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Pet Especialista dá dicas

Como evitar que um cachorro seja atropelado?

Médico veterinário explica os cuidados necessários para evitar qualquer acidente

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Há muitos casos de cachorros abandonados, como também há muitos tutores que deixam seus cachorros darem as famosas “voltinhas por aí”. Essa atitude implica em muitos riscos para a vida do animal, como brigas, doenças e até acidentes. A adoção de cães evita que mais animais sofram com atropelamentos que, em alguns casos, podem ser fatais.

Vai passear com o seu cachorro? Não esqueça de levar a coleira para que ele não escape. Mas, antes de soltá-lo, tenha certeza que ele não correrá para longe do seu alcance. Praticar a guarda responsável de animais pode salvar a vida do seu “aumiguinho.”

Seu cachorro é adestrado? Castrar cães é um cuidado importante, que também pode evitar o atropelamento e é a melhor escolha para quem quer garantir longevidade e qualidade de vida para seu pet. A castração do cachorro ajuda a deixá-lo mais tranquilo e reduz as chances de fuga, dentre outros benefícios que envolvem a sua saúde.

“Caso encontre um cão atropelado, ligue para uma clínica veterinária e peça ajuda para profissionais capacitados e que já estão acostumados a lidar com esse tipo de situação. Somente um veterinário poderá examinar, identificar e estabilizar a dor do cão atropelado. Quanto mais cedo ele receber o tratamento adequado, mais rápida será a recuperação”, orienta o médico veterinário, Marcello Machado.

Fonte: Assessoria
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Pet Tecnologia

Donos de pets podem registrar seus animais por via eletrônica

Realização do registro pode ser feita via eletrônica, mediante uso de certificado digital

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Nesta semana, a Corregedoria da Justiça do Distrito Federal autorizou a realização do registro de animais de estimação nos cartórios de registro civil de títulos e documentos. Em decorrência da prática exercida por alguns cartórios isolados do Distrito Federal, surgiu a necessidade da regulamentação do ato.

A autorização foi embasada em estudo da COCIEX – Coordenadoria de Correição e Inspeção Extrajudicial, com a participação da ANOREG/DF – Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal e dos registradores de títulos e documentos. A realização do registro pode ser feita via eletrônica, mediante uso de certificado digital atendendo os requisitos da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira – ICP, por meio da Central Eletrônica de Serviços Compartilhados, e registro nos termos do art. 127, inciso VII da Lei 6.015/73.

Segundo dados de 2019 da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o país contabiliza cerca de 140 milhões de animais, entre cães, gatos, peixes e aves ornamentais, e está na segunda posição mundial quando se refere a população de pets do mundo, atrás apenas da China.

PetLegal

Lançado em 2017, emite uma certidão de registro para os animais de estimação e funciona em sete estados (Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso). O documento traz informações como nome, raça, cor da pelagem, marcas, cicatrizes, foto, registro na prefeitura, histórico médico e dados do tutor.

Fonte: Assessoria ITI
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Pet Saúde Animal

Tutores de pets precisam estar atentos aos cuidados básicos com ou sem isolamento social

Médico-veterinário explica que o uso de antiparasitários, atenção aos exercícios e atenção com higiene devem ser requisitos essenciais para garantir a saúde do animal em qualquer época

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O período de distanciamento social trouxe muitas dúvidas aos tutores de cachorros e gatos. É preciso manter hábitos como o uso de antiparasitários, exercícios e higiene mesmo com o pet dentro de casa ou apenas quando voltarmos a rotina normal? Márcio Barboza, médico-veterinário e gerente técnico pet da MSD Saúde Animal, esclarece a questão e explica que alguns cuidados são itens essenciais que os tutores devem adotar com ou sem o isolamento social para garantir uma vida saudável ao pet.

“Sim, a época em que estamos vivendo não influencia na utilização dos produtos para controle de pulgas, carrapatos e vermes, os quais devem estar em dia, bem como os exercícios. Não é porque os pets não são expostos a ambientes externos que não precisam de atenção. Mas, é importante saber que em tempos de proliferação da COVID-19 é recomendado redobrar os cuidados com a higiene”, esclarece.

Pulgas e carrapatos

A maior parte do ciclo de vida das pulgas e carrapatos acontece no ambiente, e temos muita dificuldade em visualizá-lo. Por isso, a proteção do animal contra estes parasitas, mesmo que não estejam fazendo passeios externos, precisa estar em dia, deixando os pets e o ambiente totalmente livres destes parasitas.

“As pulgas e os carrapatos podem ser levados para dentro de casa por meio das pessoas, pelas roupas e sapatos, ou até pelo animal, antes mesmo do início da quarentena. Dentro do lar, o ciclo de reprodução se inicia podendo durar longos períodos. Estes parasitas se alojam em pisos, cobertores, casinhas e podem transmitir doenças para o pet e todos os moradores da casa. Por isso, é importante que o tutor faça o uso da prevenção, e mais que isso, escolha um produto com longa duração e rápida eficácia”, explica o médico-veterinário.

Passeios

No período de isolamento é recomendado que os passeios sejam suspensos, mas sabemos que alguns animais só conseguem fazer suas necessidades fora de casa. Essa dica também é válida para a volta gradativa das atividades, já que é importante manter os cuidados. Então, nesse caso, de acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), é aconselhado que as saídas sejam rápidas, em horários com um menor número de pessoas, para evitar a exposição do tutor e o contato com outros animais e, na volta para casa, higienizar as patas e pelos do pet com água e sabão neutro, de preferência os que sejam adequados a uso veterinário. E, claro, não esqueça de levar sacos para coletar as fezes.

Exercícios

Com o distanciamento, muitos tutores estão suspendendo ou evitando passeios, mas a atividade física possui extrema importância para garantir a qualidade de vida do pet. Para gastar a energia, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa e Saúde Pública Veterinária da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (PANAFTOSA-OPAS/OMS) e a Proteção Animal sugerem realizar diversas brincadeiras, como a famosa jogada de bolinha e oferecer petiscos escondidos para os cães. No caso dos gatos, a sugestão é conceder estruturas verticais que possam escalar. No fim, o importante é se movimentar.

Higiene

Segundo Marcio Barboza, nessa época, a higiene deve ser redobrada tanto no animal quanto no ambiente e seria bacana se os tutores pudessem fazer disso um hábito após o passeio. “É importante manter os banhos e os cuidados higiênicos com as vasilhas de água e comida, bem como com os locais que costumam ficar acomodados por mais tempo, como a caminha”, explica.

E, ainda de acordo com a World Animal Protection, os animais não precisam utilizar máscaras, já que podem interferir em sua respiração e causar problemas como estresse, dificuldade respiratória e desmaios.

Fonte: Assessoria
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Pet Saúde

Importância da esterilização cirúrgica (castração) no controle populacional de cães e gatos

Ações que visam a diminuição e/ou controle dessa população são de responsabilidade do meio social em que esses animais são concebidos

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Artigo escrito por Lara Marzinkowski Schmen, graduanda de Medicina Veterinária do Centro Universitário Univel – Cascavel, e Marcos Piazzolo, professor de Medicina Veterinária do Centro Universitário Univel – Cascavel

Cães e gatos de rua (errantes), em situação de abandono ou proveniente de ninhadas indesejadas são exemplos de população animal que levam problemas à saúde pública, problemas esses que vão desde a disseminação de doenças de caráter zoonótico à ataques a pedestres.

Ações que visam a diminuição e/ou controle dessa população são de responsabilidade do meio social em que esses animais são concebidos.

A curto prazo a esterilização reprodutiva é uma das ações mais efetivas e utilizadas em cães e gatos afim de controlar o crescente número desses animais e as consequências desse aumento no impacto à saúde pública.

Números de animais no Brasil

Segundo o censo populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2018 e a Associação Brasileira da Industria para Animais de Estimação (ABINPET) apontaram que o Brasil tem cerca de 139,3 milhões de animais de estimação, desses, 54,2 milhões são cães, 39,8 milhões de aves, 23,9 milhões de gatos, 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de répteis e pequenos mamíferos, ou seja, mais da metade dos animais de estimação do nosso pais é cão ou gato (ABINPET, 2018). A taxa de crescimento anual calculada da população pet está em torno de 5%, ao passo que o crescimento populacional humano está na faixa de 1%. Esses números correspondem a uma projeção estimada, já que é muito difícil contabilizar com precisão o número real de animais nas ruas.

Esse aumento da população no número de cães e gatos pode levar a algumas consequências do ponto de vista da saúde pública, pois, grande parte dessa população vive em situação de abandono podendo levar a desordens ambientais e disseminar doenças que colocam em risco sua qualidade de vida e dos seres humanos quando há disseminação zoonoses.

Métodos de controle da população de animais

Desde sempre a superpopulação de cães e gatos tem sido alvo de ações de controle, antigamente o método mais utilizado era a captura e sacrifício desses animais. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (2005) reconhece que a técnica de recolhimento e eliminação de animais, sejam eles sadios ou não, é inadequada devido ao seu alto custo e gera controvérsia e muitas vezes reações enfáticas das pessoas contrárias a esse método. Nesse sentido as novas técnicas de controle preconizadas incluem: educação para guarda responsável, esterilização e a aplicação de legislação vigente em cada país, território, etc.

Umas das alternativas que se mostra mais eficiente no combate à superpopulação de animais de rua é a esterilização cirúrgica (SOUZA, 2014). Existem várias técnicas de esterilização de cães e gatos (machos e fêmeas) descritas. As técnicas cirúrgicas amplamente recomendadas e largamente utilizadas são, nas fêmeas, a retirada dos ovários e útero (ovariohisterectomia) e nos machos a retirada dos testículos (orquiectomia). A ovariohisterectomia pode ser feita pela técnica tradicional com incisão pela linha média, incisão pelo flanco abdominal e através de videolaparoscopia. Nos machos, além da retirada cirúrgica dos testículos ainda podem ser utilizadas técnicas de vasectomia ou esterilização química com a aplicação intratesticular de gluconato de zinco, essa última sendo menos utilizada e ainda carente de estudos a longo prazo no impacto do seu uso no bem-estar do animal submetido a essa técnica. Devido ao grande estreitamento de relações entre os seres humanos e seus animais de estimação e a preocupação com sua saúde esses procedimentos são de grande procura na prática veterinária (LEVY et al., 2008; HOWE, 2006).

Políticas públicas de controle populacional

Políticas públicas locais de controle populacional desses animais leva em consideração principalmente da proteção do seu bem-estar e da disseminação de doenças transmitidas entre esses animais (cinomose, parvovirose, etc.) ou comuns a eles e aos seres humanos (raiva, leishmaniose, leptospirose, etc.). Além de esforços do poder público, organizações não governamentais (ONGs) tem papel importante no controle populacional desses animais com trabalhos de recolhimento, esterilização e destino (adoção) dos mesmos. Ações conjuntas têm demonstrado êxito a curto prazo no trabalho de diminuir ou contar o aumento da população desses animais em situação de abandono ou concebidos na rua, criações de mutirões de castração para população de baixa renda, convênios entre prefeituras e clínicas veterinárias particulares e projetos de centro cirúrgico itinerante (castramóvel) são algumas das ações de esterilização em larga escala desenvolvidas e com resultados efetivos no controle populacional animal.

Apesar da esterilização cirúrgica ser um método de controle efetivo e imediato no controle populacional de cães, existem alguns aspectos que precisam ser levados em consideração. O custo para a sociedade na implementação de “castramóveis”, convênios que subsidiam cirurgias em clinicas veterinárias particulares são uns dos exemplos que levam controvérsia na sua aplicação. Outro ponto importante em é o efeito à longo prazo dessas ações sem campanhas de conscientização da sociedade sobre a posse responsável e manutenção dos seus pets em ambientes saudáveis e controlados, pois, ações de esterilização tem efeito prático sobre a população já existente e ações educativas se fazem necessárias na conscientização de que toda a sociedade é responsável pelo seu próprio bem-estar e dos animais (BORTOLOTI e DÁGOSTINI, 2007).

Conclusão

Não é recente a preocupação com o bem-estar animal e em saúde pública quando se trata de controle populacional de cães e gatos, no entanto é necessário que a educação e conscientização da população a longo prazo aliadas às ações imediatas, como a esterilização, sejam implementadas em larga escala e de maneira continua para que população humana e animal convivam de forma harmônica e saudável.

Fonte: Assessoria
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