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Notícias Em Foz do Iguaçu (PR)

Conferência Científica Latino-Americana reúne profissionais e estudantes para debater desafios atuais enfrentados pela indústria avícola

Evento acontece no Brasil pela terceira vez. As inscrições seguem abertas e podem ser feitas on-line pelo site oficial da Poultry Science Association.

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Presidente da comissão organizadora e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Pires Rosa: "Esta Conferência é de importância crucial para a comunidade científica avícola latino-americana" - Foto: Klaus Zachow/OP Rural

De 04 a 06 de outubro, o Brasil sedia pela terceira vez a Conferência Científica Latino-Americana. A cidade turística de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, foi o local escolhido para receber os congressistas. Realizado a cada dois anos, o evento organizado pela Poultry Science Association (PSA), vai debater temas relevantes para a avicultura, que englobam saúde intestinal, uso de antibióticos, proteínas em rações e desafios atuais enfrentados pela indústria avícola.

O presidente da comissão organizadora e professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Alexandre Pires Rosa, destaca que o evento é uma excelente oportunidade para profissionais e estudantes da América Latina se conectarem e compartilharem as últimas ciências da área. “Esta Conferência é de importância crucial para a comunidade científica avícola latino-americana. Precisamos desta oportunidade para nos conectarmos e interagirmos uns com os outros, bem como aprendermos com o que todos estamos fazendo em nossas respectivas áreas de pesquisa do campo. Estou muito honrado em fazer parte desta conferência como membro da comissão organizadora e também como participante”, salientou.

Os participantes poderão assistir a dez simpósios técnicos além de acompanhar as sessões de apresentações de resumos científicos, que contam com mais de 210 trabalhos selecionados. “Profissionais e estudantes vão apresentar suas pesquisas na forma de apresentações de resumos. Durante o evento, os acadêmicos participam de uma competição estudantil em que serão avaliados em suas apresentações. Os vencedores vão ser anunciados durante o jantar de premiação na quarta-feira (05), às 18 horas”, afirmou Rosa.

As inscrições seguem abertas e podem ser feitas on-line pelo link https://poultryscience.org/LATAM-Registration. Para profissionais o valor para se inscrever é R$ 870; e para os alunos varia de R$ 300 (como apresentador oral) a R$ 460 para não apresentador. O custo do jantar de premiação é de R$ 90. “A inscrição inclui acesso às dez sessões de simpósios e aos painéis de apresentação dos resumos”, pontua Rosa.

Programação 

A programação dos simpósios será aberta com dois painéis simultâneos no dia 04, a partir das 15h30. O Simpósio sobre Abordagem total para o controle da Salmonella: perspectivas e oportunidades, vai tratar sobre como as novas tecnologias podem ser usadas para controlar a prevalência e gerenciar os pontos críticos de controle de contaminação na produção avícola, e ainda será apresentado diferentes perspectivas sobre como os agentes secundários estão envolvidos no aumento da incidência de contaminação por Salmonella em toda a cadeia produtiva: do campo ao matadouro. A moderação será conduzida pelo Tiago Urbano, da Vetanco.

E o Simpósio Uma produção de aves saudáveis e livres de antibióticos: mudanças da realidade global será coordenado pela presidente do ICC Brasil, Melina Bonato. O painel vai apresentar um panorama, uma reflexão e discutir sobre o atual cenário global de surtos de doenças e como o uso de antibióticos na produção animal pode impactar nele e na saúde pública.

No dia 05, os simpósios iniciam às 08 horas. Com a temática Proteínas: das dietas à carne os participantes vão destacar a dinâmica de produção de carne de frango com eficiência e qualidade, abordando os desafios em matérias-primas, digestibilidade e saúde intestinal. A moderação será feira pelo José Henrique Barbi, da Adisseo.

Sustentabilidade na produção avícola: como a nutrição afeta o desempenho animal e o meio ambiente? será conduzido por Edson Fontinelli, da Tectron. Neste simpósio as informações estarão concentradas em estratégias nutricionais para melhorar o desempenho das aves, a digestibilidade de nutrientes e para reduzir o impacto ambiental da produção avícola.

Moderado por Victor Naranjo, da Evonik Corporation, o Simpósio Estratégias nutricionais para melhorar a saúde intestinal e o desempenho das aves vai discutir uma variedade de perspectivas para garantir que tanto as comunidades científicas quanto a indústria possam aplicar e desenvolver estratégias de alimentação holística que melhorem a saúde e o desempenho das aves.

No Simpósio O balanço positivo entre os agentes que impactam na funcionalidade otimizada de todo o processo intestinal os palestrantes vão se concentrar nas últimas atualizações e rupturas de conceito abordando todo o processo intestinal e os fatores que afetam a saúde intestinal, incluindo microbiota, sistema imunológico e fisiologia. A moderação ficará a cargo de Gustavo Carneiro, da Novus International.

Mais quatro Simpósios serão promovidos no dia 06, com início às 08 horas. Nutrição intestinal de precisão: uma nova definição para Protease e Xilanase será coordenado por Elizabeth Santin, da Jefo; Soja e Milho: relevância técnica e sustentável para América Latina e a indústria avícola global, contará com a moderação de José Otavio Sorbara, da DSM Produtos Nutricionais; Desafios atuais na indústria avícola: saúde e nutrição terá a moderação de Adriana Nascimento, da Alltech, e de Fernando Vargas, da MSD; e Conceito de ponta a ponta, com moderação de José Walter Mello, da BTA Aditivos.

Mais informações sobre a Conferência Científica Latino-Americana podem ser acessadas pelo site www.poultryscience.org/Latin-American-Scientific-Conference.

Fonte: O Presente Rural com Ascom

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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