Avicultura
Conbrasfran 2024 reúne especialistas e agroindústria em debate sobre saúde e segurança do trabalho
Com o objetivo de reduzir riscos, discussões terão representantes da indústria avícola, do Ministério Púbico, de consultores e pesquisadores em evento que vai ser realizado de 25 a 27 de novembro, em Gramado (RS).

Um debate sobre saúde e segurança do trabalho na avicultura vai reunir profissionais da agroindústria, representada pela JBS e BRF, e especialistas do setor, como consultores, pesquisadores e profissionais do Ministério Público do Trabalho durante o 9º Seminário de SST – Segurança e Medicina do Trabalho, que vai ser realizado pela Conbrasfran 2024, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que vai ser promovida pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), de 25 a 27 de novembro, em Gramado, no Rio Grande do Sul.
Dividido em dois painéis, um sobre um Olhar para o profissional de saúde e segurança do trabalho e outro sobre os Aspectos Técnicos da SST, o evento tem a confirmação de palestrantes como o gerente Executivo Jurídico da JBS, Matheus Thiago Santin e a procuradora do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, Cirlene Zimmermann, com a moderação da mestre em Sistemas e Processos Industriais e perita da Justiça do Trabalho, Diane Sordi.

Presidente executivo da Asgav e organizador do evento, José Eduardo dos Santos: “Esta já é a 9ª edição do Seminário de SST, o fato novo é que agora ele vai ser realizado com a programação de um evento maior, a Conbrasfran” – Fotos: Divulgação/Asgav
Também vão participar o higienista Ocupacional Certificado (HOC 0117), Gustavo Rezende de Souza, o consultor em Higiene Ocupacional, Segurança do Trabalho e eSocial, Andrey Amoreti Soares, o chefe da Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, Sérgio Augusto Letizia Garcia e o auditor Fiscal do Trabalho, Mauro Marques Muller, com a mediação do coordenador de Saúde Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da BRF, Jarbas Bier Ghion.
O presidente executivo da Asgav e organizador do evento, José Eduardo dos Santos, destaca que o tema é recorrente em eventos da associação com o objetivo de orientar e esclarecer dúvidas das empresas com a finalidade de reduzir riscos no ambiente de trabalho. “Esta já é a 9ª edição deste seminário. O fato novo é que agora ele vai ser realizado com a programação de um evento maior, a Conbrasfran. Este tema, que sempre foi importante, ganhou ainda mais destaque a partir da pandemia de Covid-19, que exigiu uma nova visão sobre Saúde e Segurança do Trabalho”, disse Santos.
Ele salienta que a Conbrasfran 2024 deverá reunir cerca de 500 participantes, líderes de todos os elos da cadeia produtiva, desde o segmento de genética, passando por nutrição, saúde, meio ambiente, equipamentos, logística, embalagens até a agroindústria. As inscrições podem ser realizadas no site do evento e as vagas são limitadas.
A programação completa da Conbrasfran 2024 está disponível aqui.
9º Seminário de SST – Segurança e Medicina do Trabalho
A programação do Seminário SST será aberta às 08h45 do dia 26 de novembro com um debate sobre o Cenário das regulamentações no ambiente do trabalho na indústria avícola brasileira, com o gerente Executivo Jurídico da JBS, Matheus Thiago Santin. Em seguida, as discussões avançam sobre os Desafios da atuação dos profissionais de SST na promoção da cultura da prevenção no trabalho, com a procuradora do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal, Cirlene Zimmermann. Este painel terá a moderação da mestre em Sistemas e Processos Industriais e perita da Justiça do Trabalho, Diane Sordi.
Logo depois, o tema Gestão da exposição ocupacional e agentes biológicos na cadeia da avicultura será abordado pelo higienista Ocupacional Certificado (HOC 0117), Gustavo Rezende de Souza. Na sequência, as Interfaces da ergonomia com a higiene ocupacional serão debatidas com o consultor em Higiene Ocupacional, Segurança do Trabalho e eSocial, Andrey Amoreti Soares. Uma discussão sobre A integração da Engenharia de Segurança do Trabalho com a Medicina do Trabalho por meio da Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho vai reunir o chefe da Superintendência Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, Sérgio Augusto Garcia e o auditor Fiscal do Trabalho, Mauro Marques Muller com a moderação do coordenador de Saúde Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da BRF, Jarbas Bier Ghion.
Outras informações sobre a Conbrasfran 2024 podem ser encontradas no site www.conbrasfran.com.br, pelo e-mail [email protected], através do telefone (51) 3228-8844, do WhatsApp (51) 98600-9684 ou pelo Instagram do encontro (@conbrasfran).

Avicultura Editorial
O Nordeste avícola já não cabe no rodapé
Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.
Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.
A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.
Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.



