Avicultura Em São Paulo
Congresso APA 2026 é aberto em Limeira com foco em sanidade, ciência e expansão das exportações de ovos
Autoridades, lideranças do setor e representantes do governo destacam o papel social da avicultura, a credibilidade sanitária do Brasil e os desafios para o crescimento sustentável da cadeia produtiva.

O 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos foi oficialmente aberto na terça-feira (10), em Limeira (SP), reunindo produtores, especialistas, empresas e autoridades para debater os desafios e as oportunidades da avicultura de postura no Brasil. Promovido pela Associação Paulista de Avicultura (APA) e apoio da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (Defesa), o encontro destaca temas como biossegurança, inovação tecnológica, sustentabilidade, mercado e exportações.

Presidente da APA, Érico Pozzer: “Produzimos proteínas com grande acessibilidade e precisamos continuar trabalhando para manter produtos de excelência tanto para o mercado interno quanto para a exportação” – Foto: Alan Carvalho
Na abertura do evento, o presidente da APA, Érico Pozzer, ressaltou a importância econômica e social da avicultura para o País e destacou o papel do setor na oferta de proteínas acessíveis à população. “A nossa atividade é extremamente necessária e desempenha um papel social importante. Produzimos proteínas com grande acessibilidade e precisamos continuar trabalhando para manter produtos de excelência tanto para o mercado interno quanto para a exportação”, afirmou.
Durante a cerimônia, Rogério Iuspa, mestre de cerimônias e integrante da comissão organizadora, apresentou o médico-veterinário e produtor Josimário Gomes Florêncio, de Caruaru (PE), como presidente de honra desta edição do congresso. Ao agradecer a homenagem, Florêncio destacou a relevância do evento para o fortalecimento técnico da atividade. “Para mim, este é o maior e mais importante palco da avicultura de postura comercial da América Latina. É uma honra representar os produtores de ovos do Brasil neste congresso”, salientou.

Médico-veterinário, avicultor pernambucano e presidente do Congresso APA 2026, Josimário Florêncio: “Este congresso exerce algo fundamental: ciência. Precisamos que todos venham aqui e saiam fartos de ciência, porque é isso que fortalece a nossa atividade” – Foto: Alan Carvalho
Ele também ressaltou o papel evento para o conhecimento científico no desenvolvimento do setor. “Este congresso exerce algo fundamental: ciência. Precisamos que todos venham aqui e saiam fartos de ciência, porque é isso que fortalece a nossa atividade”, mencionou, defendendo a ampliação da presença brasileira no mercado internacional. “O Brasil precisa ampliar sua participação nas exportações. A produção brasileira de ovos já não cabe apenas dentro do Brasil”, enfatizou.
Dando sequência à cerimônia de abertura, foi realizada a entrega de uma placa de homenagem ao professor doutor Evandro de Abreu Fernandes, em reconhecimento ao seu profissionalismo e à dedicação ao desenvolvimento da avicultura brasileira.
Natural de Minas Gerais e médico-veterinário de formação, o professor Evandro construiu uma trajetória sólida no setor, com atuação destacada no desenvolvimento da produção avícola. Ao longo de sua carreira, ocupou cargos de liderança, exerceu a função de diretor de produção, contribuindo para o crescimento e a consolidação da atividade no cenário nacional. Atualmente, segue atuando como consultor, compartilhando sua experiência e visão estratégica com o setor avícola.
Representando a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o coordenador da Defesa Agropecuária, Luiz

Coordenador da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da SFA-SP, Luiz Henrique Barrochelo: “Eventos como este permitem ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atividade” – Foto: Alan Carvalho
Henrique Barrochelo, destacou a importância do congresso para a difusão de conhecimento técnico e para o fortalecimento da produção agropecuária. “Eventos como este permitem ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atividade. A agricultura brasileira demonstra que é possível produzir com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental”, frisou.
O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo, Estanislau Steck, destacou o compromisso do governo federal em apoiar o produtor e fortalecer a agropecuária brasileira. Segundo ele, a atuação do ministério busca criar condições para que o setor continue se expandindo, especialmente por meio da abertura de novos mercados internacionais. “É importante que o governo esteja ao lado do produtor. Como se costuma dizer no campo, se o governo não atrapalhar, o produtor brasileiro faz acontecer”, mencionou.
A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Mapa, Juliana Satie Becker de Carvalho Chino, destacou o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro. “O Brasil continua sendo uma verdadeira ilha de credibilidade e segurança sanitária. Manter esse status é um grande desafio e só é possível graças ao trabalho integrado do serviço oficial e ao comprometimento do setor produtivo”, enalteceu.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “O que estamos demonstrando ao mundo é que o Brasil está preparado para crescer” – Foto: Alan Carvalho
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também destacou a importância da dedicação das equipes técnicas e do trabalho conjunto entre setor privado e governo. “O que estamos demonstrando ao mundo é que o Brasil está preparado para crescer. Nosso segredo é simples: dedicação e trabalho para manter o status sanitário do País”, evidenciou.
Segundo ele, a cadeia representada pela entidade, que abrange os setores de ovos, carne de frango e suínos, envolve cerca de quatro milhões de pessoas direta e indiretamente no País.
Encerrando as manifestações da mesa de abertura, Roberto Betancourt, diretor do Deagro/Fiesp, presidente do Sindirações, da FeedLatina e vice-presidente da IFIF, destacou o potencial do agronegócio brasileiro. “O Brasil tem um potencial extraordinário na produção de alimentos e proteína animal. A avicultura é um setor diferenciado, que cresceu com base em trabalho sério, pesquisa e empreendedorismo”, afirmou.

Avicultura
Frigoríficos de frango discutem produtividade e controle de contaminação na Conbrasfran
Programação aborda inovação, inspeção industrial e exigências sanitárias do setor.

A busca por maior eficiência industrial aliada ao controle sanitário na produção de carne de frango estará no centro dos debates do 6º Encontro de Qualidade Industrial na Avicultura – Frigoríficos, que integra a programação da 2ª Conbrasfran, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que vai ser realizada de 23 a 25 de novembro. O evento propõe discutir desafios operacionais e soluções tecnológicas em um momento em que a indústria enfrenta pressão crescente por produtividade, segurança alimentar e padronização de processos.
No primeiro dia, a programação aborda temas diretamente ligados ao desempenho industrial, como inspeção e eficiência em abatedouros de aves, com foco em inovação e melhoria de processos. Também entram em pauta estratégias práticas para o controle de contaminação no abate, um dos pontos críticos para garantir qualidade e atender exigências sanitárias cada vez mais rigorosas nos mercados interno e externo.
Já no segundo dia, os debates avançam para uma visão mais ampla da cadeia avícola, incluindo tendências de consumo, novas tecnologias e o papel do bem-estar animal na eficiência produtiva. A proposta é integrar diferentes etapas da produção, do campo ao abate, em uma abordagem que conecta qualidade, sustentabilidade e competitividade.
Segundo o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador da Conbrasfran 2026, José Eduardo dos Santos, o evento busca alinhar conhecimento técnico e demandas de mercado. “A indústria avícola vive um momento em que eficiência e qualidade não são mais diferenciais, mas requisitos básicos. O encontro foi estruturado para discutir soluções práticas e aplicáveis à realidade das empresas”, afirma. As inscrições para a Conbrasfran serão abertas em breve.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.
Avicultura
Avicultura de Mato Grosso do Sul cresce 6,97% no abate no início de 2026
Exportações somam 28 mil toneladas e faturam US$ 62,8 milhões, com alta de 9,1% na receita.

A avicultura de Mato Grosso do Sul começou 2026 mantendo trajetória de expansão, com crescimento no abate de frangos e melhora no desempenho das exportações, mesmo diante de leve redução no volume embarcado.

Dados do boletim Casa Rural Avicultura, da Famasul, mostram que o Estado abateu 30,6 milhões de frangos no primeiro bimestre do ano, alta de 6,97% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado reforça a continuidade do avanço da atividade dentro da cadeia de proteínas animais no agronegócio estadual.
No comércio exterior, foram exportadas cerca de 28 mil toneladas de carne de frango no período, com receita de US$ 62,8 milhões. Apesar da pequena queda no volume enviado ao exterior, o faturamento cresceu 9,1%, sustentado pela valorização do produto no mercado internacional.
O desempenho das exportações está associado à demanda firme de mercados estratégicos para o Brasil, com destaque para China e Japão, que permanecem entre os principais destinos da carne de frango sul-mato-grossense.

Foto: Shutterstock
Segundo a Famasul, o agronegócio respondeu por 94,5% das exportações totais do Estado no período analisado, evidenciando o peso das cadeias produtivas, especialmente das proteínas animais, na balança comercial de Mato Grosso do Sul.
O início do ano confirma a relevância da avicultura dentro da economia estadual, com resultados sustentados pela demanda externa e pela manutenção da competitividade do setor no mercado internacional.
Avicultura
Queda no preço dos ovos reduz poder de compra de avicultores em abril
Mesmo com insumos mais baratos, recuo mais intenso nas cotações dos ovos pressionou a relação de troca, segundo o Cepea.

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, recuou na parcial de abril (até o dia 22), após registrar avanço por dois meses consecutivos.
Segundo pesquisadores do Cepea, embora os preços dos insumos também tenham diminuído entre março e a parcial deste mês, a queda mais intensa dos ovos pressionou a relação de troca frente ao cereal e ao derivado da oleaginosa.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a combinação de oferta mais elevada e demanda retraída tem pressionado as cotações dos ovos nesta parcial de abril.
Neste contexto, consumidores seguem atentos ao avanço da colheita da safra verão, à melhora do clima para o desenvolvimento da segunda safra e à forte queda do dólar, negociando apenas de forma pontual, quando há necessidade de recomposição de estoques ou quando vendedores aceitam patamares menores.



