre o que há de mais inovador na análise de sementes, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade das sementes no Brasil.
Moderado pelo pesquisador da Embrapa Soja e vice-presidente da Abrates, José de Barros França Neto, o primeiro painel contará com a palestra da especialista em Qualidade de Sementes, Maria de Fátima Zorato, da MF Zorato Treinamentos (PR). Ela vai abordar a aplicação de testes e metodologias durante a análise de sementes, detalhando os momentos ideais para cada tipo de teste em função das diferentes fases de produção de sementes.
Também no painel, a professora Gizele Ingrid Gadotti, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), vai ministrar a palestra “Semeando o Futuro: como a inteligência artificial pode revolucionar as análises de sementes”. Conhecida por sua expertise em análise de imagem aplicada a sementes, sua palestra é aguardada com grande expectativa devido à relevância do tema para a prática laboratorial. Complementando, Sheila Bigolin Teixeira, da Sementes Oilema (BA), vai apresentar a palestra “Rasgo no tegumento e suas consequências para a produção de sementes de soja”.
O segundo painel, com o tema “Atualizações do Setor de Sementes nos Laboratórios”, será moderado por Maria de Fátima Zorato. Estão previstas palestras das coordenadoras do Comitê Técnico de Análise de Sementes Valquíria de Fátima Ferreira Mavaieie, da Vigor Agroanálises e Consultoria, e de Débora Kelly Rocha, da Agromen.
Débora ministrará a palestra “Nova Metodologia – Uso da Vermiculita no Teste de Germinação” e Valquíria abordará “Sistema de Gestão da Qualidade e Credenciamento de Laboratórios”.
Para fechar o debate, a organização do simpósio convidou o auditor fiscal federal agropecuário do Laboratório de Análise de Sementes Oficial do Mapa, Júlio César Garcia, para discutir as principais legislações aplicadas na análise de sementes em laboratório. Sua palestra intitulada “Atualizações e o que muda para Análise de Sementes” é esperada com grande interesse, dado o papel fundamental das regulamentações no controle de qualidade das sementes.
Valquíria expressou otimismo em relação ao simpósio organizado pelo comitê. Ela lembra que, após um período de inatividade, o comitê foi reativado há um ano e, desde então, está em intensa atividade. “Essa revitalização é um sinal positivo para o setor agrícola, refletindo o compromisso contínuo com a inovação e a excelência na área”, afirma, complementando: “O Simpósio de Análises de Sementes é, sem dúvida, um evento importante para todos os envolvidos na cadeia produtiva de sementes, desde produtores até analistas e reguladores, visando sempre à excelência e à qualidade no mercado de sementes brasileiro”.
A vice-presidente do Comitê, Débora Kelly, acrescenta que o comitê desempenha um papel fundamental na assistência e garantia do controle de qualidade das sementes, seguindo métodos e padrões estabelecidos pelo Mapa. A atuação do comitê é essencial para manter a integridade e a eficácia do processo de análise, beneficiando toda a cadeia produtiva do agronegócio.

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Trigo sobe no mercado interno mesmo com queda externa e dólar mais fraco
Reposição de estoques na entressafra, oferta restrita no spot e gargalos logísticos elevam cotações. Farinhas encarecem e farelo recua com menor demanda na ração.

Os preços do trigo no Brasil seguem em alta, na contramão do mercado internacional e da desvalorização do dólar frente ao real. A leitura é do Cepea, que atribui o movimento doméstico à necessidade de reposição de estoques pelos compradores, à baixa disponibilidade no mercado spot durante a entressafra e à postura retraída dos vendedores, concentrados nos trabalhos da safra de verão.

Foto: Cleverson Beje
Com menos oferta imediata e compradores ativos para recompor posições, as negociações internas ganharam firmeza. Do lado vendedor, a prioridade dada às atividades de campo reduz a liquidez no físico e reforça a pressão altista nas cotações.
No exterior, o cenário é distinto. As cotações futuras recuaram nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelo aumento dos estoques globais e pelas chuvas recentes nas Grandes Planícies do sul dos Estados Unidos, fator que melhora a condição das lavouras e reduz prêmios de risco climático.

Foto: Luiz Magnante
Nos derivados, o comportamento é divergente. O farelo de trigo registrou queda na última semana, pressionado pelo aumento da oferta e pela menor demanda, com consumidores já abastecidos ou substituindo o insumo em formulações de ração animal.
Já as farinhas avançaram, refletindo o encarecimento da matéria-prima e a necessidade de reposição por parte dos moinhos.
Além da dinâmica de oferta e demanda, moinhos relatam dificuldades logísticas. Restrições no transporte, associadas ao pico da colheita de soja, reduzem a disponibilidade de fretes e atrasam fluxos de entrega, adicionando custo e incerteza às operações no mercado de trigo.
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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.



