Avicultura
Conbrasul Ovos 2025 tem aplicativo oficial para ajudar participantes com a programação de mais de 25 palestras
Com programa diverso, evento vai transformar Gramado na capital da produção e industrialização de ovos.

Faltam poucos dias para a Conbrasul 2025, a 5ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos, um dos mais importantes eventos da indústria e produção de ovos do país. São esperados cerca de 400 participantes, líderes de todos os elos da cadeia produtiva, entre os dias 1º e 3 de junho, no Wish Serrano Resort & Convention, em Gramado. Nestes três dias, a cidade da serra gaúcha será palco das principais discussões entre líderes do setor do Brasil e de outros países, quando vão planejar o futuro do segmento. A estrutura que vai transformar Gramado na capital do ovo na próxima semana já está montada para receber este público. O presidente Executivo da Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos antecipa informações da programação deste ano e dos desafios enfrentados pela atividade que nortearão alguns dos debates.
A comissão organizadora da conferência reforça o seu compromisso de gerar impacto econômico e social por meio da conexão entre negócios e oportunidades e principalmente discutir a resiliência do setor. Ao longo dos três dias de evento, serão cerca de 25 palestras. Entre os destaques da programação, o diretor Comercial da Naturovos, Anderson Herbert, o presidente da Egg Farmers Canadá, Roger Pelissero, e o presidente da ABPA, Ricardo Santin. Todos eles serão debatedores de um dos sete painéis do encontro, como Saúde em foco: Lições e estratégias para a avicultura, Indústria e qualidade de ovos em evolução, Avicultura saudável e sustentável, Economia e Suprimentos, Sanidade e Negócios, Marketing e Comunicação: As forças a favor da indústria e produção de ovos e Perspectivas, desafios e inovação no mundo do ovo.
“É uma programação bem diversa, que vai abordar desde assuntos técnicos até os de mercado, passando por discussões com cases de sucesso e até as tecnologias e inovações que mais vão impactar o nosso negócio. Teremos conteúdo para todos os perfis, para todos os tipos de empresas e para todas as questões urgentes que a avicultura busca. Por isso, a minha primeira dica é que o público baixe o aplicativo do evento com antecedência para ajudar na organização da agenda com a programação. Nele, temos toda a programação técnica e social do evento, além da lista das empresas participantes”, afirmou Santos. Ele destaca que a Conbrasul Ovos 2025 disponibilizou em seu aplicativo oficial os horários de todas as palestras. “Através do aplicativo é possível ter acesso a todas as informações desta 5ª edição”.
A secretaria do evento vai iniciar o atendimento para a entrega de material aos inscritos já no domingo, 1º, das 10h às 20h. Na segunda-feira, 2, o funcionamento será das 7h30 às 18h e, na terça-feira, 3, o horário será das 8h às 18h. “O aplicativo ajuda o participantes a se programar, o que é essencial para aproveitar o máximo das experiências oferecidas pelo evento”, reforçou o executivo lembrando que, além de ser ferramenta completa para ajudar o público a se planejar, os participantes poderão consultar a programacao oficial e social do evento, a lista de marcas presentes e acessar o certificado de participação, por exemplo. O aplicativo oficial da Conbrasul 2025 está disponível para dispositivos com sistemas operacionais IOS e Android, e o download pode ser feito na Google Play Store e Apple Store. Outras informações sobre a Conbrasul Ovos 2025 estão disponíveis no site do evento, ou podem ser obtidas através do e-mail [email protected] ou do telefone (51) 9 8600.9684.

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



