Empresas Nutrição
Como otimizar o custo da ração quando o preço das matérias-primas estiver alto?
Nesse período, é comum ver empresas em busca de produtos de baixo custo e alternativas aos aditivos padrões. Entretanto, não é o momento de arriscar

Um problema que ganhou força ao longo da pandemia do Corona vírus e ameaça globalmente o desempenho das empresas produtoras de aves e suínos disparada nos preços de diversas matérias-primas utilizadas em rações. No Brasil, a alta dos preços das matérias-primas ocorreu de forma ainda mais brusca por conta da desvalorização cambial. Parte da matéria-prima produzida no país foi direcionado para o mercado internacional, que oferecia maior rentabilidade para os produtores, gerando um aumento expressivo no custo das rações. A demanda está aquecida nos países afetados por condições climáticas desfavoráveis ou pela própria pandemia, empurrando as cotações de commodities para cima. A China, por exemplo, vem recompondo seus estoques e pressionando os preços de commodities como a soja. Os Estados Unidos em entre safra importam soja brasileira.
Os últimos levantamentos de preços das matérias-primas mostram um aumento drástico. Em comparação com o preço na mesma época do ano passado, temos cerca de + 95% no milho (figura 1), +48% na soja (figura 2) e + 41% na carne bovina (figura 3), os preços batem recordes em vários momentos, nos portos e no mercado interno. O grão mais caro vira ração mais cara, que vira carne mais cara. Desta forma, tudo vai na mesma direção e sinaliza mais inflação à frente, e a pergunta que fica é: como os produtores devem lidar com os altos preços da matéria-prima? Vamos propor nas seções seguintes algumas soluções práticas que ajudarão a reduzir, tanto quanto possível, o impacto destes altos preços.

Figura 1: Histórico do preço do milho nos últimos 12 meses, R$/saca de 60 kg (Fonte: Cepea)

Figura 2: Histórico do preço da soja nos últimos 12 meses, R$/saca de 60 kg (Fonte: Cepea)

Figura 3: Histórico do preço da carne bovina nos últimos 12 meses, R$/@ (Fonte: Cepea)
Possíveis estratégias para reduzir o custo da ração
Durante os períodos em que os custos das matérias-primas aumentam desproporcionalmente, é hora de ter certeza que estamos extraindo o máximo da formulação da ração, de olhar mais profundamente para o valor nutricional desses ingredientes, de procurar novos ingredientes e de ajustar os níveis nutricionais, para reestabelecer uma nova relação custo/benefício da ração que será consumida.
Este também é um bom cenário para procurar novas estratégias nutricionais, como níveis mais baixos de proteína bruta nas fórmulas de ração, usar o sistema de energia líquida em caracterização de ingredientes, usar o valor máximo de seus aditivos, e focar nos aspectos fundamentais da digestibilidade das rações. Nesse período, é comum ver empresas em busca de produtos de baixo custo e alternativas aos aditivos padrões. Entretanto, não é o momento de arriscar; um erro pode custar muito caro. É hora de adotar novas tecnologias, baseadas em conceitos confiáveis já demonstrados por ensaios científicos em condições semelhantes.
Garanta o equilíbrio dos aminoácidos digestíveis e evite excessos
Durante anos, as dietas das aves foram formuladas com base na proteína bruta. Esta formulação pode resultar em uma oferta excessiva de aminoácidos devido à falta de correlação estrita entre a proteína e os aminoácidos digestíveis. É importante ressaltar que a oferta de aminoácidos em níveis acima do requerido pelo animal não trará valor extra, e esse excesso será catabolizado. Consequentemente, altos níveis de proteína bruta na dieta invariavelmente levam a alto custo da fórmula e não necessariamente refletem em melhor desempenho das aves e suínos.
Desta forma, é importante ter um entendimento claro sobre os valores de digestibilidade inerentes dos aminoácidos na ração, e formular dietas com base nos aminoácidos digestíveis e não nos valores totais. Dados confiáveis sobre a digestibilidade de aminoácidos não só permitirão uma formulação de ração mais eficiente e econômica, como também reduzirão o impacto das fórmulas de ração no meio ambiente pela redução da excreção de nitrogênio.
A escolha de usar esses valores de digestibilidade de aminoácidos é impulsionada principalmente pelo método de formulação de dietas. Formular dietas com o menor custo possível, usando programação linear e valores de aminoácidos digestíveis, é o método mais adequado para garantir o fornecimento de aminoácidos limitantes ao crescimento animal e, portanto, diminuir os custos com proteínas. Lembre-se de que 0,1% de metionina digestível de um farelo de soja a US$ 507/tonelada custaria US$ 99, em comparação com aproximadamente US$ 3 formulando com uma das fontes de metionina sintética mais disponíveis no mercado; ver Tabela 1.
Tabela 1: Comparação do preço da metionina digestível proveniente do farelo de soja e da metionina sintética:
| Farelo de soja 48 (gordura<5%) | DL-Metionina | OH-Metionina líquida | |
| Metionina total (g / 100g) | 0,66 | 99 | 88 |
| Metionina digestível – suínos (g/100g) | 0,6 | 99 | 88 |
| Metionina digestível – aves (g/100g) | 0,59 | 99 | 88 |
| Preços de fontes de farelo de soja e metionina (US$/t | 507 | 3.200 | 2.840 |
| Preço de 0,1% (1 kg/ton) de metionina digestivel (US$) | 99 | 3,23 | 3,23 |
O conhecimento da composição da matéria-prima, incluindo os aminoácidos digestíveis deve ser completado aplicando-se uma avaliação precisa das necessidades do animal na formulação da ração. Substituir a proteína bruta de farelo de soja por aminoácidos cristalinos 100% digestíveis é uma boa estratégia para reduzir o impacto no custo da matéria-prima.
Em 2002, a equipe de P&D da Adisseo propôs uma abordagem inovadora de modelo fatorial para determinar as necessidades de aminoácidos de acordo com o ganho de peso de animais em crescimento ou massa de ovos de galinhas poedeiras. O mesmo tipo de modelagem está disponível para o crescimento de suínos do desmame ao abate. Esses modelos foram obtidos a partir de uma extensa pesquisa na literatura publicada sobre os requisitos de aminoácidos. O banco de dados e os modelos foram atualizados em 2013, considerando os últimos requisitos de aminoácidos de aves, suínos e espécies aquáticas. O Rhodimet® Nutrition Guide (RNG) propõe modelos dinâmicos que permitem ajustes específicos em relação aos objetivos de desempenho (ou seja: ganho de peso; conversão alimentar ou rendimento de peito). Mais importante ainda, esta abordagem dinâmica permite ajustar as necessidades de acordo com os períodos de crescimento específicos, permitindo maior precisão na disponibilidade de nutrientes, e assim, evitando o desperdício.
Economize usando uma fonte de metionina líquida (OH-Met), como Rhodimet® AT88
Os aminoácidos sulfurados totais (TSAA), como outros aminoácidos, estão diretamente envolvidos na síntese de proteínas. Eles servem como blocos de construção importantes para as proteínas do tecido e seu suprimento insuficiente invariavelmente leva à redução da síntese proteica. A metionina é, por exemplo, o primeiro aminoácido limitante nas dietas clássicas a base de milho e farelo de soja usadas para o crescimento de frangos, principalmente devido ao baixo teor de metionina no farelo de soja e ao alto requerimento de TSAA, seja para deposição de penas, musculo, ou metabolismo basal. Globalmente, para atender às necessidades de metionina das aves, fontes sintéticas de metionina são comumente adicionadas às dietas.
No mercado há diferentes fontes de metionina disponíveis, de L-Met a OH-Met, também conhecida como HMTBA. Vários estudos comparando fontes de metionina apresentam números diferentes que podem confundir os nutricionistas, mas várias evidências também são fatos:
1) As maiores integrações do mundo usam a OH-Met;
2) Resultados recentes obtidos em condições comerciais envolvendo mais de um milhão de aves demonstram claramente a equivalência das fontes (Tabela 2).
Este ensaio de campo confirma os resultados obtidos e publicados pela Schothorst Feed Research, de Agostini et al., em 2016.
Tabela 2: Um total de 57 granjas, representando 1.189.000 frangos de corte machos, participaram deste estudo. Consulte o Short Report N ° 23 para detalhes.
| MÉDIAS PONDERADAS | DL-METIONINA | OH-METIONINA | ANOVA P-VALOR | |
| GRANJA | TRATAMENTO | |||
| PESO CORPORAL FINAL, kg | 2,234 | 2,283 | 0,972 | 0,578 |
| CONSUMO DE RAÇÃO DIÁRIO, g/d | 98,18 | 99,67 | 0,874 | 0,464 |
| GANHO DE PESO DIÁRIO, g/d | 62,67 | 63,82 | 0,927 | 0,606 |
| CONVERSÃO ALIMENTAR | 1,568 | 1,563 | 0,971 | 0,844 |
| MORTALIDADE, % | 4,716 | 4,169 | 0,92 | 0,531 |
As diferentes soluções apresentadas neste artigo, com boa avaliação das matérias-primas, extração do máximo teor nutricional da ração e fornecimento preciso de nutrientes ajudam objetivamente a limitar o impacto negativo da disparada dos preços dos insumos, e aumentam a lucratividade das empresas produtoras de aves e suínos.

Empresas
MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.
O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.
Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos
O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.
“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.
Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná
O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.
Empresas Ambiente estratégico
Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura
Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.
“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.
Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.
“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.
A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.
“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.
A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.
Empresas
Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira
Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).
Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.
“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves
Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.
O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.
O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.



