Suínos
Compostagem acelerada pode reduzir dependência brasileira por fertilizante
Em aproximadamente um mês, o material está pronto para o uso como biofertilizante
A compostagem acelerada é uma técnica que vem sendo difundida aos poucos no Brasil para a destinação de restos da produção. O processo tradicional de compostagem pode levar no mínimo 45 dias, de acordo com o consultor de O Presente Rural, Pedro Tomasi, mas nem sempre com bons resultados e acumulando mal cheiro e vetores, ao contrário dessa recente modalidade, que promete transformar animais mortos e outros resíduos em fertilizante de qualidade em aproximadamente um mês. É o que garante o médico veterinário PhD e diretor de uma indústria de equipamentos para esse fim, Claudio Bellaver, que defendeu a proposta para a cadeia de carnes durante o Workshop sobre Saúde Animal, em Campinas, SP.
Tudo acontece dentro de um biorreator, explica Bellaver. “Não é uma compostagem qualquer, que demora muito tempo para ficar pronta. Todo o material é depositado em um recipiente e misturado, na chamada fase de pré tratamento, onde existe reação química, relação carbono/nitrogênio, controle de pH, humidade, densidade, entre outros fatores. O material segue para a fase termofílica, dentro do biorreator, onde fica por cinco dias. Após retirado do reator, o material é disposto em leiras cobertas, onde permanece por até 28 dias”, explica.
Em aproximadamente um mês, de acordo com Bellaver, o material está pronto para o uso como biofertilizante. “Em um período muito curto de tempo, o produtor passa de uma matéria prima bruta, mal cheirosa e difícil ser tratada em um composto com excelentes características de fertilizante”, considera. Conforme o palestrante, a compostagem acelerada não traz qualquer risco biológico para o sistema agrícola. “O biorreator trabalha a 65 graus Celsius, aniquilando todas as bactérias convencionais. Deixamos o produto inerte com relação à microbiologia”, aponta.
Dentro do sistema, o produtor pode usar o que encontrar na propriedade para misturar aos animais mortos, explica. “Pode usar o que tiver disponível na propriedade, como chorume, líquidos, cama de aviário, maravalha, casca de arroz e até poda urbana”, cita.
A matéria completa você encontra na edição de SUÍNOS E PEIXES de maio/junho de 2017, na versão impressa ou ON LINE.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
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Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





