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José Luiz Tejon Megido Opinião

Comunicar e vender mais, para o Brasil crescer

Para vender mais e melhor precisamos entender e estudar as percepções sobre nossa marca Brasil e nossos produtos nos mercados consumidores

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Nossa gigantesca preocupação com o agronegócio hoje está totalmente conectada ao crescimento do PIB do país, e ao nosso futuro.

Perdemos-nos em meandros, em discussões de meios sem uma clarificação de horizontes, de objetivos e de uma análise crítica sobre priorização do que deve ser feito com um super objetivo. Quanto podemos crescer no agribusiness global com reflexos diretos no crescimento do PIB do Brasil? E isso então gerando o que passa a ser sagrado para o povo brasileiro, empregos, negócios, empreendedorismo, cooperativismo, distribuição de renda e enfrentamento da guerra deste século, a desigualdade entre ricos e pobres.

O tamanho do agro brasileiro é de cerca de 500 bilhões de dólares ao ano, aproximadamente dois trilhões de reais, e precisamos crescer o PIB ao mínimo de 4% ao ano. E, para isso, temos na base da massa potencial econômica do agronegócio a principal e mais sólida fonte de riqueza para isso.

Não faremos só com volume de commodities, precisaremos de qualidade e de agregação de valor agroindustrial, além de desenvolver dezenas de cadeias produtivas que seguem amarradas e atadas por falta de estruturas que viabilizem acesso aos mercados como uma ferrovia parada passando por Janaúba , Jaíba, rumo aos portos do Nordeste, que continua como sonho dos líderes da Abanorte, Associação dos Fruticultores do Norte de Minas.

Mas para vender mais e melhor precisamos entender e estudar as percepções sobre nossa marca Brasil e nossos produtos nos mercados consumidores.

Nesta segunda feira, no PENSA-FIA, Fundação Instituto de Administração da USP, iniciaremos uma série de seminários com o título: Comunicação, decifra- me ou te devoro. A partir das 18h30.e um estudo especial sobre as percepções de stakeholders chineses será apresentado.

Foram mais de 24 mil indivíduos pesquisados em cinco distritos chineses mais populosos por meio das redes sociais. O foco da pesquisa foi na proteína animal. Restaurantes, o varejo chinês, autoridades políticas e econômicas, traders e a mídia da China.

Temos uma percepção confiável junto aos traders, e até uma admiração por termos superado e vencido geografias distantes. Porém não nos diferenciamos por qualidade, inovação e valor. Quanto mais nos aproximamos das pontas finais do consumo, não obtemos diferenciações qualitativas ou inovadoras. Junto à mídia chinesa, da mesma forma, somos mais um fornecedor.

As recomendações desse estudo feito pela Onstrategy Europe e Biomarketing Brasil são: precisamos de uma consolidação da comunicação do agro brasileiro junto aos diversos públicos consumidores. Isso permitirá vendermos mais e, além disso, vendermos melhor, com mais valor em moeda. Não basta volume, precisamos inovação e qualidade percebida.

Comunicar e vender, para o Brasil crescer.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

O Brasil e a juventude do mundo

Brasil é um local espetacular, cheio de oportunidades, muito mais do que entraves

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

No dia 8 de fevereiro, na cidade de Nantes, eu representava o Brasil em uma diplomação de mais de 800 estudantes internacionais. Audencia Business School, da França, é hoje um hub conectando jovens do mundo todo. Uma cerimônia com as becas, palavra de alunos e de professores no La Cité de Congrès.

Pelo Brasil, a FECAP de São Paulo recebe jovens do programa FAM (Food & Agribusiness Management), por um mês e meio, dentro do MBA internacional conduzido pelos franceses.

Ao viver essa experiência única, com mais de 800 jovens do mundo, e sendo um membro do CCAS (Conselho Científico Agro Sustentável), é importantíssimo dizer que, mais do que estarmos vivendo em um mundo de velocidade mutante, entramos em uma era de “change makers”, uma geração que faz a mudança.

Ao falar com esses jovens, precisamos de empatia na comunicação. Alguns temas viram sagrados: sustentabilidade, meio ambiente, árvores, bem-estar animal, cooperação para diminuir a desigualdade, Big Data e profissionais “data miners”.

Sobre o nosso Brasil? Expectativas fascinantes. Visualizam aqui território, área, expansão. Sentem no Brasil receptividade para a diversidade humana. Identificam-se com uma natureza de cinturão tropical e de imensas oportunidades para criar e construir vidas.

Quando mostramos o cooperativismo no Brasil: encanta. Quando falamos da Embrapa, da pesquisa do Cenargen, uma arca de Noé: encanta. Eles não sabiam que temos a quarta melhor universidade de Ciências Agrárias do planeta, a ESALQ/USP: encanta.

São Paulo, como a maior base econômica dentre todas as cidades de países em desenvolvimento, da mesma forma encanta. E a Amazônia? Simplesmente a marca, “brand”, mais poderosa do mundo. Fica aqui e instiga, provoca, e atrai as forças da imaginação de uma juventude que mudará o mundo pelos próximos 50 anos.

Mas delicioso mesmo, fascinante, é ser aplaudido de pé pelos jovens do mundo ao dizer:

“Jovens, professores, familiares, o Brasil é o único país do mundo que tem nome de árvore – nascemos do pau-Brasil. Temos leis sérias e severas que protegem todas as nossas árvores. Recebemos todas as raças do mundo neste país e juntos criamos um agronegócio que está virando uma agro cidadania. Hoje, aqui, parte destes estudantes estão recebendo também um diploma brasileiro do programa de agribusiness. Estiveram no Brasil e nos ensinaram a olhar e amar mais ainda nosso território; todos me disseram que querem voltar. Então, saibam, em uma era de sustentabilidade temos no Brasil um símbolo planetário e civilizatório vivo: Nós amamos as nossas árvores, se não amássemos, seríamos injustos, pois Brasil é o único no mundo que tem nome de árvore. Estudantes do mundo todo, que estes diplomas signifiquem para cada um de vocês uma semente, uma muda de uma grande árvore: a das suas vidas e de todos que vocês amam. Obrigado.”

O Brasil é um local espetacular, cheio de oportunidades, muito mais do que entraves. Brasil é país criança, ainda menino e menina, muito jovem, mas simplesmente apaixonante, encantador de, à primeira vista, logo cair em amor.

Um dia emocionante na França, com jovens do mundo todo em Nantes.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

Onde tem cooperativa bem liderada, cresce a renda e a distribuição da renda

Precisamos falar do crescimento do país, e em paralelo da luta contra a desigualdade

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Precisamos falar do crescimento do país, e em paralelo da luta contra a desigualdade. O agronegócio brasileiro como um todo tem, sim, condições de dobrar de tamanho.

Podemos e devemos ter um objetivo de buscar US$ 1 trilhão em 5 anos, com acesso a todos os mercados do mundo, não apenas com os grãos, o açúcar, as carnes, o papel e celulose, a citricultura, o café. Também com esses. Mas com fruticultura, trigo, arroz, feijão, leite, piscicultura, biocombustíveis, e a agroindústria brasileira dobrando de tamanho e construindo marcas e valor.

Qualquer plano estratégico e de negócios de “a” a “z” nas cadeias produtivas do agro revelam essa possibilidade facilmente. Mas podemos criar riquezas e não distribuir. O país pode crescer, mas os mais pobres perderem renda: 6,5% dos brasileiros vivem na linha de extrema pobreza do Banco Mundial.

As iniciativas como Bolsa Família e outros projetos assistencialistas atenuam dramas de curto prazo, mas não resolvem nada a longo prazo. E ainda correm o risco de serem utilizadas como instrumentos de propaganda política. A fórmula e o modelo de negócios para criarmos riquezas e melhorar a dignidade está na cara dos brasileiros.

No agronegócio basta comparar onde tem cooperativismo com lugares onde não existem cooperativas. Podemos ver crescimento do PIB em ambas, porém iremos ver níveis de desigualdades diferentes em ambas. Onde tem cooperativa bem liderada, cresce a renda e a distribuição da renda.

No agronegócio quando olhamos para 4 milhões de produtores rurais do país, micros e pequenos, sem acesso à assistência técnica, a única forma de dar dignidade a 80% do total dos agricultores do Brasil, chama-se cooperativismo.

E quando olhamos para as cooperativas de crédito, de táxis, de catadores de lixo, do trabalho, de saúde, de consumo, de energia, assistimos ali formulando o futuro, de um futuro que já existe aqui e agora.

O desafio do país será dobrar de tamanho o seu PIB, e o desafio da sociedade será o de diminuir a desigualdade e distribuir riqueza. Olhem para o oeste do Paraná, só para ficarmos num exemplo, e investiguem por que ali tem riqueza, progresso e níveis elevados de dignidade humana para todos.

Fonte: Assessoria
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José Luiz Tejon Megido Opinião

E o PIB do Brasil?

Para crescer o PIB do Brasil com administração, gestão e governança, precisamos e devemos ter um plano estratégico do agronegócio brasileiro

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Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Crescemos 0,6% no terceiro trimestre frente ao trimestre anterior. Não importa discutir se foi “pibinho” ou “pibão”, o que vale é a boa reflexão. Tem se falado muito de que para impactarmos pra valer o PIB do Brasil, precisamos de um planejamento estratégico e de um plano de negócios para todo o agronegócio brasileiro.

Então, o que a análise do PIB deste trimestre nos ajuda ainda mais nessa reflexão? Crescemos 0,6% graças a quê?
A agropecuária cresceu 1,3% e significou a possibilidade de termos um número positivo no PIB total. Qual outro setor contribuiu positivamente? A indústria extrativa: foi o petróleo.

Então, novamente, quais são as bases econômicas legítimas de raiz no Brasil que permitem impulsionar todos os demais outros setores da economia, indústria, comércio e principalmente serviços, a grande parte da construção do PIB?

Temos a base da mineração, a base do petróleo e a base do agronegócio. Tudo o que é gerado nos campos, rios, represas e mar do Brasil. E isso é uma riqueza que foi criada pelos brasileiros nos últimos 40 anos. E aí vai outra pergunta: qual é a maior indústria brasileira hoje, quando você olha para todas, como metal, mecânica, automobilística, química?

A maior dentre todas é a indústria de alimentos e bebidas, 25% do país, um movimento econômico de quase R$ 700 bilhões e que gera mais de outros R$ 500 bilhões no comércio da alimentação e bebidas, e outros tantos nos serviços.
Para crescer o PIB do Brasil com administração, gestão e governança, precisamos e devemos ter um plano estratégico do agronegócio brasileiro, um plano de negócios e de vendas ao mundo. Acessar mercados mundiais, um plano de “A” do abacate ao “Z” do zebu.

Quer um exemplo? O Brasil é simplesmente o 3º maior produtor de frutas da terra. E sabe quanto vendemos para o mundo? Apenas 2% do que produzimos, não mais do que 600 milhões de dólares num potencial existente de US$ 60 bilhões e na bioeconomia, com um movimento mundial calculado de US$ 4 trilhões, onde o Brasil poderia ter 20% disso contabilizado, quer dizer, outros US$ 800 bilhões, mais do que todo o tamanho do agro hoje.

O Brasil é o melhor país do mundo, o mais rico dentre todos, não há riqueza igual no mundo como a brasileira. O que falta? Gestão, harmonia, inteligência e boa liderança. Podemos crescer e distribuir riqueza, só depende dos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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