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Congresso Abraves 2015 debate suinocultura em transformação de 20 a 23 de outubro

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Qual é o futuro do melhoramento genético de suínos? Qual é a relação entre nutrição, imunidade e saúde intestinal? Como detectar e prevenir doenças emergentes em suínos? Qual será o papel do médico veterinário diante de uma suinocultura em transformação? E suas responsabilidades junto ao consumidor? Enfim, o que esperar e como se preparar para o futuro na suinocultura? Estas são algumas das perguntas que serão respondidas pelos principais especialistas da suinocultura mundial durante o 17º Congresso Abraves, que vai acontecer entre os dias 20 e 23 de outubro em Campinas, no interior de São Paulo, anuncia sua programação científica.

Consagrado pele elevado nível técnico dos debates, o evento deve reunir produtores, médicos veterinários, zootecnistas, representantes da agroindústria, cooperativas, profissionais das principais empresas do setor, pesquisadores e estudantes. Esta edição será marcada pelo resgate do espírito abraveano e do elevado nível técnico das palestras e palestrantes, afirmou a médica veterinária e membro da comissão organizadora do encontro, Erlete Vuaden, ao anunciar a programação desta edição. 

“Esta edição será inesquecível. Com o apoio de todos os abraveanos do país, vamos reunir as maiores autoridades em suinocultura do mundo. A escolha de Campinas para sediar o encontro foi uma decisão estratégica, já que a região concentra um grande número de médicos veterinários especialistas em suínos e tem fácil acesso, com grandes rodovias e um dos mais importantes aeroportos do país”. Outras informações sobre o 17º Congresso Abraves podem ser obtidas através do site www.abraves2015.com.br, pelo e-mail abraves2015@fbeventos.com ou pelo telefone (43) 3025.5223.  

Programação
A secretaria do evento será aberta às 8h do dia 20 de outubro para a realização de inscrições e entrega de material. Das 9h às 17h teremos três pré-congressos simultâneos com os temas: “Alimentação Líquida”, “Medicina Laboratorial na veterinária” e “Bem-estar animal, ambiência e gestão”. Às 18h começa a solenidade de abertura com um debate sobre a “Suinocultura em Transformação” com o médico veterinário e diretor de Agropecuária da JBS, José Antônio Ribas, e o médico veterinário e diretor Técnico da PIC nos Estados Unidos, José Henrique Piva. A moderação deste painel será do médico veterinário e diretor Presidente da Trouw Nutrition Brasil, Luciano Roppa. 

No sai 21 de outubro, a programação começa a partir das 9h com o Painel O veterinário e a suinocultura em transformação. Com a moderação da médica veterinária Diretora da Consuitec, Maria Nazaré Lisboa, o painel será aberto com a palestra “Quebrando paradigmas na produção de suínos: o que o futuro reserva para o médico veterinário”, ministrada pela consultora independente e co-pesquisadora da Universidade Laval em Quebec, no Canadá, Laura Batista.

Em seguida, o pesquisador do Departamento de Ciência Animal da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, Marcos Rostagno, vai destacar “A responsabilidade do médico veterinário junto ao consumidor”. A partir das 11h, o professor de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Caio Abércio da Silva, vai promover um debate sobre “Como estamos formando médicos veterinários para a suinocultura do futuro?”.  O horário das 12h30 às 14h terá um intervalo para o almoço e eventos paralelos empresariais nos auditórios. 

No período da tarde de quarta-feira, dia 21, a programação será dividida em duas salas, onde ocorrerão dois painéis simultâneos. Na sala 1, o Painel de Nutrição começa às 14h com a moderação do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo de Lima. Este painel será aberto pela pesquisadora do IFIP (Institute du Porc), na França, Nathalie Quiniou, com a palestra “Nutrição da reprodutora prolífica”. Em seguida, o professor da Universidade Wageningen, na Holanda, Alfons Jansman, vai apresentar “Relação nutrição, imunidade e saúde intestinal”.

Enquanto isso, na sala 2, o Painel de Genética começa às 14h com moderação do médico veterinário com PhD na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, Daniel Linhares. O debate será aberto com uma apresentação sobre “O futuro do melhoramento genético de suínos”, realizada pelo médico veterinário com PhD na Universidade Wageningen, na Holanda, Marcos Lopes. Logo depois, o professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Robson Carlos Antunes, vai ministrar a palestra “Melhoramento genético para conversão alimentar em suínos”. A apresentação de trabalhos científicos será a partir das 16h30. Às 18h começa a programação de eventos empresariais paralelos. 

Na quinta-feira, dia 22 de outubro, o programa científico segue dividido em duas salas para os Painéis de Sanidade e Reprodução. Das 8h às 8h20 haverá palestras técnicas de patrocinadores da cota Diamante. A partir das 8h30, o Painel de Sanidade vai acontecer na sala 1, moderado pelo professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), David Barcellos. O debate será aberto pelo professor da Universidade Autônoma de Barcelona, Joaquim Segalés, com o tema “A circovirose suína já é uma doença do passado?”. Na sequência, o médico veterinário com especialização em Produção Animal pela Universidade Nacional Autônoma do México, Alberto Aguilera, vai apresentar os “Resultados de controle da gripe suína nos Estados Unidos”. Logo depois, o pesquisador da Universidade de Guelph, no Canadá, Zvonimir Poljak, vai destacar “Implementação e avaliação das práticas de biosseguridade: o que aprendemos com o vírus da gripe, PRRS e PED (Diarreia Epidêmica Suína)?”. A “Detecção e prevenção das doenças emergentes em suínos” serão debatidas pelo professor da Universidade do Estado de Iowa, Jeffrey Zimmerman.   

A programação do Painel de Sanidade continua no período da tarde na sala 1, com moderação do pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Nelson Mores. A partir das 14h, o painel será aberto pela professora da Universidade de São Paulo (USP), Andreia Moreno, com um debate sobre “A epidemia da E.coli enteropagênica na suinocultura brasileira: prevalência e controle”. A pesquisadora da Universidade Autônoma de Barcelona, Virginia Aragon, vai ministrar a palestra “Diversidade genética e fatores de virulência do Haemophilus parasuis: uma visão especial direcionada a um importante patógeno suíno”. 

Simultaneamente, na sala 2, o Painel de Reprodução começa às 8h30 com a moderação da professora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Carine Dahl Corcini. A programação começa com um debate da médica veterinária com mestrado na Universidade Autônoma de Barcelona, Maria Nazaré Lisboa, sobre “Manejo integrado de reprodução e sanidade: a influência da reprodução na saúde do plantel”. Em seguida, a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica da França (INRA), Hélène Quesnel, vai falar sobre “A influência da porca na sobrevivência neonatal”, e a professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernanda Almeida, vai debater “Peso ao nascer: devemos utilizá-lo como critério de seleção de nossos reprodutores?”. A pesquisadora do Roslin Institute, da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, Cheryl Ashworth, vai destacar a “Influência da placenta no crescimento fetal, crescimento intrauterino retardado e peso do leitão ao nascimento”. 

A partir das 14h, a programação da sala 2 muda para o Painel de Segurança Alimentar, moderado pela professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marisa Ribeiro Cardoso. O programa será aberto com um debate sobre “Controle de Salmonela”, com a pesquisadora da Embrapa Suínos e Aves, Jalusa Deon Kich. Na sequência, os debates seguem com o tema “Inocuidade de alimentos e ingredientes para alimentação de suínos e seus impactos em doenças emergentes: uma perspectiva europeia e norte-americana”, apresentada pela pesquisadora da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, Tanja Opriessnig. Logo depois, o professor da Universidade de São Paulo (USP), João Palermo Neto, vai falar sobre “Contaminação e controle de resíduos na produção de suínos”. A apresentação de trabalhos científicos será a partir das 16h40. Às 18h começam os eventos empresariais paralelos.

Na sexta-feira, dia 23 de outubro, a programação será encerrada com o Painel de Bem-estar animal, moderado pela professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Juliana Sarubbi, a partir das 8h30. A pesquisadora da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, Angela Green, vai abrir a programação com um debate sobre os “Sistemas de controle do ambiente a partir da resposta do animal”. O médico veterinário e consultor independente, Joan Sanmartin, da Espanha, vai ministrar a palestra “Bem-estar animal: conceitos aplicados, lições aprendidas e cenário atual na Europa”. Em seguida, o professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Cleandro Pazinato Dias, vai destacar “Bem-estar dos suínos no Brasil: como estamos?”. Uma palestra de encerramento será às 11h30 e a premiação dos trabalhos científicos às 13h30.

Apoio
O 17º Congresso Abraves tem patrocínio Diamante confirmado por empresas como Alltech, De Heus, Elanco, Merial e Vaccinar. O patrocínio Ouro tem a participação da MCassab e o patrocínio Prata tem a confirmação de empresas como Big Dutchman e Plasson. O patrocínio Bronze está confirmado pelas empresas In Vivo e Vétoquinol.

Entre outras cotas de patrocínio, estão confirmadas Abraves –SC, AB Vista, Agroceres Multimix, Biomin, DB Genética Suína, DSM, Kemin, MSD Saúde Animal, Ourofino Saúde Animal, Poli-Nutri, Suiaves e Vencofarma.

A divulgação do evento tem parceria com as principais mídias do agronegócio, como Revista Suinocultura Industrial, Revista Feed&Food, Revista PorkWorld, Jornal O Presente Rural, Revista Mundo do Agronegócio, Portal Suino.com, Agência Safras, Portal do Agronegócio e Portal Agrolink.

 
Serviço:
XVII Congresso Abraves
Data: 20 a 23 de outubro de 2015
Local: Expo D. Pedro, Campinas – SP
Informações: abraves2015@fbeventos.com 
Telefone: (43) 3025.5223 

Fonte: Ass. de Imprensa Abraves

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ASBRAM debate a proteção de margens diante das guerras e do câmbio, a solidez da pecuária e o avanço do DDG

Empresas de suplementação mineral comemoram o panorama positivo para a carne bovina, apontam que o DDG vai mudar a alimentação dos rebanhos e reforçam a necessidade de lutar contra a volatilidade.

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Foto: Divulgação

É um mercado francamente positivo para a produção de carne bovina brasileira. Preço do bezerro subindo, produção de carne estimada em onze milhões de toneladas, 42,7 milhões de cabeças abatidas em um ano, confinamento em alta, exportação para 140 países e 1,5 milhão de cabeças de gado vivo embarcadas ao exterior. Mas no meio do caminho apareceu uma guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O que coloca em risco embarques brasileiros de carnes e grãos, alta do dólar, as importações de fertilizantes e óleo diesel, e a inflação de preços causada pela logística do petróleo internacional.

“A ureia e o fosfato não subiram tanto, mas estão subindo. Assim como o dólar, que avançou lentamente. Entretanto, o Real resiste bravamente, o Brasil vende muito petróleo, há muito óleo no mercado e ele já esteve mais caro no passado. Não estamos tão mal na fita. Por enquanto. É que os preços gerais dependem da recuperação de vários bombardeios a estações de produção e refinarias em países do Oriente Médio”, analisa Felippe Cauê Serigati, Professor da área de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGVAgro) e responsável pelo Painel de Comercialização da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementação Mineral (ASBRAM). “Efetivamente, o Brasil está mais preparado para enfrentar essa crise. Temos mais lastro do que antigamente”, reitera Rodrigo Miguel, Presidente da entidade.

Os dois participaram da reunião mensal da Associação realizada em março, que também examinou a crescimento vertiginoso da produção de etanol do milho e da consequente oferta de DDG (Dried Distillers Grains – Grãos Secos de Destilaria), um derivado de alto valor proteico e importante na mistura da alimentação oferecida aos rebanhos. “É um novo mercado que surgiu. Os Estados Unidos produziram 400 milhões de toneladas de milho e hoje usam 37% para produzir etanol. E ainda exportam para vários países, como México e Coreia do Sul. No Brasil, a corrida iniciou em 2017 e atualmente esmagamos 22,2 milhões de toneladas de milho. Em quatro anos, chegaremos a 54 milhões de toneladas”, informa Alcides Torres, da Scot Consultoria.

O especialista ainda diz que metade da produção nacional de etanol virá do milho. Hoje, são 26 usinas operando, quinze em construção e 14 em planejamento. Que já exportaram oitocentas mil toneladas de DDG no ano passado, para países como Turquia, Vietnam, Nova Zelândia e Espanha. “Mas boa parte de 16 milhões de toneladas do resíduo vai para as dietas de animais como os bovinos. Assim, contribuímos ainda mais com a sustentabilidade da pecuária, usando dejetos como alimentos de qualidade”, destaca.

“O DDG pode mesmo alterar o panorama da suplementação mineral na pecuária brasileira. O que, hoje, alteraria as dietas de mais de 65 milhões de cabeças. Com possibilidades de aumentar o número de animais que utilizam efetivamente a suplementação mineral como investimento na produção de uma carcaça de qualidade”, adiciona Felippe Serigati.

É um impacto importante para uma cadeia que vem avançando significativamente. A estabilização da moeda e o ‘Boi China’ profissionalizaram a produção, com animais precoces e mais pesados. Exportamos 40% da nossa produção em 2025. E o mundo está pagando mais em dólar e comprando mais. “E aqui dentro do nosso país, o consumo vem crescendo. Já são 32 quilos por habitante na média. Isso com o preço da carne subindo. O que significa que tem gente comprando. Pagando tão bem quanto a carne vendida lá fora. Carne é chamariz para o nosso supermercado”.

Mas os atores da cadeia produtiva precisam ficar atentos às turbulências provocadas pela guerra e ainda o ano de eleições para governos estaduais e Presidência da República. “Devemos ter um mercado instável dentro e fora do país. E o agro tem uma exposição cambial estrutural para fertilizantes, preços das commodity e máquinas, com impacto na margem das empresas. “O principal defeito das empresas é a ausência de política cambial definida. Não é para serem reativas e tentar prever o dólar. E, sim, gerir uma possível exposição. E a proteção precisa estar alinhada à estratégia da empresa. Diagnosticar, estruturar a proteção e monitorar. É uma luta contra a volatilidade”, explica Álvaro Rochefeller sócio fundador da VMB invest, credenciada à XP. “Assim, a empresa consegue prever melhor a margem, formar preços mais atraentes e ter menos imprevisibilidade nos resultados. As empresas têm que comprar muito e vender muito. E ter foco nos serviços, na política de câmbio. Margem não pode depender do mercado. Uma falha pode significar um prejuízo de R$ 30 mil em uma operação de US$ 1 milhão. No mundo gigantesco do agro, é muito dinheiro”, reforçou Enzo Pereira, Especialista em Câmbio da VMB invest.

Felippe Serigati ainda enfatizou que o Brasil cresceu 2,3% em 2025, puxado pelo agronegócio. E que não teremos crise em 2026, mas a economia vai puxar o freio. Assim como o segmento, perto de 0,85. Já a inflação seguirá caindo, com câmbio e grãos puxando para baixo. “A taxa de juros deve terminar o ano em dois dígitos, seja qual for o valor. Por causa do calor dos serviços e do desemprego em baixa. Mas não será nenhum ‘fim de mundo’. Já em 2027 o ajuste das contas terá que marcar presença forte”, analisa.

“Vamos acompanhar a aceleração da demanda pela nossa carne. Trabalhando bastante. Temos informações técnicas e materiais para auxiliar os pecuaristas. Falamos a língua deles”, aponta Leonardo Matsuda, Vice-Presidente da ASBRAM. “Tratamos de sustentabilidade, correta suplementação da pecuária e muitas campanhas. Evolução do agro, carne, leite, qualidade da nutrição e responsabilidade com a origem do alimento. Modernidade e dinamismo são nossos pilares”, finaliza Rodrigo Miguel.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Santa Catarina lança Coopera Agro SC e libera até R$ 1 bilhão em crédito para produtores

Programa oferece juros fixos, carência de dois anos e prazo de até oito anos para impulsionar investimentos em suínos e aves integrados a cooperativas e agroindústrias.

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Anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello durante a abertura da ExpoCampos 2026, em Campos Novos - Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

Mais crédito, menos custo e mais tempo para investir. É com essa lógica que o Governo de Santa Catarina lançou o Programa Coopera Agro SC, que vai fomentar até R$ 1 bilhão em financiamentos destinados para produtores rurais de suínos e aves integrados às cooperativas e agroindústrias. Esse é um dos maiores programas estaduais do país de financiamento para o agronegócio, no setor de proteína animal. O lançamento foi realizado pelo governador Jorginho Mello nesse sábado, 28, na abertura da 19ª ExpoCampos 2026, em Campos Novos.

O Coopera Agro SC tem potencial de gerar até R$ 26 bilhões em impacto econômico, criar cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar mais de 120 mil produtores rurais em Santa Catarina. Os financiamentos terão taxa de juros fixa de 9% ao ano, dois anos de carência e oito anos para quitação.

“O Coopera Agro SC chegou para destravar investimentos, gerar oportunidades e fortalecer o agronegócio, que é um dos pilares da nossa economia. Vamos alavancar e estimular projetos que trarão retorno com mais renda e geração de empregos para esse setor tão importante, que leva a proteína animal para mais de 150 países”, destacou o governador Jorginho Mello.

Instituído pela Lei nº 19.666 e sancionado pelo governador Jorginho Mello em dezembro de 2025, o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e operacionalizado pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), a construção teve participação efetiva da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan). O objetivo é ampliar a competitividade do campo, destravar investimentos e promover desenvolvimento sustentável em todas as regiões catarinenses.

Os financiamentos serão destinados prioritariamente a projetos de infraestrutura de produção, gestão hídrica e melhoria da eficiência produtiva; modernização tecnológica e automação; sustentabilidade ambiental e redução de emissões e produção de insumos estratégicos para o agronegócio catarinense.

“O programa oferece condições reais para que os produtores, cooperativas e agroindústrias possam investir e crescer. É resultado de um intenso estudo do Governo do Estado para atender na ponta as reais necessidades da cadeia de proteína animal”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

Produtores

O Coopera Agro SC vai possibilitar a expansão pra muita gente. Sonhos vão poder sair do papel, como os do produtor rural Eduardo Elias Port, da cidade de Concórdia. Ele e a família criam suínos, na fase de terminação (próximo ao abate). O pensamento é usar o possível financiamento para aumentar a produção e trazer mais tecnologia nos equipamentos da granja. Mas, para ele, outro fator importante da iniciativa do Governo é possibilitar a sucessão familiar, afastando a necessidade do jovem abandonar o campo em busca de emprego nas grandes cidades.

“Eu acredito que é fundamental, até pelo fato do jovem hoje não estar querendo ficar muito no campo, né? Então, o governo colocando novas linhas, eu acredito que ajudaria muito ao jovem ficar na propriedade também”, avalia o jovem produtor.

Ainda em Concórdia, o produtor rural Anselmo Antônio Ludea tem criação de aves e porcos. Depois de quarenta anos de trabalho, ele produz hoje 90 mil frangos, 7,5 mil suínos, além do milho que planta em cerca de 30 hectares. Tudo conquistado com muito suor e financiamentos diversos, mas que hoje em dia cobram juros altos e adiaram o sonho da expansão. Com a chegada do Coopera Agro SC, a intenção é voltar a expandir o negócio.

“Eu acho que vem em boa hora porque assim eu tinha um projeto para cinco aviários, era para ser feito ano passado, 2025. Não viabilizou por causa do juro muito alto, não dá viabilidade, então a gente deu um passo para trás e parou. Agora com essa nova modalidade, eu acho que a gente vai refazer as contas e acredito que seja viável. Isso aumentaria duas vezes ou mais do que eu tenho, porque seria 250 mil aves que iriam nesses cinco aviários”, comemora Anselmo.

Operacionalização

A operacionalização financeira será conduzida em parceria entre o Governo do Estado e BRDE, por meio da aquisição de Letras Financeiras com prazo de 10 anos. Os recursos serão viabilizados por meio de subprogramas de crédito operados pelo BRDE, com aporte de até R$ 200 milhões do Estado e até R$ 800 milhões do setor privado, inclusive com a possibilidade de utilização de créditos acumulados de ICMS.

O programa é constituído por um Comitê Gestor do Programa Coopera Agro SC, com representantes da Sape, da Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) e do BRDE, responsável por acompanhar a execução do programa, monitorar resultados e propor aperfeiçoamentos. Para acessar o programa, os produtores devem entrar em contato com as cooperativas ou agroindústrias às quais estão integrados.

Trabalho integrado

O Programa contou com a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), que teve papel central na concepção, coordenação e estruturação da iniciativa. Por meio do Escritório de Projetos de Santa Catarina (Eproj), contribuiu diretamente na elaboração do projeto, na modelagem da solução e também na construção dos instrumentos legais necessários à sua viabilização, incluindo a minuta da Lei e do Decreto que darão sustentação normativa à ação. O resultado é um programa robusto, com elevada segurança jurídica, modelo operacional simplificado e forte capacidade de replicação, posicionando Santa Catarina como referência nacional em políticas públicas inovadoras voltadas ao agronegócio.

Fonte: Assessoria Secom GOVSC
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Produção de ração animal deve atingir 97 milhões de toneladas em 2026

Após crescimento superior a 3% em 2025, o setor acompanha a recuperação das cadeias de proteína animal e o aumento da demanda nacional e internacional.

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Foto: Shutterstock

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) confirma o crescimento do setor em 2025, acompanhando a recuperação das cadeias de proteína animal e a melhora nas condições de custo dos principais insumos. A produção nacional de rações e suplementos atingiu cerca de 94 milhões de toneladas, avanço superior a 3% em relação às 91 milhões de toneladas registradas em 2024.

Para 2026, a projeção do setor aponta para 97 milhões de toneladas, consolidando um ciclo de expansão moderada, sustentado pela intensificação da produção pecuária e pelo aumento da demanda por proteína animal no Brasil e no exterior.

Foto: Divulgação/Arquivo OP Rural

“Após um período de maior volatilidade, especialmente associado aos custos de grãos e ao ambiente macroeconômico, o setor voltou a apresentar crescimento consistente. A cadeia de alimentação animal segue o desempenho da produção pecuária e aquícola no país”, afirma Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações.

Entre os segmentos que mais consomem ração, a avicultura de corte manteve crescimento consistente. A produção passou de 36,9 milhões de toneladas em 2024 para 37,85 milhões em 2025, alta de 2,5%. O desempenho acompanha o aumento do abate de frangos, que cresceu 3,1% no ano, segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2026, a expectativa é de que o consumo de ração no segmento chegue a 39,1 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelas exportações.

A produção de ovos também segue em expansão e tem ampliado a demanda por nutrição animal. A produção de ração para poedeiras comerciais avançou de 7,18 milhões de toneladas em 2024 para 7,43 milhões em 2025, crescimento de 3,5%. No mesmo período, a produção nacional de ovos aumentou 5,6%, refletindo a ampliação do consumo doméstico. Para 2026, a projeção é de 7,73 milhões de toneladas.

Na suinocultura, a demanda por ração apresentou recuperação gradual após um período de maior volatilidade no setor. O consumo passou de 21,6 milhões de toneladas em 2024 para 22,5 milhões em 2025, alta de 4,2%. O abate de suínos cresceu 4,3% no ano, sinalizando retomada da produção. Para 2026, a previsão é de 23,1 milhões de toneladas de ração destinadas à atividade.

A bovinocultura de corte foi um dos destaques do ano, impulsionada pela expansão do confinamento no país. A produção de ração destinada ao segmento avançou de 7,22 milhões de toneladas em 2024 para 7,76 milhões em 2025, crescimento de 7,5%. O abate de bovinos aumentou 8,2%, segundo o IBGE.

Dados do Censo do Confinamento, elaborado pelo Cepea/Esalq/USP, indicam que o número de animais confinados saltou de 7,96 milhões de cabeças em 2024 para 9,25 milhões em 2025, expansão de 16%. Para 2026, o volume pode se aproximar de 10 milhões de cabeças, o que tende a ampliar ainda mais o consumo de ração no segmento.

“O avanço do confinamento é um dos fatores estruturais mais relevantes para o crescimento da indústria de alimentação animal. À medida que a pecuária brasileira se intensifica, a nutrição passa a desempenhar papel cada vez mais estratégico para ganhos de produtividade e eficiência”, destaca Zani.

Apesar do cenário positivo, o setor acompanha com cautela os desdobramentos do comércio internacional, especialmente após a aplicação de salvaguardas pela China às importações de carne bovina, com cota anual de cerca de 1,1 milhão de toneladas e tarifas adicionais para volumes excedentes.

Na pecuária leiteira, a demanda por ração também cresceu de forma expressiva. O consumo passou de 7,1 milhões de toneladas em 2024 para 7,66 milhões em 2025, alta de 7,9%. De acordo com dados preliminares do IBGE, a aquisição formal de leite aumentou 8% no período, indicando recuperação da produção. Para 2026, a expectativa é de 7,9 milhões de toneladas de ração.

O mercado de alimentos para cães e gatos manteve expansão mais moderada, porém consistente. A produção passou de 4,01 milhões de toneladas em 2024 para 4,04 milhões em 2025, com projeção de 4,15 milhões de toneladas em 2026. O crescimento tem sido impulsionado pela maior preocupação dos tutores com nutrição, saúde e bem-estar dos animais de estimação, além da expansão de canais digitais de venda.

“A humanização dos pets tem impulsionado a evolução do mercado, com maior demanda por produtos nutricionalmente mais completos, formulações especializadas e soluções voltadas à saúde e longevidade dos animais”, acrescenta o CEO do Sindirações.

Já a aquicultura segue entre os segmentos mais dinâmicos da cadeia. A produção de ração avançou de 1,79 milhão de toneladas em 2024 para 1,9 milhão em 2025, crescimento de 5,3%. A piscicultura brasileira já ultrapassa 1 milhão de toneladas de peixes cultivados, com predominância da tilápia.

Para 2026, a previsão é que a produção de ração para aquicultura se aproxime de 2 milhões de toneladas, impulsionada pelo aumento das exportações, pelo crescimento do consumo interno de pescado e pelos avanços tecnológicos na produção.

“O triênio 2024–2026 confirma uma trajetória de expansão gradual da indústria de alimentação animal, sustentada pela evolução simultânea das cadeias de proteína animal. No entanto, fatores geopolíticos e comerciais tendem a exercer influência crescente sobre o ambiente de negócios do setor”, conclui Zani.

Fonte: Assessoria Sindirações
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