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Rodrigo Capella Opinião

Como vender no agronegócio?

Em agronegócio, quando não temos resultados comprovados, dependemos muito da sorte

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

De forma insistente, o telefone tocou na Ação Estratégica – Comunicação e Marketing. Estávamos em uma reunião de pauta e tive que interrompê-la para atender.

Do outro lado da linha, uma voz com certa preocupação pediu para falar comigo. Em poucos minutos de conversa, percebi que esta preocupação também estava carregada de angústia.

O empresário tentava resumir a situação em poucas palavras:

– Pois é. Eu participo de eventos de agronegócio, exponho meu trabalho, faço folhetos, faço demonstração do produto, faço tudo. Mas, não consigo vender. Queria saber: o que acontece? A economia está ruim?

É incrível como as pessoas tendem a culpar o cenário econômico, praticamente colocando uma venda nas oportunidades.

Após ouvir a explicação, perguntei, enfaticamente:

– Você tem resultados comprovados do seu produto?

A voz do outro lado tremeu. O que era angústia e preocupação tornou-se um grande, grande incômodo.

– Não, eu não consegui vender. Por isso, não tenho resultados.

Tentei ajudar:

– Sem resultados comprovados, você dificilmente venderá. Em agronegócio, esse tipo de comprovação é fundamental. Sugiro fazer parcerias com universidades, com produtores rurais. Esse é o marketing inicial, o marketing de apresentação de resultados. Sem ele não se pode pensar em outras estratégias ou ferramentas de divulgação.

Ouvi um agradecimento. Mas, confesso que não sei o quanto consegui ajudar. É bem provável que a pessoa que me ligou insista em investir em mais participação de eventos, mais folhetos, mais demonstrações.

Talvez nunca faça uma parceria com universidades ou com produtores rurais. Talvez consiga convencer alguém a comprar seu produto. Ou talvez já tenha fechado a empresa. Em agronegócio, quando não temos resultados comprovados, dependemos muito da sorte. E a sorte pode ser muito traiçoeira.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

Quais as reais prioridades do Ministério da Agricultura?

Se definir o agronegócio já é um quebra-cabeças, imagine, então, elencar as principais prioridades deste setor

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

O Agronegócio é cada vez mais complexo. Nossos parâmetros, novas tecnologias e nossas diretrizes tornam a essência desta fundamental atividade totalmente desafiadora.

Se definir o agronegócio já é um quebra-cabeças, imagine, então, elencar as principais prioridades deste setor, que é o motor da economia brasileira. Sim, sem o agro, não se tem o Brasil. Simples assim.

Atrás de uma resposta, encarnei alguns aspectos do detetive Sherlock Holmes e fui conversar com alguns personagens do nosso agronegócio: indústrias, agricultores e associações.

De todos, ouvi importantes temas, que vão desde ações com foco no fortalecimento do cooperativismo até maior valorização dos produtos brasileiros no exterior, principalmente das frutas. Também relataram a necessidade de o Ministério promover, com mais ênfase, intercâmbios e impulsionar incansavelmente a pesquisa em campo.

Com o objetivo de ampliar a busca por pistas, fui conversar com Tereza Cristina, Ministra da Agricultura. Ela me contou: “As prioridades são muitas, entre elas ter uma única agricultura. Nós recebemos no Ministério várias outras secretarias especiais e juntamos todas”.

Esta frase está em total sintonia com as observações pontuadas pelos agentes do agro. A união dos vários aspectos impulsiona a exportação, fortalece as cooperativas, intensifica a análise e reforça a necessidade de troca contínua e produtiva de experiências.

Durante nossa prosa, a Ministra destacou também os programas que o Ministério está fazendo para fomentar a agricultura familiar. Considero esta iniciativa de suma importância, uma vez que as pequenas propriedades são a base sólida de nosso agronegócio.

Depois de alguns minutos, nossa conversa chegou ao fim. Neste momento, Tereza me disse: “Depois, você vai lá no Ministério para eu te contar tudo”.

Convite aceito. Irei sim. Mas, antes, deixo aqui algumas sugestões de prioridades: a) combater com grande ênfase as sementes piratas; b) proibir a utilização de antibiótico na pecuária como promotor de crescimento; e c) criação de um projeto sólido e frequente que ajude a disseminação da tecnologia no campo.

Acredito que estes pontos irão fortalecer ainda mais o nosso agronegócio e contribuirão para que a produção brasileira, em suas várias esferas, seja cada vez mais assertiva, rentável e valorizada.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

Marketing internacional do nosso agronegócio

Esta boa imagem que muitos produtores de outros países têm do Brasil é, sem dúvida, o melhor marketing, o mais natural, o mais efetivo, o mais certeiro

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Artigo escrito por Rodrigo Capella,  influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

Engana-se quem pensa que o marketing internacional do nosso agronegócio não é forte. É forte sim, e esta força se deve, principalmente, à qualidade de nossos produtos, mas também aos resultados alcançados em campo, ao interesse dos produtores em se transformarem em gestores e também a constante adesão do homem do campo a novas tecnologias.

Confesso que eu tinha uma leve noção sobre este contexto, baseada em viagens, prosas com produtores e conversas com profissionais de empresas agro e de associações. Mas, minha ida a última Agrishow, evento tradicional do setor, foi decisiva na minha análise sobre o marketing internacional do nosso agronegócio.

Um produtor do Chile me contou que estava interessado em soluções com foco em energia solar. Ele ressaltou que obteve muitas informações sobre as tecnologias brasileiras e que elas de fato reduzem os custos com energia.

Estudo do IPEA aponta um cenário interessante: em apenas dois anos, o número de instalações de painéis solares no Brasil aumentou mais de 560%. No agronegócio, também é possível identificar um aumento representativo. Se antigamente somente grandes grupos do setor utilizavam tal tecnologia; hoje, médios produtores estão aderindo a painéis solares.

Já um produtor da Argentina destacou o seu interesse em conhecer balanças fabricadas no Brasil, com o objetivo de ganhar ainda mais agilidade no seu dia a dia, na fazenda.

Levantamento da Scot Consultoria talvez ajude a explicar este interesse. O estudo aponta que o Brasil exportou 810 mil cabeças de bovinos vivos em 2018, ou seja, cerca de 100% a mais do que no ano anterior.

Esta boa imagem que muitos produtores de outros países têm do Brasil é, sem dúvida, o melhor marketing, o mais natural, o mais efetivo, o mais certeiro. Manter esta percepção de agronegócio referência será um desafio, não somente para os produtores rurais brasileiros, mas para o governo e outros personagens do ecossistema, já que, como sabemos, marketing envolve contexto, e não – como ocorre na maior parte das vezes – somente de ações isoladas de heróis espalhados pelos campos brasileiros.

Fonte: Assessoria
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Rodrigo Capella Opinião

O Agronegócio e o Marketing de Experiência

Agricultor tem a oportunidade de utilizar a tecnologia, conhecendo toda a sua complexidade, sem precisar comprar o produto

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Artigo escrito por Rodrigo Capella, influenciador digital do agronegócio, palestrante, consultor e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing

As novas gerações de produtores rurais têm contribuído para mudanças significativas na relação entre as empresas de agronegócio e o público.

Antigamente, em um evento do setor, a maior parte das interações se limitava a proporcionar a entrada do visitante em uma cabine de máquina agrícola, ou a entrega de brindes com os logotipos das marcas, como bonés, canetas e chaveiros.

Nos últimos anos, esta interação com o público, durante os eventos, ganhou dinamismo, principalmente porque:

a) muitas empresas tradicionais (aquelas que têm muitos anos de atuação no setor) começaram a destinar parte de seus estandes para a demonstração de tecnologias. Em meio a máquinas já consagradas, visitantes puderam conhecer softwares e tirar dúvidas sobre inovações complementares ao maquinário;

e b) inúmeras startups de agronegócio se destacaram no segmento e começaram a participar dos principais eventos do setor, com demonstrações de tecnologias para os vários segmentos do agro, como gestão de fazenda, agricultura de precisão etc.

Estas experiências agradaram as novas gerações de produtores rurais, interessadas em conhecer em tempo real e, nos mínimos detalhes, os diferenciais das soluções apresentadas.

Na última Agrishow, tradicional evento do setor, evidenciei de perto este cenário. Produtores rurais, de vários Estados brasileiros e também de diferentes países, lotaram estandes de empresas que apresentavam inovações relacionadas a monitoramento de máquina, acompanhamento de safra etc.

Esse é o real marketing de experiência no agronegócio. O agricultor tem a oportunidade de utilizar a tecnologia, conhecendo toda a sua complexidade, sem precisar comprar o produto.

Neste contexto, aliás, a compra, quando realizada, é uma continuidade natural do marketing e não o objetivo central.

Fonte: Assessoria
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