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Avicultura

Conbrasul reforça integração entre comunicação, sanidade e inovação para fortalecer setor de ovos no Brasil

Painéis do terceiro dia reforçam papel estratégico da comunicação e da biosseguridade para ampliar consumo e impulsionar a produção da proteína.

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

A manhã desta terça-feira (03), terceiro dia da 5ª edição da Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), realizada em Gramado (RS), foi dedicada à Sessão Marketing e Comunicação com o tema “As forças a favor da indústria e produção de ovos”. O painel reuniu representantes de entidades, especialistas em marketing e lideranças da cadeia produtiva para debater os caminhos e desafios para promover o consumo de ovos no país.

O encontro começou às 08h50 com a abertura oficial da sessão, coordenada pela chef Juliana Corrêa, e foi seguido por uma série de apresentações que abordaram tanto experiências regionais quanto ações em âmbito nacional.

Às 09 horas, Raphael Quirino, sócio-diretor da Avesso Propaganda e representante da Associação Avícola de Pernambuco (Avipe), destacou as estratégias utilizadas no Nordeste para estimular o consumo e desmistificar conceitos antigos sobre o ovo, ressaltando a importância de campanhas educativas contínuas e criativas.

Na sequência, às 09h15, o presidente executivo da Asgav/Sipargs e coordenador do Programa Ovos RS, José Eduardo dos Santos, compartilhou a experiência gaúcha, com foco na integração de ações com escolas, redes de varejo e mídias sociais, que têm fortalecido a imagem do ovo como alimento saudável e acessível.

Às 09h30, foi a vez do presidente do Instituto Ovos Brasil (IOB), Edival Veras, apresentar o panorama nacional das ações promovidas pelo instituto. Ele enfatizou a necessidade de união entre as entidades e empresas do setor para ampliar o alcance das campanhas e fortalecer a confiança dos consumidores.

Como exemplo prático de valorização do ovo na gastronomia, a CEO do restaurante Contém Ovo, de Florianópolis (SC), Valeria Trento Cabrera, trouxe um case inspirador às 09h45. Ela mostrou como o restaurante construiu uma identidade de marca inteiramente baseada no ovo, utilizando o ingrediente como protagonista em pratos criativos e nutritivos.

Encerrando a programação técnica da manhã, às 10h15, Marilia Rangel, diretora da Unidade de Negócios de Avicultura da MSD Saúde Animal, abordou o tema “Sanidade, prevenção e biosseguridade como fatores essenciais para o consumo de ovos”. Ela reforçou que a percepção do consumidor sobre segurança alimentar está diretamente relacionada à adoção de boas práticas sanitárias e de manejo nas granjas.

Após as apresentações, os participantes tiveram a oportunidade de trocar experiências durante o Egg Break e realizar networking na Central de Negócios, antes de seguirem para o almoço.

A sessão reafirmou a importância do marketing e da comunicação como aliados estratégicos para o crescimento do setor, destacando ações que podem contribuir para ampliar o consumo e consolidar o ovo como protagonista na alimentação do brasileiro.

Programação da tarde

À tarde, a programação segue com a Sessão Magna Especial Conbrasul e a Sessão World Egg Business, sob o tema “Perspectivas, desafios e inovação no mundo do ovo”. O painel reúne nomes de peso para discutir temas sanitários, tecnológicos e de mercado no cenário global.

Às 14h35, a coordenadora do Programa de Sanidade Avícola do Rio Grande do Sul (Seapi/RS),  Ananda Paula Kowalski, vai apresentar as principais tecnologias e estratégias adotadas para a contenção de enfermidades avícolas, reforçando a importância da vigilância ativa e da cooperação entre os setores público e privado.

Logo após, às 15h10, o painel internacional será protagonizado por Roger Pelissero, vice-presidente da World Egg Organization (WEO) e presidente da Egg Farmers do Canadá, que vai discutir os desafios sanitários, ambientais e de mercado para a produção global de ovos. Ele também vai abordar possíveis caminhos para enfrentar essas questões com inovação, responsabilidade e adaptação às novas demandas do consumidor.

A sessão será coordenada pelo epidemiologista Luís Gustavo Corbellini, que conduzirá as discussões com foco técnico e visão estratégica. Na sequência, os participantes participam de mais um momento de confraternização e networking durante o Egg Break.

Encerramento com jantar temático
A programação do dia foi encerrada com o jantar temático “Uma Noite na Holanda”, realizado às 19h30, proporcionando aos participantes uma imersão cultural e gastronômica inspirada em um dos principais países produtores de ovos do mundo.

Com uma programação robusta e participativa, o terceiro dia da Conbrasul reforçou a necessidade de unir comunicação, sanidade e inovação para fortalecer o setor de postura e ampliar o consumo de ovos de forma sustentável e segura.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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