Suínos
Concurso de Culinária à Base de Carne Suína da ACCS tem primeiros finalistas
Marigilda Dalarosa e Lourdes Karfer Rebelatto conquistaram os melhores resultados da primeira semana de competição
O 1º Concurso de Culinária à Base de Carne Suína da ACCS já revelou dois competidores classificados para a final em suas respectivas categorias. No programa de estreia, que foi ao ar na quarta-feira, 8, no canal do YouTube Cozinha ACCS, a competidora da categoria profissionais de bares e restaurantes Marigilda Dalarosa conquistou a preferência dos jurados com a receita costelinha suína ao molho de caramelo e pimenta calabresa.
Contudo, não foi fácil para ela superar as receitas dos concordienses Ademir da Silva e Carmen Lorenzian, além do chapecoense Leonésis Espíndola.
Apesar do clima de competição, os cozinheiros que não se classificaram para a final aceitaram o veredito dos jurados com descontração.
Para fazer história no maior projeto de valorização da carne suína brasileira, Marigilda, que é da cidade de São Carlos, viajou por mais de três horas para participar do concurso da ACCS. “Nós precisamos participar de eventos como este para divulgar receitas diferentes, para que possamos cada vez mais colocar a carne suína em nossas mesas”.
Cozinheiros e cozinheiras do dia a dia
A disputa foi ponto a ponto também na categoria cozinheiros do dia a dia, etapa que foi ao ar nesta sexta-feira, 10. O filé suíno ao molho de laranja, receita preparada pela cozinheira Lourdes Karfer Rebelatto foi a vencedora do segundo programa, superando a farofa de pinhão com carne suína feita por Thiago Balem e o lombo suíno com molho de laranja, preparado por Ivandro Carlos Klaus.
Quando soube do 1º Concurso de Culinária à Base de Carne Suína da ACCS, dona Lourdes não se interessou em fazer a inscrição. Contudo, ela foi convencida por sua neta, que estava convicta do sucesso da vovó no programa. “Para dar essa alegria para ela eu concordei em participar. Eu vim para ganhar”.
Novos episódios
A primeira etapa da categoria cozinheiros e cozinheiras de finais de semana vai ao ar na próxima quarta-feira, 15, às 12h, nas redes sociais da ACCS e dos apoiadores do projeto. Todas as receitas elaboradas pelos competidores estarão disponíveis em nosso portal.
Ao longo de 12 programas inéditos, o 1º Concurso de Culinária à Base de Carne Suína da ACCS tem como objetivo apresentar todos os benefícios da proteína animal e também estimular o consumo no Brasil. Até o mês de julho, novos episódios da competição vão ao ar no Facebook oficial da ACCS e também no canal do YouTube Cozinha ACCS.
A cada nova etapa cozinheiros e cozinheiras que se inscreveram nas categorias profissionais de bares e restaurantes, do dia a dia e dos finais de semana têm suas receitas avaliadas por uma comissão de jurados. Classifica-se para a final quem tiver as melhores notas nos quesitos apresentação, sabor e preparo.
Ao todo serão R$ 7,500,00 em prêmios fracionados para os três melhores colocados em cada categoria.
Fonte: Ass. de Imprensa

Suínos
Suíno vivo registra variações nos preços em janeiro
Mercado apresenta comportamento distinto nas regiões acompanhadas pelo Cepea.
Suínos
ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense
Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS
Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.
Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.
Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.
Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS
catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.
A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.
Suínos
Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense
Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.
Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação
A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.
Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.
Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.
O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.
Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

