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Conflito no Oriente Médio eleva preço do petróleo e fertilizantes

Alta da energia encarece diesel e logística do agro e aumenta preocupação com custos da safra, segundo a Consultoria Agro Itaú BBA.

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Foto: Claudio Neves

A escalada das tensões no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no último fim de semana trouxe reflexos para mercados globais estratégicos, como energia, fertilizantes e alimentos, com possíveis impactos também para o agronegócio brasileiro.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o conflito ocorre em uma região considerada central para a economia mundial, por concentrar parte importante da produção e do transporte de petróleo, gás natural e insumos utilizados na agricultura. A intensificação das ações militares elevou o risco geopolítico e provocou volatilidade nos preços internacionais.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL

Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, além de volumes relevantes de gás natural. Após os ataques ao Irã, houve interrupções e restrições na navegação da região, o que levou empresas marítimas a evitarem o corredor e aumentou custos de frete e seguro. Como reação imediata do mercado, o petróleo tipo Brent registrou alta superior a 10%, ultrapassando US$ 80 por barril, nível que não era observado desde o início de 2025.

O encarecimento do petróleo tende a refletir diretamente no custo do diesel, combustível essencial para operações agrícolas, transporte interno e logística de exportação no Brasil. Como o país depende fortemente do transporte rodoviário, a alta do combustível pode pressionar as margens do produtor e aumentar os custos logísticos das exportações de grãos, carnes e açúcar.

Outro ponto sensível é o mercado de fertilizantes. O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia, além de ter participação relevante em amônia e fosfatados. O Irã está entre os principais produtores de fertilizantes nitrogenados e também fornece gás natural para outros países exportadores da região.

Foto: Divulgação/SAA SP

Com o aumento das tensões, fornecedores da região retiraram ofertas do mercado internacional à espera de maior clareza sobre preços e logística. Em poucos dias, a ureia registrou alta superior a 10%, com cotações no Egito passando de US$ 540 por tonelada. Ao mesmo tempo, os preços do gás natural, principal matéria-prima dos fertilizantes nitrogenados, subiram fortemente após a paralisação da produção em uma grande planta do Catar, atingida por ataque de drone.

Por que essa situação é relevante para o Brasil?

Para o Brasil, a situação é relevante porque o país importa cerca de 80% a 85% dos fertilizantes que consome, e aproximadamente um terço da ureia importada tem origem direta ou indireta no Oriente Médio. Em 2025, o Irã teve participação relativamente pequena nas importações brasileiras, mas exerce influência na formação de preços e no fornecimento regional de gás natural utilizado na produção de fertilizantes.

No curto prazo, o impacto sobre o produtor brasileiro tende a ser limitado, já que o país não está no período de pico de compras de fertilizantes nitrogenados. Para a segunda safra 2025/26, praticamente todo o volume necessário já foi adquirido. Já para a safra de verão 2026/27, as compras realizadas até agora representam cerca de 30% da demanda esperada, abaixo da média histórica de 40%.

Foto: Claudio Neves

A região do Oriente Médio também é um mercado importante para as exportações do agronegócio brasileiro. O Irã, por exemplo, foi responsável por cerca de 23% das exportações brasileiras de milho em 2025. Até o momento, analistas não projetam interrupções significativas no comércio, mas apontam possibilidade de aumento nos custos logísticos caso a instabilidade no Estreito de Ormuz persista.

Entre os fatores que podem reduzir parte dos impactos está a retomada parcial da produção de fertilizantes nitrogenados no Brasil, com a reativação de unidades industriais no Nordeste, além da possibilidade de diversificação de fornecedores e uso de fontes alternativas, como o sulfato de amônio.

Mesmo assim, o cenário exige atenção. A combinação entre tensões geopolíticas, volatilidade nos preços de energia e a elevada dependência brasileira de fertilizantes importados pode afetar o planejamento da próxima safra e os custos de produção nos próximos meses.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA

Notícias Cooperativismo

Frimesa expande presença nacional com inauguração de nova filial logística no Distrito Federal

Com investimento em operação 100% própria, a cooperativa de alimentos foca em agilidade e eficiência para abastecer a região central do país com portfólio de carnes e lácteos

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Sede corporativa Frimesa - Foto - Divulgação

Como parte de sua estratégia de expansão e consolidação no mercado nacional, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, anuncia o início das operações de sua nova filial logística e Centro de Distribuição (CD) na capital federal. A unidade do Distrito Federal foi projetada para otimizar a cadeia de suprimentos e acelerar o escoamento de produtos na região central do país.

O grande diferencial do novo complexo é a sua operação 100% própria. Ao assumir o controle total de ponta a ponta, desde o armazenamento até o destino final, a Frimesa garante um rigoroso padrão de qualidade, assegurando o máximo frescor na entrega de seu portfólio completo de carnes e lácteos aos pontos de venda e consumidores da região.

A abertura da filial no Distrito Federal ocorre logo após a inauguração do novo escritório comercial da marca em São Paulo – desenhado para estreitar o relacionamento com o varejo e consolidar a presença da marca no maior mercado consumidor do país –, acompanhado de um abrangente processo de rebranding. Agora, o avanço logístico no Centro-Oeste complementa um ciclo de grandes investimentos estruturais da Frimesa focado em aproximação de mercado e capacidade produtiva.

Toda essa engrenagem de distribuição e posicionamento de marca é sustentada por uma robusta estrutura industrial, com destaque para a unidade fabril em Assis Chateaubriand (PR). Considerada um dos maiores e mais modernos frigoríficos da América Latina, a planta garante escala, tecnologia e volume de produção necessários para abastecer com excelência os novos canais logísticos e responder com agilidade ao ritmo acelerado de crescimento da empresa em todas as regiões brasileiras.

Infraestrutura e inteligência logística

Localizada estrategicamente em Brasília, a nova unidade conta com uma estrutura moderna desenhada para suportar o crescimento da demanda regional com máxima agilidade. Os principais destaques operacionais incluem:

Alta Capacidade de Armazenamento: O CD tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês, contando com 610 posições-paletes.
Eficiência no Escoamento: A estrutura dispõe de 4 docas otimizadas para carga e descarga rápida, um fator crítico para minimizar o tempo de espera dos veículos e preservar a cadeia do frio.
Frota Dedicada: A operação logística já nasce com uma frota de 10 veículos, dimensionada especificamente para garantir pontualidade e flexibilidade no atendimento regional.
Geração de Emprego: O projeto impulsiona a economia local com uma equipe dedicada de 27 colaboradores diretos, focados na excelência operacional e no atendimento consultivo aos clientes.
Com este movimento, a Frimesa não apenas reduz o tempo de entrega no Distrito Federal e região, mas também estreita o relacionamento com o varejo local, oferecendo um serviço mais robusto, seguro e competitivo.

Fonte: Assessoria
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Notícias Cooperativismo

9º Fórum Lar Agro + Soja reúne família associada para debater estratégias e fortalecer o agronegócio

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio

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Foto e texto: Assessoria

Os caminhos para otimizar o cultivo da soja e o fortalecimento do agronegócio estiveram no centro dos debates do 9º Fórum Lar Agro + Soja, realizado na última quinta-feira (11), no Lar Centro de Eventos, em Medianeira (PR).

Diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues: “O agronegócio enfrenta hoje muitos problemas externos, mas a solução de muitas dessas situações não está ao alcance da cooperativa ou dos produtores” – Foto: Divulgação/Lar

O evento reuniu associados de diversas regiões do Paraná para promover a atualização técnica abordando temas ligados ao manejo, produtividade, mercado agrícola, sementes, potencial de investimento e viabilidade. “O agronegócio enfrenta hoje muitos problemas externos, mas a solução de muitas dessas situações não está ao alcance da cooperativa ou dos produtores. O 9º Fórum Lar Agro + Soja prepara o associado para resolver e enfrentar os desafios da porteira para dentro. Estamos falando de melhorar a gestão das propriedades, como foco em implantar uma boa lavoura, seguir um manejo correto e consequentemente uma produtividade melhor”, destacou o diretor-presidente da Lar, Irineo da Costa Rodrigues.

Com base no conceito central “Mais preparo, mais união, mais dedicação = maior produtividade”, o evento promoveu o intercâmbio de conhecimento ao aproximar o público de especialistas e grandes empresas parceiras do agronegócio. Essa integração ofereceu ferramentas práticas e teóricas para que o produtor enfrente os desafios do setor com mais segurança e assertividade.

Análise técnica e tendências de mercado

Os painéis técnicos promoveram discussões essenciais de ponta a ponta da cadeia produtiva. O pesquisador da Embrapa Cerrados, Sérgio Abud, abriu a sequência de palestras abordando estratégias de manejo voltadas para a conquista de altas produtividades, destacando as melhores práticas agronômicas vigentes no cenário nacional para o cultivo da soja.

Em seguida, os aspectos econômicos ganharam destaque com a participação do analista da StoneX, Etore Baroni. O profissional apresentou um diagnóstico aprofundado do mercado agrícola global, com foco nas projeções de preços, comportamento da demanda internacional e ferramentas de proteção comercial para auxiliar o produtor na tomada de decisões estratégicas de comercialização.

No período da tarde, as inovações tecnológicas dominaram as discussões. Os especialistas da Corteva Agriscience, Anelcindo Souza e Carlos Landerdahl, destacaram o pipeline de desenvolvimento científico da empresa e as principais tendências de futuro para a cultura da soja. O segmento de insumos e germinação também foi debatido por Arno Costa Beber, da Sementes Costa Beber, que detalhou os avanços tecnológicos aplicados ao tratamento de sementes e sua relevância para o estabelecimento inicial da lavoura.

O encerramento do ciclo de palestras foi comandado pelo superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad. A apresentação detalhou uma avaliação sobre o potencial de investimentos da região e a viabilidade econômica do cultivo da soja, alinhando as demandas técnicas às expectativas financeiras.

Além da programação de palestras, os participantes visitaram estandes técnicos de grandes marcas como Basf, Bayer, Corteva, Syngenta, UPL, Timac e Yara. A Lar Cooperativa também marcou presença com espaços dedicados ao Laboratório Central, Tratamento de Sementes, Lar Lojas Agropecuárias, Máquinas e Equipamentos. O ambiente permitiu o contato direto dos produtores com novas soluções, unindo o conhecimento teórico das apresentações à prática com as tecnologias trazidas pelos expositores.

Transformando conhecimento em evolução

“Compreender a relação de troca é o melhor indicador para o associado. O mais importante não é o que vai acontecer em guerras ou nos Estados Unidos, e sim a oportunidade do momento que ele pode ter ao trabalhar com a Cooperativa. Nesse ponto, a Lar oferece confiança, assistência técnica e as melhores tecnologias por meio de sua rede de parceiros, ou seja, o produtor tem tudo que precisa. O que não podemos deixar de lado é o espírito de melhoria contínua. Sempre podemos evoluir, o que só será possível se compreendermos claramente nossos desafios e oportunidades”, afirmou o superintendente de Negócios Agrícolas da Lar, Vandeir Conrad.

Ao conectar teoria, prática e mercado em um único espaço, o 9º Fórum Lar Agro + Soja preparou a família associada para transformar o conhecimento absorvido em produtividade real na lavoura e mais rentabilidade para o negócio. Com isso, a Lar Cooperativa segue fortalecendo o agronegócio, guiada por único propósito: cooperar para melhorar a vida das pessoas.

Fonte: Assessoria
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Plantio acelerado nos EUA e clima favorável sustentam perspectivas da soja

Safra norte-americana avança acima da média histórica, com condições climáticas sem riscos relevantes no curto prazo.

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Foto: Gilson Abreu

O mercado internacional da soja acompanha o avanço acelerado do plantio nos Estados Unidos, a manutenção de margens atrativas para o processamento e os desdobramentos das relações comerciais entre norte-americanos e chineses. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, esses fatores seguem entre os principais direcionadores das cotações da oleaginosa.

Foto: Divulgação

Nos Estados Unidos, o plantio já alcançou 33% da área prevista para a safra, percentual superior aos 28% registrados no mesmo período de 2025 e acima da média dos últimos cinco anos, de 23%. O ritmo mais acelerado ocorre mesmo em um cenário de expectativa de aumento da área cultivada.

As condições climáticas também favorecem o desenvolvimento da safra. A partir da segunda quinzena de maio, a previsão indica volumes mais elevados de chuva em todo o cinturão produtor de grãos do país. Com a umidade do solo em níveis adequados e sem desvios significativos, não há, neste momento, preocupações climáticas relevantes para a cultura.

Outro fator que segue dando suporte ao mercado é a rentabilidade do processamento da soja. As margens permanecem atrativas em diversas regiões do mundo, com exceção da China, impulsionadas principalmente pela forte demanda nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a projeção de esmagamento da safra 2025/26, estimando processamento de 71 milhões de toneladas, volume 7% superior ao registrado na temporada 2024/25.

Foto: Shutterstock

A valorização do petróleo também contribui para o cenário, ao fortalecer os preços do óleo de soja. Como resultado, a participação do óleo na receita total dos derivados da oleaginosa atingiu 51%.

No campo político, o mercado acompanha as negociações entre Estados Unidos e China. Uma eventual sinalização de retomada mais consistente das compras chinesas de soja norte-americana para a safra 2026/27 pode trazer impacto positivo para o mercado.

No Brasil, a comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 continua abaixo da média histórica. Até o fim de abril, as vendas alcançavam 54% do volume projetado, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 61%. Entre os estados, Paraná e Mato Grosso do Sul apresentaram avanços nas compras e já se aproximam ou superam ligeiramente a média histórica. Em contrapartida, Rio Grande do Sul e estados do Sudeste seguem com maior atraso na aquisição dos insumos.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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