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Confinamentos com uso de eficiência alimentar podem garantir lucros de R$ 2 milhões a mais se comparado a não eficientes
Projeção da Ponta Agro mostra que, em um confinamento com 10 mil animais, a diferença de consumo de matéria seca entre animais com CAR positivo e negativo pode superar 1,5kg por dia.

Eficiência alimentar é uma das grandes apostas da pecuária moderna, tendo em vista seu potencial de impacto positivo na rentabilidade das operações e ao ambiente. Projeção da Ponta Agro, empresa de tecnologia focada na gestão da informação e da precisão na pecuária, responsável pelo gerenciamento de informações de mais de 7 milhões de cabeças por ano em todos os sistemas produtivos, mostra que a diferença no consumo de matéria seca entre animais com Consumo Alimentar Residual (CAR) positivo e negativo pode superar 1,5kg por dia.
Para um confinamento com 10 mil cabeças, isso representa uma diferença de lucro de aproximadamente R$ 2 milhões. Nesse sentido, um animal eficiente pode gerar um lucro de R$ 553, enquanto um ineficiente contribui com apenas R$ 364.
Diferença de consumo entre animais eficientes e ineficientes

“Essa disparidade ressalta o potencial da Eficiência Alimentar para transformar a lucratividade do confinamento bovino. Além do impacto econômico, a seleção de animais mais eficientes é essencial para a sustentabilidade da produção. A Eficiência Alimentar resulta em uma menor quantidade de insumos necessários e, consequentemente, na redução da emissão de metano, um gás de efeito estufa significativo. Animais que consomem menos para alcançar os mesmos resultados não apenas reduzem os custos produtivos, mas também ajudam a mitigar a pressão sobre os recursos naturais, atendendo a várias pautas ambientais”, ressalta o CEO da Ponta, Paulo Dias.
A Eficiência Alimentar na pecuária intensiva refere-se à capacidade dos animais de converter alimento em ganho de peso de forma otimizada. Isso envolve a quantidade de alimento que um animal consome em relação ao aumento de peso que ele expressa. Com a implementação de tecnologias de cochos eletrônicos e balanças de pesagem voluntária, como a Intergado Efficiency, é possível reduzir o tempo de provas de eficiência e aumentar o número de animais testados e, assim, identificar aqueles que são mais eficientes. Essa abordagem não apenas melhora a rentabilidade, mas também responde às demandas por práticas pecuárias mais sustentáveis. “Ignorar a identificação de animais mais eficientes dentro da pecuária comercial é deixar um lucro significativo sobre a mesa. A adoção de práticas focadas na Eficiência Alimentar permite que os pecuaristas enfrentem desafios como a redução de custos, a diminuição das emissões de metano e a otimização do uso de insumos”, acrescenta Dias.
Um dos indicadores mais importantes para a lucratividade do confinamento é o custo alimentar, que é medido em diárias. Quanto mais o animal consome para atingir o desempenho esperado, maior o custo com alimentação que chega a representar até 91% do custo de produção.

Foto: ABCZ
O custo alimentar sofre impacto das oscilações de mercado relacionadas aos insumos da nutrição de bovinos em cada região e é medido mensalmente pelo ICAP, Índice de Custo Alimentar, publicado pela Ponta Agro.
O índice é uma ferramenta que visa monitorar as principais dietas da estratégia nutricional dos confinamentos brasileiros e os custos envolvidos para medir a eficiência e a sustentabilidade da produção agropecuária. “É fundamental que os pecuaristas considerem a implementação de tecnologias e estratégias que possibilitem a seleção e o manejo de animais com melhor Eficiência Alimentar. A mudança começa agora e pode resultar em um presente e um futuro mais próspero e sustentável para a pecuária brasileira”, pontua o CEO da Ponta.

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock
alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



