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Conferência debate responsabilidade da avicultura em alimentar o mundo
Evento reunirá o setor avícola nos dias 14, 15 e 16 de maio, em Campinas, SP

Com o tema “Frango: A responsabilidade de alimentar o mundo” a 36ª edição da Conferência FACTA WPSA-Brasil, que será promovida entre os dias 14 e 16 de maio, na Expo D. Pedro, em Campinas (SP), propõe realizar um debate sobre o desafio de dobrar a quantidade de alimentos produzidos no planeta nos próximos 50 anos.
O encontro, que é um dos principais eventos técnicos da avicultura, promovido pela Fundação APINCO de Ciência e Tecnologia Avícolas (FACTA), reunirá diferentes players do setor para entender como o setor deve se preparar frente a esta demanda e reforçar o grande potencial do Brasil para a produção de carne de frango.
“A produção avícola brasileira ganha destaque no cenário mundial, pois somos um país com amplo território e um alto volume de grãos, fatores que garantem boas condições para o desenvolvimento do setor, nos dando a oportunidade de crescer em números e qualidade”, destaca a afirma a presidente da FACTA, Irenilza de Alencas Nääs.
Durante os três dias de evento os presentes poderão acompanhar uma rica programação, que discutirá temas de relevância para o setor, como as novidades em automação para as diferentes etapas da criação, tendências locais e globais para a produção de aves, os desafios futuros para o setor, além de questões voltadas ao bem-estar animal e saúde.
“O tema deste ano segue a linha de que o setor precisa estar preparado para esse crescimento que o consumo vai registrar, tanto no campo da tecnologia quanto na qualidade dos processos que resultam no produto que é oferecido ao mercado. A Conferência pretende oferecer um norte para que o setor se reorganize e esteja pronto para atender essa demanda”, finaliza Nääs.
Programação Conferência FACTA WPSA-Brasil 2019
14 de maio de 2019
Simpósio Automação
08h – Softwares e Sistemas de Controle á distância aplicáveis à avicultura. Gerenciamento de Dados para otimização de Resultados da Cadeia Produtiva.
08h45 – O que há de novo em automação de equipamentos e sistemas em Granjas de Corte – Oportunidades e Tendências Locais e Globais.
09h30 – Coffee-break
10h – O que há de novo em automação de equipamentos e sistemas em Granjas de Matrizes – Oportunidades e Tendências Locais e Globais.
10h45 – O que há de novo em automação de equipamentos e sistemas em Incubatórios – Oportunidades e Tendências Locais e Globais.
11h30 – Debate
12h15 – Intervalo para Almoço
13h30 – Prêmio Lamas 2019 – NU
14h30 – Prêmio Lamas 2019 – SA
15h30 – Coffee-break
16h – Prêmio Lamas 2019 – PR
17h – Prêmio Lamas 2019 – OA
18h – Encerramento do primeiro dia
15 de maio de 2019
08h10 – O mercado mundial atual e futuro de carnes. Qual o futuro diante dos novos desafios do mercado?
08h55 – A avicultura e a opinião pública: fake news e fatos.
09h40 – Debate
10h – Coffee-break
10h25 – Produção de pintos de um dia sem o uso de antibióticos: visão entre granja e incubatório.
11h10 – Debate
11h20 – Palestra Empresarial
12h – Debate
12h05 – Intervalo para Almoço
13h25 – Violação de resíduos e contaminantes na produção de carne de frango – PNCRC.
14h10 – Consequências da redução mundial no uso de antibióticos.
14h55 – Debate
15h15 – Palestra Empresarial CHR-Hansen.
15h55 – Debate
16h – Coffee-break
16h30 – O que está surgindo na área de tecnologia voltado para o Agronegócio em geral e na Avicultura em especial? Como tornar a produção de proteína animal um processo direcionado por dados.
17h15 – Debate
17h25 – Cerimônia de Abertura.
17h40 – Palestra de Abertura: A responsabilidade de alimentar o mundo – debate internacional.
18h40 – Debate
16 de maio de 2019
Fórum de Salmonella: Impactos na produção e comercialização de carne de frango
08h – Panorama das novas legislações geral para corte: reprodutoras, frango vivo e abatido.
08h45 – Principais fontes de infecção, riscos e possíveis pontos para abordagem em cada cadeia de produção: corte.
09h30 – Coffee-break
10h – Controle integrado e rastreabilidade de Salmonela na cadeia produtiva.
10h45 – Quais ferramentas disponíveis no mundo e seus custos para diminuir a contaminação e colonização do trato digestório por salmonelas paratíficas?
11h30 – Debate
12h15 – Intervalo para Almoço
13h45 – Oportunidade no manejo de cama em granjas de frangos de corte.
14h30 – Verdadeira sustentabilidade na produção avícola.
15h15 – Debate
15h45 – Entrega do Prêmio Lamas e Prêmio FACTA.
16h – Encerramento

Notícias
Governo atualiza regras de fiscalização de fertilizantes e cria nova faixa de infração
Decreto 12.858 regulamenta sanções previstas na Lei do Autocontrole, exige programas obrigatórios de autocontrole na cadeia de insumos e estabelece prazo de dois anos para adequação do setor.

O Governo Federal publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (25), o Decreto 12.858 que trata da alteração do Anexo do Decreto nº 4.954/2004, que regulamenta a Lei nº 6.894/80, que dispõe sobre a inspeção e fiscalização da produção e do comércio de fertilizantes, corretivos, inoculantes, ou biofertilizantes, remineralizadores e substratos para plantas destinados à agricultura.

Foto: Claudio Neves
A atualização tem como objetivo compatibilizar o regulamento com a Lei nº 14.515/22 (Lei do Autocontrole), além de promover adequações ao rito processual previstas no Decreto nº 12.502/2025.
A principal alteração refere-se à regulamentação das sanções administrativas aplicáveis no âmbito da fiscalização de insumos agrícolas conduzida pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (SDA/Mapa) como medidas cautelares, infrações e penalidades, conforme previsto na Lei nº 14.515/2022.
Entre as mudanças, destaca-se a inclusão da classificação de infração de natureza moderada, que se soma às já existentes naturezas leve, grave e gravíssima. As faixas de multas passam a seguir os valores estabelecidos no Anexo da Lei nº 14.515/2022, considerando a classificação do agente administrado de acordo com seu porte econômico.
No que se refere aos programas de autocontrole, estes deverão ser implementados e executados pelos agentes das cadeias produtivas

Foto: Divulgação/SAA SP
abrangidas pelo Decreto. Os programas deverão conter procedimentos e controles sistematizados que permitam monitorar, verificar e corrigir as etapas do processo produtivo, desde a aquisição das matérias primas até a distribuição dos produtos.
O Decreto também regulamenta o Programa de Incentivo à Conformidade em Defesa Agropecuária, conforme previsto na Lei do Autocontrole. Enquanto o programa de autocontrole é obrigatório, o programa de incentivo será de adesão voluntária e concederá benefícios aos participantes, como a possibilidade de regularização por notificação nos casos de infrações classificadas como de natureza leve ou moderada. O regulamento estabelece ainda os objetivos do programa, os critérios de adesão, as obrigações para permanência e as hipóteses de suspensão e exclusão.
Os agentes registrados, cadastrados ou credenciados antes da regulamentação dos programas de autocontrole terão prazo de dois anos para se adequar às novas exigências.
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Com nova tarifa dos EUA, 46% das exportações brasileiras ficam livres de sobretaxa
Ordem executiva substitui alíquotas de até 50% por taxa uniforme, beneficia pescados, mel, tabaco e café solúvel e preserva quase metade da pauta embarcada ao mercado americano.

A ordem executiva publicada pelo governo dos Estados Unidos na última sexta-feira (20) alterou de forma significativa o regime tarifário aplicado às importações, com efeitos diretos sobre a pauta brasileira. Segundo nota técnica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 46% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, equivalentes a US$ 17,5 bilhões em 2025, deixam de estar sujeitas a qualquer sobretaxa adicional.

Foto: Divulgação
A medida revoga expressamente as ordens anteriores que impunham tarifas específicas de até 40% contra produtos brasileiros e também substitui as chamadas tarifas recíprocas por uma alíquota global de 10%, aplicável a todos os parceiros comerciais, com exceções pontuais. O governo norte-americano indicou a possibilidade de elevar esse percentual para 15%, mas o ato formal ainda não foi publicado.
Pelos cálculos do MDIC, cerca de 25% das exportações brasileiras para os EUA, o equivalente a US$ 9,3 bilhões,passam a estar sujeitas à nova tarifa uniforme de 10% (ou 15%, caso confirmada a elevação). Antes da mudança, aproximadamente 22% das vendas brasileiras enfrentavam sobretaxas que variavam de 40% a 50%.
Outros 29% das exportações, ou US$ 10,9 bilhões, permanecem submetidos às tarifas setoriais previstas na Seção 232 da legislação comercial norte-americana, instrumento aplicado com base em argumentos de segurança nacional e que incide de forma linear entre países, a depender do produto.
Ganho de competitividade
Na avaliação do ministério, o novo regime amplia a competitividade de segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Foto: Allan Santos/PR
Entre os setores beneficiados estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar alíquotas de até 50% e passam a competir sob tarifa isonômica de 10%.
No agronegócio, pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam da alíquota de 50% para 10%, reduzindo a desvantagem frente a outros fornecedores internacionais.
Uma das mudanças mais relevantes envolve o setor aeronáutico. As aeronaves foram excluídas da incidência das novas tarifas e passam a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes sujeitas a 10%. O MDIC ressalta que o produto foi o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.
Relação comercial e ressalvas técnicas
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

Foto: Divulgação
O ministério observa que os números são estimativos, uma vez que os códigos tarifários foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao nível de seis díígitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar variações nos valores apurados. Além disso, a aplicação efetiva das tarifas nos EUA pode depender de critérios adicionais, como destinação específica ou uso final do produto.
Em manifestação recente, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que a redução das sobretaxas abre espaço para ampliar a parceria comercial com os Estados Unidos, destacando o peso do mercado norte-americano para produtos manufaturados brasileiros.
A nova configuração tarifária elimina o tarifaço direcionado ao Brasil, mas consolida um modelo de tributação uniforme que mantém parte relevante da pauta exportadora sob incidência adicional. Para o governo, o saldo é de recomposição de competitividade relativa, sobretudo na indústria de maior valor agregado.
Notícias
O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia
Tratado cria área de livre comércio entre os blocos, estabelece cronograma de até 30 anos para cortes de impostos de importação e inclui capítulos sobre sustentabilidade, propriedade intelectual e solução de controvérsias.








