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Conectividade é um dos desafios para implantar tecnologias disruptivas em granjas, aponta Leonardo Vega em webinar da Phibro

A transmissão abordou a necessidade de investir em inovação que gere sustentabilidade produtiva e econômica, saúde única e bem-estar animal.

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Leonardo Vega, fundador das empresas F&S Consulting, brStart e Cibit e criador da certificação Produtor do Bem - Foto: Divulgação

As tecnologias disruptivas no processo de vacinação 4.0 foram os temas centrais de webinar realizado pela Phibro Saúde Animal, com participação do médico veterinário e empresário Leonardo Vega. A transmissão abordou a necessidade de investir em inovação que gere sustentabilidade produtiva e econômica, saúde única e bem-estar animal. Juntos, esses pilares representam a molas propulsoras do agro brasileiro.

“As tecnologias disruptivas nos ajudam a desenvolver a avicultura e agronegócio a partir de quatro grandes eixos: fazer mais com menos, preservando os recursos naturais; produzir resultados exponenciais, evitando perdas; gerenciar o risco de resistência aos microbianos; e garantir a saúde dos animais por meio da prevenção e da vacinação”, destacou Leonardo Vega, fundador das empresas F&S Consulting, brStart e Cibit e criador da certificação Produtor do Bem.

Considerando que disruptivo é tudo o que rompe com o tradicional, de acordo com o especialista, é preciso investir em infraestrutura de tecnologia, tendo por base sensores conectados à internet – que monitoram animais e ambientes –, passando pela máxima automação dos processos da propriedade. A partir disso, entram as plataformas de gestão e inteligência artificial, com a reunião desses dados para análises científicas.

“Como exemplo do que pode ser monitorado por sensores, estão a biometria, o peso, o comportamento, o estresse térmico e a saúde dos animais, além de seringas inteligentes, temperatura, umidade relativa do ar, qualidade do ar, consumo da ração, água e intensidade da luz”, afirmou Vega. Todas essas informações podem ser sensoriadas por meio de celulares, tablets, computadores e demais maquinários da granja.

Para que a tecnologia gere retorno financeiro, aponta o veterinário, é necessário que os bancos de dados possuam o que ele chama de “quatro Vs”: volume (quantidade de dados usados), variedade (provenientes de documentos ou imagens), veracidade (devem ter confiança assegurada) e velocidade (de conversão do dado em informação relevante). Esse passo a passo contribui para o sucesso do processo de vacinação e da cadeia como um todo.

Entretanto, além do desafio da disponibilidade tecnológica, o produtor brasileiro enfrenta um obstáculo relevante para a implantação dessas medidas: a conectividade. Nem todas as regiões do Brasil possuem alta qualidade de acesso à internet – como as áreas acidentadas de Santa Catarina, onde se concentram as granjas de aves e suínos. Por isso, segundo Vega, uma solução para o futuro será a utilização de satélites, bem como o uso de micro-ondas e fibra óptica.

 

Sistema de gerenciamento de vacinação

Um dos destaques citados por Leonardo Vega durante o webinar é a eficiência do dispositivo pHi-Tech, inovador sistema de gerenciamento de vacinação de aves de ciclo longo, exclusivo da Phibro Saúde Animal. “As seringas inteligentes possuem o aplicativo analítico, que permite maior compreensão dos dados, com usabilidade. A partir disso, conseguimos gerar uma série de informações para a nossa boa gestão”, enfatizou.

A plataforma pHi-Tech conta com três componentes: equipamento de injeção, aplicativo para celular e modo analítico para web. Além de informações sobre aplicação e aplicadores de vacinas, o recurso oferece mapas sobre as injeções. “Eu vejo uma grande sacada dessa ferramenta, como a possibilidade de medir o desempenho do operador. Isso ajuda a entender qual prática o melhor operador está utilizando e replicá-la”, indicou o empresário.

Eric Culhari, que coordenou o webinar, é o especialista responsável pelo sistema em todo o território nacional. “O sistema pHi-Tech permite que tenhamos uma visão ampla de todo o processo de vacinação das aves, bem como uma aplicação precisa, promovendo correções em tempo real e gerenciando os dados de todo o processo, com visibilidade de todas as informações da granja”, explica ele, que é mestre em zootecnia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Fonte: Assessoria
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Cuidados para escolher a melhor vacina inativada contra Salmonella em aves

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Fotos: Divulgação

Por Eva Hunka, médica veterinária pela UFRPE, mestre em medicina veterinária preventiva pela Unesp e gerente de negócios biológicos da Phibro Saúde Animal.

As vacinas são imunizantes cada vez mais valorizados devido ao excelente custo-benefício. Afinal, elas protegem os animais contra as doenças e a prevenção normalmente é menos custosa que o tratamento. A Salmonella é uma das principais preocupações da avicultura nacional e também pode afetar as pessoas. Os produtos biológicos ganham cada vez mais relevância para combater essa doença. A ciência já conseguiu produzir diferentes tipos de vacinas – cada qual com seus cuidados específicos, desde o ciclo de produção ao período pós-aplicação. Todos estes cuidados são essenciais para garantir que os animais vacinados estejam, de fato, imunizados.

Um dos tipos de vacina disponíveis no mercado utiliza antígenos inativados, que são não-replicativos e podem ser vírus ou bactérias mortas, ou mesmo apenas fragmentos deles. Estas vacinas, diferentemente das que contêm o vírus ou a bactéria viva, não chegam a “imitar” as doenças, mas funcionam como ativadores do sistema de proteção do animal, criando uma memória imunológica.

A vacina inativada contém muito mais do que o antígeno. Ela é composta por muitos outros componentes, quase tão importantes quanto ele: são adjuvantes, conservantes e até mesmo resíduos do meio de cultura, cada um com sua função específica. Esses insumos podem necessitar de diferentes condições de armazenamento, via de aplicação, local de inoculação e até mesmo temperatura.

As condições de armazenamento preservam os componentes e a qualidade da emulsão vacinal. Esse fator é muito importante para minimizar o risco de contaminação do produto, visto que no frasco existe um meio rico que favorece a proliferação de microrganismos que, porventura, venham a contagiar a solução vacinal. Essa contaminação pode acarretar alterações químicas, como mudança de pH e perda de equilíbrio eletrolítico, e, dependendo do agente infectante, é possível ter quadros de reação no local de aplicação, além queda de produção ou mesmo mortalidade no lote.

Nesse sentido, os adjuvantes são essenciais na composição de vacinas inativadas, pois dificultam o processamento do antígeno pelas células que contenham outros antígenos. Dessa forma, também aumentam o período em que o microrganismo estará em contato com o sistema imune, melhorando a resposta imunológica. Essa tecnologia, portanto, aumenta a resposta imune das bactérias utilizadas, diminuem a quantidade necessária para ativar o sistema imunológico e, com isso, tornam o custo de produção mais baixo.

Muitos compostos são utilizados como adjuvantes (saponinas, óleos minerais etc), todos com a função de estimular a proliferação de linfócitos T (células com funções imunológicas) e provocar um processo inflamatório, que não pode ser exagerado, pois a resposta dos organismos a esta reação pode ser prejudicial ao animal e promover efeitos colaterais, como formação de granuloma, dor e desconforto local.

A temperatura de aplicação da vacina inativada também é um ponto crítico. Dependendo da natureza do adjuvante, a temperatura inadequada pode tornar a vacinação mais dolorosa e aumentar a injúria no local de aplicação. Os adjuvantes oleosos tendem a sofrer mais que os aquosos com a oscilação de temperatura, pois se tornam mais viscosos. Isso dificulta o processo de aplicação, pois além de aumentar a dor e a injúria local, tendem a forçar mais a mão do vacinador durante a vacinação.

Bactérias como a Salmonella necessitam de adjuvantes muito eficientes, pois são conhecidas por causar reações pós-vacinais severas. Nestes casos, adjuvantes de última geração compostos por um óleo mineral, com tensoativo não iônico oriundo do manitol, promovem resposta celular e humoral e aumentam a produção de Imunoglobulina G (IgG), mesmo para antígenos de baixa imunogenicidade. Além disso, por não conterem componentes de origem animal ou bacteriana, são considerados seguros para uso, mesmo em aves de produção. A viscosidade deste tipo de adjuvante também sofre menor impacto devido à variação de temperatura. Isso proporciona melhorias, que vão além da saúde e do bem-estar animal, facilitando o trabalho do vacinador durante a aplicação.

Vacinas multicepas contra a Salmonella têm maior ou menor grau de injúria local, dependendo da natureza do adjuvante e isso costuma ser proporcional a sua imunogenicidade – que é a capacidade de uma substância de provocar resposta imune. Nesse cenário, a vacina Salmin Plus, recém-lançada pela Phibro Saúde Animal, é a única do mercado com cepas de Salmonella do sorogrupo B, C e D, além de contar com adjuvante de última geração, que proporciona imunidade ampla e de longa duração com baixíssimo grau de reação no local de aplicação. Os cuidados com a vacina começam na sua escolha e resultam em qualidade e lucratividade para a avicultura.

Fonte: Assessoria
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Agro moderno: uma missão coletiva

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Clodys Menacho, diretor Comercial da Alltech do Brasil - Divulgação

Dobrar a produtividade agropecuária em 22 anos: uma história de sucesso protagonizada pelo Brasil e guiada pela inovação e pela tecnologia. Este foi o cenário para que o agro brasileiro avançasse como referência mundial, conforme retrata o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Juntos, os órgãos lançaram o livro “Uma Jornada Pelos Contrastes do Brasil: Cem anos do Censo Agropecuário”, no qual constam os dados.

Neste caminho trilhado pela modernidade, entretanto, é importante destacar que o tema vai além da utilização de equipamentos eletrônicos nas propriedades e inclui uma grande participação da ciência. Os avanços contemplam tecnologias em nutrição, por exemplo, como o uso de enzimas e minerais orgânicos nas dietas dos animais de produção, além de diversas ferramentas que visam otimizar toda a produção e os resultados zootécnicos nas fazendas. Podemos citar ainda a nutrigenômica, que permitiu entender como a capacidade genética de um animal pode ser afetada pelos nutrientes, ou seja, como os elementos vão impactar nos genes das espécies.

Tudo isso resultará em maior ganho ao produtor, tanto em quantidade quanto em qualidade. Pois, dessa forma, acelera-se o processo produtivo. Além disso, são gerados benefícios para o meio ambiente, fazendo com que fatores como sustentabilidade e produtividade passem a se entrelaçar. Com os benefícios sendo comprovados, a implementação das tecnologias passa a ser cada vez mais rápida no segmento.

Para que essas inovações alcancem cada vez mais propriedades, visto que temos um país de grandes proporções, precisamos passar por um processo de educação. Ainda temos muita produção agrícola e pecuária no formato tradicional. É necessário, cada vez mais, chegar aos produtores com estas tecnologias, demonstrando suas aplicações dentro do sistema produtivo, tanto nos aspectos de rentabilidade quanto na sustentabilidade. A partir do momento que as inovações forem entendidas como investimento, será viável implementá-las em propriedades de diversos tamanhos.

A expectativa para o futuro é otimista, mas, para isso, as ações precisam ser coletivas, cada um fazendo a sua parte em busca de um planeta mais abundante. É com esta visão, que nós, da Alltech, como indústria do setor agro, convidamos todos os agentes do agronegócio e da sociedade a se unirem. Com a adoção de novas tecnologias, de melhores práticas de manejo das criações e a criatividade humana, acreditamos que podemos construir um mundo mais sustentável.

Como inspiração, podemos citar, no agronegócio brasileiro, parceiros nossos que já praticam o cultivo de grãos, com produção de madeira e de bovinos em harmonia, o que chamamos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Também há produtores que produzem biogás com os dejetos das granjas para geração da sua própria energia elétrica. Estas iniciativas servem de exemplo de uso de tecnologias, cujo impacto positivo vai repercutindo em todas as esferas: sociais, ambientais e econômicas.

Dentro da nossa empresa, temos ainda o desenvolvimento de soluções certificadas pela Carbon Trust, iniciativa que auxilia empresas a reduzirem as emissões de carbono. As tecnologias contribuem na diminuição das emissões de metano e as taxas de excreção de metabólitos de nitrogênio das criações. Medidas internas como ações de reflorestamento, recuperação de nascentes e redução de uso de papel já foram estabelecidas.

Inspirado por estes exemplos, convidamos a todos para realizar ações em seus setores de atuação e comunidades. Não podemos esquecer: atitudes, que muitas vezes, podemos considerar como pequenas e simples, e que começam dentro das nossas casas e propriedades, são fundamentais na construção de um planeta de abundância!

Fonte: Autor: Clodys Menacho, diretor Comercial da Alltech do Brasil. 
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JBS abre 160 vagas para recém-formados em todo o país

Oportunidades são para os cursos de administração, engenharias, medicina veterinária e zootecnia. Inscrições acontecem entre 1º e 19 de março

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A JBS abriu 160 vagas para profissionais recém-formados nos cursos de administração, engenharias, medicina veterinária e zootecnia para atuar no Programa de Talentos nas unidades produtivas da Seara no Brasil, nas áreas de produção, agropecuária, manutenção e qualidade.

Os candidatos precisam ter formação entre dezembro de 2016 e dezembro de 2020. Ao longo de um ano do programa, estes profissionais receberão capacitação técnica e de gestão de pessoas. Os selecionados ingressarão como analistas, com possibilidade de efetivação ao final do programa em cargos de liderança dependendo o desempenho individual e disponibilidade de vaga.

As vagas são divididas em 38 cidades no Distrito Federal (9) e em nove estados: Bahia (5), Mato Grosso (4), Mato Grosso do Sul (22), Minas Gerais (4), Paraná (31), Rio de Janeiro (2), Rio Grande do Sul (25), Santa Catarina (34) e São Paulo (24).

 O diretor de Gente e Gestão da Seara, Fernando Meller, explica que o objetivo do programa é formar lideranças que sejam aderentes à Cultura da Companhia para atuar nas unidades em todo o Brasil. “A JBS é uma empresa global e a maior empregadora do país, então as oportunidades de crescimento são imensas e queremos, por meio do programa, desenvolver futuros líderes para que eles cresçam e ajudem a nossa empresa a crescer”.

 As inscrições acontecem entre 1º e 19 de março pelo site, onde é possível consultar a relação de cidades. Acesso: https://trabalheconosco.vagas.com.br/talentos-seara.

Fonte: Assessoria.
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