Empresas
Como é realizada a gestão da sua produção?
Conheça a gestão por índices produtivos e econômicos

Guilherme Augusto Vieira[1]
“Quem não mede não controla, quem não controla, não gerencia”
Prezados leitores, recentemente publiquei um artigo em que fiz uma reflexão sobre o estágio atual das fazendas brasileiras quanto a sua gestão. O artigo abordou que a maioria das fazendas se encontram em processo de transição entre fazenda tradicional e empresa rural (principalmente as de produção de pecuária corte e leite).
Os proprietários estão em busca de identidade convivendo ainda com a produção tradicional e necessitando avançar para um estágio mais profissional. Entretanto, para atingir tais objetivos, precisam quebrar uma série de paradigmas que ainda permeiam a pecuária de corte e leite.
O que caracteriza este empreendimento é um modelo no qual se observa os processos de gestão empresarial, planejamento e orçamento da produção realizados de maneira não efetiva e não trabalham com metas e objetivos. Os gestores frequentemente focam suas ações em aumentar a produção e produtividade, sem considerar os demais fatores de produção que influenciam diretamente no resultado econômico de sua empresa.
Diante desta perspectiva é fundamental conhecer os seus custos de produção, pois a determinação dos custos de produção tem a finalidade de verificar como está a rentabilidade da produção. Para tanto há necessidade dos administradores e empresários rurais montar um sistema de produção e utilizar as ferramentas gerenciais visando regular e avaliar os principais indicadores produtivos (zootécnicos ou agronômicos) e econômicos.
Atualmente a moderna administração rural (gestão do sistema de produção) utiliza como métrica de gestão e avaliação do desempenho balizados pelos indicadores produtivos (zootécnicos e/ou agronômicos) e os indicadores econômicos.
Os indicadores produtivos e financeiros são utilizados:
- Para a auxiliar a definição dos objetivos da produção
- Análise do processo produtivo
- Auxílio na redução dos custos de produção
- Identificação do ponto de equilíbrio da atividade
Inicia-se o processo primeiramente com os indicadores produtivos e a partir daí estabelece-se e avalia-se os indicadores econômicos.
Porquê deve-se primeiro estabelecer os indicadores produtivos (técnicos)?
Os indicadores produtivos (coeficientes técnicos /índices produtivos) indicam quanto de recursos é necessário para produzir uma unidade do empreendimento, vale destacar ainda:
- São importantes para fixar o tamanho máximo possível dos empreendimentos e a melhor combinação dos recursos;
- São desenvolvidos para corresponder à unidade orçamentária de cada empreendimento;
- São ferramentas de gestão utilizadas para medir o nível de desempenho ou de sucesso da produção rural;
Veja este exemplo:
A fazenda Boi Legal pretende produzir 110 animais em semiconfinamento, animais pesando a entrada 450 kg, estimando um GMD 1,2 x kg animal/dia, com taxa de lotação de 2 animais/ hectare, consumindo 1% de peso vivo de ração/animal por 60 dias?
Observe que a consultoria técnica juntamente com o proprietário estipulou os índices técnicos produtivos e a partir destes índices vai calcular o custo da ração, a reforma das pastagens diferidas e o valor de compra dos animais, aliada a outras variáveis chegará ao custo final do lote produzido. As receitas serão consideradas a partir do ganho de peso e arrobas produzidas.
Caso não atinja as metas produtivas estabelecidas deverão ser contemplados mecanismos de controle para averiguar os possíveis erros e corrigi-los para a produção dos futuros lotes.
Logo, os índices produtivos detectam os desvios dos padrões existentes e servem de referência para os gestores adotarem as medidas corretivas.
Quais são os indicadores econômicos e os indicadores produtivos (zootécnicos e agrícolas) ?
- Indicadores econômicos
Os principais indicadores econômicos são: controle de receitas e despesas, investimentos, custos, despesas, anotação e avaliação de resultados, lucro ou prejuízo.
- Indicadores produtivos (índices zootécnicos)
Os principais índices técnicos da produção pecuária :Idade dos animais, peso a entrada e saída dos animais, índices de produção Kg/ hectare, Ganho Médio Diário (GMD), período de Ocupação (confinamento e semiconfinamento) , taxa de mortalidade, taxa de natalidade, taxa de desfrute, peso do bezerro ao desmame, produção leite/vaca/dia; etc..
- Indicadores produtivos (índices agrícolas)
Os principais índices técnicos da produção agrícolas: sacas (milho/soja) / hectare; quantidade de calcáreo e adubo/ hectare, etc…
Ao concluir este artigo verifica-se que a gestão por indicadores técnicos e econômicos é fundamental para uma boa gestão da produção e consequentemente do empreendimento rural e que números imprecisos de indicadores técnicos podem levar a um planejamento equivocado da produção.
Assim sendo: indicadores técnicos precisos são essenciais para um processo correto do planejamento do empreendimento.
Como implantar os indicadores em minha fazenda?
Amigo, isto é assunto para um próximo artigo, até uma próxima oportunidade
Deseja saber mais sobre gestão agropecuária? Então clique aqui : https://guilhermeavieira.tumblr.com/post/682875190488842240/curso-de-gest%C3%A3o-agropecu%C3%A1ria-ao-vivo-e-on-line
[1] Médico Veterinário, Mestre em Alimentos, Nutrição e Saúde pela UFBA, Doutor em História das Ciências, autor dos Manuais Semiconfinamento e Confinamento, atualmente é gestor da Plataforma www.semiconfinamento.com.br e ministra cursos e treinamentos na VeteAgroGestão. Conteudista do Giro do Boi Canal Rural , E Rural Hora Rural , O Presente Rural e Folha Agrícola Contatos com o autor: guilherme@farmacianafazenda.com.br

Empresas
Sanidade e desempenho: pilares da produtividade na avicultura e suinocultura modernas
A integração entre biosseguridade, terapêutica e suporte nutricional é um dos principais caminhos para melhorar indicadores zootécnicos e promover a uniformidade dos lotes.

Na avicultura e na suinocultura atual, a sanidade se consolida como um pilar estratégico. O manejo sanitário adequado, é decisivo para garantir resultados produtivos consistentes em um cenário cada vez mais competitivo.
Com mais de 30 anos de atuação, a Vansil Saúde Animal iniciou sua trajetória produzindo soluções para este setor. A qualidade e os resultados obtidos ao longo do tempo sustentaram sua expansão e consolidaram sua presença no mercado.
Nesse contexto, a empresa conta com um portfólio amplo voltado às necessidades do setor. O Vancid 50 se destaca na higienização de instalações e equipamentos, enquanto o Glutasil 50 amplia o controle microbiológico em ambientes de maior desafio sanitário.
Na área terapêutica, o uso responsável de antimicrobianos continua sendo uma ferramenta essencial. Para o controle de infecções a Vansil dispõe de uma linha de soluções terapêuticas como: Ampicil, Aurotrim, Enro Flec, Neocolin, ST-Mix e a linha de injetáveis como Agrosil PPU, Fortlozin e Enro Flec. Já o Avecox é utilizado no controle estratégico da coccidiose.
A Ivermectina Premix, é um endectocida com amplo espectro de ação, podendo ser usado em todas as fases da criação, muito eficaz no tratamento e controle das principais parasitoses dos suínos.
Estas soluções no manejo sanitário fazem com que a Vansil esteja sempre alinhada com o objetivo de promover maior produtividade e garantir a saúde dos animais.
Além disso, o suporte metabólico em fases críticas contribui para manter o equilíbrio fisiológico dos plantéis, potencializando o desempenho. Para atender a essa demanda, a Vansil oferece a linha de suplementos Vitasil.
Atualmente, a sanidade integrada deixa de ser apenas uma prática recomendada e passa a se consolidar como um diferencial competitivo indispensável na produção animal.
Para acompanhar mais conteúdos e novidades, siga a Vansil Saúde Animal nas redes sociais: Instagram, Facebook e LinkedIn, e acesse o site para aprofundar seu conhecimento sobre nossas soluções: www.vansilsaudeanimal.com
Empresas Reforço de equipe
Alivira reforça atuação na América Latina com novo Gerente Técnico Comercial
Com mais de 25 anos de experiência em nutrição de monogástricos, Jorge Pacheco chega para fortalecer a estratégia técnica e comercial da companhia na região

A Alivira anuncia a chegada de Jorge Pacheco como seu novo Gerente Técnico Comercial para a América Latina, reforçando sua estratégia de crescimento e proximidade com o mercado na região.
Médico-veterinário de formação, o executivo construiu uma sólida trajetória de 26 anos na área de nutrição de monogástricos, acumulando experiência em desenvolvimento de negócios e liderança técnica. Ao longo de sua carreira, atuou em empresas de referência do setor, como Agroceres Nutrição (Multimix), Guabi, In Vivo, Sumitomo Chemical e Agrifirm.
A chegada de Pacheco está alinhada ao movimento da Alivira de ampliar sua presença na América Latina, agregando expertise técnica e visão estratégica para atender às demandas do mercado de proteína animal.
Empresa global de saúde e nutrição animal, a Alivira integra o grupo Sequent Scientific e está entre as principais companhias do setor no mundo, com operações em mais de 100 países e unidades produtivas em diferentes continentes.
No Brasil, a empresa atua desde 2016 com foco na fabricação e distribuição de medicamentos veterinários e soluções nutricionais para animais de produção e companhia, incluindo antimicrobianos, anticoccidianos, antiparasitários, aditivos e suplementos.
Com estratégia multiespecializada e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento, a companhia busca oferecer soluções que promovam saúde, bem-estar e produtividade animal, atendendo às necessidades de veterinários, produtores e indústria.
A contratação de Jorge Pacheco reforça o compromisso da Alivira com a excelência técnica, a inovação e o fortalecimento de parcerias no mercado latino-americano.
Empresas
Frísia anuncia entreposto em Pium (TO) e projeta investimento de cerca de R$ 100 milhões
Nova unidade vai ampliar capacidade de recepção e beneficiamento de grãos na região e gerar cerca de 20 empregos diretos, além de mais de 200 postos durante as obras

No ano em que comemora dez anos no Tocantins, a Frísia Cooperativa Agroindustrial anuncia a construção de um novo entreposto no estado, no município de Pium, como parte de sua estratégia de expansão e fortalecimento da atuação no estado. O projeto prevê investimento de aproximadamente R$ 100 milhões e geração de cerca de 20 empregos diretos após o início das operações, além de mobilizar mais de 200 trabalhadores durante o período de obras.
A construção da unidade está prevista para começar em junho de 2026, com conclusão estimada para janeiro de 2028. A estrutura foi planejada para atender o crescimento da produção agrícola na região e ampliar o suporte aos cooperados.
A decisão de investir no novo entreposto foi resultado de um processo de análise estratégica e da expansão da atividade agrícola na região. “Mesmo diante de um cenário desafiador, a cooperativa segue crescendo no Tocantins. A região de Pium é uma das que mais têm se desenvolvido nos últimos anos e, após três anos de estudos aprofundados, decidimos realizar esse investimento para atender às necessidades dos cooperados”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob.
O novo entreposto tem capacidade operacional prevista de recepção de até 600 toneladas por hora, linha de beneficiamento de 240 toneladas por hora e armazenagem total de 42 mil toneladas de grãos. A unidade também terá um armazém para insumos.
Segundo o gerente-executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, a escolha de Pium como sede da nova unidade levou em conta o potencial produtivo da região e a presença crescente de cooperados. “Trata-se de uma região bastante próspera, com alto potencial agrícola e uma área já consolidada de produção de nossos cooperados”, explica.
Crescimento
O investimento também está alinhado ao planejamento estratégico da cooperativa para os próximos anos. “Dentro do nosso ciclo de planejamento estratégico, que vai de 2025 a 2030, temos como meta crescer no Tocantins de forma sustentável e agregar valor ao negócio dos cooperados. Esse entreposto vai ao encontro desse objetivo”, destaca o gerente-executivo.
Para os produtores, a nova estrutura vai trazer ganhos logísticos e operacionais importantes. “Na prática, o cooperado terá maior agilidade na recepção e no beneficiamento de grãos, economia com fretes e mais proximidade no acesso a insumos, além de segurança no abastecimento”, completa Cavazotti.
A área cultivada de soja no Tocantins saltou de 14,7 mil hectares da safra 2020/2021 para 40,4 mil hectares na de 2024/2025, com produtividade média de 3.771 kg/ha na última safra, acima das 3.057 kg/ha de 20/21.
A Frísia está presente no Tocantins desde 2016, completando, em 2026, uma década de atuação no estado. Atualmente, a cooperativa conta com 110 cooperados e 60 colaboradores na região, com unidades em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins, além de um escritório administrativo em Palmas.
Nos últimos anos, a cooperativa vem realizando diversos investimentos em suas unidades, com o objetivo de acompanhar o crescimento da produção agrícola na região.



