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Como garantir a longevidade do plantel?

Busca pelo aumento da longevidade das matrizes deve ser uma meta constante nos sistemas de produção, visando maximizar a eficiência reprodutiva do plantel

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Artigo escrito por equipe técnica da Tectron

A suinocultura, assim como qualquer outra atividade de interesse zootécnico, visa remunerar o suinocultor pelo seu trabalho e risco de investimento. Porém, assim como as demais atividades, está sujeita a fatores como preço de venda dos animais e de compra de insumos necessários para atividade, restando apenas ao suinocultor trabalhar nos aspectos sobre seu controle, referentes a eficiência e produtividade.

Geralmente o retorno sobre investimento em matrizes se dá após o terceiro parto. Entretanto, fatores como o preço recebido pelo leitão desmamado, custo da aquisição da leitoa, e mesmo o número de leitões desmamados no primeiro ciclo, podem alterar essa ordem de parto, adiantando ou atrasando o ponto de equilíbrio e consequentemente o retorno sobre o investimento.

A busca pelo aumento da longevidade das matrizes deve ser uma meta constante nos sistemas de produção, visando maximizar a eficiência reprodutiva do plantel. Uma meta prática, seria a atingir o terceiro parto em torno de 70% do plantel de leitoas, visando garantir pelo menos o retorno econômico investido na sua aquisição e manutenção do plantel.

Descarte precoce: Plantel jovem

Na grande maioria das granjas, o número de leitões desmamados ao longo da vida das matrizes está muito abaixo do potencial de produção (de 60 a 70 leitões). Geralmente, 40 a 50% das matrizes são descartadas antes de atingirem o terceiro ou quarto parto, e são desmamados apenas 30 a 40 leitões ao longo da vida.

Leitoas e fêmeas de primeiro e segundo parto representam cerca de 45% do total de matrizes descartadas. Isso pode resultar em uma estrutura etária do plantel com predominância de fêmeas jovens.

Imunidade do plantel

A imunidade e consequentemente a sanidade do plantel são afetadas devido à mudança na estrutura etária do plantel. Leitoas e primíparas, possuem menor potencial de transmissão de proteção imunológica aos leitões devido ao menor período em que foram desafiadas na granja, interferindo diretamente nos resultados produtivos da granja. Para que não ocorra desestabilização imunológica do plantel, é fundamental que as porcas permaneçam tempo suficiente para desenvolver adequada sensibilização aos patógenos circulantes no rebanho e transfiram esta imunidade aos seus leitões, garantindo bom desempenho dos mesmos e menor ocorrência de doenças.

Metabólicos nutricionais

A utilização de metabólitos nutricionais tem sido uma ferramenta eficiente no aumento dos índices reprodutivos de fêmeas suínas. Metabólitos nutricionais são substâncias adquiridas através de processos fermentativos, como os de cervejaria, por exemplo. Essas substâncias contém uma série de componentes que são extremamente importantes para o desenvolvimento animal, como aminoácidos, vitaminas e até mesmo probióticos, entre outros. Em fêmeas suínas, alguns resultados na literatura têm demonstrado que o uso desses aditivos em porcas pode reduzir seus índices de mortalidade e beneficiar o desenvolvimento dos leitões. Isso pode estar associado ao aumento da imunidade inata das porcas (imunidade natural) que é transferida a sua prole. Recentemente um aditivo nutricional composto por metabólitos nutricionais oriundos de diversos processos fermentativos, teve a sua eficiência comprovada em um estudo inicial que avaliou o desempenho zootécnico de suínos alimentados em fase de crescimento e terminação. Conforme observa-se na figura 3, animais recebendo o aditivo obtiveram melhor conversão alimentar em relação a outro grupo de animais que não receberam o aditivo.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Notícias Capacitação

Mapa e Cidasc promovem exercício simulado de atuação em ocorrência de febre aftosa

Participam do treinamento virtual cerca de 350 profissionais das Superintendências Federais de Agricultura e dos órgãos estaduais de sanidade agropecuária de todo o país

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Arquivo/OP Rural

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) realizam de forma virtual, até o dia 27 de novembro, um treinamento simulado de atuação em uma ocorrência de febre aftosa. O exercício faz parte das atividades previstas para organização e capacitação do Serviço Veterinário brasileiro para atuação em emergências zoossanitárias.

Além deste treinamento virtual, está previsto para 2021 o módulo de campo do exercício simulado em Santa Catarina, assim que a situação epidemiológica da pandemia da Covid-19 no Brasil permitir o retorno seguro das atividades presenciais.

“O objetivo do treinamento é a preparação para enfrentar uma eventual ocorrência de febre aftosa, minimizando seus impactos econômicos e sociais, mas as medidas demonstradas na teoria, e depois na prática, servem para todas as doenças emergenciais, como a peste suína clássica, peste suína africana, influenza aviária, entre outras. Os protocolos sanitários são semelhantes, e o caráter de emergência é o mesmo”, destaca o diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, Geraldo Moraes.

A capacitação conta com apresentações de representantes do Serviço Veterinário Oficial brasileiro, da Defesa Civil de Santa Catarina, da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa).

Entre os assuntos discutidos estão os procedimentos relacionados à situação da febre aftosa no mundo, a atuação da OIE, a preparação para emergências, epidemiologia e diagnóstico da doença, a investigação epidemiológica, o registro de dados e sistemas de informação, as medidas de biossegurança e procedimentos de contenção e eliminação de focos de febre aftosa, entre outros, conforme diretrizes do Plano de Contingência para Febre Aftosa. 

No último dia (27), está previsto um estudo de caso sobre as principais ações a serem desencadeadas nas primeiras 72 horas após a confirmação de um foco fictício de febre aftosa em Santa Catarina.

Participam do treinamento virtual cerca de 350 profissionais das Superintendências Federais de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e dos órgãos estaduais de Sanidade Agropecuária de todo o país, além de representantes do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária, da Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca, da Defesa Civil, entre outros.

Capacitação em emergências zoossanitárias 

Em 2019, em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o Mapa organizou um exercício simulado em São José dos Pinhais (PR), que contou com a participação de 178 profissionais, incluindo integrantes do Serviço Veterinário Oficial de 25 unidades da Federação e da Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

O simulado é uma oportunidade para reforçar a cooperação e a capacidade de resposta em um território com status de livre de febre aftosa.

Fonte: MAPA
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Notícias Comércio Exterior

MRE e Mapa concluem acordo de cooperação financeira entre Brasil e Alemanha

Objetivo do projeto é expandir e fortalecer práticas produtivas sustentáveis nas cadeias da carne, soja e madeira em estados da Amazônia Legal

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Divulgação/MAPA

Os Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento concluíram na terça-feira (24) o acordo que prevê a doação, pelo banco estatal alemão “Kreditanstalt für Wiederaufbau” (KfW), de até 25,5 milhões de Euros ao projeto “Inovação nas Cadeias Produtivas da Agropecuária para a Conservação Florestal na Amazônia Legal”. O objetivo do projeto é o de expandir e fortalecer práticas produtivas sustentáveis nas cadeias da carne, soja e madeira em estados da Amazônia Legal.

Segundo nota assinada pelos dois ministérios, no âmbito de sua competência, o Ministério das Relações Exteriores tem coordenado uma proveitosa cooperação técnica e financeira entre Brasil e Alemanha, voltada ao desenvolvimento sustentável, com foco no fomento a projetos nas áreas de proteção ambiental e eficiência energética.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por sua vez, será o encarregado de executar o projeto, em parceria com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). A iniciativa complementa outros projetos, inclusive de cooperação técnica, executados pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Itamaraty, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por outros órgãos do governo federal.

Fonte: O Presente Rural com informações do Mapa
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Notícias Cooperativismo

Lar e Copagril fecham acordo de intercooperação

Intercooperação iniciará no dia 02 de janeiro de 2021 e o processo de aquisição será concluído após a aprovação dos órgãos responsáveis

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Em nota conjunta, as cooperativas Lar Agroindustrial e Copagril, ambas do Paraná, informaram o estabelecimento de uma aliança estratégica de intercooperação com o objetivo de aperfeiçoar os processos, gestão e desempenho da atividade avícola das duas cooperativas. Na segunda-feira (23) já havia sido divulgado que em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) os cooperados da Lar haviam aprovado o projeto de intercooperação. Segundo a nota, a ação iniciará no dia dois de janeiro de 2021 e o processo de aquisição será concluído após a aprovação dos órgãos responsáveis.

De acordo com a nota encaminhada pelas cooperativas, a Lar adquiriu a Unidade Industrial de Abate de Aves e a Unidade Industrial de Rações pertencentes a Copagril e localizadas nos municípios de Marechal Cândido Rondon e Entre Rios do Oeste, respectivamente.

Entre os pontos acordados estão ainda a manutenção da atividade avícola por parte dos associados da Copagril; a atuação conjunta no fomento e originação de aves nas áreas de ação de fronteira ou mesmo em demandas de crescimento das duas cooperativas; sinergia logística através do melhor aproveitamento das distâncias para a distribuição de rações e para o abate de aves nas unidades frigoríficas; agregação de valor à produção agropecuária nas duas cooperativas, através da transformação da produção da Lar e da Copagril em carne de frango; manutenção e inalteração dos quadros sociais das cooperativas; permanência da atividade de originação de grãos e vendas de insumos pela Copagril; e sinergia na aquisição de insumos agrícolas e pecuários.

Fonte: O Presente Rural
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