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Compras públicas aumentam renda de agricultores familiares em até 106%

Impacto é maior entre os agricultores de renda mais baixa.

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Foto: Divulgação/Porto de Santos

Fornecer alimentos para programas do Governo Federal aumenta a renda média de agricultores familiares brasileiros, com efeito mais intenso entre aqueles com a renda mais baixa. É o que mostra um estudo publicado na terça-feira (07) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisou o impacto do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) sobre a renda dos fornecedores.

Foto: Valdelino Ponte

A pesquisa mostra que ser fornecedor do PAA aumenta a renda dos agricultores entre 19% e 39% e que vender alimentos para o Pnae tem um efeito positivo entre 23% e 106%. Em ambos os casos, os efeitos são mais intensos entre os agricultores de renda mais baixa, que são justamente aqueles de maior interesse das políticas. Confira o estudo clicando aqui.

“Os resultados mostram que as compras públicas de alimentos da agricultura familiar são estratégicas para concomitantemente melhorar os índices nutricionais da população e incentivar modelos produtivos sustentáveis, além de promover o desenvolvimento rural a partir da geração de renda aos produtores contemplados”, afirmou Sandro Pereira Silva, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea e um dos autores do estudo.

No PAA, os governos compram alimentos da agricultura familiar por meio de chamadas públicas, sem necessidade de licitação. Há diversas modalidades no programa, mas na principal delas, que é a Compra com Doação Simultânea, são priorizados grupos mais vulneráveis economicamente. Os produtos adquiridos são doados para organizações assistenciais e filantrópicas e usados para abastecer presídios, restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, entre outros equipamentos públicos.

Já o Pnae consiste no repasse de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o atendimento de estudantes matriculados na educação básica nas redes municipal, distrital, estadual e federal. Pelo menos 30% do valor desses recursos deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar.

Foto: Divulgação/Secom SC

Para chegar às estimativas de impacto na renda, os pesquisadores fizeram um cruzamento das bases de compras dos dois programas com os registros da Declaração de Aptidão do Pronaf  (DAP), que depois foi substituída pelo Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), documento obrigatório para acessar os mercados de compras públicas de alimentos. Diferentes técnicas estatísticas foram aplicadas para reduzir vieses e criar grupos comparáveis, permitindo análises mais precisas sobre os efeitos dos programas.

A pesquisa mostra que a comercialização de alimentos por meio do Pnae gerou efeito médio maior sobre a renda dos ofertantes em comparação com o PAA. “Este pode ser um indício de que o agricultor fornecedor do PAA seria, na média, menos sensível aos efeitos na renda em função da sua menor capacidade de ofertar itens com maior valor agregado e acessar políticas públicas complementares, mas isso precisa ser investigado em outras pesquisas”, sugerem os autores.

Diferenças na participação

O estudo mostra que condicionantes como sexo, escolaridade e região do fornecedor influenciam na participação no Programa de Aquisição de Alimentos e no Programa Nacional de Alimentação Escolar. Trabalhadores do sexo masculino, com mais idade e status de casado possuem mais chances de participar das compras públicas para fornecimento de produtos alimentícios. O mesmo acontece com unidades agropecuárias familiares com mais quantidade de membros na família e de empregados.

Foto: Andre dos Santos

Em relação à escolaridade, os agricultores com níveis mais elevados (médio e superior) têm probabilidade significativamente maior de participar dos programas em comparação com aqueles com níveis inferiores de educação. No que diz respeito às diferenças regionais, o texto mostra que os agricultores familiares da região Norte têm maior chance de participação no PAA do que os de todas as outras regiões. Já no Pnae, os agricultores das regiões Sul e Sudeste demonstram mais chances de participação como fornecedores.

Essas diferenças regionais refletem tanto a diferença de regras para aquisição entre as modalidades de compras públicas quanto as próprias características socioeconômicas dos agricultores familiares de cada região. “O PAA, na modalidade de Compra com Doação Simultânea, visa complementar a atuação do mercado e foi desenhado, justamente, para atuar em regiões com agricultores mais vulneráveis. Já o Pnae abarca todos os municípios brasileiros, que recebem uma verba do Governo Federal proporcional à quantidade de alunos no ciclo básico da educação da rede pública. Desde 2009 eles precisam usar pelo menos 30% do valor para compra direta dos agricultores familiares, mas esse percentual varia conforme os municípios”, explicou Sandro Pereira.

Fonte: Agência Gov

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Pamplona leva novos produtos e amplia estratégia comercial na ExpoApras 2026

Participação na feira busca fortalecer parcerias e gerar negócios com o setor supermercadista.

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Pamplona Alimentos participa da ExpoApras 2026 - Foto: Divulgação

A Pamplona Alimentos, especialista em carne suína há 77 anos, acaba de anunciar a participação na ExpoApras 2026, feira de negócios supermercadistas que será realizada entre os dias 14 e 16 de abril, no Expo Trade, localizado em Pinhais, no Paraná. O evento é reconhecido como um dos principais encontros do setor no país, reunindo grandes players do mercado.

Com 450 marcas expositoras, a ExpoApras 2026 espera movimentar R$ 1.1 bilhão em negócios. Em sua quinta participação na feira, a Pamplona Alimentos apresentará o portfólio amplo e os últimos lançamentos em estande exclusivo. Na ocasião, o objetivo da fabricante é fortalecer o relacionamento com clientes e parceiros do varejo, ampliar sua presença no mercado supermercadista e gerar novos negócios.

O evento também funciona como uma plataforma estratégica para a empresa apresentar inovações do portfólio, reforçar o posicionamento de marca junto aos principais players do setor e mostrar a oferta de opções alinhadas à qualidade e ao sabor. Por isso, a fabricante apresentará os últimos lançamentos, com degustações durante a feira.

Nesse contexto, a Pamplona destaca o kit carreteiro suíno (600g), inédito no segmento, que surge como uma alternativa prática, com rendimento estimado entre quatro e seis porções. Integrante da Linha Sabores Pamplona, o produto reúne carnes suínas defumadas, como bacon, linguiça e carne suína picada, já temperadas, oferecendo conveniência no preparo, já que basta adicionar arroz e complementos de preferência para finalizar a receita.

O estande também contará com o bacon paleta em cubos (500g), com defumação natural, pronto para consumo e indicado para coberturas e preparações como refogados, feijoadas, massas e escondidinhos. Produzido a partir da paleta suína, o produto apresenta textura firme e teor de gordura equilibrado, com cubos prontos para uso que contribuem para a padronização e otimização do preparo. Está disponível nos pontos de venda em ambientes secos e frescos.

“A ExpoApras é um dos principais pontos de encontro do setor supermercadista no estado, e estar presente com nosso portfólio é essencial para fortalecer parcerias. Neste ano, além de produtos já reconhecidos, trazemos novidades, como o kit carreteiro suíno e o bacon paleta em cubos, que refletem nossa busca constante por inovação e praticidade. É uma oportunidade de apresentar essas opções diretamente ao varejo, com degustações que comprovam nossa qualidade”, destaca Irani Pamplona Peters, diretora-presidente da empresa.

Todos os produtos já podem ser adquiridos por consumidores nos principais pontos de vendas de todo Brasil.

Fonte: Assessoria Pamplona Alimentos
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Acordo com Etiópia libera exportações de carnes, lácteos e animais vivos

Pacote também contempla ovos férteis, pintos de um dia e material genético para reprodução.

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Foto: Shutterstock

O governo brasileiro concluiu negociações com a Etiópia que permitirão a exportação de diversos produtos do segmento de proteína animal.

Os novos mercados abrangem carne bovina, suína e de aves e respectivos produtos cárneos e miúdos; alimentos para animais de companhia; produtos lácteos; pescado extrativo e de cultivo; produtos para alimentação animal de origem não animal; palatabilizantes (aditivos que melhoram aroma, sabor, textura e atratividade de rações animais); alevinos; ovos férteis; bovinos vivos para abate, engorda e reprodução; sêmen e embriões de caprinos e ovinos; e pintos de um dia.

A abertura amplia a presença do agronegócio brasileiro em mercado estratégico no Chifre da África e reforça as relações no campo da agropecuária com a Etiópia, onde foi estabelecida adidância agrícola em 2025.

Com este resultado, o agronegócio brasileiro alcança 574 aberturas de mercado desde o início de 2023.

O avanço é fruto da atuação coordenada do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Assessoria Mapa
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ASEMG lança ASEMG TECH e aposta em inovação para fortalecer a suinocultura mineira

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A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) está lançando o novo projeto, o ASEMG Tech, voltado ao estímulo da inovação e ao fortalecimento da competitividade da suinocultura no estado. 

A iniciativa surge com o objetivo de aproximar tecnologias já aplicadas e validadas da realidade das granjas, promovendo um espaço qualificado para apresentação, avaliação e debate de soluções com potencial de gerar ganhos concretos de produtividade, eficiência e gestão. O projeto também busca preencher uma lacuna no setor, ao propor um evento focado exclusivamente em inovação prática na suinocultura. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2026 através do site da entidade (clique aqui).

Podem participar empresas nacionais e internacionais, startups, scale-ups, universidades, centros de pesquisa, cooperativas e instituições tecnológicas que atuem com soluções aplicadas à produção suinícola. As áreas contempladas incluem genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos, gestão e monitoramento, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência produtiva e outras inovações voltadas ao setor.

Segundo o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, o ASEMG Tech representa um avanço estratégico para o setor. “O ASEMG Tech nasce com a proposta de conectar tecnologia e prática produtiva. Queremos criar um ambiente onde produtores possam conhecer, avaliar e discutir soluções que realmente tragam resultados para as granjas. É uma iniciativa que reforça o papel da ASEMG como promotora da inovação e do desenvolvimento da suinocultura em Minas Gerais”, afirma.

Para serem elegíveis, as tecnologias devem atender a critérios técnicos estabelecidos em edital, como aplicação comprovada em campo, resultados mensuráveis na produção e potencial de gerar ganhos de eficiência, produtividade ou gestão. Todo o processo de seleção será conduzido por uma Comissão Técnica formada por especialistas, garantindo rigor e credibilidade à iniciativa.

Ao todo, nove empresas serão selecionadas para apresentar suas soluções durante o ASEMG Tech, em painéis técnicos presenciais voltados exclusivamente a produtores associados da entidade. A proposta é promover um ambiente qualificado de troca, aproximando as demandas do campo das soluções tecnológicas disponíveis no mercado.

Além da oportunidade de apresentar diretamente ao público produtor, as empresas participantes terão a chance de posicionar suas marcas como referência em inovação no setor e fortalecer conexões estratégicas dentro da cadeia produtiva.

As inscrições para as empresas que têm interesse em apresentar as suas propostas já estão abertas. Acesse e faça já a sua inscrição.

Cronograma:

  • Encerramento das inscrições: 11 de abril de 2026 

  • Divulgação das selecionadas: até 05 de maio de 2026 

  • Realização do evento: 29 de maio de 2026 

  • Local: Sede da ASEMG – Belo Horizonte (MG) 

O ASEMG Tech se consolida como uma vitrine de inovação aplicada à suinocultura, promovendo a integração entre tecnologia, conhecimento e produção para o avanço do setor em Minas Gerais.

Fonte: Assessoria
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