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Conab divulga calendário 2025 das principais safras agrícolas e do mercado hortigranjeiro do Brasil
Cronograma inclui dados sobre grãos, café, cana-de-açúcar e comercialização de hortigranjeiros. Confira as datas e projeções para este ano.

O cronograma de 2025 com a divulgação dos levantamentos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já está disponível no site da Companhia. Publicado na segunda-feira (06), o calendário apresenta as datas dos anúncios das safras de grãos, de café, de cana-de-açúcar e também os dados de comercialização de hortigranjeiros nas Centrais de Abastecimento (Ceasas).
O primeiro evento divulgado pela estatal, agendado para o dia 14 de janeiro, será o anúncio do 4º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25. As divulgações da safra de grãos realizadas pela Conab trazem um panorama que vai desde o início do ciclo da produção, com a primeira divulgação realizada em outubro do ano passado, até a finalização do ano agrícola.
Ao todo são 12 levantamentos mensais, sendo o último do ano-safra 2024/25 no dia 11 de setembro. A Companhia acompanha as safras de 16 grãos (algodão, amendoim, arroz, gergelim, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale).
Também no mês de janeiro, a Companhia fará duas divulgações sobre a safra de café. A primeira, agendada para o dia 21, se trata do 4° Levantamento da cultura que traz informações sobre o fechamento da safra de 2024 do produto. Já no dia 28, os técnicos da estatal irão apresentar o panorama para o ciclo 2025 com o anúncio do 1º Levantamento. Outras três divulgações com informações de área, produtividade e produção das principais regiões produtoras de café no país serão realizadas em maio, setembro e dezembro, abrangendo toda a temporada de cultivo do grão.
Ainda no dia 23 de janeiro, a Companhia apresenta os dados do 1º boletim de 2025 sobre a comercialização de hortigranjeiros nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do Brasil. As demais publicações ocorrem mensalmente e trazem informações dos preços praticados das frutas e hortaliças mais vendidas nos mercados atacadistas analisados pela Companhia. O trabalho faz parte do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), cuja operacionalização é realizada pela Conab.
Cana-de-açúcar
Para a cana, o 4º e último levantamento que encerra a safra 2024/25 será realizado no dia 17 de abril. As divulgações das análises, referentes ao ano safra 2025/26, estão marcadas para abril (29), agosto (26) e novembro (04) deste ano. O último levantamento da safra de cana-de-açúcar será divulgado em 16 de abril de 2026.
Demais produtos
Além das datas dos anúncios de grãos, café e mercado hortigranjeiro, o calendário da Companhia apresenta também o cronograma de publicação do Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA). O documento é uma parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam).
Boletim foi planejado, entre os serviços oferecidos pela Conab, para atender à sociedade com informações sobre as condições agrometeorológicas e a interpretação do comportamento das lavouras em imagens de satélites e no campo. A primeira edição deste ano será publicada no dia 30 de janeiro.

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Público dos quatro dias de visitas técnicas ao Show Rural 2026 chega a 368.824 pessoas
Com recordes nos três primeiros dias, a 38ª edição ultrapassa a projeção inicial de 360 mil visitantes durante a feira.

Entre a manhã de segunda-feira (09) e o fim da tarde de quinta-feira (12), 368.824 mil pessoas passaram pelo parque tecnológico que sedia o 38º Show Rural Coopavel. Somente na quinta-feira, o público chegou a 94.310 visitantes.
Os três primeiros dias da edição de 2026 registraram recorde de público diário. Com o acumulado parcial, a meta de 360 mil visitantes projetada para esta edição já foi superada antes mesmo do encerramento oficial do evento.
O Show Rural segue nesta sexta-feira (13), com portões abertos das 07 às 18 horas. O acesso ao parque e a utilização do estacionamento são gratuitos. Com o tema A força que vem de dentro, a feira reúne 600 expositores do Brasil e do exterior.
Entre os destaques da programação desta sexta-feira estão a Batalha de Pitches, pela manhã, no Espaço Impulso, e o anúncio dos vencedores do Hackathon, no pavilhão do Show Rural Digital, no fim da tarde.
Notícias
Com colheita da primeira safra em curso, Conab projeta 353,4 milhões de toneladas em 2025/26
Levantamento aponta expansão de área plantada e leve recuo na produtividade média, sem comprometer o recorde estimado

Iniciados os trabalhos de colheita das culturas de primeira safra, a produção de grãos no país está estimada em 353,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26, um ligeiro crescimento de 0,3% em relação ao volume obtido no ciclo 2024/25, o que mantém a perspectiva de recorde na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação
A área plantada deve chegar a 83,3 milhões de hectares, elevação de 1,9% em relação ao ciclo passado e que corresponde a um avanço de 1,5 milhão de hectares. Já a produtividade média nacional das lavouras tende a apresentar um recuo de 1,5%, saindo de 4.310 quilos por hectares em 2024/25 para 4.244 quilos por hectares em 2025/26. Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos para a atual temporada, divulgado na quinta-feira (12) pela Companhia.
Neste levantamento, a Conab aponta para uma safra de 178 milhões de toneladas de soja, aumento de 6,5 milhões de toneladas em comparação ao ciclo passado e um novo recorde para a cultura. As condições climáticas, no período analisado, vêm favorecendo o desenvolvimento das lavouras nas principais regiões produtoras.
A colheita da oleaginosa já foi iniciada na maioria dos estados e atinge 17,4% da área, percentual superior em relação ao mesmo período

Foto: Shutterstock
do ano passado e pouco abaixo da média dos últimos 5 anos, conforme indica o Progresso de Safra divulgado nesta semana pela estatal. Em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, a colheita alcançou 46,8%, e as produtividades estão próximas das estimadas inicialmente.
Para o milho, a previsão é de uma safra total de 138,4 milhões de toneladas, representando recuo de 1,9% em relação ao ciclo anterior. Mesmo com estimativa de redução da produção ao final do atual ciclo, o cultivo da primeira safra do cereal apresenta crescimento de 7,2% na área, estimada em 4 milhões de hectares, e a produção em 26,7 milhões de toneladas, aumento de 7,1% sobre a safra anterior.
Para a segunda safra do grão devem ser destinados 17,9 milhões de hectares, com o plantio já iniciado, alcançando na primeira semana de fevereiro 21,6% da área estimada, e com uma produção projetada em 109,3 milhões de toneladas.

Foto: Shutterstock
Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada para o arroz deve atingir 1,6 milhão de hectares, 11,6% inferior à área cultivada na safra anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país, as lavouras estão em pleno desenvolvimento vegetativo, e os mananciais, que estavam com os níveis reduzidos, tiveram recuperação do aporte hídrico para as áreas produtoras do estado com a ocorrência das últimas chuvas. A Conab estima que a produção chegue a 10,9 milhões de toneladas. Mesmo com a expectativa de queda de colheita em 2025/26, a perspectiva é que o volume assegure o abastecimento interno.
Para o feijão, a produção deve se manter próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa. A primeira safra apresenta redução de 11,4% na área plantada, totalizando 804,7 mil hectares, com expectativa de produção de 967,2 mil toneladas, 9% inferior à safra passada. A queda é influenciada pelos resultados estimados na região Sul do país, em especial no Paraná. Em contrapartida, em Minas Gerais a Conab prevê um aumento 9,5% na produção, sendo estimada em 224,6 mil toneladas, se tornando o principal produtor de feijão neste primeiro ciclo.
Já os agricultores de algodão, outra importante cultura de segunda safra, devem destinar cerca de 2 milhões de hectares para o cultivo da fibra, redução de 3,2% em relação à safra anterior, o que deve resultar em uma produção de 3,8 milhões de toneladas de pluma. De acordo com a Conab, já foram semeadas cerca de 88,1% da área.
Mercado
Neste levantamento a Conab traz os dados consolidados da comercialização do milho da safra 2024/25. A produção recorde obtida no

Foto: Gilson Abreu
ciclo passado possibilitou que exportações atingissem 41,5 milhões de toneladas, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O aumento das vendas ao mercado externo ,a safra 2024/25 em relação ao ciclo 2023/24 é impulsionado pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional pelo grão.
Alta também para o consumo interno, que saiu de 84 milhões de toneladas na temporada 2023/24 para 90,5 milhões de toneladas na safra passada, um novo recorde na série histórica da Companhia. Esse crescimento é atribuído principalmente ao aumento da utilização do milho na produção de etanol, que vem ganhando cada vez mais relevância no setor energético.
Para a temporada 2025/26 de milho, a expectativa é que haja um novo incremento tanto nas exportações como no consumo interno, com estimativas de 46,5 milhões de toneladas e 94,5 milhões de toneladas respectivamente. Mesmo com a elevação, os estoques de passagem do grão, em janeiro de 2027, devem se manter em torno de 12 milhões de toneladas.
Confira as informações completas sobre as principais culturas cultivadas no país com as condições de mercados dos produtos no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, publicado no Portal da Conab.
Colunistas
Salvaguarda chinesa para carne bovina pressiona exportações brasileiras e acende alerta no setor
Limitação de cotas pode reduzir presença do produto brasileiro no mercado asiático e gerar impacto na cadeia produtiva.

A salvaguarda adotada pela China para proteger sua produção local é, sem dúvida, uma medida legítima e até exemplar. Trata-se de uma decisão soberana que demonstra o zelo com o produtor interno, algo que também deveríamos praticar com igual rigor. O ponto que exige atenção, contudo, não é a existência da salvaguarda em si, mas as condições e adaptações necessárias à sua implementação.
No caso específico da carne vermelha brasileira, é indispensável considerar a dinâmica própria desse comércio. A relação entre produção, embarque e entrega opera em ritmo acelerado e com contratos previamente estabelecidos. O ciclo médio entre a produção e a chegada do produto ao destino gira em torno de 75 dias, o que significa que qualquer alteração abrupta nas regras impacta volumes já comprometidos e em trânsito.

Artigo escrito por Paulo Bellicanta, presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo).
À época da implementação da medida, o volume comercializado era da ordem de 170 mil toneladas por mês, o que representa aproximadamente 7.700 toneladas por dia. Projetado para o período de 75 dias, isso resulta em cerca de 500 mil toneladas em trânsito, desconsiderando inclusive eventuais interrupções por feriados. Diante da cota atual, a diferença alcança quase 50% do total pretendido, criando um descompasso evidente entre oferta e limite autorizado.
Esse cenário pode levar, em menos de seis meses, à ausência do produto brasileiro no mercado chinês. Por isso, a solicitação do Brasil para que sejam consideradas na cota de 2026 apenas as cargas efetivamente embarcadas neste ano não é um pleito meramente setorial, mas uma medida vital para a sobrevivência do setor produtivo brasileiro e para o equilíbrio do abastecimento, sem prejuízo ao produtor chinês, justamente o objetivo central da salvaguarda.
Os números são claros. Em 30 de dezembro de 2025 havia cerca de 350 mil toneladas entre portos chineses e cargas em trânsito. Somam-se a isso 120 mil toneladas exportadas em janeiro e uma previsão de 100 mil toneladas para fevereiro. Ao final desse período, o total entregue poderá alcançar 570 mil toneladas. Restariam, então, para os dez meses seguintes de 2026, apenas 530 mil toneladas, o equivalente a 53 mil toneladas por mês, frente às 170 mil entregues em dezembro.
Não se trata de uma análise teórica ou de projeções especulativas, mas da leitura objetiva de números que já sinalizam risco de desabastecimento no mercado chinês e grave impacto sobre a cadeia produtiva brasileira. É imprescindível que a diplomacia brasileira leve à mesa das relações bilaterais essa realidade concreta, demonstrando que ajustes técnicos são necessários para preservar a previsibilidade e a estabilidade do comércio.
A China é, indiscutivelmente, nossa grande e leal parceira comercial. O que se impõe agora é a capacidade de expor, com dados e serenidade, as preocupações legítimas de um setor estratégico para ambas as economias.



