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Avicultura

Congresso APA 2026 reúne lideranças e debate os rumos da avicultura de postura

Evento ocorre de 09 a 12 de março, em Limeira (SP), e terá programação técnica focada em mercado, sanidade, inovação, sustentabilidade e cenário político-econômico do setor de ovos.

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Foto: Divulgação/APA

A Associação Paulista de Avicultura (APA) apresenta a programação oficial do 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que será realizado entre os dias 09 e 12 de março, no Zarzuela Eventos, em Limeira (SP). Reconhecido como o principal fórum técnico da avicultura de postura da América do Sul, o evento reunirá produtores, pesquisadores, lideranças setoriais, autoridades e empresas do setor.

Com uma agenda estruturada, ao longo de quatro dias, o Congresso abordará temas estratégicos para o futuro da cadeia produtiva de ovos, incluindo mercado, economia, sanidade, biosseguridade, nutrição, bem-estar animal, inovação tecnológica e sustentabilidade, por meio de painéis técnicos, palestra magna, apresentações científicas e espaços empresariais.

Entre os destaques da programação está a palestra magistral do ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo, que trará uma análise aprofundada sobre as perspectivas políticas e econômicas, como também para a avicultura brasileira, contextualizando o papel do setor no desenvolvimento nacional, na segurança alimentar e no cenário geopolítico global.

Outro ponto alto do evento será a participação do economista Alexandre Mendonça de Barros, referência em análises do agronegócio, que abordará as tendências globais do mercado de grãos e seus impactos diretos na produção de ovos, oferecendo uma leitura estratégica sobre custos, competitividade e tomada de decisão em um ambiente de alta volatilidade. “O Congresso APA é um espaço de convergência entre ciência e mercado. A programação de 2026 reflete a complexidade e a relevância estratégica da avicultura de postura, trazendo nomes que ajudam o setor a compreender não apenas os desafios técnicos, mas também o contexto econômico e institucional em que estamos inseridos”, afirma José Roberto Bottura, diretor técnico da APA e membro da comissão organizadora.

Além da palestra magna, o evento contará com painéis dedicados à Influenza aviária de Alta Patogenicidade, uso racional de antimicrobianos, inteligência artificial aplicada à produção, cage free, micotoxinas, biosseguridade e legislação, reforçando o compromisso da APA com a atualização técnica e a construção de soluções para os desafios presentes e futuros da atividade.

O professor doutor Lúcio Araújo destaca a relevância do temário do congresso: “Trabalhamos de forma intensa e estratégica para garantir que os temas estivessem diretamente conectados aos principais desafios da indústria brasileira de ovos. O crescimento consistente do consumo per capita no Brasil já posiciona o país entre os dez maiores mercados do mundo, o que exige uma abordagem integrada de toda a cadeia de produção e comercialização. A construção desse programa técnico tem como objetivo elevar, de forma estruturada e contínua, os níveis de eficiência, competitividade e sustentabilidade do setor”, pontua Araújo.

“Mais do que um congresso técnico, o APA 2026 será um ambiente de diálogo qualificado, networking estratégico e alinhamento de visões para o futuro da postura comercial brasileira”, destaca o presidente da APA, Érico Pozzer.

Fonte: Assessoria APA

Avicultura

Cúpula Latino-Americana de Avicultura reforça papel estratégico da proteína avícola durante IPPE 2026

Evento reuniu líderes e especialistas para discutir segurança alimentar, sustentabilidade, inovação e os desafios da produção avícola na América Latina.

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Foto: Divulgação/IPPE

A Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 reforçou durante a International Production & Processing Expo (IPPE) o papel estratégico da proteína avícola como um dos principais pilares da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na região. Com o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”, o encontro reuniu na terça-feira (27) líderes empresariais, especialistas técnicos e representantes da indústria para discutir os caminhos da produção avícola diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos cada vez mais complexos.

Foto: Divulgação/IPPE

Logo na abertura, uma mesa redonda com CEOs deu o tom das discussões. Participaram Lorenzo Martín, do grupo mexicano El Gran Chaparral, e Juan Felipe Montoya, da colombiana Huevos Kikes, com moderação de Mauricio Sanabria, da Hy-Line International, da Colômbia. Representando empresas familiares multigeracionais, os executivos compartilharam experiências sobre temas sensíveis ao setor, como o enfrentamento de doenças, a concorrência com mercados informais, gargalos na infraestrutura de transporte, sucessão geracional e a necessidade urgente de aprimorar a comunicação com os consumidores.

Segundo os participantes, aproximar o campo dos centros urbanos e ampliar a transparência da cadeia produtiva é fundamental para gerar confiança e fortalecer a imagem da avicultura perante a sociedade.

Ao longo da programação, o manejo das aves foi apontado tanto como um risco crítico quanto como uma oportunidade de avanço. Exemplos práticos ilustraram esse contraste, como a disseminação da gripe aviária associada ao manejo inadequado de dejetos no México e, em sentido oposto, o uso de biodigestores na Colômbia para a produção de metano destinado ao transporte, agregando valor ambiental e econômico à atividade.

A sustentabilidade esteve no centro das discussões, assim como o desenvolvimento de produtos à base de ovos voltados à exportação. Os

Foto: Jonathan Campos 

números de consumo per capita reforçaram a relevância da proteína avícola na América Latina: cerca de 400 ovos por habitante ao ano no México, 375 na Colômbia e 287 no Brasil, com expectativa de o país superar a marca de 300 ovos ainda neste ano. Os palestrantes destacaram que o ovo permanece como a proteína mais acessível para todas as faixas socioeconômicas.

Desafios técnicos na produção avícola

Questões técnicas também tiveram espaço de destaque na Cúpula. Bianca Martins, da Alltech México, apresentou um panorama sobre a presença de micotoxinas na América Latina, ressaltando os impactos diretos na conversão alimentar. De acordo com a especialista, a vomitoxina é atualmente a micotoxina mais prevalente no milho em todo o México e em partes da América Central e do Sul.

Carlos Martínez, da DCL México, abordou a importância da integridade intestinal das aves, explicando como desequilíbrios na microbiota comprometem a produtividade. Já José Ramírez, da Anitox, tratou do controle da Salmonella em fábricas de ração, chamando atenção para os pontos críticos de contaminação e para o uso de tecnologias modernas de monitoramento e testes.

Foto: Shutterstock

Gestão ambiental e comunicação com o consumidor

A gestão ambiental e o bem-estar animal também foram debatidos. Cristabel Huerta, da Hato Lighting, explicou como o espectro de luz e o fotoperíodo influenciam diretamente o comportamento e o desempenho das aves, apresentando exemplos práticos de aplicação em granjas comerciais.

O encerramento ficou a cargo de Mauricio Simental, da Bachoco, do México, que destacou as estratégias de comunicação e branding adotadas pela empresa para fortalecer o engajamento do consumidor e valorizar a proteína avícola no mercado.

Cobertura do O Presente Rural

O Jornal O Presente Rural participa mais uma vez da IPPE, considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves,

Foto: O Presente Rural

ovos, carnes e alimentos de origem animal, que segue com programação até quinta-feira (29), em Atlanta, nos Estados Unidos. O diretor Selmar Frank Marquesin e a jornalista Eliana Panty acompanham de perto os debates e as principais tendências do setor.

A cobertura completa do evento pode ser acompanhada nas redes sociais do jornal, com informações em tempo real, bastidores e análises sobre os temas que impactam a avicultura latino-americana.

Fonte: O Presente Rural com IPPE
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Avicultura Em Acorizal

Indea-MT controla foco de gripe aviária após seis dias de vigilância intensiva

Foco em aves de subsistência levou ao sacrifício sanitário de 339 animais e à inspeção de mais de 7,2 mil aves em um raio de 10 quilômetros.

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Foto: Divulgação/Indea-MT

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) concluiu na última sexta-feira (22) as ações de enfrentamento, vigilância e educação sanitária em Acorizal, após a confirmação da presença do vírus da Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma propriedade rural com aves de subsistência. As atividades foram encerradas após seis dias de trabalho contínuo, período considerado decisivo para a contenção do foco.

Foto: Divulgação/Indea-MT

A coordenação das equipes foi instalada na Escola Municipal Amâncio Ramos, onde ocorreram as reuniões diárias de alinhamento e definição das estratégias. Na reunião final, os técnicos apresentaram os resultados das medidas adotadas para impedir a disseminação do vírus. Ao todo, foram sanitariamente sacrificadas 339 aves e destruídos 282 ovos como parte do protocolo de controle da doença.

As ações se concentraram em um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade onde o foco foi confirmado. Nesse perímetro, 314 propriedades rurais receberam a visita das equipes do Indea, que inspecionaram 7.253 aves.

Segundo o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Néspoli, o trabalho envolveu não apenas a inspeção dos animais, mas também orientação direta aos produtores. “Nessas visitas às propriedades, que chamamos de vigilância ativa, realizamos a educação sanitária para orientar o produtor a estar atento aos sinais de mortandade de aves e a nos procurar caso desconfie da presença do vírus da Influenza Aviária nas aves domésticas. Além disso, inspecionamos as aves do local para verificar se alguma apresentava sintomas da doença”, afirmou.

Desinfecção da área

A propriedade rural onde foi identificado o foco passou por limpeza e desinfecção completas. A barreira sanitária instalada no local já foi

Foto: Divulgação/Indea-MT

desmontada, e a área entrou em vazio sanitário por 45 dias, período durante o qual fica proibida a permanência de aves, conforme prevê o protocolo sanitário.

Mobilização de equipes

Os trabalhos envolveram uma estrutura ampla de pessoal. Foram mobilizadas 10 equipes para vigilância ativa, uma equipe dedicada à barreira sanitária, outra para atuação direta no foco e uma equipe de coordenação. No total, participaram 31 servidores do Indea, sendo 15 médicos-veterinários e 16 agentes fiscais.

As ações também contaram com o apoio de dois médicos-veterinários do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e de policiais militares. Durante os seis dias de trabalho ininterrupto, foram acionados servidores das unidades de Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Bugres.

Foto: Divulgação/Indea-MT

Resposta rápida ao alerta federal

A conclusão das ações em apenas seis dias é apontada pelo Indea como indicativo da capacidade técnica do Estado para lidar com eventos sanitários dessa natureza. O protocolo é acionado assim que o Mapa confirma o diagnóstico da doença, realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional para a análise laboratorial de amostras de aves.

Após a confirmação, o Mapa emite alerta ao Estado para adoção imediata das medidas emergenciais e comunica a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a ocorrência da doença no território nacional. A partir desse aviso, cabe ao órgão estadual de defesa sanitária executar e encerrar as ações de contenção.

Origem dos focos em aves de subsistência

De acordo com o Indea, os três casos de gripe aviária em aves de subsistência registrados em Mato Grosso nos últimos seis meses — em Campinápolis, Cuiabá e Acorizal, tiveram a mesma origem. Em todos, a introdução do vírus ocorreu por meio do contato com aves silvestres, especialmente patos selvagens conhecidos como paturis.

As investigações apontaram a presença de lagoas e áreas alagadas nas proximidades das propriedades, utilizadas como pontos de parada por aves silvestres infectadas. O contato dessas aves com criações domésticas acabou favorecendo a transmissão do vírus.

Fonte: O Presente Rural com Indea-MT
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Avicultura Em Dubai

Copacol fortalece atuação no Oriente Médio durante Gulfood 2026

Cooperativa leva frango e peixe com foco em mercados estratégicos como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Feira reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países.

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Foto: Divulgação/Copacol

A Copacol marca presença na Gulfood 2026, uma das maiores feiras de alimentos do mundo, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, reafirmando sua posição de destaque entre os principais fornecedores globais de proteína animal. O evento reúne compradores, distribuidores e operadores do food service de diversos países, se consolidando como uma vitrine estratégica para o fortalecimento de parcerias comerciais no Oriente Médio.

Foto: Divulgação/Gulfood

Tradicional participante da feira, a Copacol apresenta ao público internacional um portfólio de produtos desenvolvidos especialmente para atender às preferências e exigências dos consumidores da região. “O Oriente Médio representa um mercado estratégico para a avicultura brasileira, reconhecida mundialmente por seus elevados padrões de segurança de alimentos. A participação da Copacol na Gulfood é fundamental para ampliar a visibilidade dos nossos produtos, agregar valor às exportações e impulsionar o desenvolvimento no campo, com impacto direto na geração de empregos nas cidades ligadas à atividade. Estar presente em uma feira dessa magnitude reforça o orgulho de ver a marca Copacol consolidada em 85 países, escolhida por consumidores que confiam na qualidade e na credibilidade do que produzimos”, afirma o diretor-presidente da cooperativa, Valter Pitol.

Entre os principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango estão os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e África do Sul, mercados nos quais a Copacol tem ampliado a atuação. A sustentabilidade aplicada do campo à indústria, aliada ao modelo integrado de avicultura, implantado pela cooperativa como pioneira no Oeste do Paraná, agrega valor a cada embalagem do produto. Além de sabor e qualidade, a produção gera emprego, renda, preserva recursos naturais e impulsiona o desenvolvimento econômico e social.

Segundo o superintendente comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos, a Gulfood é uma oportunidade estratégica para

Atual sede administrativa da Copacol em Cafelândia (PR) – Foto: Divulgação/Copacol

aprofundar relacionamentos e abrir novas frentes de negócios. “Marcamos presença na feira para apresentar lançamentos aos nossos clientes e parceiros e, sobretudo, para ampliar o relacionamento com compradores do Oriente Médio. As linhas de frango e peixe da Copacol contam com certificação halal, cumprindo rigorosamente os requisitos desses mercados. É uma tradição estar aqui e demonstrarmos nossos valores para quem faz questão de manter a nossa marca nas gôndolas”, destaca.

A relação comercial da Copacol com o Oriente Médio é reforçada pelo Escritório de Vendas em Dubai, que atua há sete anos atendendo toda a região e também o norte da África. A participação na Gulfood ocorre por meio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Nesta edição, a ABPA e a ApexBrasil reúnem 22 agroindústrias brasileiras em um estande exclusivo de 432 metros quadrados, projetado para apoiar agendas comerciais, promover encontros com importadores e distribuidores e fortalecer a imagem institucional do setor. Um dos destaques é o espaço de degustação, com pratos como shawarma de frango, shawarma de pato e omeletes, evidenciando a versatilidade da proteína animal brasileira e sua adequação aos hábitos de consumo da região.

Realizada simultaneamente no Dubai World Trade Centre e no Dubai Exhibition Center, a Gulfood amplia a circulação de compradores internacionais e consolida Dubai como um dos principais hubs globais do comércio de alimentos halal. “A feira é uma vitrine fundamental para o relacionamento com compradores do Oriente Médio e de outras regiões. A presença das empresas brasileiras fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal, alinhado aos mais altos padrões sanitários”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria Copacol
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