Notícias Pela terceira vez
Conferência Científica Latino-Americana acontece em outubro no Brasil
Voltado para estudantes e profissionais da avicultura que atuam na América Latina, as inscrições para a Conferência estão abertas e darão acesso a 10 simpósios e às sessões de apresentações de resumos científicos

O Brasil será pela terceira vez sede da Conferência Científica Latino-Americana, promovida pela Poultry Science Association. O evento está marcado para ser realizado entre os dias 04 e 06 de outubro, no Hotel Bourbon Cataratas do Iguaçu Thermas Eco Resort, em Foz do Iguaçu, na região Oeste do Paraná.
Voltado para estudantes e profissionais da avicultura que atuam na América Latina, as inscrições para a Conferência estão abertas e darão acesso a 10 simpósios e às sessões de apresentações de resumos científicos, que contam com mais de 210 trabalhos selecionados para serem apresentados nos três dias do evento.
A programação dos simpósios será aberta com dois painéis simultâneos no dia 04, a partir das 15h30. O Simpósio sobre Abordagem total para o controle da Salmonella: perspectivas e oportunidades, vai tratar sobre como as novas tecnologias podem ser usadas para controlar a prevalência e gerenciar os pontos críticos de controle de contaminação na produção avícola, e ainda será apresentado diferentes perspectivas sobre como os agentes secundários estão envolvidos no aumento da incidência de contaminação por Salmonella em toda a cadeia produtiva: do campo ao matadouro. A moderação será conduzida pelo Tiago Urbano, da Vetanco.
E o Simpósio Uma produção de aves saudáveis e livres de antibióticos: mudanças da realidade global será coordenado pela presidente do ICC Brasil, Melina Bonato. O painel vai apresentar um panorama, uma reflexão e discutir sobre o atual cenário global de surtos de doenças e como o uso de antibióticos na produção animal pode impactar nele e na saúde pública.
No dia 05, os simpósios iniciam às 08 horas. Com a temática Proteínas: das dietas à carne os participantes vão destacar a dinâmica de produção de carne de frango com eficiência e qualidade, abordando os desafios em matérias-primas, digestibilidade e saúde intestinal. A moderação será feira pelo José Henrique Barbi, da Adisseo.
Sustentabilidade na produção avícola: como a nutrição afeta o desempenho animal e o meio ambiente? será conduzido por Edson Fontinelli, da Tectron. Neste simpósio as informações estarão concentradas em estratégias nutricionais para melhorar o desempenho das aves, a digestibilidade de nutrientes e para reduzir o impacto ambiental da produção avícola.
Moderado por Victor Naranjo, da Evonik Corporation, o Simpósio Estratégias nutricionais para melhorar a saúde intestinal e o desempenho das aves vai discutir uma variedade de perspectivas para garantir que tanto as comunidades científicas quanto a indústria possam aplicar e desenvolver estratégias de alimentação holística que melhorem a saúde e o desempenho das aves.
No Simpósio O balanço positivo entre os agentes que impactam na funcionalidade otimizada de todo o processo intestinal os palestrantes vão se concentrar nas últimas atualizações e rupturas de conceito abordando todo o processo intestinal e os fatores que afetam a saúde intestinal, incluindo microbiota, sistema imunológico e fisiologia. A moderação ficará a cargo de Gustavo Carneiro, da Novus International.
Mais quatro Simpósios serão promovidos no dia 06, com início às 08 horas. Nutrição intestinal de precisão: uma nova definição para Protease e Xilanase será coordenado por Elizabeth Santin, da Jefo; Soja e Milho: relevância técnica e sustentável para América Latina e a indústria avícola global, contará com a moderação de José Otavio Sorbara, da DSM Produtos Nutricionais; Desafios atuais na indústria avícola: saúde e nutrição terá a moderação de Adriana Nascimento, da Alltech, e de Fernando Vargas, da MSD; e Conceito de ponta a ponta, com moderação de José Walter Mello, da BTA Aditivos.
O evento vai promover um ambiente para que os participantes possam interagir e compartilhar estudos, pesquisas e conhecimentos recentes da área avícola. O membro da comissão organizadora e professor da Universidade Federal de Santa Maria, Alexandre Pires Rosa, ressalta a importância da Conferência. “Esta é uma oportunidade para conectarmos e interagirmos uns com os outros, bem como aprendermos com o que estamos fazendo nas diferentes áreas de pesquisa”, destacou. “A Conferência é uma excelente oportunidade da indústria se conectar com a academia e a pesquisa em avicultura”, complementou Nei Arruda, da Evonik.
Mais informações sobre a Conferência Científica Latino-Americana podem ser acessadas pelo site www.poultryscience.org/Latin-American-Scientific-Conference.

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos
Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.
Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.
Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.
O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.
“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis
A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.
Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.
Outorga
A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.
Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.
Licenciamento
O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.



