Avicultura No Rio Grande do Sul
Conbrasul Ovos 2025 confirma realização do evento de 1º a 03 de junho em Gramado
Após a confirmação de IAAP em granja comercial no país, Asgav, ABPA e IOB reafirmam compromisso com a ciência, segurança e evolução do setor. Comissão organizadora afirma que fortalecer a biosseguridade será a tônica dos debates.

A comissão organizadora da 5ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul Ovos), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e o Instituto Ovos Brasil (IOB) anunciaram a manutenção do evento de 1º a 03 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul, com protocolos sanitários especiais.

Presidente Executivo da Asgav e organizador do evento, José Eduardo dos Santos: “Pedimos que todos os inscritos leiam e sigam essas diretrizes com atenção”
Diante da confirmação recente de um foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves comerciais no estado, os organizadores reforçam o compromisso com a segurança, responsabilidade e continuidade das atividades do setor avícola brasileiro. “A 5ª Edição da Conbrasul Ovos está mantida, mais relevante do que nunca e com propósitos estratégicos. Este é um momento decisivo para o setor e ele exige união, preparo técnico, maturidade e ação coordenada. É exatamente isso que vamos proporcionar durante o encontro. Por isso, a conferência seguirá com sua programação completa, fortalecendo o espaço para debates estratégicos, troca de experiências e atualização sobre desafios sanitários e de mercado”, defendeu o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do evento, José Eduardo dos Santos, por meio de um comunicado ao setor.
Biosseguridade reforçada para a Conbrasul 2025
De acordo com Santos, o evento terá um protocolo de biosseguridade rigoroso, baseado nas orientações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para eventos presenciais. As recomendações estão disponíveis no site do evento. “Pedimos que todos os inscritos leiam e sigam essas diretrizes com atenção”, alertou o executivo.
Ele lembra que Gramado, cidade sede do evento, é um importante polo turístico sem presença de granjas produtoras de ovos ou carne de frango, o que possibilita um ambiente seguro à cadeia produtiva.
Programação

Nos três primeiros dias do próximo mês, Gramado vai ser a capital da indústria e produção de ovos do país. A expectativa é reunir cerca de 500 participantes, decisores de todos os elos da cadeia produtiva do Brasil, além da presença de representantes de entidades do setor e de órgãos oficiais.
Especialistas de renome do Brasil e do exterior vão discutir os principais desafios sanitários e estratégicos da indústria e produção de ovos, com destaque para a Influenza aviária.
Serão abordadas medidas de prevenção, controle, biosseguridade e sustentabilidade, fortalecendo a capacidade de resposta do setor. “O setor avícola não pode parar e não vai. A IAAP já ocorreu em outros países e não impediu a realização de eventos. Do mesmo modo, seguiremos firmes, juntos, com ciência, com responsabilidade, cooperação e resiliência, que são marcas da avicultura brasileira”, menciona.
No comunicado assinado também pelo presidente da ABPA, Ricardo Santin, e pelo presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras, a Conbrasul Ovos 2025 reafirma seu compromisso com a ciência, a responsabilidade e a continuidade das atividades do setor avícola brasileiro. “A adesão de patrocinadores, expositores, congressistas e entidades parceiras está confirmada, refletindo a confiança e a relevância do evento para toda a cadeia produtiva. Mais do que um evento, a Conferência reafirma seu compromisso com a evolução do setor, a valorização da excelência e a construção conjunta de um futuro ainda mais promissor para a indústria e produção de ovos no Brasil e no mundo”, destaca a nota.
O protocolo de biosseguridade do evento, baseado nas orientações da ABPA e outras informações sobre a Conbrasul Ovos 2025 estão disponíveis clicando aqui, ou podem ser obtidas através do e-mail [email protected] ou do telefone (51) 9 8600.9684.

Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.
Avicultura
São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre
Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.
O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.
Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.
A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.
As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.
De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.
Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).




