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Como controlar lesmas em pastagens
Ocorrência se deve as mudanças climáticas e ambientais devido a supressão de vegetações nativas, novos ambientes provenientes dessas intervenções e a adaptação destes seres aos novos habitats.

Lesmas são moluscos gastrópodes da mesma família que os caracóis e os caramujos. A singular diferença é que as lesmas apresentam a concha externa reduzida em relação aos caracóis e caramujos. São animais hermafroditas e herbívoros (se alimentam de plantas).
O seu habitat favorito são os ambientes aquáticos, sobre plantas aquáticas, nas vegetações alongadas a rios, brejos e lagoas, sobrevivendo em ambientes inundados, solos úmidos próximos a estes locais (Garcia et al, 2012).
Como ocorre a infestação de lesmas nas pastagens?

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal
Segundo vários autores, a ocorrência de lesmas em pastagens deve-se as mudanças climáticas e ambientais devido a supressão de vegetações nativas, novos ambientes provenientes dessas intervenções e a adaptação destes seres aos novos habitats.
Devido a estes fatores, ocorrem a infestações de lesmas nas pastagens, em grande massa populacional, em áreas de pastos próximos a rios, lagos, lagoas, brejos e pastos inundados. Os animais encontram uma grande quantidade de massa verde, próprias para seu consumo, além de um ambiente favorável. Situação semelhante encontraram Garcia et al,2012, em infestações de lesmas em áreas de capineiras de capim elefante.
As lesmas possuem hábitos noturnos, quando saem para se alimentar, ingerindo as folhas. Podem aparecer de dia nos ambientes, mas ficam “hospedadas” na base das plantas protegendo-se do sol.
Nas pastagens e áreas agrícolas (plantio de feijão, hortaliças), a infestação de lesmas é considera uma praga agrícola, pois destroem as plantações e as culturas, provocando sérios prejuízos.
Como controlar as lesmas em pastagens?
Segundo vários autores , Penteado,2001, Garcia et al, 2012, Gomes, 2025, existem diversos métodos de controle de lesmas em pastagens e culturas agrícolas, a se destacar:
- Controle químico: produtos “lesmicidas” , através de iscas de metaldeído, fosfato térmico e metiocarbe. Segundo autores, em jardins estes produtos tem boa eficiência, porém em grandes infestações tem se mostrado ineficiente, porém tem poucos trabalhos técnico-científicos que abordam esse tema;
- Penteado (2001) em seu livro sobre Agricultura Orgânica, sugere o uso de cloreto de sódio ( sal comum) em infestações de lesmas. Segundo o autor , o contato do cloreto de sódio, o índice de salinidade no ambiente e o contato do sal com as lesmas provoca a sua desidratação e consequente morte dos animais;
- Gomes ,2025, utiliza com grande sucesso, o fertilizante Cloreto de Potássio granulado em infestações de lesmas em pastagens e plantações agrícolas. Segundo o autor, o grau de salinidade do cloreto de potássio é maior que o cloreto de sódio e cria um ambiente mais salino e tem uma ação mais efetiva ( contato das lesmas com o cloreto de potássio) no controle das lesmas. Além do mais, o cloreto de potássio , é um fertilizante. Segundo Vasconcelos, 2006, o cloreto de potássio fortalece as plantas, tornando-as mais resistentes a estresses bióticos (como pragas e doenças) e abióticos (como seca e geada), aumenta a oferta de forragens e melhora a qualidade das pastagens. Gomes (2025), sugere utilizar uma espalhadeira de calcáreo para distribuir o fertilizante nas pastagens e utilizar de 50 a 100 Kg de cloreto de potássio por hectare em áreas infestadas.
- Garcia et al, 2012, utilizou cal hidratada para o controle de lesmas em áreas de capineiras de capim elefante. Segundo os autores, o uso do produto teve eficiência no combate as pragas agrícolas (lesmas) em comparação com produtos químicos.
Ao concluir o presente artigo, verificou-se que a infestação de lesmas tem seu habitat em ambientes úmidos , em grande grupo populacional , é considerada uma praga agrícola, pois ao se “alimentarem” das plantas, promovem graves prejuízos. Observou-se também que a sua ocorrência em pastagens se deveu as mudanças climáticas e ambientais e os animais se adaptaram as pastagens próximas as áreas de rios, lagos, lagoas, brejos e solos úmidos.
O artigo também evidenciou uma série de tratamentos visando o controle dessas pragas agrícolas.

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Exportações de carne bovina batem recorde em 2025
Brasil embarca 3,5 milhões de toneladas, amplia receita para US$ 18 bilhões e fortalece presença em mais de 170 mercados, com liderança da China e avanço expressivo em destinos estratégicos.

Com recordes sucessivos mês a mês, 2025 entra para a história como o maior já registrado nas exportações de carne bovina pelo Brasil. Foram ao todo 3,50 milhões de toneladas, um incremento de 20,9% em relação a 2024. O volume exportado movimentou US$ 18,03 bilhões, cerca de 40,1% a mais do que o faturado no ano anterior. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).
A carne bovina in natura respondeu pela maior parte dos embarques, com 3,09 milhões de toneladas, crescimento de 21,4% na comparação anual, e receita de US$ 16,61 bilhões. Somadas todas as categorias: in natura, industrializadas, miúdos, tripas, gorduras e salgadas, os embarques brasileiros alcançaram mais de 170 países, ampliando a presença internacional do setor e diversificando destinos.

A China foi o principal destino da carne bovina brasileira em 2025, respondendo por 48% do volume total exportado, com 1,68 milhão de toneladas, que somaram US$ 8,90 bilhões. Em seguida, destacaram-se os Estados Unidos, com 271,8 mil toneladas e US$ 1,64 bilhão. Na sequência, vêm o Chile (136,3 mil toneladas; US$ 754,5 milhões), a União Europeia (128,9 mil toneladas; US$ 1,06 bilhão), a Rússia (126,4 mil toneladas; US$ 537,1 milhões) e o México (118,0 mil toneladas; US$ 645,4 milhões).
Na comparação com 2024, houve crescimento em volume na maior parte dos principais destinos. As exportações para a China avançaram 22,8% no acumulado do ano, enquanto os Estados Unidos registraram alta de 18,3%. A União Europeia apresentou crescimento de 132,8%, e o Chile, de 29,8%. Também se destacaram os aumentos para a Argélia (+292,6%), o Egito (+222,5%) e os Emirados Árabes Unidos (+176,1%).
Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, o desempenho de 2025 demonstra a resiliência e a maturidade do setor. “O desempenho de 2025 foi extraordinário. Depois de um 2024 muito positivo, conseguimos ampliar volume, valor e presença internacional. Mesmo com impactos temporários, como o tarifaço dos Estados Unidos, a indústria respondeu com rapidez, mostrou resiliência e saiu ainda mais fortalecida.

Os resultados de 2025 refletem a atuação conjunta da ABIEC, de suas empresas associadas e do setor público, com destaque para a parceria com a ApexBrasil, por meio do Projeto Setorial Brazilian Beef, e para o diálogo permanente e o apoio do Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores (MRE), além da interlocução institucional com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Para 2026, a avaliação da Associação é de otimismo com realismo, com expectativa de estabilidade em patamar elevado após dois anos consecutivos de forte crescimento e ambiente favorável ao avanço em mercados estratégicos. “Entramos em 2026 com negociações ativas e perspectiva concreta de avançar em mercados como Japão, Coreia do Sul e Turquia, que têm alto potencial e vêm sendo trabalhados de forma técnica e contínua, em parceria entre o setor privado e o governo. A visão é de um crescimento mais qualificado, com previsibilidade, competitividade e maior valor agregado, e sempre atento às questões geopolíticas”, conclui Perosa.
Dezembro
No mês de dezembro de 2025, o Brasil exportou 347,4 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 1,85 bilhão. A China liderou as compras no mês, com 153,1 mil toneladas, seguida pelos Estados Unidos (27,2 mil toneladas), Chile (17,0 mil toneladas) e União Europeia(11,9 mil toneladas).
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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”



