Conectado com

Avicultura Nutrição e Sanidade

Como controlar Salmonella spp. em rações

Programa de monitoria e controle de Salmonella spp. em rações inicia-se com o plano de amostragem e análises laboratoriais

Publicado em

em

Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Marcio André Lanzarin e Caio Tellini, da equipe técnica da Safeeds

O controle de Clostridium perfringens, Salmonella spp. e de outras enterobactérias patogênicas, está entre as principais ações realizadas pela indústria de produção de proteína animal, com impacto no aumento da produtividade animal, em melhoria dos índices zootécnicos e redução de prejuízos econômicos significativos.

O programa de monitoria e controle de Salmonella spp. em rações inicia-se com o plano de amostragem e análises laboratoriais, com o objetivo de identificar os focos e os níveis de contaminação para então estabelecer as estratégias de controle.

Entre as principais estratégias para a redução e controle destes microrganismos em fábricas de ração estão o programa de BPF (Boas Práticas de Fabricação), o sistema APPCC (Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle) e as ferramentas de tratamento térmico-químico aplicadas durante o processo de produção das rações. Estas estratégias são sempre complementares entre si, ou seja, nenhuma ferramenta isoladamente é 100% eficiente para garantir o sucesso do controle microbiológico.

O controle dos microrganismos através do tratamento térmico (como peletização, expansão e extrusão) são apresentados por diversos autores como ferramenta para a redução da incidência de fungos e bactérias em rações. A eficiência e o sucesso do controle via peletização é relacionada ao nível de desafio de contaminação por Salmonella spp. dos ingredientes no início do tratamento térmico, além do tempo de exposição, da temperatura aplicada e da própria umidade da ração. Com isso, a peletização não deve ser considerada como um método absoluto a ser utilizado para o controle da contaminação em rações.

Eficiência

A utilização somente do tratamento térmico para redução da incidência de Salmonella spp. em rações não proporciona nenhuma proteção residual contra recontaminações em etapas posteriores como, por exemplo: silos de armazenagem, caminhões de transportes e silos de granjas.

As fábricas de ração que não possuem processamento térmico e mantêm estratégias de fornecimento de rações farelada comprometem a qualidade microbiológica dos seus produtos, sendo uma fonte direta de transmissão de C. perfringens e Salmonella spp. para os animais. Para estes casos, outra opção viável para o controle microbiológico das rações é a utilização de agentes químicos, como os produtos formulados a base de formaldeído e/ou ácidos orgânicos, que com agentes coadjuvantes como óleos essenciais, mantém ação residual bactericida por um período prolongado.

Algumas opções de produtos comerciais que contêm combinações de formaldeído, ácidos orgânicos e outros agentes dispersantes, apresentaram resultados satisfatórios para descontaminação de rações inoculadas artificialmente com Salmonella spp., quando comparados com outros tipos de produtos químicos.

A utilização de produtos que possuem princípios ativos isolados, assim como os que possuem apenas formaldeído em sua composição, apresentam fatores limitantes, além de menor estabilidade e poder de fixação nas rações para proteção residual contra contaminações cruzadas. É por este motivo que produtos disponíveis à base de formaldeído são associados com ácidos orgânicos (por exemplo, ácido propiônico) e outros compostos, como os terpenos e surfactantes.

Este tipo de combinação tem efeito sinérgico entre seus ativos e permite a utilização com eficiência mesmo em baixas dosagens para a descontaminação das rações além de evitar a corrosão dos equipamentos.

Outra característica importante na elaboração de estratégias para o controle microbiológico é a forma física do produto a ser utilizado, uma vez que aditivos líquidos permitem uma maior dispersabilidade nas rações através de equipamentos exclusivos, eliminando qualquer necessidade de manipulação humana dentro das fábricas (EFSA, 2008). Além disso, conceitualmente esses produtos tem ação por contato e, por isso, precisam ser muito bem distribuídos para o máximo efeito antimicrobiano imediato e proteção residual.

Resultados

Para se avaliar a eficiência dos diferentes princípios ativos, foram realizados uma série de experimentos, destacando-se o efeito bactericida residual de um produto a base de ácido orgânico + formaldeído, aplicado em rações a base de milho e farelo de soja desafiadas com Salmonella Senftenberg (UFC/g) em concentração de 6,26 Log, sendo avaliado em dois períodos de tempo, 06 horas e 24 horas após a inoculação. Desta forma, observou-se que a adição de 2 e 4 Kg/ton foi suficiente para eliminar completamente a contaminação por Salmonella Senftenberg.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Exportações gaúchas de carne de frango têm queda de 0,3% no trimestre e alta de 6,3% na receita

Desempenho foi sustentado pelas vendas externas em março, quando os embarques cresceram 12% na comparação anual, além da valorização do produto no mercado externo e da expansão das vendas de ovos, que subiram 45,6% em volume no período.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

O desempenho das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul neste primeiro trimestre foi marcado por movimentos distintos entre os períodos. Enquanto o mês de março apresentou crescimento de 12% no volume embarcado em comparação ao mesmo mês de 2025, passando de 63 mil toneladas no ano passado para 70 mil toneladas neste ano, o volume das exportações no acumulado do trimestre registrou leve retração de -0,3% frente ao ano anterior, resultado que reflete estabilidade e retomada de mercados.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Em termos de receita, o desempenho foi positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano, evidenciando a importância do produto avícola gaúcho nos países importadores. Em março deste ano, as exportações de carne de frango apuraram receita de US$ 135.1 milhões, crescimento de 21,9% em relação aos US$ 110.8 milhões registrados no mesmo mês de 2025. No consolidado do primeiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 362.2 milhões, alta de 6,3% frente aos US$ 340.8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, refletindo a valorização do produto no mercado internacional.

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho demonstra o valor da indústria avícola gaúcha nos países importadores. “A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores, que ao fim dos

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: ““A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores” – Foto: Divulgação/Asgav

embargos, voltaram com muito “apetite” a comprar nosso produto”, afirma.

O setor está muito atento aos efeitos da crise no Oriente Médio, que tem elevado o custo de produção.

Aumento nas exportações gaúchas

No segmento de ovos, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram 1.730 toneladas no primeiro trimestre, volume 45,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 1.188 toneladas embarcadas. Com este expressivo aumento nos volumes exportados, a receita apresentou crescimento de 78,1%, alcançando US$ 6.8 milhões, contra os US$ 3.8 milhões do ano passado, refletindo a valorização do produto no mercado internacional e a recomposição gradual da demanda externa de mercados relevantes.

Foto: Shutterstock

Santos avalia que a manutenção de mercados estratégicos reforça as perspectivas positivas no setor da indústria e produção de ovos gaúcha. “A retomada das exportações de ovos, especialmente para destinos tradicionais, reafirma o Rio Grande do Sul no comércio internacional e traz boas perspectivas de crescimento ao longo do ano, acompanhando a demanda externa e a crescente valorização do produto avícola gaúcho”, destaca.

Exportações de carne de frango crescem 6% 

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no

Foto: Shutterstock

primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

Exportações brasileiras de ovos

O mercado externo para a indústria brasileira de produção de ovos, no total acusou recuos em volumes e receitas no trimestre, conforme quadro abaixo. Isso, se deve ao reposicionamento e planejamento de produção e volumes comercializados de alguns estados que certamente irão retomar os níveis médios exportados no decorrer dos últimos meses.

Fonte: Assessoria Asgav
Continue Lendo

Avicultura

Simpósio de Avicultura arrecada mais de R$ 10 mil para entidade em Chapecó

Valor foi obtido com vendas durante o evento e destinado à associação que apoia hospitais da região.

Publicado em

em

O lucro obtido com as vendas foi de R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste - Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) realizou, entre os dias 7 e 9 de abril, o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó. Durante o evento, os participantes tiveram acesso à NúcleoStore, loja com produtos personalizados cuja arrecadação é destinada a uma instituição local a cada edição.

Foram comercializados itens como bótons, camisetas, meias, lixocar e mousepads, com comunicação voltada ao setor avícola. Ao todo, a iniciativa arrecadou R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro).

A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

A ação integra as iniciativas do Nucleovet para associar eventos técnicos a atividades de apoio à comunidade. Segundo a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o objetivo é ampliar o impacto das ações realizadas durante o simpósio.

A presidente da Avhro, Édia Lago, informou que parte dos recursos já foi aplicada na melhoria da estrutura da sede da instituição. Entre as ações, está a revitalização de um espaço externo, com reorganização da área de acesso, o que deve facilitar o fluxo de veículos e ambulâncias.

A Avhro completa 24 anos de atuação em 2026 e reúne mais de 300 voluntárias. A entidade presta apoio ao Hospital Regional do Oeste (HRO), ao Hospital da Criança de Chapecó e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, com ações voltadas ao atendimento de pacientes e suporte às famílias.

Entre as atividades desenvolvidas estão a produção anual de cerca de 43 mil fraldas descartáveis, 350 enxovais de bebê, além de roupas hospitalares e outros itens utilizados nos atendimentos. A associação também organiza a entrega de cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico.

Outro eixo de atuação é o brechó solidário, que destina roupas gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade e apoia ações emergenciais. A entidade também participa de campanhas de doação para municípios afetados por desastres em diferentes regiões do país.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, iniciativas que conectam o setor agropecuário a ações sociais têm ganhado espaço no Brasil, reforçando o papel do setor além da produção.

Fonte: Assessoria Nucleovet
Continue Lendo

Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

Publicado em

em

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.