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Avicultura

Como funcionam as vacinas vetorizadas: um importante milestone da imunoprofilaxia em aves

O futuro dessas vacinas na avicultura parece promissor, com avanços contínuos na tecnologia de vetores e na compreensão da imunologia avícola.

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Foto: Shutterstock

Ninguém duvida que as vacinas vetorizadas, também chamadas de recombinantes, vieram para ficar no mercado avícola. O fato é que elas são ferramentas eficazes e têm vantagens importantes quando pensamos nos programas imunoprofiláticos das aves. A tendência é que cada vez mais essa tecnologia seja incorporada aos programas de vacinação, pois os benefícios são claramente percebidos pelos produtores.

A vacina recombinante é o resultado de moléculas de DNA híbridas de dois ou mais microrganismos expressadas em um vetor. Esses vírus recombinantes trabalham como um “cavalo de troia”, pois o vírus utilizado como vetor irá albergar porções do inserto e quando o vetor replicar no hospedeiro ocorrerá a exposição às proteínas inseridas. Essas proteínas serão reconhecidas pelo sistema imune da ave, gerando proteção contra os antígenos de duas ou até mais doenças. Assim, a vacina recombinante é capaz de gerar imunidade e proteção multivalente.

Atualmente na avicultura, os dois vírus mais utilizados como vetor para as vacinas recombinantes comercialmente disponíveis são o Poxvírus (vírus da Bouba) e o herpesvírus de perus (HVT). Estes dois vírus foram selecionados para o desenvolvimento das vacinas vetorizadas, pois possuem genomas grandes e são estáveis fenotipicamente, o que permite a inserção de porções do material genético dos insertos, criando o produto recombinante. Um dos objetivos dessa tecnologia é que o “vírus” a ser inserido no vetor não fosse liberado para o ambiente externo, como acontece com as vacinas vivas convencionais, resultando portanto em uma vacina extremamente segura do ponto de vista de reversão de virulência sem ocorrência de transmissão lateral. Além disso, as vacinas recombinantes contam com a vantagem de não produzir as indesejáveis reações pós-vacinais características principalmente nas vacinas convencionais contra doenças respiratórias como a Doença de Newcastle e a Laringotraqueíte.

Outro benefício relevante da tecnologia das vacinas vetorizadas é que a administração pode ser convenientemente realizada por dose única no incubatório tanto por via subcutânea no pintinho de um dia como por via in ovo. Não existe interferência dos anticorpos maternais na replicação das glicoproteínas do vírus recombinante. Essa vantagem motivou a migração de várias vacinas convencionais que antes eram feitas a campo pelo método de aplicação massal com várias doses para o incubatório. O exemplo mais claro disso é a vacinação contra a doença de Gumboro, que na maioria dos produtores é eficazmente prevenida com uma única dose no incubatório utilizando vacinas vetorizadas ou de imunocomplexo.

Dessa forma, podemos dizer que a tecnologia das vacinas recombinantes produz um “casamento perfeito” com a vacinação in ovo, pois unimos a excelência no processo de administração da vacina realizada, com melhor controle do processo de vacinação, com um produto seguro e conveniente. Essas duas tecnologias empregadas juntas são sinérgicas e resultam em maior segurança do esquema imunoprofilático.

Eficiência

Já está demonstrado cientificamente a proteção com vacinas recombinantes para as seguintes enfermidades: doença de Marek, bouba aviária, doença de Gumboro, doença de Newcastle, Laringotraqueíte, Influenza Aviária e Mycoplasma gallissepticum. No entanto, existem pesquisas promissoras em desenvolvimento no sentido de produzir novas ferramentas, inclusive utilizando diferentes vetores, como por exemplo o adenovírus. É importante atentar de que cada produto recombinante tem características únicas. Essa singularidade decorre do fato de que existem diferenças na construção genética de cada produto.

Um passo fundamental no desenvolvimento de uma vacina recombinante altamente eficaz é a seleção de glicoproteínas com grande capacidade imunogênica a serem inseridas no vetor. Essas proteínas irão fazer parte da estrutura externa dos vírus vetorizados e elicitarão a resposta imune. Cada vírus aviário possui uma ou mais proteínas que participam de maneira decisiva na resposta imune. O principal antígeno imunogênico do vírus da Influenza Aviária é a hemaglutinina, do vírus de Newcastle são as hemaglutinina-neuroaminidade e a proteína de fusão, do vírus de Gumboro é a VP2, da Laringotraqueíte são as glicoproteínas g. Reconhece-se que a proteína de fusão é mais imunogênica para a doença de Newcastle do que a hemaglutinina-neuroaminidade, por exemplo. Portanto, cada produto terá sua característica própria e única dependendo da inserção do gene utilizado e da consequente expressão da proteína com potencial imunogênico.

Geração e duração da imunidade

Artigo escrito pelo médico-veterinário, doutor em Patologia Veterinária e gerente de Serviços Técnicos e Pesquisa Aplicada de Aves – Zoetis Brasil, Eduardo Muniz – Foto: Divulgação/Zoetis

Além disso, outra diferença importante em relação às vacinas vetorizadas está relacionada ao promotor utilizado. Para que aconteça a expressão do gene inserido, por exemplo a expressão da VP2 da Doença de Gumboro, é necessário também inserir o gene promotor no DNA do vetor. O promotor é o gene que irá recrutar um grupo de polimerases para a produção da proteína imunogênica. Cada produto utiliza promotores específicos, o que torna a característica da vacina única em relação a dois pontos fundamentais: geração de imunidade (onset of immutity) e duração da imunidade (duration of immunity).

Onset of immunity pode ser definido como a precocidade com que a proteção total é alcançada após a administração da vacina. Evidentemente enquanto mais rápida for a geração da proteção, menor será o risco de desenvolvimento da doença. Já o duration of immunity pode ser definido como o tempo de geração da proteção total após o onset of immunity. Enquanto maior for a duração da imunidade, mais efetiva será a vacina, especialmente em aves de vida longa, como poedeiras e reprodutoras. Um dos grandes desafios no desenvolvimento das vacinas vetorizadas é justamente antecipar o onset of immunity e retardar o duration of immunity.

Futuro

As vacinas vetorizadas têm sido uma ferramenta importante na avicultura para ajudar a prevenir doenças em aves. O futuro dessas vacinas na avicultura parece promissor, com avanços contínuos na tecnologia de vetores e na compreensão da imunologia avícola. Espera-se que as vacinas vetorizadas continuem sendo uma opção eficaz e segura para proteger as aves contra uma variedade cada vez maior de doenças. Novas pesquisas e desenvolvimentos provavelmente levarão a vacinas vetorizadas ainda mais eficazes e específicas no futuro.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: gleidson.salles@zoetis.com.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor avícola acesse a versão digital de Avicultura de Corte e Postura clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Por Eduardo Muniz, médico-veterinário, doutor em Patologia Veterinária e gerente de Serviços Técnicos e Pesquisa Aplicada de Aves - Zoetis Brasil. 

Avicultura Rio Grande do Sul

Exportação gaúcha de carne de frango fecha primeiro semestre com queda de 4,7%

Setor atribui redução ao impacto das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul

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Foto: José Fernando Ogura/AEN

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A/RS) fechou o primeiro semestre deste ano com embarques de carne de frango in natura e processada na faixa de 354,5 mil toneladas, o que representa um recuo de 4,7% na comparação com igual período de 2023. O mês de junho acompanhou o movimento de queda e exportou cerca de 58,8 mil toneladas, 6,5% abaixo do volume enviado para o exterior há 12 meses. A receita foi afetada pela redução das vendas internacionais, somando US$ 630,2 milhões no primeiro semestre do exercício contra US$ 757,8 milhões na mesma janela de 2023, diferença de 16,8% para baixo na relação entre os dois intervalos de tempo.

Já a comercialização de ovos apresentou um contraponto no tocante ao mercado de carne de frango, consolidando comportamento altista, em volumes. O setor da indústria e produção de ovos do Rio Grande do Sul, destinou 969,8 toneladas no sexto mês do ano, 9,1% acima do total em junho de 2023. No acumulado semestral, foram exportadas 3,7 mil toneladas, avanço de 19,2% sobre o primeiro semestre do ano passado. Apesar do aumento de produtos verificados, o faturamento acusou baixa de 28,7% caindo de US$ 3,2 milhões em junho do ano passado para US$ 2,2 milhões para o mesmo mês neste ano. No balanço do semestre, o faturamento despencou 24,2%, saindo do valor de aproximadamente US$ 11,8 milhões faturados no primeiro semestre de 2023 para US$ 8,9 milhões no acumulado no primeiro semestre do ano corrente.

O presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (O.A/RS), José Eduardo dos Santos, explica que os embarques no período apurado, tanto de carnes, quanto de ovos, ainda acusam o impacto da catástrofe climática que prejudicou a logística de escoamento e a operacionalização de parte das exportações. “Algumas indústrias tiveram muitos problemas e foram diretamente afetadas pelas enchentes, situação que retardou as nossas exportações. Além disso, também sentimos a consequência do desempenho no mercado externo, do movimento global das exportações de alimentos que sofre interferências das crises (guerras) na Europa e Oriente Médio” comentou Santos.

A O.A/RS é formada pelas entidades membros Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas no Estado Rio Grande do Sul (Sipargs).

Entrada de produtos avícolas de outros estados no Rio Grande do Sul

O mercado interno também foi abalado pelas enchentes que chegaram ao Estado no começo de maio. Diante da previsão de baixa ocasionado pelas perdas dos estoques, material genético, aves e infraestrutura, o setor avícola do Rio Grande do Sul já tinha puxado o freio e reduzido a produção, adequando-se à situação econômica do Estado e fatores de competitividade instável com a entrada excessiva de produtos avícolas de outros estados no Rio Grande do Sul, com previsão de, pelo menos, alta de 50% dos produtos à base de frango que circulam no Rio Grande do Sul serem de outras unidades federativas. Dados da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) relativos a janeiro deste ano mostraram que 52% dos cortes de carne de frango comercializados no Rio Grande do Sul foram provenientes de outros estados, o que indica que esse contexto é anterior à crise climática e vai ao encontro da estimativa da entidade avícola.

A queda nos abates também já havia sido mensurada pela O.A/RS, oscilando entre 5% e 10%. Os valores também coincidem com a apuração do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) no primeiro trimestre do ano. Dados apurados pela entidade avícola identificaram recuo de 5,8% no primeiro semestre, caindo de 416 milhões de cabeças em 2023 para 392 milhões de cabeças de aves abatidas neste ano. Segundo Santos, mantendo-se as movimentações de retomada, há uma possibilidade de recuperação gradativa do mercado, desde que se conserve “coerência e assertividade nas tomadas de decisões”.

Outro ponto levantado pelo dirigente da O.A/RS é a reivindicação permanente ao acesso menos burocrático e mais célere aos recursos emergenciais para indústrias e produtores atingidos pelas enchentes. “Dar acesso rápido ao crédito para os atingidos não ajuda apenas indústrias e produtores, mas também as atividades ligadas indiretamente com o setor, refletindo uma visão inteligente, pois continuará a geração de divisas e atividades para Municípios, Estado e União” avaliou Santos.

No que se refere a outras ações com uma linha proativa e atuante, a O.A/RS dá ênfase à campanha da valorização das marcas de carne de frango que produzem no RS, que em apenas dois meses chegou ao alcance de 2,9 milhões nas redes sociais, jornais e rádios, além do movimento “Recupera Avicultura RS”, que traz mensagens de retomada, superação e união para reerguer aqueles atingidos pelas enchentes e ajudar o Rio Grande do Sul.

Embarques nacionais de carne de frango alcançam 451,6 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 435 mil toneladas de carne de frango in natura e processada em junho deste ano, queda de 2,3% comparado ao mesmo mês do ano passado. As receitas totais obtidas com as exportações de junho chegaram a US$ 793,6 milhões, queda de 10,6% comparado ao mesmo mês do ano passado, com US$ 887,5 milhões. Em relação ao fechamento do primeiro semestre de 2024, as exportações computadas alcançaram 2,5 milhões de toneladas, volume 1,6% abaixo do saldo acumulado do mesmo período de 2023, com 2,6 milhões de toneladas. No mesmo período, a receita acumulada alcançou US$ 4,6 bilhões, 10,3% abaixo do que o total registrado no primeiro semestre de 2023, que ficou em US$ 5,1 bilhões.

Indústria e produção de ovos nacional

As exportações de junho atingiram 1,6 mil toneladas de ovos, gerando uma receita de US$ 4,02 milhões. Os dois indicadores demonstram queda em relação aos períodos do ano passado, com percentuais de 65,8% e 65,3% respectivamente. A movimentação do 1º semestre, com uma exportação de 8,5 mil de toneladas de ovos, acusou retração de 48,8% comparada com as 16,6 mil toneladas exportadas no mesmo período de 2023. No que se refere aos resultados de faturamento, no período apurado constata-se de janeiro a junho deste ano, US$ 18,2 milhões, diminuição de 55,7% comparado ao mesmo período do ano passado, quando a cifra atingiu o patamar de US$ 41,2 milhões.

Fonte: Assessoria Comunicação ASGAV/SIPARGS - O.A.RS
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Avicultura

Revolucionando a avicultura: avanços e impactos da vacinação na saúde e produtividade nas granjas

Vacinação pode ajudar também na redução da excreção de patógenos na granja. Saiba o que deve acontecer para um programa vacinal ser realmente eficaz.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

É de conhecimento geral as funções das vacinas. Se perguntarmos a qualquer profissional da veterinária, a resposta estará na ponta da língua: para proteger os animais do adoecimento. Sim, essa é a função primária e mais importante de uma vacina, proteger contra o adoecimento e a morte. No entanto, uma vacina ou programa de vacinação possuem várias outras funções de extrema importância.

Existem três resultados básicos de um plano de vacinação que devem sempre ocorrer para que seja verdadeiramente e plenamente eficaz: proteção contra doenças clínicas e consequente mortalidade e perda de desempenho; redução da suscetibilidade à infecção, ou seja, é necessária uma dose infectante muito maior para infectar as aves vacinadas; e redução significativa na excreção do patógeno de campo quando as aves vacinadas são desafiadas.

O terceiro ponto é considerado crucial em termos de epidemiologia, disseminação da doença e permanência/persistência da infecção em sistemas de produção infectados com o Vírus da Doença de Newcastle, Bronquite Infecciosa, Gumboro e Influenza aviária. Ou seja, a vacinação pode levar a uma excelente proteção clínica e até mesmo a uma redução na suscetibilidade à infecção; no entanto, se as aves infectadas não apresentarem uma diminuição na excreção viral pós-desafio, a pressão de infecção ambiental do sistema continuará alta, e lote após lote, as aves continuarão a ser infectadas e a doença persistirá no sistema de produção.

Figura 2. Sequência de eventos após infecção viral das aves (Quadro 1) e objetivos de um plano efetivo de vacinação (Quadro 2).

Ampliando a visão, as vacinas têm um papel não somente de curto prazo, ao resolver o adoecimento do animal que recebe a vacina, mas também a médio e longo prazo. Isso ocorre porque lotes adequadamente imunizados funcionam como uma barreira para a replicação e disseminação do patógeno para outros animais e para o ambiente. Algumas funções mais abrangentes das vacinas incluem: prevenir infecções, protegendo continuamente os animais; diminuir os sinais clínicos da doença; reduzir a disseminação do vírus no ambiente; diminuir a possibilidade de mutações e recombinações dos agentes infecciosos; e contribuir para a preservação do bem-estar dos animais.

A capacidade de uma vacina reduzir a excreção é variável e influenciada pela tecnologia vacinal utilizada. Além disso, entre produtos que têm a mesma tecnologia também existem diferenças significativas, dependendo da habilidade de cada fabricante de desenvolver vacinas que se adequem às necessidades técnicas impostas pelo agente infeccioso e suas interações com o hospedeiro e o ambiente. Um exemplo são as vacinas para controle do vírus da doença de Gumboro, em que o programa baseado em vacinas recombinantes HVT apresenta limitações importantes no controle da excreção do patógeno em aves vacinadas. As aves, mesmo vacinadas adequadamente, continuam excretando quantidades significativas do vírus de Gumboro quando desafiadas em estudos controlados. Na realidade de lotes comerciais de frangos, este fenômeno é confirmado pela maior prevalência de vírus de campo, variantes detectadas nas bursas.

Tabela 1. Características biológicas dos diferentes conceitos de vacinas Gumboro.

Tabela 1 . Características biológicas dos diferentes conceitos de vacinas Gumboro.
Vacina  Parar o ciclo de Gumboro  Afetada por anticorpos Maternos  Lugar da Vacinação  Comentários
Complexo-imune (Vírus IBD vivo)  ⦁ Sim, em laboratório
⦁ Sim, no campo  Não  Incubatório(in ovo e SC)  ⦁ Bloqueia muito rapidamente a infecção por qualquer cepa de Gumboro, não há replicação e excreção pós-desafio no campo
⦁ Vacinação no incubatório permite excelente uniformidade de vacinação e proteção
Vacina Vetorizada (rHVT-IBD)  ⦁ Não, em laboratório
⦁ Não, no campo  Não  Incubatório (in ovo e SC)  ⦁ Não bloqueia a infecção, replicação e excreção viral (não possui vírus IBD vacinal)
⦁ Não protege completamente contra infecção e não há prevenção dos próximos lotes alojados
Convencional Intermediária  (Vírus IBD vivo)  ⦁ Não,em laboratório
⦁ Não, no campo  Sim  Granja (água de bebida)  ⦁ Não bloqueia a infecção
⦁ Baixa proteção
⦁ Ruim uniformidade de vacinação pela via água de bebida (aves não vacinadas/suscetíveis)
Convencional Intermediária “plus” ou forte (Vírus IBD vivo)  ⦁ Sim, em laboratório
⦁ Não,  no  campo  Sim  Granja (água de Bebida)  ⦁ Em laboratório bloqueia a infecção por qualquer cepa de vírus IBD
⦁ Ruim uniformidade de vacinação pela via água de bebida (aves não vacinadas/suscetíveis)
⦁ Erros na idade correta de vacinação não uniforme em todas as aves
⦁ Erros humanos nos procedimentos de preparação e aplicação da vacina

Esses resultados para o controle de Gumboro não são iguais para outros patógenos, cada agente, devido às suas características biológicas e interações com o hospedeiro, exige abordagens específicas, que podem ser convergentes em alguns aspectos e divergentes em outros. Por exemplo, no controle de Newcastle, as vacinas vetorizadas apresentam uma excelente resposta no controle da excreção, ativando mecanismos imunológicos efetivos que reduzem significativamente a excreção do vírus desafio em aves vacinadas, conforme evidenciado em diversos estudos controlados.

Controle total

É crucialmente importante do ponto de vista epidemiológico que o programa vacinal utilizado promova um controle total das doenças virais incidentes na indústria avícola moderna. Este programa deve ser capaz não só de proteger contra sinais clínicos e mortalidade, mas também de diminuir significativamente a excreção do vírus de campo que desafia as aves vacinadas, conseguindo assim uma redução da pressão de infecção dos sistemas de produção e eliminando perdas clínicas e subclínicas.

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Fonte: Por Tharley Carvalho, gerente de Marketing Aves de Ciclo Curto da Ceva Saúde Animal Brasil
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Avicultura

Média de exportações de carne de frango indica resultado positivo para 2024

Volume médio embarcado neste ano segue em patamares acima dos registrados em 2023.

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Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

A média de exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) em 2024 indica resultados positivos para o ano de 2024, analisa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Conforme a análise comparativa, a média das exportações registradas neste ano foi de 431,4 mil toneladas, número 0,8% superior ao registrado na média dos doze meses do ano passado, com 428,2 mil toneladas.

No levantamento mensal, as exportações de carne de frango do mês de junho totalizaram 435,9 mil toneladas, número 2,3% menor que as 446,2 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado. A receita obtida no período chegou a US$ 793,6 milhões, saldo 10,6% menor que o total registrado em junho de 2023, com US$ 887,5 milhões.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “A oscilação levemente negativa nos embarques comparativos de junho não é suficiente para comprometer o momento positivo vivido pelas exportações de carne de frango”

Já na análise do semestre, as exportações de carne de frango totalizaram até aqui 2,588 milhões de toneladas, número 1,6% menor que o total registrado nos seis primeiros meses de 2023, com 2,629 milhões de toneladas. A receita acumulada no período chegou a US$ 4,636 bilhões, saldo 10,3% menor que o acumulado no ano anterior, com US$ 5,168 bilhões. “A oscilação levemente negativa nos embarques comparativos de junho não é suficiente para comprometer o momento positivo vivido pelas exportações de carne de frango. O fato da média do primeiro semestre superar a média geral de 2023, aliada ao fato de que o segundo semestre é, tradicionalmente, o melhor período para as exportações, apontam para novos resultados positivos para o ano de 2024”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

De acordo com o levantamento, a China, principal destino das exportações, importou 276,1 mil toneladas no primeiro semestre, número 29% menor que o total registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida estão os Emirados Árabes Unidos, com 240,1 mil toneladas (+20%), Japão, com 214,2 mil toneladas (-3%) e Arábia Saudita, com 206 mil toneladas (+17%).

Diretor de mercados da ABPA, Luís Rua: “Incremento dos volumes destinados aos países latino-americanos tem permitido ao Brasil se reposicionar em mercados estratégicos para produtos como perna e peito de frango”

No levantamento por Estado, o Paraná segue como principal exportador, com 1,076 milhão de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano, número 1,1% menor do que o registrado em 2023.

Em seguida estão Santa Catarina, com 563,6 mil toneladas (+3,4%), Rio Grande do Sul, com 354,3 mil toneladas (-4,74%), São Paulo, com 136,9 mil toneladas (-9,4%) e Goiás, com 125,7 mil toneladas (+4,6%). “Vale destacar positivamente para o incremento dos volumes destinados aos países latino-americanos nestes últimos meses, no momento em que o principal concorrente do Brasil no mercado internacional, os EUA, apresenta redução significativa de suas exportações. Isto tem permitido ao Brasil se reposicionar em mercados estratégicos para produtos como perna e peito de frango, auxiliando na segurança alimentar dos parceiros comerciais. Por sua vez, os países do Oriente Médio mantêm elevada demanda pelo produto brasileiro”, comentou o diretor de mercados da ABPA, Luís Rua.

Fonte: Assessoria ABPA
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