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Avicultura

Como reduzir os custos de produção em períodos de alta dos preços de insumos?

O alto desempenho das aves está ligado à capacidade do aproveitamento dos nutrientes disponibilizados, sendo que a boa absorção dependerá de um bom desenvolvimento do intestino nos primeiros dias de alojamento e da manutenção da integridade do epitélio intestinal ao longo de toda criação.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Com o atual cenário dos custos de produção elevados, impulsionados principalmente pelo aumento dos preços de milho e soja, é fundamental que se busque estratégias para melhoria do desempenho dos animais e consequente redução do custo final de produção.

O alto desempenho das aves está ligado à capacidade do aproveitamento dos nutrientes disponibilizados, sendo que a boa absorção dependerá de um bom desenvolvimento do intestino nos primeiros dias de alojamento e da manutenção da integridade do epitélio intestinal ao longo de toda criação. As boas práticas de manejo, ambiência e sanidade das aves buscam a redução dos desafios para se alcançar o máximo potencial genético.

Apenas para manter as funções do epitélio intestinal e estruturas anexas, tem-se um gasto de aproximadamente 20% da energia bruta consumida pelo animal. Porém, em situações onde há lesões nas mucosas, ocorre um aumento considerável da demanda energética para manter as mesmas funções, fazendo com que esse custo energético aumente consideravelmente.

É importante destacar que a manutenção da integridade intestinal é fundamental para que se tenha aves saudáveis, sendo que um dos fatores de maior impacto na perda de integridade intestinal é a inflamação, a qual reduz a ingestão de alimento, a absorção de nutrientes, o tempo de passagem do alimento pelo trato gastrointestinal e mobiliza maior quantidade de energia para instalação da resposta imune inata.

Partindo desse ponto de vista, muitas atitudes podem ser tomadas na granja para redução da exposição das aves ao estresse e às enterobactérias patogênicas. Em complemento a essas medidas existem ferramentas disponíveis para otimizar a performance dos animais através da melhoria conversão alimentar, do aumento do ganho de peso, da redução da quantidade de refugos e da mortalidade.

Nos últimos anos alguns pesquisadores desenvolveram uma nova geração de aditivos direcionados para a proteção da integridade intestinal das aves. Há dezenas de produtos comerciais no mercado que prometem resultados extraordinários, é necessário avaliar quais deles têm ciência em seu desenvolvimento e realmente possuem evidência científica nos seus resultados.

Tecnologia inovadora de aditivos para melhoria da integridade intestinal

Pesquisadores da Universidade de Bologna na Itália estudaram diversas combinações entre moléculas e diferentes dosagens buscando a proteção da integridade intestinal. Após uma série de estudos criaram um composto de ácidos orgânicos (ácido cítrico 25%, e ácido sórbico 16,7%) associados a compostos naturais idênticos e puros de timol (1,7%) e de vanilina (1%) microencapsulados por triglicerídeos, mostrando o conceito de liberação gradativa dos ativos ao longo do trato gastrointestinal. A eficiência do processo de microencapsulamento em microesfera é demonstrada na figura 1.

Essa combinação de aditivos em microesfera recebeu aprovação da EFSA (autoridade europeia de segurança alimentar) e do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) como melhorador de desempenho não antibiótico pelos excelentes resultados encontrados a campo e pelas diversas publicações científicas realizadas.
Em uma grande agroindustria brasileira, situada no norte do Paraná, foi realizada uma avaliação de desempenho em frangos de corte comparando um grupo controle sem o uso do aditivo e um grupo tratado com a inclusão do aditivo na dieta. Ambos os grupos foram alojados ao mesmo tempo, sob as mesmas condições ambientais e de manejo. O composto de ativos demonstrou melhora na conversão alimentar, no ganho de peso e na mortalidade das aves, quando comparado à dieta controle, conforme gráfico 1 e 2.

Com base no gráfico 1, é possível verificar a redução da conversão alimentar em 20 gramas no grupo tratado com a combinação dos compostos naturais idênticos e os ácidos orgânicos se comparado ao grupo controle, o que demonstra o efeito no aumento do desempenho dos animais. Resultados semelhantes foram obtidos em integrações do norte do país.

Na mesma avaliação analisou-se a morfometria intestinal das aves tratadas e não tratadas com o aditivo, o que de acordo com estudiosos, é um indicativo importante da integridade e capacidade absortiva do intestino, sendo que, quanto maior a relação vilo:cripta, melhor será a absorção dos nutrientes.

Resultados econômicos atingidos

Se monetizarmos toda a melhora da conversão alimentar criada pelo uso desse aditivo eubiótico, tomando como exemplo uma integradora que abate 200.000 aves/dia, por exemplo, e considerando uma melhora na conversão alimentar de 20 gramas, com o peso médio de abate das aves de 3,2Kg, temos uma redução de consumo de ração de 268,8 toneladas no mês, isso equivale a R$ 591.360,00, com o preço médio da ração a R$2,20/kg conforme dados do Sindirações/2022. Dentro de um ano, o ganho real é de R$ 7.096.320,00.

Conclusão
A utilização de aditivos eubióticos com intuito de auxiliar no controle de enfermidades e melhoria de integridade intestinal é algo crescente nas agroindústrias, porém para que se tenha a melhor resposta no uso destas ferramentas, devemos escolher estrategicamente tecnologias que possuem maior sinergismo e disponibilidade no sistema gastrointestinal das aves. A associação de ácido, cítrico, sórbico timol e vanilina microencapsulados adicionado à ração das aves possibilita a melhoria dos índices zootécnicos, promovendo redução dos custos de produção e melhoria lucratividade da atividade avícola.

As referências bibliográficas estão com os autores. Contato: [email protected].

Fonte: Por: Ricardo Scherer Simões Mestre em Ciência Animal Coordenador Técnico Avicultura - Farmabase Saúde Animal e Giovani Marco Stingelin Mestre em Clínica de Animais de Produção, doutor em Clínica Médica de Animais de Produção Gerente Técnico da Farmabase Saúde Animal

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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