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Congresso Abraves terá exposição de mais de 150 trabalhos científicos

Volume de recebimento de trabalhos científicos atendeu as expectativas dos organizadores do congresso, que será de 17 a 19 de outubro

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A premiação e apresentação de trabalhos científicos será um dos pontos altos do XVIII Congresso Abraves, que vai acontecer de 17 a 19 de outubro, em Goiânia. Com o objetivo de incentivar e divulgar o desenvolvimento de pesquisas na suinocultura, o evento sempre reserva um espaço importante para debater os mais recentes trabalhos acadêmicos.

 

“É um momento em que a academia e os profissionais que trabalham no dia a dia do campo se encontram para discutir desafios, oportunidades e tendências da produção, além das mais recentes pesquisas e tecnologias capazes de contribuir com o desenvolvimento da suinocultura”, defendeu a professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenadora do comitê científico do congresso, Lívia Mendonça Pascoal.

 

Ela destaca o interesse do setor em expor seus trabalhos no congresso e anuncia o recebimento de 190 resumos, atendendo as expectativas da comissão organizadora. “Alguns destes recebidos foram recusados pelo comitê científico, porém teremos 12 trabalhos que serão apresentados de forma oral e mais de 140 em forma de pôsteres”, disse a pesquisadora ressaltando que serão apresentados três trabalhos de forma oral de cada área em duas salas simultâneas. Outras informações sobre o XVIII Congresso Abraves estão disponíveis no site do evento (www.abraves2017.com.br), através do telefone (62) 3241.3939 ou do e-mail [email protected].  

 

Trabalhos selecionados para Apresentação Oral

A apresentação oral dos trabalhos selecionados será realizada na terça-feira, dia 17 de outubro, das 18h às 19h15. Para quarta-feira, dia 18, está programada a cerimônia de premiação dos trabalhos científicos a partir das 17h30.

 

A apresentação oral dos trabalhos de sanidade deve ser aberta pela pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Deon Kich, com o tema “Resistência a colistina em isolados de salmonella de casos clínicos de suínos no Brasil”. Em seguida, a pesquisadora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) Alais Maria Dall´Agnol vai apresentar “Investigação sorológica retrospectiva da infecção pelo Senecavirus A em granjas suinícolas brasileiras”. O terceiro trabalho na área de sanidade é do autor Lucas Avelino Rezende, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com o tema “Mortalidade de matrizes suínas associadas à infecção por clostridium novyi”.

 

Na área de nutrição a apresentação deve começar com o trabalho “Biodisponibilidade da L–Lisina-Sulfato em comparação a L-Lisina-HCL em leitões na fase de creche”, de autoria do pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFL), Jorge Yair Perez Palencia. Realizado na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), pela pesquisadora Andreia Nobre Anciuti, o trabalho “Expressão gênica das células foliculares após inclusão de Pufa N-3 na dieta de fêmeas suínas pré-púberes” também foi selecionado. A terceira apresentação na área de nutrição é do autor Vinicius Ricardo Cambito de Paula, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), com o tema “Sid Valine requirements of starting pigs is not affected by moderate levels of dietary Sid Leucine”

 

Na área de manejo, bem-estar animal e gestão serão apresentados os trabalhos “Aplicabilidade do aparelho caliper na mensuração do escore corporal de leitoas no final da gestação e ao desmame”, do pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) André Luis Mallmann, “Comportamento de matrizes suínas alimentadas com inclusão de bagaço de cana-de-açúcar na dieta”, pelo pesquisador Thony Assis Carvalho, do IF Goiano – Campus Ceres e “Medidas de bem-estar de suínos em crescimento e terminação: prevalência em granjas de sistemas cooperativos no Brasil”, pelo pesquisador da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Carlos Rodolfo Pierozan.

 

Na categoria Reprodução e Genética foram indicados pelo comitê científico para apresentação oral os trabalhos “Utilização de exame ultrassonográfico para detecção de anormalidades espermáticas em suínos”, da autora Aline Fernanda Lopes Paschoal, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e “Avaliação da suplementação do diluente de criopreservação com ATP em três diferentes tempos”, da pesquisadora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Andreia Nobre Anciuti referentes à reprodução. De genética, o trabalho selecionado foi da Universidade Wageningen, na Holanda, com o tema “Accuracy of transrectal ultrasonography for assessment of corpora lutea characteristics in sows and their relation with piglet birth weight”.

 

Apoio

O principal encontro da suinocultura no Brasil já tem o apoio das principais empresas do setor, como o patrocínio Ouro da MSD, o patrocínio Prata da Big Dutchman, Crystal Spring e De Heus, além do patrocínio Bronze das empresas Agroceres Multimix, APC, Biomin, Boehringer Ingelheim, Ceva, Evance, Farmabase, Huvepharma, InfoporcBrasil, NutriQuest TechnoFeed, Sauvet, Tecnomerc, TopGen, Vansil e Vetoquinol e como Outros Patrocinadores das empresas Bretanha, Choice Genetics, Kemin, M.Cassab, Nutriad e Zinpro.

 

O XVIII Congresso Abraves tem o apoio institucional da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Associação Goiana de Suinocultores (AGS), Associação dos Granjeiros Integrados do Estado de Goiás (AGIGO), CRMV-GO, Embrapa Suínos e Aves, Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás (UFG), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e FUNDEPEC/GOIÁS. Entre as mídias parceiras de divulgação do evento, estão o jornal O Presente Rural, a revista Suinocultura Industrial, o site PorkWorld e a Revista Pork, o Portal Suino.com e o APP Pig1000.

 

Serviço:
XVIII Congresso Abraves
Data: de 17 a 19 de outubro de 2017
Local: Centro de Convenções de Goiânia, GO
Site: www.abraves2017.com.br
Telefone: (62) 3241.3939
E-mail: [email protected]    

Fonte: Assessoria

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária

Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

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Foto: Divulgação TLSA

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.

O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027

Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.

Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.

De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos

“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.

Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.

Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
  • Divisão da malha em três segmentos independentes;
  • Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
  • Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
  • Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
  • Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
  • Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

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Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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