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Concessão do Canal de Acesso consolida novo ciclo de investimentos no Porto de Paranaguá

Contrato inédito no Brasil prevê R$ 1,23 bilhão em investimentos ao longo de 25 anos, ampliação do calado para até 15,5 metros e redução dos custos logísticos, fortalecendo a competitividade do principal corredor de exportação do agronegócio paranaense.

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Fotos: Geraldo Bubniak/AEN

O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu na terça-feira (20), no Palácio iguaçu, representantes da Deme Group e da FTSPar, empresas que formam o Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD), vencedor do leilão da concessão da gestão do canal de acesso por um período de 25 anos. Eles discutiram os próximos passos do cronograma do contrato, que é o primeiro do Brasil a conceder à iniciativa privada a gestão de um canal aquaviário portuário e representa um marco na modernização da infraestrutura logística nacional.

Durante o encontro, o governador destacou o momento histórico vivido pelo Porto de Paranaguá, que em 2025 alcançou a marca de 73 milhões de toneladas movimentadas, volume inicialmente projetado apenas para 2045. “Estamos no melhor momento da história do nosso porto. Além da concessão do canal, temos o projeto do novo píer em ‘T’, com oito novos berços, e em breve entregaremos o Moegão, a maior obra portuária em execução no Brasil, que vai fortalecer o transporte ferroviário”, afirmou.

O leilão da concessão foi realizado em setembro do ano passado, após disputa entre quatro grandes grupos internacionais, com dez lances, o que demonstrou a atratividade do modelo de concessão desenhado pelo Governo do Estado em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos.

Ao longo dos 25 anos de contrato, o consórcio vencedor deverá investir R$ 1,23 bilhão na gestão, manutenção e ampliação do canal, com foco principal no aumento do calado para até 15,5 metros. A ampliação permitirá a operação de navios de maior porte, com maior capacidade de carga, mais segurança na navegação e redução dos custos logísticos para as empresas que operam no porto.

Segundo o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a concessão projeta o Porto de Paranaguá para um novo patamar de competitividade. “Estamos iniciando 2026 confirmando um investimento estratégico e uma modelagem inédita no Brasil. Esse contrato vai garantir um calado maior, projetando o porto para o futuro, com mais eficiência, mais capacidade operacional e menor custo logístico. É um ganho para a Portos do Paraná, para os operadores e, principalmente, para os usuários do sistema portuário”, comentou.

Além dos investimentos diretos, o contrato prevê o pagamento de uma outorga de aproximadamente R$ 276 milhões, recursos que serão integralmente revertidos em investimentos no próprio Porto de Paranaguá. A modelagem contratual também estabelece indicadores rigorosos de desempenho e incentivos para a antecipação das obras, o que pode acelerar os ganhos de eficiência e ampliar os benefícios ao setor produtivo e ao comércio exterior.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a concessão consolida um ciclo de transformação da infraestrutura portuária do Estado. “Esse trabalho não termina com a batida do martelo. O modelo de concessão do canal foi muito bem construído, atraiu grandes players globais e agora demonstra maturidade com a antecipação de investimentos”, disse.

“Ter uma empresa líder mundial em dragagem, associada a um parceiro paranaense com décadas de atuação local, nos dá segurança de que o contrato será executado com excelência, garantindo mais profundidade, mais carga por navio e menor custo para quem utiliza o porto”, acrescentou Garcia.

Ampla experiência

A Deme Group é uma empresa belga com mais de 150 anos de atuação, reconhecida internacionalmente como uma das líderes globais em dragagem, com cerca de 20% de participação no mercado mundial do setor.

Ela está diretamente ligada ao desenvolvimento da Bélgica e dos Países Baixos, regiões que passaram por ampla expansão territorial ao longo de décadas por meio de grandes projetos de dragagem e engenharia costeira. Esse histórico confere à empresa uma elevada capacidade técnica e operacional na execução de obras complexas em ambientes portuários e marítimos.

Presente no Brasil desde 2008, a Deme ampliou sua atuação no País a partir da formação de parcerias locais. A FTSPar, parceira no consórcio no Porto de Paranaguá, atua há cerca de 40 anos nos portos paranaenses, reunindo conhecimento técnico, experiência operacional e domínio das especificidades logísticas da região.

Representantes do consórcio informaram que os trabalhos preparatórios já estão em andamento, mesmo antes da assinatura formal do contrato, com foco na obtenção das licenças ambientais necessárias. A previsão é que a assinatura ocorra ainda no primeiro trimestre de 2026, com início imediato das atividades. A primeira grande dragagem está programada para 2027, condicionada à emissão do licenciamento ambiental.

O diretor executivo da Deme Brasil, Disney Barroca Neto, destacou a robustez da modelagem do contrato e a importância da articulação institucional. “Estamos em uma etapa decisiva, finalizando os trâmites documentais para a assinatura do contrato, com previsão de início imediato dos trabalhos. Essa concessão é resultado de anos de planejamento, com incentivos claros para a antecipação dos investimentos. A parceria com o Governo, a autoridade portuária e os parceiros locais é fundamental para garantir agilidade, eficiência e o cumprimento do cronograma”, afirmou.

Presenças

Também acompanharam a reunião o vice-governador Darci Piana; o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; o gerente-geral de Concessões da Deme, Steven Bouckaert; o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Deme, Koen Geerts; o CEO da FTSPar, Andre Maragliano; e o diretor-executivo Estratégico da FTSPar, Valdecio Bombonatto.

Fonte: AEN-PR

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Cana recua e abre espaço para proteínas e grãos no agro paulista

Mesmo com a queda, a cultura mantém-se como o principal componente do faturamento agropecuário do estado, mas perde participação relativa no conjunto da produção.

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de São Paulo alcança R$ 162,0 bilhões em 2025, crescimento nominal de 1,2% frente aos R$ 160,0 bilhões registrados em 2024, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados em 21 de novembro. Apesar do avanço absoluto, a participação paulista no VBP nacional recua de 12,63% para 11,47%, reflexo do crescimento mais intenso observado em outros estados.

A principal mudança no perfil do agro paulista está no desempenho de seus maiores produtos. A cana-de-açúcar, líder histórica do VBP estadual, registra retração, passando de R$ 55,32 bilhões em 2024 para R$ 52,64 bilhões em 2025. Mesmo com a queda, a cultura mantém-se como o principal componente do faturamento agropecuário do estado, mas perde participação relativa no conjunto da produção.

Em sentido oposto, as proteínas animais ganham espaço. A bovinocultura de corte apresenta uma das maiores altas nominais entre os principais produtos, avançando de R$ 20,10 bilhões para R$ 24,82 bilhões, consolidando-se como o segundo maior faturamento do agro paulista. A avicultura de corte também cresce, saindo de R$ 12,61 bilhões para R$ 13,21 bilhões, enquanto a suinocultura registra leve avanço, de R$ 3,10 bilhões para R$ 3,15 bilhões. O segmento de ovos mantém trajetória positiva, crescendo de R$ 5,93 bilhões para R$ 6,72 bilhões.

Lavouras

Entre as lavouras, os grãos apresentam expansão relevante. A soja cresce de R$ 7,77 bilhões em 2024 para R$ 10,93 bilhões em 2025, elevando seu peso no VBP estadual. O milho também avança, passando de R$ 3,55 bilhões para R$ 4,58 bilhões, reforçando sua presença entre os dez principais produtos de São Paulo. O café apresenta crescimento expressivo, saindo de R$ 7,99 bilhões para R$ 10,77 bilhões, ampliando sua importância relativa na composição do VBP.

A laranja, outro produto tradicional do estado, registra retração na comparação anual, passando de R$ 18,14 bilhões para R$ 14,79 bilhões, movimento que altera o ranking interno e reduz sua participação no total estadual. O leite apresenta crescimento moderado, de R$ 5,71 bilhões para R$ 5,97 bilhões, mantendo-se entre os dez principais produtos do agro paulista.

Conjunto

O histórico do VBP mostra crescimento contínuo em valores correntes, com São Paulo passando de R$ 118,7 bilhões em 2018 para R$ 162 bilhões em 2025. É importante destacar que os valores não consideram a inflação acumulada do período, o que significa que parte das variações reflete alterações nominais de preços.

No conjunto, os dados indicam que, embora o VBP paulista avance de forma moderada em 2025, ocorre uma reorganização interna relevante, com redução do peso da cana-de-açúcar e maior participação de proteínas animais e grãos, redesenhando o perfil produtivo do agro de São Paulo do ano passado.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Melhores do Biogás 2026 abre etapa de indicações com duas novas categorias

Premiação reconhece profissionais, organizações, cases de mobilidade com biometano, consumidores de biogás e biometano e plantas de biogás que são destaque no setor no Brasil. Indicações podem ser feitas até 08 de fevereiro.

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Premiação Melhores do Biogás 2025, no 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Bento Gonçalves (RS) - Foto: César Silvestro

O Melhores do Biogás Brasil abriu a etapa de indicações à premiação, que nesta edição tem novidades: a inclusão das categorias Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade com Biometano. Além destas, permanecem as três categorias de edições anteriores, de Profissional do Setor do Biogás; Organização; e Plantas/Unidades Geradoras de Biogás (organizada nas subcategorias Saneamento, Pecuária e Indústria).

O prêmio é organizado pelo Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB). A escolha do Melhores do Biogás Brasil será feita em etapas e mediante votação pública. Os agraciados serão conhecidos na noite do dia de abertura, 14 de abril, do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril, e inclui na programação painéis temáticos, Espaço de Negócios, Momento Startup e visitas técnicas.

Neste ano, as indicações poderão ser feitas até o dia 08 de fevereiro, via formulário, clicando aqui. É possível indicar dois profissionais ou cases por categoria e uma sugestão de planta em cada subcategoria. Uma comissão técnica avaliadora irá analisar as indicações e, a partir do dia 5 de março, o público poderá votar nos candidatos ao prêmio.

O regulamento completo com todas as informações pode ser acessado aqui. Serão premiados os três primeiros colocados nas categorias Profissional e Organização e os primeiros mais votados nas categorias Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade em Biometano e em cada subcategoria de Plantas/Unidades Geradoras. Os vencedores receberão troféu e certificado.

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS). O evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições à participação no 8º Fórum já estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Categorias da premiação:

PROFISSIONAL

Compreende os profissionais que se destacaram no desenvolvimento do setor de biogás no Brasil, inspirando, inovando e fortalecendo o setor com suas atividades profissionais e que estão relacionados à pesquisa, desenvolvimento e inovação; processos produtivos; liderança de empresas; operação; outras áreas de instituições e empresas públicas, privadas e do terceiro setor.

ORGANIZAÇÃO

Inclui organizações (empresas, agências e instituições de financiamento, órgãos dos setores público e privado e grupos de pesquisa) que contribuem no desenvolvimento e inovação da cadeia do biogás e que promovem, direta ou indiretamente, a gestão adequada de resíduos, a produção a partir de resíduos e o uso de biogás; empresas e instituições que impactem, por meio do biogás, na descarbonização da matriz energética, na transição energética do país, na economia circular, na proteção ambiental e no desenvolvimento social, na igualdade de gênero, sempre em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

MOBILIDADE COM BIOMETANO

Inclui as iniciativas de transportadores e operadores logísticos que adotam o biometano como combustível em suas operações de transporte, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa, a promoção da mobilidade sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono como transportadoras de cargas, operadores logísticos, empresas com frotas próprias e transporte coletivo e institucional.

CONSUMIDOR DE BIOGÁS/BIOMETANO

Reconhece empresas, instituições e organizações que utilizam biogás e/ou biometano como fonte energética em suas operações, contribuindo para a descarbonização, a transição energética e o desenvolvimento do mercado de biogás e biometano no Brasil. Serão pautadas em iniciativas que demonstrem o uso contínuo, estruturado e comprovado do biogás ou do biometano, seja para geração de energia elétrica, produção de energia térmica ou como insumo energético em processos produtivos, substituindo combustíveis fósseis ou fontes de maior impacto ambiental. São elegíveis para esta categoria empresas e instituições de indústria, agropecuária e agroindústria, comércio, serviços e infraestrutura, setores público e institucional.

PLANTAS/UNIDADES GERADORAS

Inclui plantas de biogás que se destacaram pela inovação, eficiência e boas práticas na biodigestão, no processamento e uso do biogás, bem como no gerenciamento do digestato. Podem ser consideradas plantas que gerem energia elétrica, térmica e/ou biometano a partir do biogás. Esta premiação se dará em três subcategorias:

Saneamento: Planta/unidade geradora de biogás a partir de Resíduos Sólidos Urbanos ou Esgoto Sanitário

Indústria: Planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos de indústrias (sucroenergéticas, abatedouros, cervejarias, fecularias e outras).

Pecuária: Planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos da produção de suínos, aves, bovinos ou outros animais.

Fonte: Assessoria 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano
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Passaporte Verde transforma regularização ambiental em política de inclusão no agro do Mato Grosso

Programa cria caminho formal para pequenos e médios pecuaristas voltarem ao mercado, conciliando produção, recuperação ambiental e exigências socioambientais em um cenário de maior pressão por rastreabilidade.

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Foto: Shutterstock

Enquanto líderes globais discutiam metas climáticas durante a COP30, em Belém, uma decisão tomada a mais de dois mil quilômetros dali passou a ser citada como exemplo concreto de política pública aplicada ao agro brasileiro. A aprovação e sanção do chamado Passaporte Verde em Mato Grosso consolidaram o Programa de Reinserção e Monitoramento (PREM), iniciativa que estabelece um caminho formal de regularização socioambiental para produtores rurais do estado.

A medida representa uma mudança relevante na condução da política ambiental voltada à pecuária. Em vez de reforçar apenas mecanismos punitivos, o Passaporte Verde estrutura a regularização como instrumento de inclusão produtiva, permitindo que agricultores familiares e pequenos pecuaristas voltem a acessar o mercado formal, com segurança jurídica e previsibilidade para a continuidade de seus negócios.

Para muitos produtores, trata-se da primeira oportunidade efetiva de sair da informalidade gerada por restrições legais e ambientais acumuladas ao longo dos anos. Ao cumprir etapas de monitoramento e adequação, essas propriedades podem restabelecer relações comerciais com frigoríficos e outros elos da cadeia, sem comprometer a capacidade produtiva.

A operacionalização do programa envolve uma articulação entre o Instituto Mato-grossense da Carne, órgãos ambientais e entidades de controle, que atuam de forma integrada no acompanhamento das propriedades. O foco está em oferecer orientação técnica, transparência sobre as exigências e instrumentos que permitam ao produtor compreender e executar as correções necessárias.

Segundo o zootecnista Breno Felix, que atua no desenvolvimento de soluções para desafios estruturais do agro, a sanção do Passaporte Verde consolida um modelo de política pública que combina tecnologia, governança e impacto social. “Quando o pequeno produtor tem acesso à informação clara, ao monitoramento e a ferramentas que traduzem o que precisa ser corrigido, ele ganha autonomia. Regularizar deixa de ser um processo abstrato e passa a ser um caminho possível”, afirma.

Os números do PREM reforçam essa abordagem. Desde o início da execução do programa, 1,3 mil hectares antes degradados entraram em processo de recuperação ambiental. Outras 472,6 hectares estão sob monitoramento ativo, e mais de 220 propriedades já foram liberadas para retomar a comercialização com frigoríficos após atenderem às exigências socioambientais.

Os resultados indicam que a combinação entre orientação técnica, regularização gradual e uso de tecnologia pode alterar a dinâmica produtiva em territórios historicamente pressionados por passivos ambientais. Em um contexto de crescente exigência do mercado por rastreabilidade e conformidade socioambiental, o Passaporte Verde projeta Mato Grosso como um laboratório de políticas que buscam conciliar produção pecuária, inclusão social e compromissos climáticos.

Fonte: O Presente Rural com assessoria da Agrotools
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