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Como elaborar um cronograma de tarefas da suinocultura em 5 passos?

Com essa ferramenta é possível otimizar o tempo, melhorando a fluidez do trabalho. Como consequência, interfere em fatores tangíveis, como a melhoria dos resultados zootécnicos e financeiros, graças a execução dos manejos com qualidade; e em fatores intangíveis.

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Foto: Divulgação/Agroceres Multimix

Artigo escrito por Diogo Lima Goulart, consultor de Serviços Técnicos na Agroceres Multimix

A rotina das granjas suinícolas é intensa e dinâmica, sendo necessário a boa administração do tempo. Uma solução simples e acessível a todas as granjas é o cronograma de tarefas. Com essa ferramenta é possível otimizar o tempo, melhorando a fluidez do trabalho. Como consequência, interfere em fatores tangíveis, como a melhoria dos resultados zootécnicos e financeiros, graças a execução dos manejos com qualidade; e em fatores intangíveis, por exemplo o bem-estar dos colaboradores, permitindo muitas vezes, programar horário de descanso ou para um cafezinho. Para que o Cronograma seja eficaz, é importante seguir alguns passos:

  1. Traçar o objetivo.
  2. Definir para quem será desenvolvido e em qual período.
  3. Listar todas as atividades e estipular tempo de execução.
  4. Determinar prioridades.
  5. Reavaliar periodicamente.

A partir de agora, os temas acima serão aprofundados.

  1. Traçar o objetivo

O primeiro passo consiste em traçar o objetivo. O objetivo de cronogramas é otimizar tempo e trazer melhoria nos processos. A proposta é tornar o trabalho mais eficaz, com cadência e constância, projetando, desta forma, melhores resultados zootécnicos.

No caso de construções, reformas de instalações ou qualquer que seja um serviço esporádico, o cronograma tem a função de fazer acompanhamento, garantindo que as obras estejam progredindo como combinado.

Há variados objetivos e modos de confeccionar um cronograma. Será discorrido nos próximos itens fatores a serem levados em conta para obter o cronograma mais adequado para a situação da propriedade.

  1. Definir para quem será desenvolvido: um colaborador operacional, encarregado, equipe? Qual a função? Qual setor? E para qual período: semana, mês, ano?

Para criar um cronograma eficiente, é essencial levar em conta quem irá utilizá-lo. Isso se faz necessário haja vista que as responsabilidades de cada colaborador ou equipe são distintas, conforme o exemplo a seguir:

O colaborador X tem função operacional, atuando na lavagem de salas de maternidade pós-desmame. Ou seja, 100% da sua jornada de trabalho é “colocando a mão na massa”. O encarregado do setor, por outro lado, necessita de poucos minutos para avaliar o serviço que levou horas para ser executado, além de ter sob sua responsabilidade outras atividades que estão acontecendo simultaneamente.

Por isso, para essas duas diferentes funções tem-se diferentes cronogramas. Para o colaborador com atividade operacional, deve ser fixado o horário; enquanto é possível flexibilizar o período de fiscalização para o encarregado.

Outro ponto importante é definir para qual período será feito o cronograma. Em casos de granjas com sistema de fluxo contínuo, o cronograma de atividades operacionais inevitavelmente deve ser elaborado de forma semanal e em granjas com sistemas em bandas, a depender do programado, é preciso programar de maneira quinzenal ou mensal. Para serviços de manutenções, reformas ou construções, a ideia é de confeccionar um cronograma de acordo com o período previsto para término do serviço.

  1. Listar todas as atividades e estipular tempo de execução

Para que seja possível organizar o trabalho em um determinado espaço de tempo, é crucial que todas as atividades sejam listadas com o tempo previsto de execução de cada uma delas.

É indicado que essa etapa tenha a participação de todos os colaboradores envolvidos a fim englobar todas as atividades que ocupam tempo, desde pequenas – como ir buscar um material – até a execução propriamente dita do serviço.

Como método para ter a previsão mais ajustada do tempo de tarefas ligadas aos manejos com os animais, propõe-se que o colaborador ou equipe seja assistida em sua tarefa, cronometrando desde o início até a completa execução.

Vale frisar que as pessoas devem ser instruídas a realizar o procedimento de acordo com o que foi determinado no documento de Procedimento Operacional Padrão (POP) e sem pressa, garantindo a correta execução da atividade e com tempo de conclusão ligeiramente superestimado. É importante que seja feito dessa maneira, pois situações atípicas podem ocorrer no dia a dia, atrasando ou desacelerando a operação.

Para potencializar o desempenho da equipe, o encarregado pode utilizar o tempo cronometrado para estabelecer limites, mínimos e máximos, para a execução de uma atividade. Não obstante, pode favorecer suas futuras auditorias, permitindo comparar o tempo real com o planejado e oferecer feedback aos envolvidos. Confira o exemplo a seguir:

  1. Determinar prioridades

É essencial entender as prioridades das atividades programadas. Diversos conceitos justificam essa necessidade. Para classificar qual o nível de prioridade dos serviços a serem realizados, a seguinte questão pode ser a diretriz: qual a relevância desta ação para os resultados econômicos e no desempenho zootécnico? Propõe-se fazer destaques visuais para a classificação das atividades, podendo, por exemplo, ser numérico ou por cor, conforme abaixo:

  1. Reavaliar periodicamente

O monitoramento é crucial para avaliação de produtividade. O encarregado do setor tem de estabelecer uma frequência de avaliação para confrontar o que foi planejado com o realizado. Entender se há procedimentos pouco valiosos tendo atenção excessiva ou o inverso, procedimentos essenciais trabalhados com baixa dedicação.

Para orientar a avaliação pode-se fazer alguns questionamentos:

– A equipe está sendo produtiva em relação ao tempo?

– Se sim, é possível otimizar ainda mais o processo?

– Se não, o que está causando a ineficácia?

Caso exista espaço para melhoria na otimização do tempo, alguns pontos podem ser revisados:

  • Pessoas: o número de pessoas que estão executando a atividade é ideal?
  • POP: os colaboradores estão aptos a executarem o que foi proposto? Estão utilizando o POP como orientação?
  • Ferramentas: há alguma ferramenta que possa ser desenvolvida ou comprada para agilizar o processo? Por vezes o investimento em ferramentas torna possível a realocação de um colaborador para outras atividades, ou seja, o que dois colaboradores faziam, passa a ser feito por um único colaborador com uma ferramenta adequada;
  • Horário: o horário em que o serviço está sendo feito é o mais adequado?
  • Situações circunstanciais: estão acontecendo situações adversas ao procedimento que estão atrapalhando as pessoas na realização da tarefa? Situações aparentemente triviais – como um colaborador chamar o outro para conversar sobre o que farão no final de semana – pode causar dispersão de concentração, por conseguinte, baixo rendimento. Parece simples e inofensivo, mas o somatório dessas pequenas distrações, geram improdutividade;
  • Situações urgentes: é fundamental que seja estudado profundamente o quanto esse cenário está prejudicando a rotina de trabalho. Quando as situações são urgentes e importantes, devem ser atendidas com rapidez, pois majoritariamente têm impacto significativo. Contudo, as situações que são urgentes e não importantes, podem atrapalhar o fluxo do trabalho, se enxergadas de forma errônea, sem um nível de prioridade estabelecido; deixando de lado ações planejadas e que resultariam em melhor produtividade.

Checklist

Aproveitando o material elaborado, os colaboradores podem ainda ter mais um bônus: utilizar o cronograma para realizar checklist dos procedimentos e atividades planejadas. Dessa forma garantem que todas as responsabilidades sejam cumpridas. Permite também identificar falhas na programação, comprovando que não há tempo para realizar alguma tarefa; ou, para evidenciar que há sobra de tempo permitindo ajustes na programação (tema descrito no item anterior). Esse proveito serve para os executores e supervisores, tanto para realizar quanto para conferir as atividades. Basta deixar uma lacuna que possa ser preenchida com “Ok”, de acordo com o exemplo abaixo:

Recém-contratados

Somado a todas as vantagens expostas anteriormente, há também o favorecimento na integração de colaboradores recém-contratados. Ao serem incluídos em uma equipe bem planejada, ordenada e ritmada pelo cronograma, o treinamento se torna mais eficaz: a consequência disso é a adequação rápida do novo integrante aos hábitos da equipe onde está sendo inserido. Hábitos referidos desde a parte técnica – procedimentos operacionais – até relacionamentos interpessoais. Em síntese, insere o novo colaborador na cultura da empresa e a fortalece.

Modelos de Cronogramas

Há diversas formas de formatar as informações coletadas, como descrito acima. No entanto, o material precisa ser objetivo e específico. Alguns preferem usar cores para ressaltar informações, enquanto outros preferem números para ordenar as atividades. Abaixo estão dois modelos: um para gerente, que não contém horários para as atividades e destaca prioridades; e outro para colaborador operacional, detalhando o horário de cada atividade.

Conclusão

Não há uma receita de bolo ou um material base para todas as granjas, cada qual deve adaptar à sua realidade, colocar em prática e fazer constantes ajustes. O cronograma deve servir como norte para buscar a otimização do tempo, melhorando a produtividade na execução dos procedimentos, buscando sempre evolução nos resultados zootécnicos e financeiros.
O acesso é gratuito e a edição Suínos pode ser lida na íntegra on-line clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Diogo Lima Goulart

Suínos

Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade

Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

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Fotos: Shutterstock

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”

Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.

O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.

Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.

Uniformidade das carcaças segue como desafio

Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.

O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.

Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.

Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.

Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.

Congresso reforça protagonismo do produtor

Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Sanidade, mão de obra e tecnologia desafiam a suinocultura, afirma gerente da Primato

Temas estarão entre os destaques do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho em Marechal Cândido Rondon (PR).

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A sanidade dos rebanhos, a dificuldade de contratação de mão de obra e a necessidade de ampliar o uso de informações em tempo real dentro das granjas estão entre os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura brasileira. Os temas estarão no centro das discussões do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que reúne no próximo dia 09 de junho produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e lideranças do setor em Marechal Cândido Rondon (PR).

Zootecnista e gerente Pecuário na Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck: “Participar do Congresso é uma oportunidade única para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura” – Foto: Divulgação/Primato

O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Para o zootecnista e gerente Pecuário da Primato Cooperativa Agroindustrial, William Wesendonck, a sanidade segue como a principal preocupação das granjas da região. “Vejo como principal gargalo técnico a sanidade. Nos últimos cinco anos estamos enfrentando um desafio sanitário muito grande no Oeste do Paraná e encontramos dificuldades para melhorar esse status sanitário”, afirma.

Na área de gestão, ele destaca que os desafios passam tanto pela escassez de profissionais quanto pelas diferenças entre gerações que hoje convivem dentro da cadeia produtiva. “Temos poucas pessoas disponíveis para o mercado de trabalho e isso todos estão sentindo na pele. Além disso, existe o desafio de conectar profissionais jovens, que chegam ao setor com cerca de 20 anos, com produtores que muitas vezes estão próximos dos 65 anos. São gerações com visões e experiências bastante diferentes”, observa.

Exigências do mercado exigem respostas rápidas

Segundo Wesendonck, a demanda dos consumidores por alimentos produzidos com atenção ao meio ambiente, ao bem-estar animal e à rastreabilidade tem provocado mudanças importantes dentro da cadeia produtiva.

Na avaliação dele, o desafio está na velocidade com que essas adaptações precisam ocorrer para manter a competitividade da carne suína brasileira no mercado internacional. “O consumidor vem exigindo mudanças no formato de produção, com foco em valor agregado, sustentabilidade e bem-estar animal. Muitas vezes essas exigências chegam de forma rápida à indústria e precisam ser implementadas em toda a cadeia”, explica.

Para o gerente, atrasos na adoção de protocolos e critérios exigidos pelos compradores podem comprometer oportunidades comerciais. “O Brasil disputa mercados altamente competitivos. Entre fechar ou perder uma venda para determinado país, muitas vezes a diferença está em já ter os critérios exigidos implantados. Quando a demanda surge, a indústria precisa repassar rapidamente e o produtor precisa acompanhar esse movimento para que todos ganhem dinheiro juntos”, ressalta.

Gestão baseada em dados

Outro ponto destacado por Wesendonck é a crescente necessidade de os produtores dominarem informações ligadas à nutrição, genética e sanidade dos animais.

Foto: Ari Dias/AEN

Segundo ele, a produção moderna exige conhecimento muito mais detalhado do que há alguns anos. “O produtor precisa estar alinhado com a integradora em relação à nutrição, genética e sanidade. Hoje trabalhamos com várias fórmulas de ração, diferentes genéticas e desafios sanitários distintos. O produtor precisa conhecer essas informações para tomar decisões mais assertivas”, enfatiza.

O profissional também defende uma maior incorporação de tecnologias capazes de fornecer indicadores produtivos em tempo real. “O produtor necessita urgentemente de tecnologias que mostrem os indicadores da granja em tempo real. Não adianta terminar um lote para descobrir depois que houve excesso de consumo ou uma conversão alimentar ruim. É preciso acompanhar isso durante o processo”, salienta, reforçando: “O produtor precisa saber durante o ciclo se está conduzindo um lote bom ou se existem pontos que precisam ser corrigidos”.

Espaço para discutir o futuro da atividade

Wesendonck avalia que o Congresso de Suinocultores do Paraná tem papel importante justamente por reunir todos os elos da cadeia em um único ambiente de debate. “A importância do Congresso está no fato de podermos reunir todos os elos envolvidos na cadeia em um único dia e em um só local. Vamos discutir temas fundamentais para a suinocultura, como nutrição, sanidade e sucessão familiar, com profissionais que vivem o setor diariamente”, destaca.

Segundo ele, a troca de experiências entre produtores, técnicos, cooperativas e empresas contribui para fortalecer a atividade e acelerar a adoção de soluções dentro das granjas. “Ficamos muito felizes em participar desse momento. É uma oportunidade para fortalecer cada vez mais a nossa suinocultura”, exalta.

Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná

08h – Café de boas-vindas Sicredi

08h30 – Abertura

09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira

  • Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa

09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026

  • Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

10h10 – Coffee break

10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva

  • Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar

11h10Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade

  • Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR

11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias

  • Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale

12h10 – Almoço

13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras

  • Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep

14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo

  • Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios

14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura

  • Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL

15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor

  • Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural

15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios

  • Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
  • Moderação: Eliana Panty

16h20 – Encerramento

Somando forças com O Presente Rural 

Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.

O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.

Fonte: O Presente Rural
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Suinfair 2026 deve impulsionar economia regional e destacar força da suinocultura independente em Minas Gerais

Feira realizada no Vale do Piranga reunirá produtores, técnicos e empresas do setor, movimentando negócios e fortalecendo um dos principais polos suinícolas do país.

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A realização da Suinfair 2026, nos dias 01º e 02 de julho, em Ponte Nova (MG), deve gerar impactos econômicos e técnicos para o Vale do Piranga, região reconhecida como o maior polo da suinocultura independente do Brasil. A expectativa é de que a feira atraia produtores, técnicos, empresas e profissionais de diferentes estados, ampliando as oportunidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva regional.

Além de reunir os principais agentes ligados à atividade suinícola, o evento tende a impulsionar diversos segmentos da economia local. A maior circulação de visitantes durante os dois dias da feira deve beneficiar setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, tanto em Ponte Nova quanto em municípios vizinhos.

A programação da Suinfair também busca fortalecer a competitividade da produção regional por meio da difusão de conhecimento, apresentação de novas tecnologias e promoção de conexões estratégicas entre produtores, fornecedores e demais participantes do setor. O ambiente de negócios criado pela feira favorece a troca de experiências e a identificação de oportunidades para ampliar a eficiência e a rentabilidade das granjas.

O evento ocorre em uma região que concentra aproximadamente 35% do rebanho suíno de Minas Gerais, fator que reforça a relevância do Vale do Piranga para a produção estadual. A expressiva participação da região na atividade coloca o território em posição estratégica dentro da suinocultura brasileira, especialmente no segmento independente.

Ao consolidar a aproximação entre produção, mercado e inovação, a Suinfair reforça o protagonismo do Vale do Piranga na cadeia suinícola nacional e amplia a visibilidade de uma atividade que desempenha papel importante no desenvolvimento econômico regional.

Fonte: O Presente Rural
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