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Confira os vencedores do 6º Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba
No total, foram 27 produtores participantes

Sucesso em mais um ano, nesta sexta-feira (14) a Associação dos Avicultores do Estado do Espírito Santo (Aves) e a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) se uniram para promover o 6º Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba, diretamente do munícipio de Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo.
Pelo terceiro ano consecutivo com transmissão ao vivo, toda a dinâmica do concurso destacou a tradicional qualidade dos ovos do Espírito Santo, além de estimular a busca constante por melhorias no sistema produtivo do Estado.
As etapas de avaliação do concurso compreenderam: 1ª etapa – Análise na máquina digital EGG Tester, onde foram selecionadas as amostras para as demais etapas; 2ª etapa – Avaliação visual da qualidade externa dos ovos; e 3ª etapa – Avaliação visual da qualidade interna dos ovos.
- Fotos: Jonnathan Berger / Divulgação
- Fotos: Jonnathan Berger / Divulgação
Os vencedores do Concurso Capixaba, nas categorias ovos vermelhos e brancos, terão o direito de utilizar um selo em suas embalagens com os dizeres: “Melhor Ovo Branco do Espírito Santo / Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba / 2022” e “Melhor Ovo Vermelho do Espírito Santo / Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba / 2022”, referenciando o 6º Concurso de Qualidade de Ovos Capixaba, além receberem certificados alusivos ao concurso.
No total, foram 27 produtores participantes, sendo 15 avicultores na categoria ovos brancos e 12 na categoria ovos vermelhos. Confira a listagem completa dos vencedores:
Categoria Ovos Brancos
1º Lugar: Ademar Kerckhoff e Igor Kerckhoff (Marca: Kerovos)
2º Lugar: Waldemiro Berger (Marca: Ovos Santa Maria)
3º Lugar: Fredy Seidler Berger e Kevin Seidler Berger (Marca: Berg’ Eggs)
Categoria Ovos Vermelhos
1º Lugar: Antônio Venturini (Marca: Ovos da Nonna)
2º Lugar: Ademar Kerckhoff e Igor Kerckhoff (Marca: Kerovos)
3º Lugar: Granjas Foesch Agronegócios / Flotério Foesch (Marca: Ovos Foesch)

Notícias
Crédito rural empresarial atinge R$ 404 bilhões no Plano Safra 2025/2026
Expansão é puxada pela alta de 38% nas CPRs, que elevam os recursos para custeio a R$ 303 bilhões, enquanto linhas de investimento e custeio tradicional recuam diante dos juros elevados

O crédito rural empresarial registrou desempenho expressivo entre julho de 2025 e março de 2026, com crescimento de 10% no volume total de recursos contratados, que chegou a R$ 404 bilhões. A safra passada contabilizou R$ 368 bilhões no mesmo período. Os dados integram o Boletim do Crédito Rural do Plano Safra 2025/2026, elaborado pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário (DEFIN), da Secretaria de Política Agrícola, com base em dados do SICOR/Banco Central.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Já os recursos efetivamente concedidos, aquelas operações cujos valores foram liberados na conta do produtor rural, totalizaram R$ 387 bilhões, crescimento de 5% em relação à safra anterior.
O destaque é para a emissão de Cédulas de Produto Rural (CPR) por produtores em favor de instituições financeiras, que avançou 38% no período, chegando a R$ 183,1 bilhões. Como a CPR é majoritariamente voltada ao custeio da safra, ao somar esse instrumento ao crédito de custeio convencional, o volume de recursos disponibilizados para essa finalidade alcança R$ 303,1 bilhões, 13% acima do registrado na safra 2024/2025. “O crescimento de 10% nas contratações e de 5% nas concessões demonstra a solidez do financiamento agropecuário brasileiro, mesmo em um cenário de maior seletividade por parte dos produtores e do sistema financeiro”, ressalta a Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Foto: Shutterstock
Desempenho por finalidade
A análise por modalidade revela comportamentos distintos entre as linhas de crédito. A industrialização registrou o maior crescimento proporcional: alta de 74% nas contratações (R$ 28,1 bilhões) e de 64% nas concessões (R$ 26,4 bilhões), refletindo maior demanda por financiamento de processamento agroindustrial.
Por outro lado, as linhas tradicionais de custeio e investimento apresentaram retração. O custeio caiu 11% nas contratações (R$ 120,0 bilhões) e 15% nas concessões (R$ 114,3 bilhões). O crédito de investimento recuou 16% nas contratações (R$ 45,5 bilhões) e 30% nas concessões (R$ 37,6 bilhões). A comercialização também registrou quedas: -10% nas contratações (R$ 27,2 bilhões) e -16% nas concessões (R$ 25,5 bilhões).
O boletim aponta que a retração no investimento reflete a cautela do setor diante das taxas de juros vigentes, em um contexto de expectativa de queda da Selic em torno de 2 pontos percentuais até o fim de 2026.
Entre os principais programas, o Prodecoop foi o único a registrar crescimento (+20%), com R$ 900 milhões concedidos. Os demais apresentaram queda, porém em

Foto: Gilson Abreu
percentuais menores do que os observados no mês passado.
O total de contratos firmados no período recuou 24%, passando de 534.351 para 408.353 operações. Por segmento, o Pronamp registrou 156.485 contratos, enquanto os demais produtores somaram 127.615 contratos. As operações vinculadas a CPR totalizaram 125.310 contratos.
Na regionalização, a região Sul mantém a liderança no número de operações, enquanto o Sudeste lidera em termos de valores.
Fontes de recursos
As fontes controladas de crédito rural totalizaram R$ 106,5 bilhões em concessões, com redução de 7%. Entre as principais fontes, os Recursos Obrigatórios cresceram 19%, somando R$ 42,8 bilhões. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) Controlada teve crescimento expressivo de 3.564%, alcançando R$ 26,9 bilhões. A Poupança Rural Controlada somou R$ 7,5 bilhões em recursos concedidos e os Fundos Constitucionais somaram R$ 14,5 bilhões.

Foto: Shutterstock
As fontes não controladas atingiram R$ 97,3 bilhões. A LCA, com R$ 47,8 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 44,4 bilhões e crescimento de 39%, são os destaques. O BNDES Livre recuou 11%, somando R$ 4,4 bilhões.
Execução do Plano Safra
Até março de 2026, do total de R$ 113,4 bilhões em recursos equalizáveis programados para o Plano Safra 2025/2026, foram concedidos R$ 43,4 bilhões, representando 38% da execução, com saldo de 62% ainda a ser contratado.
Para o custeio, foram concedidos R$ 24,7 bilhões dos R$ 63,0 bilhões programados (39% executado). No investimento, R$ 18,4 bilhões foram concedidos dos R$ 49,5 bilhões previstos (37% executado). Na comercialização, R$ 307 milhões dos R$ 845 milhões programados foram aplicados (36% executado).
O Banco do Brasil lidera a execução, com R$ 7,1 bilhões em custeio (34% do programado) e R$ 7,0 bilhões em investimento (39%). O Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Sicoob) executou 59% do seu volume de custeio programado (R$ 5,6 bilhões), e o Sistema Cresol concluiu 100% das metas previstas nessa modalidade. No segmento de investimento, o Sicoob executou 69% do programado.
Há ainda R$ 21,7 bilhões em crédito já contratado mas ainda não concedido, dos quais R$ 10,8 bilhões referem-se a financiamentos sem vínculo com programa

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
específico, R$ 2,2 bilhões ao Pronamp, R$ 0,9 bilhão ao PCA, e R$ 0,6 bilhão cada para Funcafé e Moderfrota.
Perspectivas
“O Boletim do Crédito Rural de julho/2025 a março/2026 revela um setor agropecuário que mantém a trajetória de crescimento no volume global de recursos, com destaque para a expansão da CPR e da industrialização. Ao mesmo tempo, a retração nas linhas de investimento e custeio convencional sinaliza maior seletividade dos produtores, associada ao ambiente de juros elevados”, explicou a SPA.
Os dados apontam ainda para expressivo potencial de crescimento até o encerramento do Plano Safra, com 62% dos recursos equalizáveis ainda disponíveis para contratação nos próximos meses.
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Rede pública do Paraná consome 21 mil toneladas de alimentos da agricultura familiar
Fornecimento envolve 220 cooperativas e prioriza produtores locais, com impacto direto na renda rural e na economia regional.

O Paraná serve diariamente 1,5 milhão de refeições a cerca de 1,2 milhão de estudantes matriculados na rede pública, com quase 40% dos alimentos provenientes da agricultura familiar (AF), base de um modelo que integra segurança alimentar, desempenho escolar e renda no campo.

Foto: Divulgação/Fundepar
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) movimentou R$ 187 milhões em 2025 no Estado e envolve diretamente mais de 24 mil famílias em quase 220 cooperativas, responsáveis por produzir 21 mil toneladas de alimentos destinados às escolas.
Mesmo com a ampliação, em 2026, do percentual mínimo obrigatório de compras da agricultura familiar com recursos federais (de 30% para 45%) o Paraná já supera essa exigência desde 2018, ao destinar a totalidade desses recursos para essa finalidade.
Impacto educacional
Alimentos mais saudáveis nas escolas públicas, oriundos da AF, estão diretamente associados ao melhor desempenho dos alunos nas disciplinas de português e matemática. É o que aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2024, com base em dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

Foto: José Fernando Ogura/AEN
A pesquisa indica que escolas que ampliam a compra desses produtos registram ganhos nas notas, com aumento de até 3,3 pontos em matemática e quase 3 pontos em português. O impacto está ligado a fatores como melhor nutrição, maior concentração em sala e redução de problemas de saúde que afetam a aprendizagem.
Os indicadores reforçam que a alimentação escolar vai além da nutrição, pois se trata de um fator pedagógico relevante, capaz de influenciar o aprendizado e o rendimento acadêmico dos estudantes.
Para o secretário de Estado da Educação (Seed-PR), Roni Miranda, a AF ocupa um papel central na alimentação escolar porque conecta três pilares fundamentais de uma política pública eficiente: qualidade nutricional, desenvolvimento econômico e equidade social. “Ao levar alimentos frescos, saudáveis e diversificados para as escolas, garantimos melhores condições de aprendizagem, ao mesmo tempo em que fortalecemos a renda de milhares de famílias e incentivamos a produção local em todas as regiões do estado”, afirma.
Diversidade alimentar
O alcance da política reflete na estrutura da rede: são cerca de 2.080 escolas atendidas, incluindo 485 unidades do campo, 31 agrícolas e 42 indígenas e quilombolas. Ao todo, 108 itens da agricultura familiar compõem os cardápios, com predominância de alimentos in natura, como frutas (30%), hortaliças (25%) e laticínios (20%), além de panificados (10%) e outros produtos (15%).
De acordo com Andrea Bruginski, responsável técnica pelo PNAE do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), a AF propôs uma

Foto: Karina Audrey/Fundepar
transformação significativa no perfil dos hábitos escolares e nos cardápios oferecidos aos estudantes. “Hoje, a alimentação escolar é marcada pela presença de produtos frescos, com alto valor nutricional e ampla diversidade, garantindo cardápios mais equilibrados, saudáveis e atrativos para os estudantes. Esse modelo contribui para melhores hábitos alimentares e maior aceitação das refeições”, diz.
Entre os alimentos naturais servidos na alimentação das escolas, a banana lidera o fornecimento em quantidade em todas regiões, com destaque para a Metropolitana (770 toneladas), Norte Central (596 toneladas) e Oeste (256 toneladas), indicando alta capacidade de fornecimento contínuo. Na sequência aparece o leite pasteurizado, com maior volume na Metropolitana (721 mil litros), Norte Central (582 mil litros) e Noroeste (288 mil litros).
Ocupando o terceiro posto no ranking, a laranja ocupa papel relevante no Norte Central (214 toneladas), Noroeste (117 toneladas) e Sudoeste (92 toneladas), reforçando a oferta de vitaminas na alimentação escolar. Outros itens de destaque são iogurte, repolho, batata-doce, alface e maçã, pois têm presença recorrente em diversas regiões, fortalecendo a segurança alimentar e impulsionando a economia local.
Controle e qualidade
A alimentação escolar abastecida pela agricultura familiar no Paraná conta com um sistema rigoroso de inspeção para garantir a qualidade dos produtos adquiridos. O controle envolve desde a produção até a entrega dos alimentos nas escolas, assegurando padrões sanitários, nutricionais e de rastreabilidade.

Foto: José Fernando Ogura/AEN
A fiscalização inclui o cumprimento de normas de higiene, armazenamento e transporte, além da exigência de certificação para produtos de origem animal e certificação de produtos orgânicos. Nutricionistas da rede estadual também acompanham se os alimentos atendem aos cardápios escolares, considerando valor nutricional e diversidade alimentar.
Outro ponto central é a rastreabilidade, que permite identificar a origem dos produtos e prioriza fornecedores locais selecionados por meio de chamada pública. Esse modelo facilita o controle e fortalece a economia regional.
No Estado, o processo é coordenado pelo Fundepar, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que orienta os produtores, e do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável por análises laboratoriais. As vigilâncias sanitárias municipais também participam da fiscalização.
Seleção de fornecedores
A escolha dos fornecedores ocorre por meio de chamadas públicas no âmbito do PNAE, com base em critérios técnicos definidos em edital e sem concorrência por

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
menor preço.
O modelo prioriza produtores locais e inclusão social, dando preferência a agricultores do próprio município ou região, além de grupos como assentamentos da reforma agrária, comunidades indígenas, quilombolas e mulheres associadas.
Em 2025, 217 cooperativas e associações participaram do último processo. As entidades selecionadas firmam contratos com duração inicial de um ano, com possibilidade de prorrogação por até cinco, o que garante previsibilidade para a produção e regularidade no abastecimento das escolas.

Foto: Karina Audrey/Fundepar
Força do campo
O Paraná atualmente contabiliza mais de 24 mil registros de CAF (Cadastro da Agricultura Familiar) distribuídos pelas regiões, com forte concentração no Sudoeste (5.540) e no Norte Central (4.261), que lideram em números. Na sequência, aparecem o Oeste (3.015) e o Centro-Sul (2.698), reforçando o peso dessas regiões na produção rural.
No Norte Central, estão cidades como Londrina, Maringá, Apucarana e Arapongas. O Noroeste inclui Umuarama, Paranavaí e Cianorte. O Oeste reúne municípios como Cascavel, Toledo e Foz do Iguaçu, enquanto o Sudoeste abrange Francisco Beltrão, Pato Branco e Dois Vizinhos. No Leste, a Região Metropolitana de Curitiba compreende diversas cidades, entre elas Curitiba, São José dos Pinhais, Colombo e Araucária. Já o Centro-Sul inclui municípios como Guarapuava, Irati e União da Vitória.
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Produção brasileira de carnes deve alcançar 33,38 milhões de toneladas em 2026
Conab projeta recorde histórico para aves e suínos, exportações em alta e recuo de 5,3% na bovinocultura com efeito da cota chinesa e do ciclo pecuário.

A produção de carne suína e de frango deverá atingir neste ano o maior patamar na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando as 22 milhões de toneladas quando somadas. Com a inclusão da carne bovina, o valor total estimado para a produção das três proteínas é de 33,38 milhões de toneladas, volume próximo ao estimado para 2025, quando o Brasil registrou produção recorde. Essa tendência é acompanhada do aumento da disponibilidade interna de carne de aves e de suínos, como aponta o Quadro de Suprimento da Conab.

Foto: Shutterstock
Em termos percentuais, a produção de carne suína apresenta o maior incremento previsto em relação a 2025, aproximando-se de 4%. Com o rebanho alcançando o melhor montante da série histórica, equivalente a 44,8 milhões de cabeças, estima-se que o total produzido da proteína chegue a 5,88 milhões de toneladas, superando os anos anteriores. “O cenário indica aumento da demanda e das exportações, impulsionadas pela abertura de novos mercados”, analisa o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.
O país deve exportar cerca de 1,58 milhão de toneladas, o que representa um ganho de 6,1% em comparação a 2025 e confirma o crescimento progressivo do mercado, acentuado a partir de 2020, ano em que as exportações brasileiras de carne suína chegaram ao marco de milhão de toneladas. Mesmo com a alta nas vendas internacionais, também é esperado um aumento de 3,4% para a quantidade do produto no mercado interno, com disponibilidade de aproximadamente 4,33 milhões de toneladas.
Avicultura de corte
A avicultura de corte também segue a tendência de ultrapassagem da série histórica. A produção deve alcançar mais de 16 milhões de

Foto: Shutterstock
toneladas, consolidando a posição do Brasil como principal fornecedor mundial. Os dados sistematizados pela Companhia demonstram crescimento de 3,6% nas exportações, com estimativa de 5,34 milhões de toneladas. “As exportações devem continuar em ascensão em 2026, graças ao baixo impacto da gripe aviária no Brasil em comparação a outros países, reflexo das boas condições sanitárias que asseguram a qualidade e segurança da produção brasileira”, avalia Rabello.
No mercado interno, a disponibilidade prevista é de 10,85 milhões de toneladas. O incremento de 1,8% em relação ao ano anterior mantém as expectativas favoráveis para a comercialização do produto.
Produção de carne bovina
A Conab prevê uma leve queda na produção de carne bovina, que pode chegar a 5,3% em comparação a 2025. Ainda assim, neste ano o país deve registrar a segunda maior produção da série, estimada em 11,3 milhões de toneladas produzidas. O ano de 2025 foi simbólico para a bovinocultura brasileira.

Foto: Shutterstock
Além do recorde de produção na série histórica nacional, o país alcançou a posição de maior produtor mundial de carne, pela primeira vez, na série histórica elaborada desde 1960 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com os investimentos em genética, nutrição e manejo que têm garantido maior produtividade ao plantel, a queda na produção pode ser inferior à prevista, avalia a Conab.
Ainda segundo a estimativa da Companhia, 4,35 milhões de toneladas devem ser exportadas, valores que, se avaliados no conjunto da série histórica da bovinocultura de corte, superam as taxas anuais registradas entre 2018 e 2024. A redução no volume de vendas neste ano reflete o início da reversão do ciclo pecuário e a cota de salvaguarda chinesa, em vigor desde 1° de janeiro.
Por meio da medida, a China, maior importadora da carne bovina brasileira nos últimos dois anos, limitou as exportações nacionais à cota

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN
de 1,1 milhão de toneladas por ano, com pagamento de sobretaxa de 55% aos valores excedidos. O país asiático também estabeleceu cotas para outros exportadores da proteína, incluindo Argentina, Austrália e Uruguai. Nessa conjuntura, as exportações de carne bovina devem atingir um volume elevado na primeira metade do ano.
Ovos
As expectativas para a avicultura seguem aquecidas para a produção de ovos, com previsão de 51,2 bilhões de unidades, alta de 4,6% em relação ao resultado projetado para 2025, correspondente a 49 bilhões de unidades. O aumento da disponibilidade para o mercado interno é outro ponto de relevância da série de dados, completando o quadro favorável para a avicultura nacional.





