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Concurso de qualidade de ovos de Bastos acontece hoje
O julgamento tem início às 13 horas, com a presença da comissão julgadora composta por 13 juízes, todos profissionais do setor avícola
Transmitido ao vivo pelo Canal do Ovo (www.canaldoovo.com.br), acontece hoje o Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos, edição 2016. O evento é uma tradição do município, que é reconhecido como o maior produtor de ovos do Brasil, responsável por quase 50% da produção paulista de ovos.
O julgamento tem início às 13 horas, com a presença da comissão julgadora composta por 13 juízes, todos profissionais do setor avícola, tanto das áreas de pesquisa e ensino, quanto do mercado. Será um dia todo dedicado à escolha dos melhores ovos nas categorias ovos brancos, ovos vermelhos e ovos de codorna, análise que será feita pelos juízes em diversas etapas e também pela máquina Digital Egg Tester, que mensura aspectos bastante científicos.
Segundo o presidente da comissão organizadora deste ano, o avicultor Christian Maki, não há favoritos para essa edição, pois, a cada ano, o evento está mais competitivo, com granjas altamente tecnificadas e apresentando ovos de alta qualidade. “Com regras bastante rígidas e análises transparentes, o concurso tem ganhado cada vez mais destaque e credibilidade, o que tem elevado cada vez mais a força do evento no setor avícola”, destaca Christian.
Este ano, a transmissão do concurso de Bastos estará a cargo da JCFilm, empresa de vídeos e transmissões de Bastos, em parceria com o Canal do Ovo, o site de vídeos que integra a comunicação da A Hora do Ovo, revista e site. O endereço é www.canaldoovo.com.br. A página, que é dedicada a vídeos sobre o ovo e o mercado avícola, receberá o sinal de transmissão conduzido pela equipe da JCFilm.
Um dia todo dedicado à escolha do melhor ovo
O Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos 2016 tem início no período da manhã, com a recepção dos ovos pelos avicultores inscritos, etapa que se encerra ao meio dia. A partir das 13 horas tem início a avaliação, composta de várias etapas e acompanhada por 13 juízes ligados aos setores de nutrição, genética, pesquisa, vacinas, representando empresas e instituições privadas e públicas, que atendem o setor avícola em todo o país.
O evento segue durante toda a tarde e, quase no início da noite, são conhecidos os campeões em qualidade, cuja transmissão ao vivo do Canal do Ovo também mostrará aos internautas. Durante toda a transmissão, aliás, os internautas poderão acompanhar, também, entrevistas com diversos profissionais ligados à avicultura, entre eles juízes, avicultores, nutricionistas e membros da comissão organizadora, que comentarão as diversas etapas do concurso, a importância da qualidade do ovo e os benefícios do ovo na alimentação e na saúde.
“Com a transmissão via internet, todos podem acompanhar cada etapa do concurso e entender como é feita a escolha dos melhores ovos inscritos na disputa”, explica Christian.
E Christian Maki, presidente da comissão organizadora do Concurso, faz seu convite para o evento no vídeo que gravou especialmente para o Canal do Ovo. Confira no link: Venha para o concurso de Bastos!
Reconhecimento internacional
O Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos é conhecido internacionalmente e seus resultados são balizadores importantes para muitas empresas de genética avícola (empresas que desenvolvem linhagem de poedeiras).
O evento é considerado o mais criterioso concurso do gênero em todo o mundo. E este ano, mais uma vez, o corpo de jurados contará com um juiz internacional, o médico veterinário espanhol Miguel Valls, que atua em uma empresa de genética na Europa.
Outro especialista de renome no mundo acadêmico é o professor Paulo Lourenço, uma das vozes mais respeitadas quando o assunto é sanidade avícola. Ele é professor na Universidade Federal de Uberlândia (MG) e será juiz pela primeira vez no Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos.
Maior produtor de ovos, Bastos também busca qualidade
Com a maior produção de ovos do Brasil, Bastos vem, ao longo dos últimos anos, investindo também em qualidade, e o concurso é um desses canais importantes a disseminar as boas práticas de produção na busca por ovos mais competitivos e de qualidade para o consumidor.
O município se mantém à frente na alta produção, e hoje demonstra um aumento de produção da ordem de 11%, crescimento que se deu de 2014 para este segundo semestre de 2016. Segundo dados estimados pelo Sindicato Rural de Bastos, hoje a produção diária da microrregião é de 18,7 milhões de ovos, ou 216 ovos por segundo.
Esse volume de produção espantosa é fruto do alojamento de 28 milhões de aves poedeiras – sendo 22 milhões delas em produção. O restante ? 6 milhões ? são pintainhas ou frangas, ou seja, ainda não estão em fase de botar ovos.
Esses números se referem à avicultura de Bastos e microrregião da Capital do Ovo, área geoeconômica que o Ministério da Agricultura denomina de Bolsão de Bastos.
O Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos acontece no Salão de Eventos localizado na Rua Dom Pedro I nº 399 – Jardim Laranjeiras (em frente ao Recinto de Exposições Kisuke Watanabe), sede da Festa do Ovo de Bastos (SP).
Os produtores poderão inscrever ovos nas categorias Ovos Brancos, Ovos Vermelhos e Ovos de Codorna. Deverão entregar as bandejas de ovos para inscrição das 10h até 12h. As análises dos ovos começam às 13h, e duram em média cinco horas. Os nomes dos melhores por categoria e os nomes das três granjas campeãs em qualidade são conhecidos ao final do dia.
O Concurso tem história
O Concurso de Qualidade de Ovos de Bastos começou na primeira feira agroavícola do município, em 1948, realizada pelos imigrantes japoneses que fundaram o município. Mais tarde a feira passou a ser chamada de Festa do Ovo, grande evento do segmento de avicultura de postura (destinada exclusivamente à produção de ovos).
Nos primórdios, o Concurso se resumia à premiação do ovo mais bonito mas, ao longo das décadas, conforme a avicultura de Bastos passou a ser uma forte “indústria” de ovos, o Concurso evoluiu para uma criteriosa avaliação dos diversos itens que indicam qualidade do ovo, como qualidade de casca (espessura, resistência, cor, uniformidade de cor, ausência de manchas ou sujeiras); qualidade interna do ovo (consistência e altura da clara, cor e centralização da gema, ausência de manchas de sangue ou impurezas); e ouros aspectos, como o peso do ovo e uniformidade de seu tamanho e formato também são levados em conta, com pontuações para cada item desses.
Fonte: Assessoria

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Temporais após onda de frio aumentam preocupação de produtores no Sul; veja vídeo
Inmet prevê chuva acima da média em parte da região, solo encharcado e maior risco de doenças fúngicas nas culturas de inverno.

As imagens registradas pelo agricultor Geraldo Hardi Weisheimer mostram a intensidade da chuva de granizo que atingiu a Linha Sanga Guarani, próximo ao distrito de Bom Princípio, no interior de Toledo (PR), no fim da tarde de domingo (28). Em poucos minutos, o gelo cobriu o solo da propriedade rural, acompanhado de chuva intensa e ventos associados à frente fria que voltou a provocar instabilidades no Sul do Brasil.

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
Até o momento, não há levantamento oficial dos prejuízos. Produtores da região avaliam possíveis danos em lavouras e estruturas rurais.
Em publicação nas redes sociais, Weisheimer descreveu o impacto do temporal. “Ver o chão da nossa Linha Sanga Guarani coberto de gelo hoje dói no coração de quem entende o suor de cada dia. A natureza tem sua força, e a gente, como agricultor, aprende a respeitá-la e a se reerguer, mesmo com o prejuízo batendo à porta”, ressaltou
O episódio ocorre após uma sequência de dias de frio intenso e tempo seco. A formação de um ciclone extratropical na costa do Uruguai, associada ao avanço de uma frente fria, voltou a provocar chuva forte, rajadas de vento e queda localizada de granizo no Paraná. Nesta segunda-feira (30), os maiores acumulados são esperados entre o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul do Estado, onde os volumes podem se aproximar de 100 milímetros.
O cenário reforça a previsão agroclimática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o

Foto: Geraldo Hardi Weisheimer
trimestre de junho a agosto. Embora o Paraná deva registrar volumes de chuva próximos da média, o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catarina tendem a receber precipitações acima do normal, mantendo os solos com elevada umidade em praticamente toda a Região Sul.
Para a agricultura, a disponibilidade de água favorece o desenvolvimento das culturas de inverno e contribui para a conclusão do ciclo das áreas mais tardias de milho segunda safra no Paraná. Por outro lado, o excesso de chuva aumenta o risco de doenças fúngicas em cereais como trigo, cevada e aveia, além de dificultar pulverizações, adubações e outras operações mecanizadas devido ao encharcamento do solo.
Segundo o Inmet, os excedentes hídricos devem persistir principalmente em junho e julho, com maior intensidade no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Apesar do baixo risco de deficiência hídrica durante o inverno, o excesso de umidade exigirá atenção redobrada dos produtores no monitoramento fitossanitário e no planejamento das atividades de campo ao longo dos próximos meses.
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Seara reposiciona carne suína no Brasil e já captura mais da metade da receita com estratégia de marca
Programa Açougue Suínos Seara Reserva e inovação de portfólio sustentam avanço em categoria historicamente dominada
por produtos sem agregação de valor

A Seara, da JBS, está consolidando uma mudança estrutural no mercado brasileiro de carne suína ao avançar sobre um dos principais gargalos da categoria: a ausência de marca e padronização no ponto de venda. Combinando inovação de portfólio, inteligência de mercado e transformação do varejo, a companhia já captura mais da metade da receita do segmento com um modelo baseado em valor agregado.
O movimento ocorre em um momento de crescimento consistente do consumo. A carne suína deve atingir 19,5 kg per capita no Brasil, consolidando-se como uma das proteínas que mais avançam no país, presente hoje em 93% dos lares. Ainda assim, cerca de 80% do volume vendido em açougues segue sem identificação de marca ou procedência, espaço que a Seara tem ocupado com uma estratégia estruturada para descomoditizar a categoria.
João Campos, presidente da Seara, avalia que o crescimento recente do consumo abre espaço para uma nova fase, em que qualidade percebida, conveniência e confiança passam a orientar a decisão de compra. “O brasileiro redescobriu a carne suína, e o nosso objetivo é liderar essa nova fase. Investimos na inovação para oferecer soluções de consumo, aliando qualidade à praticidade exigida pelo dia a dia”, afirma.
No centro dessa estratégia está o Açougue Suínos Seara Reserva, programa estruturado para transformar o ponto de venda e profissionalizar o varejo. A iniciativa atua sobre gargalos históricos do setor, como falta de padronização, perdas operacionais e escassez de mão de obra qualificada, e combina capacitação, consultoria técnica e fornecimento de produtos certificados.
Presente em mais de 1.300 lojas e apoiado por uma rede de mais de 130 consultores, o programa registra 93% de retenção entre os clientes e vem sustentando ganhos de margem, redução de perdas e aumento de fluxo nas lojas. Na prática, funciona como uma alavanca de crescimento para o varejo e, ao mesmo tempo, como uma plataforma de inteligência para a indústria.
Além do impacto operacional, o Açougue Suínos Seara Reserva se consolidou como um ativo estratégico para a companhia, ampliando a previsibilidade de demanda, fortalecendo a fidelização do varejo e funcionando como canal de testes e inteligência de mercado.
“Nosso foco é liderar a evolução da carne suína no Brasil, saindo de um mercado pouco diferenciado para um modelo baseado em marca, padronização e valor agregado. O Açougue Suínos Seara Reserva é um ativo estratégico nesse movimento, porque conecta indústria e varejo, melhora a eficiência da cadeia e cria uma experiência de compra mais qualificada para o consumidor”, afirma João Victor Bobsin, diretor executivo comercial da Seara.
Em paralelo, a Seara acelera a inovação no portfólio para capturar novas ocasiões de consumo. Produtos diferenciados, como cortes porcionados, itens temperados e soluções prontas para preparo em forno ou air fryer, já representam 49% da receita da categoria, com meta de chegar a 60% até 2027.
A companhia também aposta na valorização de cortes premium, como prime rib suíno e medalhões de filé mignon suíno, além de linhas como Suculentíssimo e Seara Reserva, voltadas a conveniência e maior valor agregado.
Ao combinar marca, inovação e transformação do ponto de venda, a companhia avança para capturar o crescimento da categoria e consolidar sua posição em um dos mercados mais promissores do setor de alimentos no Brasil.
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Após investir R$ 650 milhões, Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias para evitar perda de competitividade
Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que terminal está preparado para crescer, mas alerta que infraestrutura terrestre ainda limita a eficiência logística.

O modelo de gestão adotado pelo Porto de Paranaguá e os desafios da logística do agronegócio estiveram no centro dos debates do lançamento do Movimento Agroportos, realizado na quinta-feira (25), em Curitiba. Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, apresentou medidas implementadas nos últimos anos para ampliar a eficiência operacional do terminal e defendeu investimentos em infraestrutura como caminho para reduzir o chamado “Custo Brasil”.

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “Somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Garcia, que também preside a Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), participou do painel “Regulação, Segurança Jurídica e Eficiência Portuária nos Portos do Sul”, mediado pelo diretor-presidente do IBI, Mário Povia. Ele expôs medidas exitosas adotadas nos portos paranaenses ao longo dos últimos anos, que podem servir de exemplo para outros portos em todo o Brasil. O Porto de Paranaguá é o primeiro do país a ter 100% de suas áreas portuárias arrendadas, garantindo segurança jurídica aos operadores. “Com nossas concessões, somos o único porto do país com 100% das áreas arrendáveis regularizadas. Fizemos a concessão do canal de acesso e estamos prestes a entregar a maior obra de infraestrutura do setor portuário do Brasil, que é o Moegão. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, em uma obra que está 95% concluída”, disse Garcia.
As regularizações das áreas arrendáveis promovidas pela Portos do Paraná a partir de 2019 trazem justamente a segurança jurídica discutida no painel. A partir de leilões públicos realizados na Bolsa de Valores do Brasil (B3), as empresas têm a garantia de que poderão investir, pois estão resguardadas por contratos robustos que protegem tanto o arrendante quanto a arrendatária.
Preparado
Ao mencionar a sustentabilidade, Luiz Fernando lembrou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro porto público brasileiro a conquistar o selo internacional EcoPorts, a mais importante certificação mundial que reconhece as boas práticas de gestão ambiental portuária.
Com as obras mencionadas, o diretor-presidente assegura que o Porto de Paranaguá estará preparado para esse aumento de capacidade e produção no futuro. “O

Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia: “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos” – Foto: Claudio Neves/GCOM Portos do Paraná
Paraná fez as concessões rodoviárias e R$ 90 bilhões serão aplicados nos contratos vigentes. E o vencimento da concessão da Malha Sul, em 2027, é a oportunidade que temos para discutir com o setor ferroviário, importantíssimo para que o Moegão funcione com sua capacidade plena”, completou.
Indagado sobre os problemas observados para uma discussão mais ampla por parte do Movimento Agroportos, Garcia destacou o custo logístico das cargas até o porto. Para ele, é preciso enfrentar essas deficiências para ganhar mais eficiência. “As empresas precisam ter vantagem comercial e operacional. A partir do momento em que isso deixar de existir, elas vão para outros portos”, disse.
Alex Sandro de Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e presidente do Conselho de Administração da Portos do Paraná (Consad), também foi um dos painelistas. Ele ressaltou a gestão da Portos do Paraná, destacando a requalificação de áreas e os leilões, que geraram maior capacidade de investimento no Porto de Paranaguá. “A Região Sul ainda tem protagonismo no escoamento de cereais, até porque conta com portos extremamente preparados e especializados para essa atividade. Então, buscamos uma sinergia e harmonização, que já deram muito certo aqui no Sul e servem de bom exemplo para desenvolvermos projetos de crescimento nas regiões Norte e Nordeste do país”, disse Ávila.
