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Conferência avícola acontece em Gramado para discutir o futuro do setor

Secretário adjunto da Agricultura, Márcio Madalena, participou da abertura oficial do evento.

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Foto: Divulgação/Ascom Seapi

Discutir as oportunidades e os desafios da cadeia produtiva avícola e suas perspectivas para 2025. Esse é o intuito da Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), evento promovido pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) em Gramado. A cerimônia de abertura foi realizada na noite da última segunda-feira (25/11) e contou com a presença do secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, que representou o governo do Estado.

Madalena relembrou os episódios vividos pelo Rio Grande do Sul em maio, com as enchentes que também atingiram o setor avícola, e ressaltou a demonstração de união e força. Também frisou o foco da doença de Newcastle, confirmado na cidade de Anta Gorda, na região do Vale do Taquari, que demandou do Serviço Veterinário Oficial do Estado uma resposta ágil e controle rápido. “É mais uma superação, um exemplo de maturidade e estratégia da organização.

O secretário adjunto também falou sobre a capacidade de produção que o país e o Rio Grande do Sul. “A mesma capacidade da porteira para dentro de produzir alimento que este país tem, o tem também na responsabilidade sanitária. Nós, conciliadores da segurança alimentar global, temos competência e compromisso com isso. A capacidade de produção do Brasil é insuperável. Somos uma potência agropecuária e vamos nos consolidar como uma potência agro energética”, ressaltou.

A Conbrasfran reúne empresários, indústrias, produtores e lideranças de todo o país para discutir todas as áreas estratégicas do setor.

José Eduardo dos Santos, presidente da Asgav, apresentou um vídeo com a retrospectiva de tudo que foi vivido, mas afirmou que “todos nós chegamos até aqui. Chegamos em 25 de novembro de 2024”, destacando que em meio a tantas dificuldades e desafios, a instituição resolveu manter a organização do evento.

“Somos resilientes, persistentes e acima de tudo acreditamos no nosso Estado e no Brasil. O Plano Rio Grande do governo do Estado reserva um olhar especial aos nossos setores. Estamos vendo a proatividade do estado do Rio Grande do Sul em busca de parceiros internacionais, investidores e avanços tecnológicos. É assim que daremos a volta por cima e levaremos a força do Estado aos quatro cantos do mundo. Nós seguiremos em frente para contribuir para o crescimento socioeconômico do nosso Estado”, enfatizou Santos.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi

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Como anda a exportação de frango com a crise no Oriente Médio?

Embarques para países impactados pelo Conflito do Oriente Médio seguem recebendo produtos, ainda que parcialmente, mesmo com fechamento do Estreito de Ormuz

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As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

China retomou o ritmo das importações praticadas antes de maio de 2025 (quando ocorreu um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade na produção comercial do Brasil, situação que já foi superada), com total de 51,8 mil toneladas em março deste ano (+11,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior). No ranking dos principais destinos estão o Japão, com 42,1 mil toneladas (+41,3%), a Arábia Saudita, com 38,7 mil toneladas (-5,3%), a África do Sul (+21,4%), com 33,1 mil toneladas e a União Europeia, com 30,7 mil toneladas (+33,7%).

Em uma análise dos efeitos da Guerra no Golfo Pérsico e o fechamento do estreito de Ormuz, as exportações para os países do Oriente Médio que são destinos da carne de frango do Brasil registraram queda de 19,8% nos volumes embarcados em março deste ano na comparação com o mês de fevereiro, anterior ao conflito.

“Apesar da queda comparativa registrada no Oriente Médio, os expressivos volumes comprovam que o fluxo de exportações segue acessando a região por meio das rotas alternativas. São mais de 100 mil toneladas enviadas aos mercados da região no mês de março, com mais de 45 mil toneladas destinadas aos países diretamente impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz. As gestões de facilitação realizadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor têm sido efetivas, garantindo oferta de alimentos para as áreas hoje atingidas pela Guerra do Golfo. No restante dos mercados, a demanda segue crescente, em especial, nos principais destinos da Ásia”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Principal estado exportador, o Paraná embarcou 202 mil toneladas, número 5,1% maior em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida estão Santa Catarina, com 109 mil toneladas (+2,7%), Rio Grande do Sul, com 70,7 mil toneladas (+11,9%), São Paulo, com 32,5 mil toneladas (+22,6%) e Goiás, com 26 mil toneladas (+14,8%).

Fonte: Assessoria
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Modelo tradicional de cálcio e fósforo perde precisão na dieta de aves, diz especialista

Estudos indicam que formulação baseada em valores totais de minerais não reflete a absorção real, exigindo modelos mais precisos para melhorar desempenho, reduzir custos e minimizar impactos ambientais.

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Fotos: Shutterstock

O equilíbrio nutricional das dietas de frangos de corte, especialmente na relação entre cálcio (Ca) e fósforo (P), passou a ter impacto direto não apenas no desempenho produtivo, mas também no custo da ração e na carga ambiental da atividade. Em um cenário de maior exigência técnica, estudos conduzidos pela pesquisadora Roselina Angel, doutora em Nutrição de Aves e professora da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, indicam que a forma como esses minerais vêm sendo tradicionalmente utilizados na formulação já não atende plenamente às demandas atuais da avicultura intensiva.

Pesquisadora Roselina Angel apresenta durante o 26º SBSA evidências de que o modelo tradicional de formulação com cálcio total e fósforo disponível não reflete o aproveitamento real dos minerais em frangos de corte e pode comprometer eficiência produtiva e custo da dieta

A temática será detalhada pela especialista durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), que acontece entre os dias 07 e 09 de abril em Chapecó (SC), com foco na necessidade de revisão dos parâmetros utilizados na formulação de rações. Ela possui ampla atuação científica internacional, com sete capítulos de livros publicados, mais de 180 artigos científicos revisados por pares e mais de 265 resumos científicos, além de ter ministrado mais de 300 palestras em diversos países.

Seu trabalho recente se concentra na otimização da nutrição de fósforo por meio da compreensão da interação com cálcio, desenvolvendo ferramentas que aumentam a eficiência econômica da utilização de nutrientes e reduzem o impacto ambiental da produção avícola. Sua pesquisa tem contribuído diretamente para avanços na sustentabilidade ambiental e econômica da indústria avícola.

Em um dos estudos conduzidos pela pesquisadora aponta que a formulação baseada em cálcio total (tCa) e fósforo disponível (AvP) não reflete a fração efetivamente absorvida no trato digestivo. Como alternativa, Roselina propõe o uso de coeficientes de digestibilidade ileal padronizada (SID) para ambos os minerais, permitindo estimar com maior precisão o aproveitamento real na ave. Essa abordagem reduz a necessidade de margens de segurança elevadas na formulação, que frequentemente resultam em excesso de minerais na dieta.

Variabilidade do calcário

Outro ponto crítico identificado nos estudos de Roselina está na variabilidade do calcário, principal fonte de cálcio utilizada na avicultura e responsável por até 75% do Ca das dietas.

Em pesquisas publicadas recentemente, a autora demonstra que diferenças de solubilidade, granulometria e origem geológica interferem diretamente na digestibilidade, o que pode gerar respostas produtivas distintas mesmo em dietas com níveis semelhantes de cálcio. Essa variabilidade amplia o risco de desequilíbrios nutricionais quando a formulação se baseia apenas em valores totais.

Interação com fitato limita aproveitamento de minerais

A interação entre cálcio e fitato aparece nos estudos como um dos principais fatores que limitam o aproveitamento de minerais. Presente em ingredientes vegetais como milho e farelo de soja, o fitato forma complexos insolúveis com o cálcio, reduzindo a disponibilidade tanto de Ca quanto de P.

Dados experimentais apresentados pela pesquisadora indicam que níveis elevados de cálcio intensificam essa ligação, comprometendo a digestibilidade dos minerais e de outros nutrientes, como aminoácidos e lipídios. Esse mecanismo contribui para perdas nutricionais e aumento da excreção de fósforo.

Melhoria da eficiência nutricional

Nesse contexto, o uso de fitase tem papel relevante na melhoria da eficiência nutricional. A enzima atua na quebra do fitato, liberando o fósforo ligado e reduzindo sua interação com o cálcio. Resultados observados nos estudos conduzidos por Roselina mostram aumento consistente na digestibilidade do fósforo e ganhos variáveis na disponibilidade de cálcio, especialmente em dietas com maior teor de fitato. A adoção dessa estratégia permite reduzir a inclusão de fosfatos inorgânicos e melhorar o aproveitamento global da dieta.

Apesar dos benefícios da fitase, os próprios estudos indicam que sua eficiência está diretamente relacionada ao nível de cálcio presente na dieta. O excesso de Ca reduz a ação da enzima e limita o aproveitamento dos nutrientes. Além disso, níveis elevados de cálcio podem interferir negativamente na digestibilidade de gordura, aminoácidos e microminerais, afetando a conversão alimentar.

Precisão nutricional reduz custos e perdas ambientais

Do ponto de vista econômico, análises derivadas dessas pesquisas mostram que a maior precisão na formulação permite reduzir custos com ingredientes minerais e melhorar a eficiência produtiva.

A redução da excreção de fósforo também tem impacto direto na gestão ambiental, especialmente em regiões com alta concentração de produção avícola, onde o acúmulo de nutrientes pode comprometer a qualidade da água e do solo.

A evolução genética das aves intensifica esse cenário ao aumentar a sensibilidade a desequilíbrios nutricionais. Linhagens modernas apresentam maior potencial produtivo, mas exigem maior precisão na oferta de nutrientes. Nesse contexto, a substituição de modelos baseados em teor total por sistemas fundamentados em digestibilidade e interação entre nutrientes tende a se consolidar como referência técnica na formulação de dietas.

Os resultados apresentados nos estudos de Roselina indicam uma mudança de abordagem na nutrição mineral de frangos de corte, com foco em eficiência de utilização, redução de perdas e maior controle sobre os fatores que influenciam o desempenho produtivo.

Á edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Genética mais eficiente reduz margem para erros no manejo de frangos

Aves mais responsivas exigem controle ambiental rigoroso, biosseguridade elevada e decisões rápidas para manter desempenho e sanidade.

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Fotos: Shutterstock

A evolução genética do frango de corte elevou a produtividade da avicultura a patamares inéditos, mas também reduziu a margem para erros no manejo dentro das granjas. Com ciclos produtivos cada vez mais curtos, falhas operacionais que antes tinham impacto diluído passaram a comprometer diretamente o desempenho, a uniformidade dos lotes e a rentabilidade do sistema.

De acordo com o médico-veterinário Rodrigo Tedesco Guimarães, o avanço genético foi determinante para consolidar a carne de frango como a proteína animal mais consumida no mundo, mas trouxe novas exigências ao setor. “Evoluímos muito em genética, nutrição, manejo e biosseguridade, mas o grande desafio agora é equilibrar eficiência produtiva com bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, qualidade da carne e segurança alimentar”, enfatizou em entrevista exclusiva ao Jornal O Presente Rural.

Médico-veterinário Rodrigo Tedesco Guimarães: “O mercado não exige soluções mirabolantes. Exige um sistema equilibrado, com desempenho consistente em toda a cadeia, da reprodução ao abate”

Ele vai tratar do tema no Painel Manejo durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, programado para ocorrer entre os dias 07 e 09 de abril, em Chapecó (SC), onde deve abordar a relação entre potencial genético, ambiente e execução de manejo nas granjas.

Para o profissional, a ave moderna responde de forma mais intensa às condições oferecidas no campo, o que amplia tanto o potencial de desempenho quanto os riscos associados a falhas. “O frango de corte moderno é extremamente responsivo ao ambiente. Se eu forneço boas condições, ele expressa seu máximo potencial genético. Se erro, o impacto aparece rapidamente”, afirma.

Guimarães ressalta que a redução do tempo entre a eclosão e o abate é um dos principais fatores que elevam a sensibilidade do sistema produtivo. “O manejo passou a ser um processo sequencial e irreversível, no qual cada etapa influencia diretamente o resultado final. O tempo entre a eclosão e o abate é curto, o que reduz a margem para correções. Um erro de um dia em um ciclo de 42 dias representa quase 2,5% da vida do animal. Em ciclos mais curtos, esse impacto é ainda maior”, explica.

Nesse contexto, práticas consideradas básicas ganham peso estratégico. Controle de temperatura, ventilação, densidade, qualidade de cama, iluminação e acesso a água e alimento deixaram de ser rotinas operacionais e passaram a determinar a conversão do potencial genético em resultado produtivo. “Atualmente apenas bons índices zootécnicos não são suficientes. Não adianta ter sanidade sem nutrição adequada, nem nutrição sem ambiência de qualidade. O manejo precisa integrar todos esses fatores”, ressalta.

Ambiente define consumo, saúde intestinal e desempenho

A interação entre temperatura, ventilação e qualidade do ambiente tem efeito direto sobre o consumo alimentar, o desenvolvimento intestinal e a resposta imunológica das aves.

Na fase inicial, o desafio central é garantir condições que estimulem o consumo. “Temperatura sozinha não resolve. É preciso combinar temperatura adequada com qualidade de ar, controle de umidade e níveis corretos de gases. Isso estimula o consumo de ração e água, que é fundamental para o desenvolvimento intestinal”, salienta Guimarães, enfatizando que os primeiros dias de vida são determinantes para a formação do trato gastrointestinal. “Entre 4 e 10 dias ocorre crescimento intestinal acelerado. Um intestino bem desenvolvido melhora a resposta imunológica e o desempenho ao longo do ciclo”, diz.

Na fase final, o desafio muda para a dissipação de calor. “Quando não conseguimos retirar o calor do aviário, o animal entra em estresse térmico e reduz o consumo de alimento. Isso gera desequilíbrio, piora a condição intestinal e compromete o desempenho”, pontua.

Falhas básicas persistem

Apesar dos avanços tecnológicos, erros simples de manejo ainda são recorrentes nas granjas. Entre os principais, o especialista cita falhas no ajuste de temperatura sem considerar umidade e velocidade do ar, além de problemas na regulagem de comedouros e bebedouros. “Não podemos mais falar apenas de temperatura. Precisamos considerar sensação térmica, o que o animal está sentindo. Muitas vezes o produtor tem a informação, mas não executa corretamente o manejo”, menciona o profissional.

Ele destaca que a avicultura comercial em grande escala exige atenção constante aos detalhes, especialmente em sistemas mais industrializados. “A diferença está no nível de cuidado. O produtor que se destaca vai além do básico e entende o sistema como um todo”, destaca.

Pressão sanitária exigem rigor operacional

Além do manejo, o cenário sanitário reforça a necessidade de controle rigoroso nas granjas. A manutenção da biosseguridade em níveis elevados é apontada como prioridade, especialmente diante do risco de Influenza aviária e da circulação de outros patógenos. “Nosso principal desafio é manter a biosseguridade elevada. Não podemos baixar a guarda. O objetivo é impedir a entrada de qualquer patógeno”, frisa.

O médico-veterinário também cita impactos econômicos associados a enfermidades como bronquite infecciosa e reovírus, que têm gerado aumento de condenações em frigoríficos. “Muitas vezes o problema não aparece no campo, mas reduz o aproveitamento no abate e compromete a margem”, expõe.

A intensificação da produção em regiões com alta concentração de granjas também amplia o risco sanitário, especialmente quando há redução de intervalos entre lotes ou aumento de densidade. “Quando pressionamos o sistema produtivo, o resultado cai. O ganho de volume pode vir acompanhado de perdas”, aponta.

Tecnologia exige uso efetivo dos dados

O avanço de sensores, automação e monitoramento amplia a capacidade de controle nas granjas, mas o uso eficiente dessas informações ainda é um desafio. “A coleta de dados é fundamental. Primeiro coletamos, depois analisamos e então tomamos decisões. O problema é que muitas vezes o setor coleta muito e utiliza pouco essas informações”, ressalta Guimarães.

Segundo ele, a tendência é de sistemas mais integrados e responsivos, com uso crescente de automação e inteligência artificial para interpretar dados de ambiente e comportamento animal. “A integração entre sensores e análise de comportamento deve permitir ajustes mais rápidos e precisos no ambiente”, diz.

Equilíbrio produtivo e execução definem resultado

Para o profissional, não há soluções simplificadas para os desafios da avicultura comercial. O foco deve estar na execução consistente do manejo e no equilíbrio entre produtividade, sanidade e bem-estar. “O mercado não exige soluções mirabolantes. Exige um sistema equilibrado, com desempenho consistente em toda a cadeia, da reprodução ao abate”, afirma, ressaltando que o avanço genético amplia a necessidade de precisão técnica. “O ganho de peso diário continua aumentando e a idade de abate reduzindo. Isso aumenta a velocidade do sistema e o impacto dos erros. O manejo bem executado é o que garante resultado”.

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Fonte: O Presente Rural
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