Avicultura
Conbrasfran 2024 debate monitoramento sanitário, estratégias para redução de condenas e programas de qualidade em plantas de abate
Painel sobre avanços nos processos em plantas de abate e o papel do médico-veterinário vai contar com a partipação de representantes da Embrapa, Cobb, Seara e Aurora Coop. A discussão será um dos destaques do evento, de 25 a 27 de novembro, em Gramado (RS).

O monitoramento microbiológico do desempenho sanitário no processo de abate, o atual cenário e estratégias para redução de condenações de carcaças em frigoríficos e a elaboração e o monitoramento de programas de qualidade em plantas de abate são alguns dos temas que serão discutidos com pesquisadores e representantes da agroindústria durante a Conbrasfran 2024, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que vai ser realizada pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), entre os dias 25 e 27 de novembro, em Gramado, no Rio Grande do Sul.
O painel Avanços nos processos e o papel vital do médico-veterinário vai começar a partir das 08h45 do dia 27 de novembro e vai reunir especialistas renomados da cadeia produtiva. O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Arlei Coldebella, vai abrir a programação com um debate sobre o “Monitoramento microbiológico do desempenho higiênico-sanitário do processo de abate”.
Em seguida, o especialista em Processos de Qualidade da Cobb-Vantress, Eder Barbon, vai destacar o “Cenário atual: Estratégias e alternativas em abatedouros para redução de condenas” e a diretora de Qualidade da Seara Alimentos, Marisete Cerutti, vai apresentar o tema “Aprimorando a elaboração e o monitoramento de programas de controle de qualidade: principais aspectos e estratégias”. O coordenador de Relações Institucionais e Governamentais da Aurora Coop, Rafael Santos, vai moderar estes debates.
O painel Avanços nos processos e o papel vital do médico-veterinário faz parte da programação do 5º Encontro de Qualidade Industrial na Avicultura – Frigoríficos, promovido pela Asgav. Outras informações sobre a Conbrasfran 2024 podem ser encontradas no site do evento (www.conbrasfran.com.br), pelo e-mail conbrasfran@asgav.com.br, através do telefone (51) 3228.8844, do WhatsApp (51) 9 8600.9684 ou pelo Instagram do encontro (@conbrasfran).

Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.
Avicultura
Avicultura brasileira reforça controles sanitários diante de novo cenário regional
Com avanço da influenza aviária em países vizinhos, setor intensifica monitoramento e reduz margem de erro.

A avicultura brasileira não parte do zero. Ao contrário, construiu ao longo de décadas um dos sistemas sanitários mais consistentes entre os grandes produtores globais. O status livre de influenza aviária em plantéis comerciais, mantido até aqui, é resultado de protocolos consolidados de biosseguridade, vigilância ativa e integração entre setor privado e serviço veterinário oficial. Ainda assim, o ambiente ao redor mudou. A confirmação recente de focos de influenza aviária de alta patogenicidade na Argentina, país vizinho e relevante na produção regional, reposiciona o risco e exige respostas mais rápidas, mesmo de cadeias já estruturadas.
O movimento não é de ruptura, mas de ajuste fino. Programas de controle de Salmonella vêm sendo revisados com maior rigor na granja, na fábrica de ração e no abate; o monitoramento de micotoxinas ganha centralidade pela relação direta com integridade intestinal e suscetibilidade a patógenos; e protocolos de biosseguridade são reforçados em pontos críticos, como o trânsito de pessoas, insumos e veículos. O que antes operava com margem de segurança passa a trabalhar com tolerância mínima a desvios, pressionado ainda por exigências sanitárias mais objetivas dos mercados importadores.
A consequência é uma cadeia mais sensível e interdependente. Sanidade, nutrição, manejo e logística deixam de operar como compartimentos técnicos e passam a responder como um sistema único, no qual qualquer falha – seja na qualidade da matéria-prima, na ambiência ou na execução de protocolos – pode comprometer desempenho, habilitação sanitária e fluxo de exportação. É nesse nível de precisão que a avicultura brasileira opera hoje: não para alcançar um padrão, mas para sustentá-lo sob pressão crescente.
Nessa reportagem especial produzida com exclusividade pelo jornal O Presente Rural, o foco está nos ajustes que a cadeia vem fazendo para manter esse padrão. A partir dos debates do Simpósio Facta, em Toledo (PR), do Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, em Limeira (SP), e do Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó (SC), o material identifica onde estão hoje os principais pontos de atenção sanitária.
O leitor encontrará o que está mudando na prática: reforço de biosseguridade, revisão de programas sanitários e maior rigor no monitoramento, da granja ao abatedouro. Não se trata de reconstruir o sistema, mas de reduzir a margem de erro em um ambiente mais exigente, dentro e fora do país.





