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Como as culturas de inverno podem garantir uma safra melhor no verão?
Cuidados com o solo nesse período podem resultar em melhores produtividades no sistema de rotação de culturas

Em muitas regiões, especialmente no Sul do Brasil, os produtores já iniciaram a implantação de culturas de inverno como canola, trigo e aveia branca. Além de reforçar a renda do produtor, as culturas de inverno promovem melhorias significativas no sistema produtivo como um todo. E, segundo especialistas, manter o solo coberto como forma de proteção e fertilização vai garantir uma safra mais produtiva no verão.
A explicação, conforme os agrônomos, é que as culturas de inverno, quando bem preparadas, desempenham um papel importante na produção de palhada, formando biomassa sobre a superfície, além de atuar na correção e fertilidade de perfil de solo. Consequentemente, isso ocasiona um aumento do potencial produtivo para a próxima cultura de verão, como explica o agrônomo, Eduardo Silva e Silva.
“Investir nas culturas de inverno é uma grande sacada do produtor, especialmente para aqueles que querem atingir grandes produtividades no sistema produtivo. No entanto, é importante cuidar do processo de nutrição de planta e condicionamento de solo, através de fertilizantes minerais como o sulfato de cálcio granulado, por exemplo”, afirma.
De acordo com Silva e Silva, que também é especialista em solo, o sulfato de cálcio granulado é 150 vezes mais solúvel que o calcário, e atua fortemente no “aumento indireto da matéria orgânica do solo (MOS) via maior produção de raiz e maior estímulo positivo à biomassa microbiana”, explica.
No entanto, o especialista lembra que o produtor não pode esquecer a parte nutricional da planta de inverno, seja ela apenas de cobertura ou para colher o grão, como o trigo.
“Toda planta precisa de nutrientes, não podemos negligenciar a nutrição dessas plantas e investir só no verão. Se o produtor pensar assim, quando chegar o verão, vai estar “devendo” nutrientes para o solo, o que pode resultar em uma soja subnutrida, por exemplo”, destaca.
Outro alerta importante que Silva e Silva faz é em relação ao alumínio tóxico, principalmente para os produtores de trigo. “Com relação ao solo, o trigo por exemplo, é muito sensível ao alumínio. Além de suas características fisiológicas muito específicas, ele tem dificuldade de se nutrir e se manter no ambiente que tenha alumínio. Aí entra o papel do sulfato de cálcio, que combate a acidez do solo. Além disso, o cálcio também dá estrutura para a planta, reduzindo a possibilidade de acamamento”, explica o agrônomo.
Para finalizar, o especialista, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa líder no fornecimento de sulfato de cálcio no Sul do Brasil, destaca que o condicionamento de solo no inverno, através do sulfato de cálcio, estimula o enraizamento mais vigoroso nas gramíneas, deixa o solo mais aerado, absorvendo melhor a água e criando reservatórios em profundidade. “Com o solo descompactado, as raízes das plantas alcançam maiores profundidades, tendo acesso à água e nutrientes”, conclui.
Confira no que o plantio das culturas de inverno pode contribuir para o sistema produtivo:
• a rotação de culturas, no longo prazo, reduz o estresse sobre o sistema solo/planta/microrganismos, resultando em maior estabilidade e dinâmica de nutrientes no solo;
• reduz a seleção de plantas daninhas resistentes a herbicidas;
• o plantio de uma planta de cobertura no inverno contribui para a saúde do solo, ainda mais quando recebe produtos fertilizantes e condicionadores ao mesmo tempo como sulfato de cálcio (SulfaCal);
• reduz a pressão de pragas e doenças e, como consequência, a utilização de defensivos agrícolas (inseticidas, herbicidas e fungicidas);
• auxilia no processo de mineralização do nitrogênio no solo.

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena
Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos
Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.
A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.
Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.
Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.





De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.