Avicultura No Rio Grande do Sul
Conbrasfran vai debater desafios no campo, na indústria e sustentabilidade na avicultura
Com o apoio de empresas, agroindústria, órgãos oficiais e entidades do setor, evento vai reunir líderes da cadeia produtiva de 25 a 27 de novembro, em Gramado.

As tecnologias e inovações para uma avicultura com eficiência operacional, os desafios para atrair e reter talentos, os processos e as tecnologias para um melhor desempenho de empresas avícolas, um cenário do uso de energias alternativas no campo e a responsabilidade da agroindústria na produção de alimentos frente aos desafios ambientais e sanitários serão alguns dos temas debatidos por especialistas do setor durante a programação Magna da Conbrasfran 2024 (Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango), que vai ser realizada pela Asgav (Associação Gaúcha de Avicultura) entre os dias 25 e 27 de novembro, em Gramado, no Rio Grande do Sul.
O evento vai reunir líderes da cadeia avícola para debater os desafios, oportunidades, tecnologias, inovações e o futuro da atividade, antecipou o presidente Executivo da Asgav e organizador do evento, José Eduardo dos Santos. “Será um evento importante para disseminar conhecimento e promover a integração de novos conceitos e práticas inovadoras que impulsionam a produção avícola. Com o apoio de diversas empresas, da agroindústria e de entidades, o evento tem o objetivo de fomentar o debate e a cooperação entre os diferentes agentes da cadeia produtiva, reforçando o papel deste encontro como um ambiente estratégico para avançarmos em pautas globais da produção, como sustentabilidade, bem-estar animal e sanidade”, disse o executivo.
Ele destaca que durante os três dias de evento, os participantes poderão estabelecer conexões valiosas e se envolver em discussões profundas sobre as implicações das transformações do consumidor moderno, criando ambiente propício para o networking e a troca de conhecimentos. Os interessados podem se inscrever no site do evento. As vagas são limitadas a 500 participantes.
A programação completa da Conbrasfran 2024 está disponível, clicando aqui. “Os interessados em participar devem se inscrever com antecedência porque estamos com poucas vagas disponíveis”.
Programação Magna
Um dos destaques do evento, a Sessão Especial de Conjuntura, inovação e transição vai destacar os desafios no campo, na indústria e a sustentabilidade no cenário nacional e mundial. Os debates serão abertos a partir das 14h05 do dia 26 de novembro com uma discussão sobre Tecnologia e inovação para a avicultura com eficiência operacional, encabeçada pelo supervisor de Vendas e Mercado da Toledo do Brasil, Rodrigo Geraldo Schimit. Em seguida, o tema avança para Os desafios de uma jornada vencedora no campo: pessoas, processos e tecnologias, com o vice-Presidente da Divisão de Grãos e Proteínas da Cumberland Agromarau, Ricardo Marozzin.
Logo depois, um debate sobre Energia alternativa, seus estágios e como o Brasil está evoluindo vai ser liderado pelo diretor Presidente da Be8energy, Erasmo Carlos Battisttela. A programação desta tarde será encerrada com o tema A responsabilidade agroindustrial na produção de alimentos frente aos desafios ambientais e sanitários, com o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra. Outras informações sobre a Conbrasfran 2024 podem ser encontradas no site do evento, pelo e-mail [email protected], através do telefone (51) 3228.8844, do WhatsApp (51) 9 8600.9684 ou pelo Instagram do encontro (@conbrasfran).

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



